Irã goleia e Catar espanta zebra

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O Grupo E das Eliminatórias Asiáticas está bastante disputado. O Irã aparece como força principal e, após a vitória diante do Bahrein, se mantém na liderança. O Catar deve brigar com o próprio Bahrein pela segunda vaga à Fase Final e deu ótimo passo ao somar três pontos contra a Indonésia, que ainda não saiu do lugar. Boa leitura!

Irã despacha Bahrein com autoridade

Irã x Bahrein

Parece que o empate com o Catar, fora de casa, por 1×1, na última rodada (veja detalhes do jogo – texto 1), foi apenas acidente de percurso. Diante do Bahrein, num estádio de Azadi (100.000 lugares) quase lotado, com cerca de 83.000 espectadores, os bareinitas não aguentaram a pressão dos anfitriões e saíram de Teerã, capital iraniana, com a sacola abarrotada de gols! Porém, antes de mostrar os principais lances da partida, como o caro Leitor Plano Tático já se acostumou, é prudente avaliar o cartão vermelho mostrado pelo árbitro australiano Peter Green.

Com apenas 38 segundos de bola rolando, o meia de 26 Andranik Teymourian, do Esteghlal (Irã), driblou dois zagueiros do Bahrein já no campo de ataque. Eis que o zagueiro de 21 anos, Rashid Al Hooti, do East Riffa (Bahrein), estava com toda a vontade do mundo de ajudar sua equipe… num lance violentíssimo e infeliz, ele entrou de carrinho frontal em Teymourian, que caiu sentindo muitas e reais dores! Logicamente, Peter Green nem hesitou ao punir o bareinita com o vermelho direto! Ele ainda tentou se explicar, mas, convenhamos…

 Imagem de Amostra do You Tube

Com a pressão advinda das arquibancadas e dez atletas em campo desde os primeiros segundos de jogo, a situação do Bahrein se tornou complicada. Aos 22 minutos, os donos da casa fizeram o primeiro. O mesmo Teymourian, já devidamente recuperado, bateu lateral para dentro da área. O atacante Mohammad Reza, 28, do Al Gharafa (Catar), desviou com um meio voleio, que o goleiro Sayed Jaffer, 26, do Al Muharraq (Bahrein), defendeu, parcialmente. No rebote, o zagueiro Seyed Hosseini, atleta do Sepahan (Irã), mesmo time do brasileiro Fábio Januário, já entrevistado pelo Plano Tático (veja aqui), completou para as redes!

Com 34 minutos de bola rolando, o placar já apontava Irã 2×0! Mohammad Reza levantou a bola na direção do meia Mojtaba Jabbari, do Esteghlal (Irã). Porém, o zagueiro Hussain Mohammed, do Al-Shabab (Emirados Árabes Unidos), tirou. A bola caiu nos pés do atacante Milad Meydavoudi, também do Esteghlal. Ele chutou de primeira, mas a bola acertou o zagueiro Abdullah Omar, do Neuchâtel Xamax (Suíça) e sobrou para Jabbari, que chutou forte e rasteiro, no contrapé de Jaffer, que só pôde lamentar, expondo toda a sua raiva com a defesa!

A três minutos do fim da primeira etapa, o Irã atingiu a vantagem de três gols. Teymourian participou mais uma vez da jogada, batendo escanteio na cabeça do zagueiro Hadi Aghili, do Al-Arabi (Catar). Ele fez seu décimo gol em 60 partidas, subindo sozinho no meio da apática defesa bareinita, em especial o meia Hamad Al Enezi, do Riffa (Behrein), que marcava – ou tentava – Aghili.

No segundo tempo, o Irã continuou pressionando um Bahrein acuado na defesa. A exemplo da etapa inicial, os gols continuaram a acontecer com naturalidade. Em cobrança de lateral, o meia e capitão iraniano, Javad Nekounam, único que joga na Europa, pelo Osasuña (Espanha) – 122 jogos pela seleção, com 29 gols – recebeu passe e serviu Teymourian. Sem perder tempo, ele rolou a bola e emendou um chutaço de fora da área, que viajou até o ângulo esquerdo de Sayed Jaffer, que saltou, mas não poderia fazer a defesa! Golaço daquele que foi agredido a 38 segundos de partida!

O quinto gol, pasme, caro Leitor Plano Tático, também teve a participação de Teymourian. Foi dele a cobrança de escanteio, a 30 minutos, desviada com a perna direita pelo atacante Karim Ansarifard, do Saipa (Irã). Destaque negativo para a defesa do Bahrein, que sequer era capaz de subir! As imagens mostram o técnico português Carlos Queiroz satisfeito com o placar, enquanto o goleiro bareinita Jaffer não conseguia acredita que tomara quatro gols daquela maneira. Mal sabia ele o que estava por vir…

A sete minutos do fim, o Irã finalmente deu números finais ao placar e definiu o jogo. O meia Javad Nekounam recebeu passe no flanco direito e mandou a bola para a área…. ou melhor: ele viu e cruzou na cabeça do atacante Gholamreza Rezaei, atleta do Persepolis (Irã), que mergulhou de peixinho e balançou as redes bareinitas pela sexta vez. Falha do zagueiro Saleh Abdulhameed, do Al-Najma (Bahrein), que não acompanhou a marcação.

