Notas Rápidas – Eliminatórias Concacaf 2014

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Hoje, sábado, 9 de julho de 2011, o Plano Tático aborda os jogos de ontem, sexta-feira, pelas Eliminatórias da Concacaf para a Copa do Mundo de 2014. E os vencedores levaram a melhor e abriram boas vantagens para os jogos de volta. Veja como foram os jogos entre Anguilla x República Dominicana e Aruba x Santa Lúcia, pela Fase Preliminar!

Favoritos muito perto da classificação

Anguilla x República Dominicana

Os dominicanos eram amplos favoritos, por várias razões. Primeiro, por causa de jogadores mais experientes, como o atacante Jonathan Faña, de 24 anos, que atua pelo Puerto Rico Islanders (Porto Rico) e o goleiro Miguel Lloyd, de 28 anos, atleta do West Connection (Trinidad & Tobago). Pode parecer pouco, mas, diante de uma fraca seleção como Anguilla, eles fazem a diferença.

Outro fator que pendeu para o lado dominicano é o estádio em que foi realizada a partida. Depois de reformas exigidas pela FIFA, o que atrasou a realização do embate, o país pôde receber um jogo oficial das Eliminatórias, no estádio Pan Americano, na capital San Cristobal. Aliás, o mando foi de Anguilla, já que o país não tem praças esportivas com infraestrutura exigida pela FIFA. A volta, com mando dominicano, também será disputada em San Cristobal.

Portanto, a vitória de 2×0 da República Dominicana sobre Anguilla é resultado da pouca experiência do derrotado em eliminatórias. A pequena ilha de 13.600 habitantes fez sua estreia apenas no torneio válido pela Copa de 2002. Anguilla caiu na 1ª Fase, sendo eliminada por Bahamas (3×1 e 2×1). Quatro anos depois, diante da própria República Dominicana, a ilhota caribenha empatou em 0×0 – melhor resultado em eliminatórias até o momento –, mas perdeu por 6×0 e saiu ainda na fase inicial.

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Na última tentativa de avançar, no torneio de 2010, o maior vexame da recente história. Diante de El Salvador, uma enorme goleada de 12×0 e outra de 4×0 mantiveram a escrita de Anguilla, que ainda não venceu em eliminatórias, nos seis jogos que disputou.

Pelo lado dominicano, a primeira eliminatória foi para a Copa de 1978. Os dominicanos começaram com duas derrotas (ambas de 3×0) para os vizinhos ocidentais da Ilha de Hispaniola, o Haiti, dividida pelos dois países. Entre 1982 e 1990, a República Dominicana ficou ausente das eliminatórias, voltando no torneio de 1994. Porém, as coisas não mudaram e os dominicanos se viram novamente fora da disputa ainda na Fase Preliminar, desta vez para Porto Rico (1×1 e 2×1).

A primeira vitória e classificação viriam em 1996, nas eliminatórias para a Copa de 1998. Aliás, os dois triunfos sobre Aruba (3×2 e 3×1) permitiram aos dominicanos enfrentar Antilhas Holandesas (atual Curaçao). Surpreendentemente, depois de vencer em casa, por 2×1, a República Dominicana segurou o 0×0 longe de seus domínios e avançou novamente. Mas a aventura parou por aí, na 3ª Fase. Diante da forte Trinidad & Tobago, derrotas de 4×1 e 8×0 puseram fim ao sonho dominicano.

Nas duas eliminatórias seguintes (2002 e 2006), os trinitinos eliminariam os dominicanos, na 2ª Fase das eliminatórias. Em 2010, Porto Rico voltou a despachá-los, ainda na 1ª Fase. A República Dominicana tem 20 jogos em eliminatórias, com sete vitórias, três empates e dez derrotas, com 23 gols marcados e 37 sofridos.

Por tudo é que os gols de Domingo Peralta e Jonathan Faña, ainda no primeiro tempo, não são nenhuma surpresa. Amanhã, domingo, 10 de julho, no jogo de volta, a ser disputado no mesmo estádio, não haverá outro resultado que não a derrota dos jogadores de Anguilla, que, mesmo atuando em equipes das divisões inferiores da Inglaterra, não poderão fazer frente ao poderio dominicano.

Aruba vence, mas nada está decidido

Aruba x Santa Lúcia

Com elencos baseados nos próprios países, com poucos jogadores atuando no exterior (Santa Lúcia tem três, todos em Trinidad & Tobago, e Aruba, um), era de se esperar certo equilíbrio no primeiro confronto entre Aruba x Santa Lúcia. Ele de fato aconteceu, tanto que os 4×2 conquistados por Aruba, no estádio Trinidad, em Oranjestad, capital do país, dá uma vantagem importante.

Os arubanos levaram uma equipe mais experiente, que tem no nome do atacante David Abdul a figura mais importante. Com apenas 21 anos e nascido em Aruba, Abdul joga pelo Sparta Roterdam, da 2ª Divisão da Holanda, onde se profissionalizou. Foi dele o último gol da partida, a seis minutos do fim.

O equilíbrio se fez presente no primeiro tempo, em que houve empate por 2×2 [gols de Erick Santos de Gouveia e Maurice Escalona (Aruba) e Kevin Edward e Kurt Frederick (Santa Lúcia)]. No segundo, Santa Lúcia tirou um pouco o pé na marcação, que rendeu cinco cartões amarelos e um vermelho, este último já no final do jogo, o que facilitou a vida de Aruba.

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A história de ambos em eliminatórias é bem parecida. Santa Lúcia começou a disputá-la em 1994, quando foi eliminada por São Vicente & Granadinas (vitória de 1×0 e derrota de 3×1). A primeira vez em que Santa Lúcia passou da 1ª Fase foi nas eliminatórias passadas, válidas pela Copa de 2010. Na ocasião, o país eliminou Ilhas Turks & Caicos, por 3×2 no placar agregado. Na sequência, entretanto, derrotas de 6×0 e 3×1 para a Guatemala resultaram na eliminação. No total, são 15 jogos, com cinco vitórias e dez derrotas. Santa Lúcia marcou 20 gols, mas sofreu 32, contando como jogo de ontem.

Já Aruba começou as eliminatórias no torneio de 1998. Com duas derrotas, é verdade, para a República Dominicana (3×2 e 3×1), na 1ª Fase. Porém, diferente de Santa Lúcia, já na segunda participação, Aruba avançou de fase, eliminando Porto Rico (4×2 e 2×2).

Contudo, na 2ª etapa, reveses para Barbados (3×1 e 4×0) impediram Aruba de seguir adiante. Foi a única vez em que o país avançou na história das eliminatórias. No retrospecto geral, Aruba tem 11 jogos, com duas vitórias, um empate e oito derrotas. São 16 gols marcados, contra 33 sofridos, também se levando em conta a partida de ida diante de Santa Lúcia.

A vitória de Aruba é importante, mas não definitiva. Os dois gols fora de casa podem ajudar Santa Lúcia na volta, que ocorre na próxima terça-feira, 12 de julho, em Castries, capital do país. O confronto está em aberto.

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