Irã goleia Indonésia fora de casa; Haiti devolve derrota; Curaçao goleia

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Por Matheus Laboissière

Os iranianos precisavam da vitória diante da já eliminada Indonésia, mesmo fora de casa. Os três pontos significariam a classificação com uma rodada de antecipação, além da tranquilidade para o técnico português Carlos Queiroz trabalhar. Na Concacaf, o Haiti venceu os antiguanos, em casa, mas o Grupo F já estava definido. No jogo de fundo, pela mesma chave, Curaçao goleou o saco de pancadas Ilhas Virgens Estadunidenses, que pelo menos marcaram um gol. Boa leitura!

Irã vence e confirma vaga na Fase Final

Indonésia x Irã

O estádio Gelora Bung Karno (88.083 lugares), na capital da Indonésia, Jacarta, já recebeu grandes públicos nestas eliminatórias, como na suada vitória sobre o Turcomenistão, por 4 a 3, pela 2ª Fase da competição (veja os gols – texto 3), em que todos os lugares foram ocupados. Porém, na partida diante do Irã, apenas 6.000 torcedores apareceram, no pior público da Indonésia neste qualificatório.

Os iranianos estavam mais interessados no placar e começaram em cima dos indonésios desde os primeiros minutos. Com apenas 25 segundos, uma cobrança de lateral do zagueiro Hossein Mahini, do Zob Ahan (Irã), quase resultou no primeiro gol. A bola foi alçada na grande área, com o zagueiro Ehsan Hajsafi, de apenas 21 anos, do Tractor Sazi (Irã), cabeceando para trás. A bola sobrou para o meia Javad Nekounam, do Osasuña (Espanha), que estava livre e experimentou, com a pelota passando rente à trave esquerda do goleiro Hendro Kartiko, do Mitra Kukar (Indonésia)!

Pouco depois, foi a vez de a Indonésia levar perigo. Em boa troca de passes no meio-campo, a equipe anfitriã abriu espaço na defesa iraniana, com a bola chegando aos pés do atacante uruguaio naturalizado indonésio, Cristian González, de 35 anos, do Persisam Putra Samarinda (Indonésia). Ele ficou de frente para o gol e finalizou, para boa defesa do goleiro Mehdi Rahmati, do Esteghlal (Irã).

O Irã tomava a iniciativa da partida e se aproximava a cada lance do gol inaugural. Aos cinco minutos, Ehsan Hajsafi cobrou falta com perigo, da entrada da área, com a bola passando perto do canto direito de Kartiko. Aos sete minutos, os visitantes finalmente colocaram a bola na rede! O goleiro indonésio bateu o tiro de meta, mas Cristian González não conseguiu manter a posse de bola.

Com velocidade, o meio campo iraniano lançou o atacante Milad Meydavoudi, do Esteghlal. A bola estava mais para o zagueiro Mahyadi Panggabean, do Sriwijaya (Indonésia), que tinha tudo para afastar o perigo. Só que ele escorregou e Meydavoudi ficou com a bola limpa, sem qualquer marcação. Ele dominou, invadiu a área, ajeitou a bola e finalizou no canto direito de Kartiko, que saltou, mas não fez a defesa! 1 a 0 Irã!

Aos nove minutos, o meia Andranik Teymourian, do Esteghlal, fez linda jogada pelo flanco direito, dançando na frente do zagueiro Hamka Hamzah, do Mitra Kutar (Indonésia), que não conseguiu fazer o desarme. Ao invés de cruzar, Teymourian finalizou, mas a bola passou reto, para a linha de fundo! Aos 21 minutos, um erro de passe da Indonésia, no meio-campo, resultou no segundo gol do Irã.

O meia Mojtaba Jabbari, do Esteghlal, recebeu passe já no campo de ataque, e serviu o atacante Mohammad Ghazi.Era para o iraniano estar impedido, mas Hamka Hanzah dormiu no ponto e só saiu quando Ghazi já tinha a bola nos pés. Aí ficou fácil para o atacante invadir a área e, na saída do goleiro, tocar para Mojtaba Jabbari, que rolou a bola para o gol vazio!

