Trinidad & Tobago e Suriname vencem apertado; Nicarágua ganha fora

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As seleções de Trinidad & Tobago e Suriname eram francas favoritas para seus confrontos. O resultado dos trinitinos diante de Bermudas foi considerado abaixo do esperado, já que seis atletas do elenco atuam no futebol europeu, quatro deles na Inglaterra – Bermudas tem a base da seleção jogando no próprio país. Já Suriname e Nicarágua venceram dentro das expectativas – do Plano Tático – e podem aprontar na 2ª Fase das Eliminatórias Concacaf. Boa leitura!

Trinidad sofre para despachar Bermudas

Trinidad & Tobago x Bermudas

Os 5.000 trinitinos nem de longe encheram o estádio Hasely Crawford (27.000 lugares), na capital do país, Port of Spain, mas viram um time da casa partindo pra cima e sofrendo perigo nos contra-ataques de Bermudas. Os atacantes Seon Power e Darryl Roberts levavam perigo ao goleiro Freddy Hall, acertando a trave duas vezes. Chris Birchall, meia inglês naturalizado trinitino, tentou de fora da área, mas a bola passou à esquerda do gol de Hall.

Logo depois, em escanteio, Seon Power se posicionou muito bem na área, durante cobrança de escanteio de Hayden Tinto, recebeu a bola e chutou forte, no meio do gol. Ele levou azar, pois a finalização explodiu no travessão! Perto do fim da etapa inicial, Trinidad & Tobago se lançou num dos últimos ataques antes do intervalo. Khaleem Hyland tocou para Anthony Wolfe, na direita.

Wolfe cruzou para a área já na linha de fundo. A bola foi no peito de Darryl Roberts, que dominou bonito e, antes que a bola tocasse o chão, emendou um chute forte, que bateu na trave direita de Freddy Hall, que não chegaria para fazer a defesa.

Aos 45 minutos da primeira etapa, o gol dos donos da casa finalmente saiu. Darryl Roberts fez grande jogada de velocidade pela esquerda e cruzou. A bola foi exatamente na cabeça de Kenwyne Jones, que finalizou como manda o figurino, para o chão. A bola quicou na frente de Freddy Hall e morreu no fundo das redes. Falha de marcação da zaga de Bermudas, que não acompanhou a subida de Jones.

No segundo tempo, o técnico alemão Otto Pfster (veja matéria sobre a contratação dele) continuou colocando sua equipe para frente. O veterano e craque da equipe, o atacante Stern John, 34 anos – 70 gols em 111 jogos pela seleção – recebeu passe livre, dentro da área, e tocou por cobertura! Porém, a bola passou raspando o travessão de Hall…

Pouco depois, Jones, que havia feito o primeiro gol, fez grande jogada pela direita, passou pelo marcador e cruzou reto, rasteiro, da linha de fundo. Hall estava esperto no lance e impediu que a bola passasse para dois jogadores que chegavam de trás só para balançar as redes! Bermudas chegou a levar perigo ao gol de Anthony Warner, com o destaque dos visitantes ficando com o meia de 30 anos Khano Smith.

Imagem de Amostra do You Tube

Pelo menos, Smith gostou da entrega de seus companheiros. Em entrevista a um jornal trinitino, ele disse que Bermudas poderia ter saído com um empate de Port of Spain, mas que a boa performance da equipe como um todo dá esperanças de um bom resultado na segunda rodada. Amanhã, Bermudas encara Guiana, fora de casa, enquanto Trinidad & Tobago visita Barbados, no mesmo dia.

Suriname triunfa, mas não convence

Suriname x Ilhas Cayman

Uma partida em que os três pontos somados por Suriname foram o único fato positivo. A vitória sobre a fraca Ilhas Cayman, por 1×0, num estádio André Kamperveen (6.000 lugares) extremamente vazio – apenas 1.000 torcedores –, deixou a população que curte futebol no país de origem holandesa preocupada. O único gol da insossa partida ocorreu logo aos 11 minutos do primeiro tempo, de pênalti. O meia Friso Mando, de 21 anos, da seleção olímpica do país, foi o autor e responsável pela magra e controversa vitória.

