Carlos Ruiz: em busca do topo na seleção da Guatemala

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Carlos Humberto Ruiz Gutierrez. Este nome já faz parte da história da Guatemala, com absoluta certeza. Nascido em 15 de setembro de 1979, na Cidade de Guatemala, capital e maior município do país (1,1 milhão de habitantes), o atacante iniciou a carreira no clube da terra natal. A profissionalização aconteceu em 1995, pelo Municipal (Guatemala), atual maior vencedor da liga guatemalteca, com 28 conquistas.

Ruiz demorou longos cinco anos para deixar o Municipal e galgar voos maiores no âmbito da carreira. Pelo clube da Guatemala, Ruiz marcou 59 gols em 143 partidas e conquistou uma vez a liga nacional, mas precisava mostrar muito mais serviço no PAS Giannina (Grécia), que o contratou em 2000. Porém, na Europa, o atacante não repetiu o sucesso alcançado na América Central, jogou apenas quatro partidas, sem marcar gols, e voltou ao Municipal.

É importante ressaltar que, antes mesmo de rumar para o velho continente, Ruiz já havia estreado pela seleção da Guatemala. O primeiro jogo foi em 18 de novembro de 1998, aos 19 anos, num torneio amistoso diante do México, terminado em 2×2. Menos de um ano depois, em 19 de março de 1999, o atacante marcou pela primeira vez, em outro empate (1×1), diante de El Salvador, pela UNCAF Cup, o torneio dos países da América Central.

Nova chance

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Num campeonato de baixo nível técnico como o guatemalteco, Ruiz novamente foi destaque e o Municipal levantou o caneco da temporada 2001-02. Com isso, o Los Angeles Galaxy (Estados Unidos) decidiu dar uma chance ao atleta. Quando Ruiz foi apresentado como novo reforço do clube, foi muito sincero em sua primeira coletiva:

“Eu não sei nada sobre a Major League Soccer (MLS) e o futebol jogado aqui. Tudo que ouvi sobre a MLS não foi nada bom. Observando de fora, percebemos que todos os atletas que vêm jogar aqui o fazem porque estão em fim de carreira”, afirmou. Com o passar do tempo, o preconceito de Ruiz acerca do futebol estadunidense foi dando lugar ao pensamento positivo.

No fim da temporada 2002, o Los Angeles Galaxy venceu tudo o que tinha direito, com Ruiz fazendo excelentes jogos e sendo o grande destaque do ano. O guatemalteco ganhou dois prêmios oferecidos pela MLS, de jogador mais valioso da temporada e o de artilheiro da liga estadunidense, com 24 gols em 26 jogos. Somando-se todas as competições, Ruiz anotou 32 gols em 32 partidas. Ele, claro, falou à imprensa sobe sua mudança de pensamento:

“No início, eu não estava nem um pouco feliz de vir jogar nos Estados Unidos. Porém, depois de alguns jogos, pude perceber o bom nível do futebol daqui e fiquei entusiasmado por entrar em campo”.

Nos dois anos em que continuaria no Los Angeles Galaxy, Carlos Ruiz marcaria menos gols, 29 em 51 partidas, mas seria novamente artilheiro, em 2003, com 15 tentos em 26 jogos. Nesse meio-tempo, em 2003-04, Ruiz teve outra grande oportunidade de jogar na Europa. Ele chegou a fazer testes no Wolverhampton Wanderers (Wolves), da Inglaterra, mas não teve sucesso e continuou nos Estados Unidos.

FC Dallas

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Em 2005, o atacante guatemalteco foi preterido pelo Los Angeles Galaxy, que preferiu negociá-lo com o Dallas a fim de poder contratar o astro Landon Donovan, que deixava o Bayer Leverkusen (Alemanha) e voltava à terra natal – está até hoje no clube e já jogou 157 vezes, com 81 gols marcados.

Com isso, Carlos Ruiz foi para o Dallas, mas não conseguiu se destacar como quando defendia o LA Galaxy. Em três anos de Dallas, Ruiz participou de 74 partidas, balançando as redes 36 vezes apenas. Na última temporada com a camisa do Dallas, ele marcou apenas oito gols e 24 jogos. Aos 28 anos, era hora de arrumar as malas.

