Arábia Saudita vence e está no páreo; Omã surpreende Austrália; Somália não perde

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Por Matheus Laboissière

Pelas Eliminatórias Asiáticas, o Grupo D é o mais disputado. Tudo porque os resultados da última sexta-feira embolaram toda a classificação. Em Riad, capital saudita, os donos da casa ganharam da Tailândia e assumiram a segunda posição. A Austrália poderia ter encaminhado e muito sua classificação, mas não resistiu à última cartada do desesperado Omã. Já a Somália conseguiu impedir vitória da Etiópia, no jogo mais obscuro de todas as eliminatórias. Boa leitura!

Sauditas despacham Tailândia

Arábia Saudita x Tailândia

Os 32.500 torcedores que compareceram ao estádio Internacional King Fahd (67.000 lugares) sabiam que a partida à qual assistiriam não seria nada fácil. Pressionada após um péssimo início de 3ª Fase, a Arábia Saudita precisava da vitória para continuar com chances de chegar à Fase Final. Os comandados do técnico holandês Frank Rijkaard tinham consciência da responsabilidade e ficaram em cima da Tailândia durante todo o tempo.

A primeira grande oportunidade de marcar foi dos anfitriões. Logo aos seis minutos, um atleta saudita cruzou do flanco esquerdo para o lado oposto, encontrando o meia Mohammad Al-Shalhoub, atleta com mais jogos pela seleção dentre os convocados (78), do Al-Hilal (Arábia Saudita). Ele dominou na entrada da área, sob a marcação do jovem zagueiro Theeraton Bunmathan, de 21 anos, do Buriram PEA (Tailândia) e arriscou.

A bola passou na diagonal e foi para fora, assustando o goleiro Sinthaweechai Hathairattanakool, do Chonburi (Tailândia), que saltou para tentar fazer a defesa. Aos 21 minutos, o atacante Naif Hazazi, do Al-Ittihad (Arábia Saudita), ajeitou, na entrada da área, para o mais experiente saudita em campo, Mohammed Noor, de 33 anos. O atleta do Al-Ahli driblou o zagueiro Niweat Siriwong, do Pattaya United (Tailândia), e disparou chute rasteiro, para boa defesa de Hathairattanakool.

Apenas três minutos depois, os anfitriões perderam um gol incrível! Em cobrança de falta frontal, a bola foi levantada na área. A defesa tailandesa, que já demonstrou grandes falhas em jogadas aéreas durante as eliminatórias, mais uma vez não conseguiu cortar o cruzamento. Noor estava no bolo de jogadores e cabeceou, livre de qualquer marcação. Porém, ao invés de atuar como atacante e balançar as redes, o experiente atleta deu uma de zagueiro, perdendo uma chance daquelas!

Etapa final

No segundo tempo, as estratégias se repetiram, pois o empate era excelente para a Tailândia, que estava dois pontos à frente da Arábia Saudita. Entretanto, demorou quatro minutos para os modos de jogo se modificarem. Em cruzamento frontal de Mohammed Noor, antes que a marcação do meia Datsakorn Thonglao, do Muangthong United (Tailândia) pudesse chegar, os saudistas abriram o placar.

Teoricamente, o cruzamento de frente privilegiaria a defesa, que se encontrava de frente para o lance, mas o zagueiro Suree Sukha, do Chonburi, não subiu. Aí ficou fácil para Naif Hazazi cabecear para as redes. Quase que o goleiro tailandês Sinthaweechai Hathairattanakool faz a defesa! Com o 1 a 0 em desfavor, a Tailândia se lançou ao ataque, mas pecava nas finalizações.

Numa delas, por volta dos 25 minutos, o meia Adul Lahso, do Chonburi, fez grande jogada individual pelo flanco direito, abrindo espaços na defesa saudita. Ele olhou para o lado oposto da grande área e viu o atacante Sarayuth Chaikamdee, do Bangkok Glass (Tailândia), livre de marcação. O passe colocou Chaikamdee na cara do gol e parecia que ele balançaria as redes sauditas. Porém, o atleta chutou mal, por cima do gol, deixando o técnico alemão Winfried Schäfer (veja matéria sobre ele – texto 1) inconformado!

