Cingapura e Indonésia se classificam no sufoco; Palestina está eliminada

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Os dois países do sudeste asiático deixaram 243 milhões de pessoas (5 milhões referentes à população de Cingapura e 237 milhões à da Indonésia) com os nervos à flor da pele na manhã de ontem, quinta-feira, 28 de julho de 2011. Por muito pouco, as duas seleções não ficaram de fora das Eliminatórias Asiáticas para a Copa de 2014. Já os palestinos chegaram a sonhar com a inédita vaga à 3ª Fase das eliminatórias.

Palestina começa bem, mas cede empate e está fora

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O estádio internacional Faisal Al-Husseini deve ter pegado fogo logo nos primeiros seis minutos de jogo. A esta altura, a Palestina já fazia 1×0 na Tailândia, mesmo placar do jogo de ida (ver texto 2), o que enchia de esperança o torcedor. Em ótima troca de passes entre a marcação tailandesa, de amarelo, Fahed Attal serviu muito bem seu companheiro de ataque, Murad Alyan, que chutou de primeira para marcar o gol da Palestina. Só a entonação do narrador, mesmo que não se entenda o árabe, já resume o sentimento palestino naquele momento.

Porém, o ímpeto dos donos da casa murchou aos 33 minutos do primeiro tempo. Teerasil Dangda, do Muangthong United (Tailândia) recebeu lançamento, dominou, já dentro da área, e deu passe açucarado para o meia Datsakorn Thonglao, que bateu muito bem, tirando qualquer chance de defesa do goleiro Mohammed Shbair.

No primeiro minuto do segundo tempo, a Palestina quase marcou. Em outro lançamento longo, um palestino dominou a bola no flanco direito e cruzou para a área. Fahed Attal ficou muito perto de anotar seu segundo gol na partida, furando dentro da pequena área.

A Tailândia também teve a sua chance de fazer um gol. Thonglao recebeu passe na direita e, de fora da área, tocou por cobertura. Shbair conseguiu dar um passo para trás e espalmar para escanteio o que seria um golaço da Tailândia. À medida que o jogo ia chegando ao final, os palestinos começavam a ficar bastante nervosos, já que eram necessários dois gols para conseguirem a classificação.

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Exatamente aos 45 minutos, os anfitriões foram agraciados pelo esforço. Murad Alyan recebeu bola dentro da área. De costas e cercado por três tailandeses, ele girou, caminhou com a bola aos pés e chutou no canto direito de Kawin Thamsatchanan, fazendo 2×1 para a Palestina.

A esperança palestina voltou a inundar as arquibancadas, lotadas de torcedores – com um pequeno grupo de tailandeses. Porém, a água fria do balde começou a cair sobre os palestinos quatro minutos depois, já nos acréscimos. Em contra-ataque tailandês, Datsakorn Thonglao carregou a bola e foi calçado, por trás, pelo meia Khadir Yousef, que, como era o último homem, foi expulso de forma direta pelo árbitro bareinita Salah Mohamed Noor.

Quando já não havia mais tempo para o terceiro gol palestino, a seleção da casa acabou de tomar o banho de água fria. Na falta que ocasionou a expulsão do atleta palestina, cobrada por Thonglao, o tailandês fez seu segundo gol no jogo, empatando a partida e colocando a Tailândia na 3ª Fase.

Os tailandeses também alcançaram a 3ª Fase nas Eliminatórias para a Copa de 2010, terminando na lanterna do Grupo 2, com apenas um ponto em seis partidas, oriundo de um empate, fora de casa, com o Bahrein – Japão e Omã também estavam no grupo. A Tailândia é considerada força 4 e, por esta razão, figura no Pote 4 do sorteio dos grupos da 3ª Fase, a ser realizado amanhã. Aos palestinos, resta o orgulho de ter feito bons jogos nas eliminatórias, faltando pouco para ir mais longe.

Melhores momentos e gols do jogo

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Malásia não reverte vantagem de Cingapura

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Quando a partida de ida da 2ª Fase acabou, com vitória de Cingapura por 5×3 (ver texto 3), os malaios sentiram que havia a possibilidade de, dentro de casa, fazer os dois gols necessários para se conseguir a classificação. Porém, Cingapura soube se defender e saiu de Kuala Lumpur, capital da Malásia, com a vaga à 3ª Fase debaixo dos braços.

Os gols só ocorreram no segundo tempo. Aos 13 minutos, Mohd Sali recebeu lindo passe de seu companheiro, já dentro da área, e bateu forte, cruzado, sem chances para Izwan Mahbud, levando ao delírio os cerca de 90.000 torcedores, maior público de todas as eliminatórias até o momento, presente ao estádio nacional Bukit Jalil (100.200 lugares).

A Malásia ainda precisava de mais um gol para se classificar e foi em busca dele. Entretanto, Cingapura empatou num lance inusitado. Aos 28 minutos, Mahbud, goleiro dos visitantes, cobrou infração de impedimento perto de sua grande área, dando um chutão para frente.

