Argentina tropeça na Bolívia; Lesoto e Tanzânia vencem

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Por Matheus Laboissière

Depois da derrota história frente à Venezuela (veja o gol – texto 1), a Argentina precisava da vitória diante da lanterninha Bolívia, a fim de a crise que começava a rondar a equipe se dissipasse. Porém, ela aumentou ainda mais. Outra surpresa ocorreu nas Eliminatórias Africanas. Lesoto conseguiu vencer Burundi e leva a vantagem para o segundo jogo. Os tanzanianos foram até o Chade e também voltaram com três pontos. Boa leitura!

Retranca boliviana leva a melhor

Argentina x Bolívia

Cerca de 40.000 torcedores pagaram ingressos, mas não lotaram o estádio Monumental de Nuñez (57.921 lugares), em Buenos Aires, para acompanhar a seleção anfitriã na partida diante da fraca Bolívia. Desde o pontapé inicial, ficou claro que a estratégia dos visitantes era somente se defender. Detalhe que a Bolívia havia disputado dez partidas em 2011, sem nenhuma vitória, quatro empates e seis derrotas.

Num primeiro tempo sem grandes emoções, a Argentina era dona das poucas chances claras de gol, já que a Bolívia se limitava a dar chutões para o campo de ataque, na esperança de o atacante Marcelo Moreno, do Shaktar Donetsk (Ucrânia) – jogou no Cruzeiro-MG –, resolvesse a parada diante dos zagueiros argentinos. Os anfitriões tinham bastante dificuldade de furar a retranca boliviana, não conseguindo trocar passes em velocidade.

Aos 21 minutos, a Argentina teve grande oportunidade. Numa das raras investidas ofensivas da Bolívia, os meias Rudy Cardozo, do Bolívar (Bolívia), e Jaime Robles, do Aurora (Bolívia), tentaram envolver a marcação adversária. Porém, este último foi desarmado, proporcionando a Messi receber passe em condições de puxar o contra-ataque.

Com velocidade, o craque argentino carregou a bola, já observando o posicionamento de Gonzalo Higuaín, do Real Madrid (Espanha), que se infiltrava pelas costas do zagueiro Ronald Rivero, do Shenzen Ruby (China), na direita.  O outro defensor, Luis Méndez, do The Strongest (Bolívia), também acompanhava o lance, se posicionando à frente de Messi.

O camisa 10 da Argentina serviu Higuaín, mas tomou trombada de Rivero, que deixou o atacante do Real Madrid livre, dentro da área. O bom atleta argentino caminhou com a bola dominada e tocou rasteiro, cruzado, na saída do goleiro Carlos Erwin Arias, atleta do Córdoba (Espanha), para abrir o placar! Quando Higuaín já comemorava, percebeu que o juiz equatoriano Carlos Vera havia marcado falta em Messi. Torcedores e jogadores argentinos ficaram revoltados com o árbitro, que errou no lance, pois deveria ter dado a vantagem!

Seis minutos depois, a Argentina quase se aproveitou de outra falha da Bolívia. Um zagueiro se enrolou com a bola, que se ofereceu para o meia Javier Pastore, do PSG (França). Rapidamente, ele tocou para Messi, que ficou no mano a mano com o zagueiro Luis Gutiérrez, do Oriente Petrolero (Bolívia). Porém, o argentino chutou fraco, para boa defesa de Arias.

No último suspiro do primeiro tempo, por volta dos 34 minutos, os donos da casa chegaram ainda mais perto de inaugurar o marcador. O zagueiro Martín Demichelis, do Málaga (Espanha), tocou para Pastore, que mostrou toda a sua habilidade e colocou a bola por entre as pernas do meia Wálter Flores, do Bolívar. Com a bola dominada e espaço para finalização, o atleta de 22 anos mandou ver, de fora da área. A bola explodiu na trave esquerda do gol de Arias, que saltou só para aparecer na foto!

 Imagem de Amostra do You Tube

Segundo tempo

Na etapa final, as equipes voltaram com mais disposição e proporcionaram boas emoções aos torcedores. A Argentina voltou em cima da Bolívia e não demorou muito para levar perigo. Logo aos seis minutos, o zagueiro Clemente Rodríguez, do Boca Juniors (Argentina), fez ótimo passe para Messi, já dentro da área. Ele tentou encobrir Arias, mas a jogada já havia sido invalidada pelo árbitro, por impedimento do argentino.

Cinco minutos depois, a Bolívia contou com a sorte e apresentou a grande surpresa da rodada. Luis Gutiérrez cobrou lateral no campo de ataque, na direção de Demichelis e Marcelo Moreno. Este não conseguiu a cabeçada, ficando a bola mais para o zagueiro argentino. Entretanto, o defensor do time anfitrião não soube muito o que fazer com a bola, tentando embaixadinhas num local perigoso.

Resultado. O esperto Marcelo Moreno roubou-lhe a esfera de jogo, caminhou até a linha de fundo, driblou o zagueiro Nicolás Burdisso, da Roma (Itália), duas vezes, cortando para dentro, e encheu o pé, estufando as redes do goleiro Sergio Romero, da Sampdoria (Itália)! Golaço! Ele ficou tão emocionado que tirou até a camisa. Os reservas da Bolívia foram abraçar o autor do gol, enquanto os torcedores presentes ao estádio agitaram suas bandeiras e comemoraram muito. Que lambança, hein Demichelis!

Um minuto depois, a Argentina mostrou que não iria se abalar com o placar adverso e foi ao ataque. O lateral-direito Pablo Zabaleta, do Manchester City (Inglaterra), fez linda jogada individual na linha de fundo. Depois de deixar comendo poeira o zagueiro Luis Gutiérrez, Zabaleta adentrou a pequena área, mas não conseguiu dar sequência ao lance. Wálter Flores apareceu para salvar a Bolívia, mandando a bola para escanteio!