Cinco minutos depois, a Tailândia voltou a se encolher. O meia Ahmed Al-Fraid estava na entrada da área, sob a marcação do zagueiro Chonlatit Jantakam, do Chonburi. Num toquinho de primeira, ele tirou a marcação e finalizou por cobertura. Atento no lance, Hathairattanakool deu um passo para trás e conseguiu espalmar a escanteio! A bola ia no ângulo direito! A dez minutos do fim, finalmente a Arábia Saudita conseguiu ficar tranquila na partida!

A jogada começou no meio-campo, com Ahmed Al-Fraidi. Ele lançou o Naif Hazazi, no flanco esquerdo, sem marcação próxima. Ele correu, alcançou a bola e chegou perto da linha de fundo. Ao invés de cruzar para dentro da área, Hazazi preferiu tocar atrás, para a chegada de Al-Fraidi, que acompanhara o lance. Daí em diante foi uma aula de habilidade.

O meia saudita deixou um, dois, três, quatro, cinco tailandeses na saudade e, já dentro da pequena área, ainda teve calma para finalizar no contrapé de Hathairattanakool e fazer 2 a 0! Um dos fintados, o zagueiro Chonlatit Jantakam foi até para o chão! Assim, a partida ficou decidida, o que desanimou muito a Tailândia. Aos 44 minutos, os tailandeses conseguiram acumular mais prejuízos.

Em disputa com Mohammed Noor, dentro da área, o Theeraton Bunmathan fez de tudo para fazer o pênalti e conseguiu. Depois de puxar a camisa do saudita, ele ainda chutou o calcanhar de Noor, no que o juiz honconguês Liu Kwok Man assinalou penalidade máxima. Ele mesmo bateu no canto oposto ao qual o goleiro da Tailândia saltou e deu números finais ao marcador!

 Imagem de Amostra do You Tube

Confusão

Nos acréscimos da partida, a Arábia Saudita procurou tocar a bola, provocando os tailandeses. Sem qualquer explicação, o jovem atacante Nawaf Al-Abid, de 21 anos, do Al-Hilal, perdeu a cabeça. Num lance no campo de ataque dos anfitriões, ele deu carrinho frontal com a sola da chuteira nas pernas do meia Jakkraphan Kaewprom, do Buriram PEA. Não é possível entender o que Al-Abid fez, já que seu time estava ganhando a partida!

Assim que o jogo foi reiniciado, na cobrança de escanteio, os sauditas prenderam a bola no quarto de círculo, para ganhar tempo. A manobra, que é permitida, logicamente, irritou ainda mais os tailandeses. O meia Suchao Nutnum, do Buriram PEA, chutou com violência mais de uma vez o meia Ahmed Otaif, que foi tirar satisfações.

Aí a confusão foi geral e nem o árbitro conseguiu apartar a briga, pelo menos no início. As imagens mostram novamente Al-Abid, o camisa 7, o mesmo do carrinho frontal, dando uma voadora num tailandês. Lamentável! Após toda a confusão, Liu Kwok Man consultou os auxiliares e decidiu expulsar Theeraton Bunmathan, que não entendeu o motivo do cartão vermelho!

Até um atleta do banco de reservas, não identificado por estar de colete, levou seu amarelinho. O árbitro claramente errou, pois Al-Abid, que levou amarelo no lance, deveria ter sido expulso, pela entrada criminosa e em razão da voadora!

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Voltando ao futebol, a vitória na hora certa da Arábia Saudita deixou a equipe de Rijikaard em boa situação. Agora, os sauditas assumiram a segunda posição, com cinco pontos, quatro atrás da líder Austrália, mas com um à frente de Tailândia e Omã. Nada está decido e o próximo compromisso dos sauditas é diante de Omã, em casa.

Se a Arábia Saudita quiser garantir a classificação, é bom que vença o oponente, já que, em fevereiro de 2012, na rodada final, a Austrália, dentro de casa, deverá vencer. No outro jogo, a Tailândia vai receber os australianos em busca da recuperação.

