Eliminatórias Ásia 2014: placares apertados na ida

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O Plano Tático mostra a análise de mais três jogos de ida da 2ª Fase das Eliminatórias Asiáticas para a Copa do Mundo de 2014. Os donos da casa venceram, exceção feita ao Turcomenistão, mas não deram grande passo rumo à fase de grupos.

Equilíbrio entre turcomenos e indonésios

Turcomenistão x Indonésia

Dois gols ainda no primeiro tempo e só. Isso foi tudo que Turcomenistão e Indonésia conseguiram fazer ontem, 23 de julho de 2011, no estádio Olímpico de Ashgabat (35.000 lugares), na capital do país, Ashgabat. Pior para os 7.500 torcedores que acompanharam a partida, provavelmente turcomenos – dada a grande distância entre os países –, que deixaram as arquibancadas com a sensação de que a classificação do Turcomenistão para a 3ª Fase do torneio asiático está ameaçada.

O jogo

Jogando em casa, o Turcomenistão começou no ataque. A recompensa veio logo aos 11 minutos, em cobrança de falta. O goleiro da Indonésia, Ferry Rotinsulu, que já havia falhado em dois lances anteriores, que por pouco não resultaram na abertura do placar pelos turcomenos, não segurou de novo.

A falta cobrada por Vyachslav Krendelev, camisa 6, passou por baixo da barreira de três jogadores da Indonésia, indo parar no fundo das redes, em mais uma falha de Rotinsulu, atrapalhado pelo bolo de jogadores em sua frente, é verdade. 1×0 Turcomenistão.

O gol de empate da Indonésia veio aos 28 minutos, depois de sucessivas falhas da zaga do Turcomenistão. Depois de adentrar a defesa turcomena driblando facilmente, Ahmad Bustomi tocou para seu companheiro, que chutou fraquinho para dentro da pequena área.

A bola passou por baixo das pernas do zagueiro do Turcomenistão, enganando o goleiro Maksatmyrat Shamuradov, que fez defesa parcial, jogando a bola para o meio da pequena área. Livre, Muhammad Ilham só teve o trabalho de tocar para o gol vazio e empatar a partida. Na etapa final, aos 31 minutos, o camisa 10 do Turcomenistão, Artur Gevorkyan, foi expulso de campo, único vermelho do jogo.

Como o Plano Tático avisou, na reportagem especial sobre os confrontos da 2ª Fase (ver título Indonésia, ao final do texto), o embate foi equilibrado. Apesar de a Indonésia levar a vantagem em um novo empate, sem gols, para Jacarta, capital do país, no próximo dia 28 de julho, os turcomenos podem chegar lá e vencer. Espera-se que a qualidade do gramado do estádio Gelora Bung Karno (88.306 lugares) seja melhor do que a praça turcomena! Um leve favoritismo para os indonésios.

Gols da partida

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Síria sofre para derrotar Tadjiquistão

Síria x Tadjiquistão

A seleção da Síria venceu, por 2×1, mas, se for derrotada, no Tadjiquistão, por 1×0, estará eliminada das Eliminatórias Asiáticas. É verdade que os atletas sírios não tiveram grande apoio da torcida, já que a partida foi disputada na capital da Jordânia, Amã, por causa dos tumultos políticos que ainda assolam o país.

Os 2.500 torcedores que compareceram ao estádio King Abdullah (20.000 lugares) só viram gols nos acréscimos do primeiro tempo. Aos trancos e barranco e com uma ajudinha do camisa 5 do Tadjiquistão, Sokhib Savankulov, que tentou cortar um passe na entrada da área, de bicicleta, mas furou, a Síria chegou ao gol inaugural. A bola sobrou para o atacante George Mourad, que nasceu no Líbano. Ele dominou a bola, caminhou com ela e chutou rasteiro, por baixo do goleiro Alisher Tuychiev.

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Na volta do intervalo, os sírios foram surpreendidos logo aos dois minutos. Kamel Saedov recebeu lançamento na direita, driblou a-lá Arjen Robben – guardadas as devidas proporções – e emendou um petardo, que invadiu o ângulo direito do goleiro Kawa Hesso, que poderia ter espalmado para fora, mas não conseguiu.

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O segundo gol da Síria, que fechou o placar, foi marcado por Raja Rafe, aos 32 minutos da etapa final. Ele recebeu cruzamento da direita, se antecipou ao volante Ibragim Rabimov e cabeceou para as redes, do jeito que dava, indefensável para Tuychiev, que teve poucos segundos para reagir ao lance.

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As duas seleções voltam a se enfrentar em Tursunzoda, no extremo oeste do Tadjiquistão, a 60 km da capital do país, Dushanbe. Certamente, o estádio de Metallurg (20.000 lugares) deverá ter maioria tadjique, o que pode dificultar a vida dos sírios. O confronto está indefinido.

Iraquianos confirmam favoritismo e saem na frente

Iraque x Iêmen

O Iraque fez o dever de casa e derrotou o Iêmen, no estádio Franso Hairi, em Arbil (28.000 luagres), em Arbil, no norte do país, largando bem na partida de ida da 2ª das Eliminatórias Asiáticas para a Copa de 2014. O primeiro gol, bastante comemorado pelos 20.000 iraquianos que assistiram à partida in loco, saiu no início.

Logo aos nove minutos, o lateral-esquerdo Bassim Abbas, lançou o camisa 10 iraquiano, na entrada da grande área. Habilidoso, como havia alertado o Plano Tático na mesma reportagem especial sobre os confrontos da 2ª Fase das eliminatórias (ver texto sobre o Iraque), Younis Mahmoud serviu o atacante Hawar Mulla Mohammed.

O atleta esperou a bola quicar para emendar um belo chute cruzado, sem chances para o goleiro iemenita, Salem Saeed, que pulou desesperado para fazer a defesa, mas a bola já atingia as redes de sua meta. Detalhe para a emoção do narrador iraquiano com o gol da seleção de seu país, além da lotação do estádio Franso Hairi, num país que há alguns anos convivia diariamente com os bombardeios estadunidenses.

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O segundo gol do Iraque, que venceu por 2×0, foi marcado na metade do segundo tempo. Novamente Younis Mahmoud, o homem da partida, desequilibrou a favor dos iraquianos. Aos 18 minutos, ele recebeu passe açucarado na linha de fundo. Já dentro da grande área, ele fingiu que cruzaria, mas enganou o marcador do Iêmen, que ficou no chão, num carrinho sem sucesso.

Mahmoud, então, com espaço para pensar no que fazer, olhou para a área e observou o camisa 17, Alaa Al-Zahra, de 25 anos, entrando pelo lado esquerdo do ataque, sem marcação. Ele esperou o momento certo para fazer o passe nos pés de Al-Zahra, que só teve o trabalho de empurrar para o gol. Delírio do público, que deve ter sentido, naquele momento, que a classificação poderá estar bem perto.

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De fato, o Iraque leva boa vantagem para o jogo de volta, que não será realizado no Iêmen, que, assim como a Síria, enfrenta protestos da população e, de acordo com a FIFA, não está seguro o suficiente para abrigar um jogo de futebol. Portanto, ambos se enfrentam pela vaga à 3ª Fase das Eliminatórias Asiáticas nos Emirados Árabes Unidos, mais precisamente em Al Ain, perto da fronteira com Omã. Se o Iêmen quiser avançar, a marcação em Younis Mahmoud deverá ser especial.

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