O técnico da equipe anfitriã, o surinamês Kenneth Jaliens, de 53 anos e nascido na capital do país, Paramaribo, considerou o resultado satisfatório, o que não foi de encontro com a opinião da imprensa. Alguns torcedores reclamaram que Jaliens não fez uma boa convocação, deixando de fora atletas mais experientes em detrimento da equipe sub-23, além de não ter organizado amistosos antes da 2ª Fase das Eliminatórias Concacaf.

Segundo relatos, Suriname errou muitos passes, foi lenta na construção de jogadas, além de poucas tabelinhas terem sido feitas durante a partida, isso tudo diante da retrancada Ilhas Cayman, que tem toda a seleção nacional atuando em clubes do país. Portanto, o fraco desempenho de Suriname contra a seleção mais fraca do Grupo A evidencia que a equipe não irá muito longe nestas eliminatórias.

O técnico de Ilhas Cayman, Carl Brown, ainda reclamou da arbitragem. Em entrevista, ele disse que o árbitro de Barbados, Adrian Skeete impediu que Ilhas Cayman chegasse ao empate, além de ter marcado um pênalti inexistente a favor dos anfitriões.

O próximo confronto dos sul-americanos – Suriname pertence à América do Sul, mas é membro da Concacaf será diante da República Dominicana, que perdeu para El Salvador (veja detalhes da partida – texto 1) na casa do adversário, amanhã, terça-feira, 6 de setembro. No outro confronto do Grupo A, El Salvador viaja até Ilhas Cayman, querendo terminar os primeiros dois jogos com 100% de aproveitamento.

Nicarágua vence Dominica fora de casa

Dominica x Nicarágua

Um jogo para fazer parte da história das eliminatórias! Antes das disputas na Concacaf começarem, o Plano Tático fez uma matéria em que abordava as seleções que nunca haviam vencido em torneio qualificatórios (clique aqui para ler o texto). Pois Nicarágua agora não faz mais parte do “seleto” grupo. No último dia 2 de setembro de 2011, o país da América Central visitou a caribenha Dominica.

A partida, válida pela primeira rodada do Grupo C, que tem três seleções em razão da desistência de Bahamas (veja detalhes da saída de Bahamas), ocorreu no estádio Windsor Park (12.000 lugares), em Roseau, capital de Dominica. Os 3.000 torcedores que acompanham o jogo se surpreenderam desde o início.

Logo a um minuto, Nicarágua abriu o marcador, com o meia Raúl Leguías, de 28 anos, que atua no Manágua (Nicarágua). Aos 36, outro meia, Félix Rodríguez, do maior clube do país, Real Estelí (Nicarágua), dobrou a vantagem e deu números finais à partida.

Os três pontos conquistados pelos visitantes foram os primeiros na história das eliminatórias. Antes disso, o máximo que Nicarágua havia conseguido, desde o qualificatório para a Copa de 1994, era um empate e 11 derrotas, além de apenas cinco gols anotados e 32 sofridos. Um triunfo digno de recorde para um país que tem o beisebol como esporte mais popular.

Porém, nada está ganho. Na próxima rodada, Nicarágua volta a entrar em campo, desta vez diante do Panamá, uma equipe bastante forte se comparada ao nicaraguenses. A partida ocorre amanhã, dia 6 de setembro, em Manágua, capital de Nicarágua. O próprio zagueiro Josue Quijano espera grande dificuldade. Em entrevista a um jornal do país, ele disse que o grupo de apenas 16 jogadores está confiante para partida e que a defesa está jogando bem. “Seremos ainda mais aplicados no jogo diante do Panamá do que contra Dominica”, encerrou. Mesmo assim, o Panamá, que estreará nas eliminatórias 2014, deve vencer e conquistar a vaga à 3ª Fase. Dominica folga na rodada.

Torcida comemora vitória com show musical

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