Apenas quatro minutos depois, nova falha da Indonésia permitiu ao Irã alcançar os 3 a 0 no placar! O atacante Gholamreza Rezaei, do Persepolis (Irã), recebeu lançamento já dentro da área, livre de marcação. O goleiro Hendro Kartiko saiu para fazer a tranquila defesa, mas se deu mal. A bola quicou e ganhou velocidade, fugindo das mãos do indonésio. Rezaei continuou no lance, chegou a escorregar, mas se levantou com rapidez, a tempo de ainda tocar para as redes, antes que o zagueiro Supardi Nasir, do Sriwijaya, pudesse chegar na bola! Que lambança!

Mesmo com a enorme vantagem no marcador, o Irã continuou pressionando a frágil defesa da Indonésia, que permanecia cometendo os mesmos erros e concedendo várias chances para o Irã ampliar a vantagem. Porém, por volta dos 44 minutos, a Indonésia acertou o pé e diminuiu o placar.

A jogada começou com o zagueiro Muhammad Ruby, do Persisam Putra Samarinda. Ele tocou para Mahyadi Panggabean, que se livrou muito bem da marcação, girou e fez um longo lançamento, na segunda trave. Um jogador indonésio desviou de cabeça para o meio do gol, encontrando o atacante Bambang Pamungkas, do Persija Jakarta (Indonésia). De cabeça, ele mirou o ângulo direito de Rahmati, que não teve culpa no lance.

No segundo tempo, o Irã voltou com a mesma pegada, novamente se aproveitando dos erros de passe da Indonésia, na saída de bola, o que dava grande vantagem aos atacantes iranianos, que pegavam a defesa indonésia desarrumada. Apesar das investidas do time visitantes, o goleiro Hendro Kartiko conseguia fazer as defesas e impedir uma derrota mais elástica. O Irã parecia bem afoito por fazer o gol, ao invés de ajeitar a bola, pensar o lance, como se estivesse perdendo.

Aos 28 minutos, em um contra-ataque organizado pelo Irã, Javad Nekounam invadiu a grande área, pela esquerda, e deixava o zagueiro Benny Wahyudi, do Deltras Sidoarjo (Indonésia), para trás. Porém, o indonésio não aceitou o drible e calçou Nekounam, dentro da área! O árbitro chinês Tan Hai marcou pênalti, que o próprio Nekounam bateu e converteu, colocando a bola na esquerda, no canto oposto ao qual Karitko saltara!

Aos 44 minutos, um iraniano fez linda jogada em cima do meia Muhammad Ilham, atleta do Persib Bandung (Indonésia). Depois de dar o drible da vaca no marcador, o iraniano cruzou para o meio da área. O atacante Mohammad Reza Khalatbari, do Al-Gharafa (Catar), estava bem posicionado, livre de marcação. Ele teve de se esticar todo para conseguir a finalização, que passou raspando a trave esquerda de Kartiko!

Imagem de Amostra do You Tube

Com a fácil vitória, o Irã garante vaga na Fase Final das Eliminatórias Asiáticas, ao somar 11 pontos em cinco partidas, contra seis do Bahrein, terceiro colocado. Na última rodada, os iranianos jogam em casa, diante do Catar, enquanto o Bahrein recebe a Indonésia. Os iranianos estão bastante entrosados, num toque de passes em velocidade e de primeira. Parece que o país persa chegará forte para a Fase Final.

Haiti vence de virada, mas não apaga vexame

Haiti x Antígua e Barbuda

Depois da derrota histórica frente Antígua & Barbuda (veja detalhes – texto 2), o Haiti teve de juntar os cacos da eliminação nas eliminatórias e enfrentar os antiguanos, dessa vez, em casa, sem valer nada. E a partida, disputada no estádio Sylvio Cator (30.000 lugares), começou muito mal para os anfitriões.