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A bola viajou até a entrada da área da Malásia. Com um toque de cabeça sutil, Aleksandar Duric, o atacante sérvio naturalizado cingapuriano, de 40 anos – ele fez dois dos cinco gols na partida de ida – colocou Jia Yi Shi, um chinês, que também marcou na ida, na cara do gol. Aí ele só teve de dominar e tocar para as redes, sem chances para Khairul Bin Che, que ainda pulou para tentar a defesa.

Classificada com o empate de 1×1, Cingapura repete, por enquanto, a campanha das eliminatórias de 2010, quando também alcançou a 3ª Fase. No entanto, os cingapurianos torcem por melhor sorte no sorteio de amanhã, no Rio de Janeiro. Se em 2010 eles tiveram de enfrentar Uzbequistão, Arábia Saudita e Líbano, lanterninha daquele grupo com zero pontos, não seria nada mal ter como companheiros desta vez, em 2014, China, Jordânia e Omã, por exemplo.

Gols do jogo

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Indonésia vence Turcomenistão em jogo de sete gols

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Com toda certeza, emoção não faltou no estádio Gelora Bung Karno (100.800 lugares). Empurrada por uma multidão de 88.000 torcedores, muito mais do que o Turcomenistão teve a seu favor na ida (7.500 pessoas) (ver texto 1), a Indonésia partiu para cima e ganhou de goleada no primeiro tempo.

O gol inaugural do jogo aconteceu logo aos dez minutos. Cristian Gonzáles, atacante nascido no Uruguai e desde 2003 no futebol indonésio converteu, com uma mortal cabeçada, cruzamento pela direita, vencendo o goleiro Maksatmyrat Shamuradov. A bola ainda bateu na trave antes de ultrapassar a linha do gol.

O segundo veio oito minutos depois. A defesa indonésia tocou muito bem a bola e o atacante Boaz Solossa foi lançado na ponta esquerda. Como o zagueiro do Turcomenistão, Begli Annageldiyev, não teve êxito em marcá-lo, Solossa caminhou até a linha de fundo e cruzou. Bem colocado, González se antecipou a Shamuradov para balançar as redes mais uma vez.

O desastre turcomeno na primeira etapa se fez completo aos 42 minutos. Muhhamad Ridwan percebeu Mohammad Nasuha livre, na entrada da área, e tocou para ele, da linha de fundo. Antes que a marcação turcomena pudesse cercá-lo, Nasuha arriscou de fora da área e fez um golaço, no ângulo, encobrindo o goleiro do Turcomenistão.

A reação

Se a etapa inicial teve somente um time em campo, no segundo tempo a história se repetiu, com uma importante diferença. Com 3×0 de desvantagem, o Turcomenistão foi em busca da reação. Aos 25 minutos, em cobrança de escanteio mal batida, a zaga indonésia se complicou e Mohammad Nasuha fez contra, dando a esperança do empate aos turcomenos, que, assim, alcançariam a classificação.

Seis minutos depois, a Indonésia chegou ao quarto gol, freando a reação turcomena. Em mais uma ótima jogada de Boaz Solossa, Muhammad Ridwan foi servido e, da entrada da grande área, chutou colocado, a-lá Kaká, sem qualquer chance para Shamuradov. A situação do Turcomenistão ficou ainda pior com o segundo cartão amarelo de Bahtiyar Hojaahmedov, que empurrou Ridwan no flanco esquerdo da defesa turcomena, perto da área, e foi expulso pelo árbitro australiano Benjamin Willians.

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Precisando fazer três gols e com o jogo na altura dos 33 minutos, a torcida indonésia era só alegria, certo? Correto, até o Turcomenistão diminuir, marcando o segundo gol na partida. A sete minutos do fim, Berdy Shamuradov e Gahrymanberdy Chonkaev fizeram tabelinha no campo de ataque indonésio, com a bola sobrando para Shamuradov, livre, apenas deslocar o goleiro Feri Sulu com tranquilidade.

Aos 41 minutos, o silêncio da torcida indonésio era perfeitamente compreendido. O Turcomenistão, mesmo com dez homens em campo, fez o terceiro. Chonkaev recebeu passe da direita e, de frente para um zagueiro, já que Sulu havia ficado vendido no lance, só tocou para aterrorizar os 88.000 torcedores. No lance seguinte, a Indonésia ainda acertou a trave.

Nos minutos finais e precisando de apenas um gol para se classificar, o Turcomenistão partiu rumo ao ataque. A agonia indonésia só terminou com o apito final de Benjamin Willians. Desta vez, a Indonésia alcançou a 3ª Fase, feito que não conseguiu no torneio de 2010, quando, pela segunda etapa, perdeu da Síria por 11×1, no placar agregado. Será bem difícil para os indonésios irem além da fase de grupos.

Gols e lances do jogo

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