Austrália tropeça em Omã

Omã x Austrália

Omã versus Austrália. Mesmo os Socceroos jogando fora de casa, o único resultado que parecia provável era a vitória dos visitantes. Até mesmo os torcedores omanis previam a derrota, tanto que apenas 4.500 torcedores, australianos incluídos, foi o público presente ao estádio Sultan Qaboos Sports Complex (39.000 lugares), em Muscat, capital de Omã.

Por volta dos 17 minutos da primeira etapa, o meia Mohammed Al-Mukhaini, atleta do Dhofar (Omã), caminhava com a bola calmalmente, no círculo central. De repente, mesmo marcado à média distância pelo meia Carl Valeri, do Sassuolo (Itália), ele arriscou um longo passe em direção ao atacante Ahmad Al-Hosni, do Al-Ahli (Arábia Saudita). Que linda assistência, deixando Al-Hosni na cara do gol!

Ele ainda teve tempo para dominar, ajeitar a bola e finalizar a gol, antes que o zagueiro Rhys Williams, do Middlesbrough (Inglaterra), pudesse se aproximar! A bola foi no cantinho esquerdo do veteraníssimo goleiro Mark Schwarzer, de 38 anos, do Fulham (Inglaterra), que se esticou todo para fazer a defesa, sem sucesso!

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A vitória devolve as esperanças de classificação à Fase Final para Omã e liga o sinal de alerta para a Austrália, que se achava imbatível no grupo e com a classificação garantida. Omã não parece ter forças para alcançar a 4ª etapa destas eliminatórias, mas pelo menos não terá sido o saco de pancadas, a exemplo de Cingapura (Grupo A), Emirados Árabes Unidos (Grupo B), Tadjiquistão (Grupo C) e Indonésia (Grupo E), todos sem nenhum ponto somado e já eliminados.

Na próxima partida, um empate para Omã, diante da Arábia Saudita, fora de casa, pode ser considerado um ótimo resultado, conquanto que os omanis derrotem a Tailândia na última rodada, em fevereiro de 2012, dentro de casa.

Somália segura favorita Etiópia

Somália x Etiópia

Um jogo obscuro, fora dos holofotes e solitário perante os outros, até para a própria FIFA. No momento em que este texto está sendo escrito, não há qualquer informação sobre a partida isolada entre Somália e Etiópia, em 12 de novembro de 2011, nem mesmo as escalações das duas equipes, no site oficial da FIFA. Porém, o Plano Tático conseguiu encontrar um relato em um jornal local.

Na primeira etapa, os dois times perderam muitas chances de gol, com o atacante somaliano Aadan Cisse Abshir, de 25 anos, atleta do Eidsvold Turn (Noruega), da 4ª Divisão do país, perdendo gol feito. Ele parece ser o jogador mais importante do elenco, já que os demais, dentre os quais se conhece o time em que jogam, atuam no próprio país, a maioria pelo FC Elman (Somália), maior equipe da Somália.

Perto do fim da etapa inicial, o goleiro Khaled Al Mursal, do Elman, salvou um gol certo da Etiópia. A partida foi disputada longe da capital somali, Mogadíscio, em razão da falta de segurança da cidade. É importante lembrar que, no último dia 22 de fevereiro de 2011, o Plano Tático publicou matéria sobre um ataque de membros da Al-Qaeda, em Mogadíscio, que deixaram morta uma das principais promessas do futebol local, Abdi Salaan Mohamed Ali, da seleção sub-20. Outros atletas ficaram feridos (veja matéria completa aqui).

Portanto, os somalis se contentaram com as transmissões via rádio e pela televisão do governo de Djibuti, que passou a partida ao vivo. Logicamente, não se sabe o público presente ao estádio El Hadj Hassan Gouled (10.000 lugares), o mesmo no qual a Namíbia venceu Djibuti por 4 a 0, no dia 11 novembro de 2011 (veja relato da partida – texto 3).

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Na próxima quarta-feira, 16 de novembro de 2011 a Etiópia deverá confirmar a classificação com uma fácil vitória, em Adis Abeba, capital do país. Quem passar jogará a 2ª Fase no Grupo A, que ainda tem África do Sul, Botsuana e República Centro Africana.

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