Parece que Ruiz estava mais feliz na seleção da Guatemala, tendo ajudado a equipe ao marcar nove gols nos três anos em que defendeu o Dallas. Nas Eliminatórias para a Copa de 2006, na Alemanha, Carlos Ruiz foi a figura mais importante e quase colocou a Guatemala no Mundial. A equipe centro-americana somou 11 pontos em dez rodadas (3v, 2e, 5d), a dois de Trinidad & Tobago, que disputou a repescagem, contra o Bahrein, e se classificou. Na ocasião, Ruiz marcou dez gols, sendo o quarto melhor artilheiro das Eliminatórias da Concacaf.

Perambulando

A partir da temporada 2008, o astro da seleção da Guatemala não conseguiu boas sequências nos clubes que defendeu. No período de três anos, Ruiz vestiu as camisas de Los Angeles Galaxy, dos Estados Unidos (um gol em nove jogos), Toronto, do Canadá, que disputa a MLS (nenhum gol em cinco partidas), Olímpia, do Paraguai, em sua melhor performance (dez gols em 18 partidas) e Puebla, do México (nove tentos em 32 jogos). Antes de voltar aos Estados Unidos, para defender o Philadelphia Union, Carlos Ruiz ainda jogou o Campeonato Grego, pelo Aris Thessaloniki, em que disputou 16 jogos, 11 como titular, marcando apenas um gol e ficando em campo 950 minutos.

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Por sua nova equipe nos Estados Unidos, o Philadelphia, Ruiz, em que teve de passar por testes para ser contratado, marcou sete gols em 15 partidas, mas não terminou a disputa da Major League Soccer em 2011.

Antes de se despedir, porém, Ruiz marcou um golaço de longe, numa partida diante do Chicago Fire, naquele que foi o gol da vitória do Philadelphia Union.

México

Tudo porque o Triburines Rojos de Veracruz, conhecido como Veracruz, que disputa a Liga de Ascenso (2ª Divisão) do México decidiu apostar no atleta de 31 anos. No site oficial do clube, a maioria da torcida botou fé na contratação, confirmada no último dia 3 de agosto, mas alguns criticaram a investida do Veracruz, dizendo que Ruiz não estava fazendo muita coisa nos Estados Unidos.

Diante das críticas, Ruiz respondeu: “O contrato será de dois anos e há uma cláusula que, se o Veracruz subir para a 1ª Divisão, meu vínculo aumenta automaticamente para três. Em todos os clubes pelos quais passei, nunca prometi nada, a não ser muito trabalho. Assim como hoje com o Veracruz, quando cheguei ao Olímpia (Paraguai), havia muita incerteza por parte da torcida. Por isso, prometo muito trabalho e entrega”, afirmou Ruiz.

Recorde supremo

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O desafio de Ruiz no México será gigantesco, mas ele também tem seu foco na seleção da Guatemala. Atualmente, o atacante detém o recorde de maior goleador da história da seleção nacional, com 44 gols em 91 jogos. A diferença para Fredy Garcia, meia de 34 anos, o mais perto de Ruiz entre os que ainda estão em atividade, é de 24 gols.

Porém, a verdadeira disputa que o atacante terá pela frente é com outro meia, Guillermo Ramírez, de 33 anos. Os dois atletas têm um desafio interno, na briga para se tornar o jogador que mais vezes atuou na história da Guatemala. Ambos foram convocados para a Copa Ouro 2011 e Ramírez lidera o embate, com 101 partidas, contra 91 de Ruiz.

Dois anos mais novo, Ruiz tem a chance de começar a diminuir a desvantagem a partir do dia 2 de setembro, quando a Guatemala entra em campo pelas Eliminatórias da Concacaf para a Copa de 2014, diante de São Vicente & Granadinas. A esperança de Ruiz está na classificação guatemalteca para a 3ª Fase das eliminatórias, o que é perfeitamente possível.

No Grupo E, com adversários do nível de Granada, São Vicente & Granadinas e Belize, a Guatemala tem amplas condições de avançar após seis partidas, o que daria a possibilidade, a Ruiz, de jogar mais seis partidas. Claro que Ramírez poderá ser convocado também, mas a idade já começa a pesar, diferente de Ruiz. Conseguirá o atacante guatemalteco obter o recorde supremo na seleção do Guatemala?

Gols da carreira

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