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Com a segunda vitória em três jogos, o Irã continua na primeira posição, agora com sete pontos. Foram dez gols e apenas um sofrido, justamente contra o Catar, que vem em segundo, com cinco. Nada está perdido para o Bahrein, que aparece com quatro pontos. Porém, o saldo de gols negativo pode fazer a diferença no final. Na próxima rodada, em 11 de novembro de 2011, o Bahrein recebe o Irã, enquanto o Catar sedia a partida diante da Indonésia, lanterna, com zero ponto, virtualmente eliminada.

Catar vence Indonésia e está na briga

Indonésia x Catar

A Indonésia colocava neste jogo toda a sua esperança de ainda poder sonhar com a Copa do Mundo. Já o Catar procurava a vitória para não perder contato com o Irã, que dificilmente seria derrotado pelo Bahrein. A primeira jogada de perigo ficou a cargo dos visitantes, com segundos de partida. O meia Mohammed Razak, do Lechwiya (Catar), recebeu passe pelo flanco direito, já dentro da área, por trás da zaga. O goleiro Ferry Rotinsulu percebeu a movimentação e saiu para atrapalhar o catariano. Ele chegou a mandar para o meio da área, mas o zagueiro Muhammad Roby, do Persisam Putra Samarinda (Indonésia), apareceu e mandou para escanteio! Todos, claro, o agradeceram…

Aos 14 minutos, porém, nenhum indonésio foi capaz de salvar. O meia Ibrahim Khalfan, do Al-Sadd (Catar), fez ótima jogada, driblando dois marcadores. Ele avistou o meia Abdulaziz Al Sulaiti, do Al-Arabi (Catar), passando a seu lado, já dentro da área. O passe foi feito e Sulaiti não perdoou a falha de marcação indonésia, balançando as redes! O zagueiro Hamka Hamzah, atleta do Mitra Kukar (Indonésia), ainda saltou para impedir o gol, sem sucesso…

Aos 27 minutos, os 28.000 torcedores presentes ao estádio Gelora Bung Karno (88.083 lugares), comemoraram. Após rebote da defesa do Catar, o atacante Bambang Pamugkas, do Persija Jakarta (Indonésia), experimentou de fora da área. O goleiro Baba Malick, que joga no Lekhwiya (Catar), não segurou, o que o atacante Cristian Gonzáles, uruguaio de nascimento, com 35 anos, aproveitou, à queima-roupa!

Apenas cinco minutos depois, o Catar passou a comandar o marcador pela segunda vez. Ibrahim Khalfan driblou Muhamad Roby e, antes que mais adversários chegassem, experimentou de longe! A bola encobriu Feri Sulu, que estava adiantado e não conseguiu voltar a tempo! Lindo gol! O técnico brasileiro Sebastião Lazaroni gostou, mas pedia calma aos jogadores… mas ela não veio!

Aos 35 minutos, a Indonésia teimou e atingiu a igualdade. O meia Muhammad Ilham, jogador do Persiba Bandung (Indonésia) foi valente e insistiu no lance contra o zagueiro Ibrahim Majid, do Al Sadd (Catar). Ele conseguiu o cruzamento, que passou por todo mundo, exceto pelo zagueiro Supardi Nasir, atleta do Sriwijaya (Indonésia), que vinha de trás. Ele chegou chutando e, no meio, do caminho, Cristian González colocou o pé e desviou a trajetória da bola a tempo de enganar Ndiayd, que não conseguiu se recuperar no lance!

Já no segundo tempo, o jogo continuou disputado. O Catar só conseguiu a vitória em razão da pouca experiência dos indonésios. Aos 14 minutos, um meia tentou sair jogando e se complicou todo. Ele perdeu a bola para um catariano, que avançou e tocou em profundidade para Mohammed  Razak. Ele ganhou na corrida de três indonésios, que não conseguiram alcançá-lo, e tocou na saída de Sulu, para fechar o placar!

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Depois de dois empates, diante de Bahrein, em 0×0 (veja os lances – texto 1) e Irã, por 1×1 (veja detalhes do jogo – texto 1), o Catar finalmente vence e dormirá na zona de classificação à 3ª Fase. A vantagem de um ponto para o Bahrein, que tem quatro, é perigosa, pois os bareinitas, é importante lembrar, chegaram à repescagem para o Mundial de 2010, mas perderam a vaga para a Nova Zelândia. Muita coisa ainda pode acontecer no Grupo E, mas os iranianos, líderes, com sete, devem passar.

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