Logo aos nove minutos de bola rolando, o meia Tamarley Thomas, de 28 anos, do Antigua Barracuda (Antígua & Barbuda), único time profissional da ilha caribenha, que disputa a 3ª Divisão dos Estados Unidos, abriu o marcador para os visitantes. A reação dos haitianos só se faria presente no segundo tempo.

Por volta dos 15 minutos, o zagueiro e capitão da equipe, Judelin Aveska, de 24 anos, atleta do Independiente Rivadavia (Argentina), empatou a contagem. A virada aconteceu apenas cinco minutos depois, com o jovem atacante Kervens Belfort Fils, de 19 anos, nascido no Haiti e atleta do Le Mans (França).

No entanto, os três pontos não adiantaram e o Haiti está em crise, pois ninguém em sã consciência, Plano Tático incluído, poderia pensar que os haitianos não estariam na 3ª Fase das Eliminatórias Concacaf. Os antiguanos terminaram com 15 pontos, 26 gols marcados e apenas cinco sofridos, contra 13 do Haiti, que levou seis gols e marcou 21.

Agora, Antígua & Barbuda se prepara para as difíceis partidas que estão por vir. Integrantes do Grupo A, ao lado de Estados Unidos, Guatemala e Jamaica, os antiguanos fazem sua estreia no próximo dia 8 de junho de 2012, diante dos estadunidenses, fora de casa.

Curaçao goleia em casa e se despede

Curaçao x Ilhas Virgens Estadunidenses

Em sua primeira eliminatória com o nome de Curaçao, a antiga Antilhas Holandesas, país que se desmembrou em ilhas pequenas, que já existiam, Curaçao pode dizer que fez um bom papel. Na rodada final, diante da fraca Ilhas Virgens Estadunidenses, em casa, o resultado não poderia ser outro, que não uma goleada a favor.

E até que o primeiro gol demorou a sair, sendo marcado somente aos 33 minutos do primeiro tempo, pelo jovem meia Shanon Carmelia, de 22 anos, atleta do NEC (Holanda). Os 2.000 torcedores presentes ao estádio Ergilio Hato (15.000 lugares) devem ter vibrado muito. Sete minutos depois, o meia Richmar Siberie, de 29 anos, do USV Hercules (Holanda), anotou o segundo. Dois minutos depois, o árbitro jamaicano Valdin Legister expulsou o goleiro Rugerio Josephia, de 21 anos, com vermelho direto – não se sabe o motivo da sansão ao atleta de Curaçao.

No segundo tempo, aos seis minutos, um atleta entrou para a história de Ilhas Virgens Estadunidenses. O meia Keithroy Conrelius, de 43 anos – isso mesmo, caro Leitor Plano Tático! –, marcou o segundo gol do país na 2ª Fase das eliminatórias. Ele é jogador de críquete, esporte muito praticado em vários países, mas que não existe no Brasil. Porém, aos 28 minutos, o meia Everon Spacia, do Hubentut Fortuna (Curaçao), fez o terceiro dos donos da casa.

Cinco minutos depois, lá estava Shanon Carmelia marcando o quarto gol de Curaçao, que ainda teria Richmar Siberie anotando o quinto, aos 41 minutos, para o zagueiro Angelo Cinjntje, de 31 anos, atleta do SC Veendam (Holanda), fechar a contagem em 6 a 1 para Curaçao.

O país de origem holandesa termina as eliminatórias com sete pontos e apenas duas vitórias, ambas sobre Ilhas Virgens Estadunidenses. A equipe marcou 15 gols, sofrendo 13, um saldo de positivo de dois. Já os virginenses encerram a participação com seis derrotas, apenas dois gols anotados e o incrível número de 40 sofridos, o que dá média de 6,6 gols por jogo.

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