No lance seguinte, a Argentina empatou. O atacante Ezequiel Lavezzi, que havia entrado no jogo um minuto antes, recebeu passe dentro da área, deixou para trás os xarás Luis Gutiérrez e Luis Méndez e tocou colocado, no canto direito de Arias! Bonito gol, em seu primeiro lance! A pressão dos donos da casa só aumentava, enquanto a Bolívia aceitava a possibilidade dos contra-ataques.

Aos 21 minutos, o zagueiro Ronald Rivero quase deu uma de Demichelis. Ele foi dar um chutão, mas a bola explodiu em Higuaín, na entrada da área. Ele caminhou com a bola e serviu Lavezzi. Com velocidade, o atacante se desvencilhou da marcação de Luis Gutiérrez, que freou para não cometer o pênalti, e chutou forte, para grande defesa de Arias, que espalmou para escanteio!

Dez minutos depois, Demichelis, que era sempre vaiado pelos próprios argentinos quando tocava na bola, serviu Messi, que fez sua jogada característica. Após driblar com facilidade três bolivianos, ele emendou um chute colocado, da entrada da área, que passou perto da trave direita de Arias, que não pareceu temer pelo gol da virada. Aos 32 minutos, Messi utilizou-se da privilegiada visão de jogo e lançou Higuaín, na ponta esquerda, que aparecia livre, nas costas da defesa boliviana. Ele finalizou na trave, mas a arbitragem já marcara o impedimento. Cinco minutos, Zabaleta cruzou na segunda trave, na cabeça de Lavezzi, que finalizou procurando acertar o canto oposto de Arias, mas errou! Quase! O argentino se lamentou, ficando de joelhos!

Quanto o cronômetro marcava 45 minutos, o torcedor argentino se desesperou de vez e sentiu que o jogo realmente acabaria com o marcador igual. Lavezzi encontrou Pastore livre na grande área. Ele encheu o pé, mas isolou a bola! Aos 49 minutos, a Bolívia é que quase balançou as redes. Num contra-ataque, o meia José Luiz Chávez, que havia entrado no finalzinho da partida, recebeu ótimo passe, livre, mas chutou para fora, de dentro da área!

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Assim que Carlos Vera apitou o fim do jogo, os torcedores vaiaram bastante a Argentina, enquanto as arquibancadas nas quais se encontravam os bolivianos era só festa. Com o empate, a Bolívia marca seu primeiro ponto nas eliminatórias, mas continua segurando a lanterna. A Argentina, por sua vez, está em segundo, com quatro pontos, três atrás do líder Uruguai. Há de se lembrar, no entanto, que Colômbia (quatro), Equador e Peru (três) jogaram apenas duas vezes, em razão de terem folgado nas rodadas anteriores.

E a próxima batalha argentina é exatamente diante dos colombianos, em Barranquilla. Já a Bolívia procurará fazer outra visita indigesta, desta vez para os venezuelanos, que começam bem a caminhada rumo à Copa de 2014.

Lesoto faz história!

Lesoto x Burundi

O Plano Tático publicou, no último dia 2 de agosto de 2011, matéria sobre as seleções que tinham mais de dez partidas em eliminatórias de Copa do Mundo, mas que nunca tinham sentido o gostinho da vitória (veja mais detalhes aqui). Pois os lesotianos agora podem comemorar a saída desta incômoda lista! A vitória histórica aconteceu no estádio de Setsoto (20.000 lugares), na capital de Lesoto, Maseru.

O sofrido triunfo sobre Burundi só aconteceu aos 36 minutos do segundo tempo, por intermédio do meia Lehlomela Ramabele, de apenas 19 anos. Ele, que atua em Botsuana, pelo Defence Force XI, torna-se herói no país encravado na África do Sul. Porém, os prognósticos apontam que a seleção de Burundi, mais experiente e com alguns atletas atuando no futebol europeu, deve confirmar a classificação em casa, na capital Bujumbara. O único “europeu” de Lesoto, o que já é motivo de orgulho, é o atacante Thapelo Tale, de 23 anos, atleta do FK Srem (Sérvia), da 2ª Divisão do país.

Se Lesoto conseguir surpreender Burundi pela segunda vez e alcançar a classificação à 2ª Fase das eliminatórias, a equipe disputará jogos no Grupo D, que ainda tem Gana, Zâmbia e Sudão.

Tanzânia despacha Chade e tem grande vantagem

Chade x Tanzânia

Os tanzanianos são mais experientes, mas o Chade tinha condições de sair do estádio Omnisports Idriss Mahamat Ouya (30.000 lugares) com a vitória. Mas não foi o que aconteceu. Os jovens chadianos, com média de idade de 23,6 anos, levaram um gol logo aos 11 minutos da primeira etapa, marcado pelo atacante Mrisho Ngassa, que atua no próprio país, pelo Young Africans (Tanzânia), atual campeão nacional, depois de uma temporada emocionante (veja a história completa aqui). Um minuto depois, os donos da casa empataram, com o atacante Mahamat Labbo, de 23 anos. Porém, a dez minutos do fim, Bakari Hamadi, que havia entrado no segundo tempo, fez o gol da vitória.

Agora, os comandados do técnico dinamarquês Jan Borge Poulsen, que substituiu, em meados de 2010, o brasileiro Marcio Máximo à frente da seleção da Tanzânia (veja matéria completa aqui), vão mais tranquilos para a partida de volta, no próximo dia 15 de novembro de 2011, na maior cidade do país, Dar El Salaam. Quem passe deste confronto entrará no Grupo C, ao lado de Costa do Marfim, Gâmbia e Marrocos.

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