Paraguai vence a primeira; São Tomé & Príncipe leva goleada; Guiné Equatorial triunfa

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Por Matheus Laboissière

Pelas Eliminatórias Sul Americanas, os paraguaios conseguiram espantar a má fase, pelo menos por enquanto, e derrotaram os equatorianos. Nas Eliminatórias Africanas, São Tomé & Príncipe, desde 16 de novembro de 2003 sem atuar (veja detalhes – texto 2), não ofereceu resistência ao Congo. Já Guiné Equatorial, com sua legião de estrangeiros, conseguiu importante vitória diante de Madagascar. Boa leitura!

Paraguai alivia pressão por resultados

Paraguai x Equador

Na segunda partida dentro de casa nestas eliminatórias, o Paraguai se recuperou do sofrido empate diante do Uruguai, dentro de seus domínios (veja os melhores momentos – texto 1), e somou três pontos sobre o Equador. Porém, não foi nada fácil para os torcedores paraguaios que assistiram à partida in loco, no estádio Defensores del Chaco (36.000 lugares).

O primeiro gol do Paraguai surgiu por volta dos 45 minutos. Os donos da casa trocavam passes no campo de ataque, mas longe da grande área equatoriana. Eis que o meia Marcelo Estigarribia, da Juventus (Itália), recebe bola, de costas para o zagueiro Gabriel Achilier, do Olmedo (Equador). O atleta do Equador poderia ter apenas cercado, esperando a definição de Estigarribia. Mas não. Ele empurrou o paraguaio, no que o juiz colombiano Jose Buitrago marcou falta.

O meia Victor Ayala, de 23 anos, do Libertad (Paraguai), jogou a bola na segunda trave. Aparentemente, o lance não daria em nada, mas o meia Christian Riveros, que atua no Kayserispor (Turquia), apareceu de surpresa e desviou com os pés, no contrapé do goleiro Máximo Banguera, do Barcelona de Guayaquil (Equador). Falha do meia Antonio Valencia, do Manchester United (Inglaterra), que se esqueceu de observar a movimentação de Riveros e ficou marcando a bola!

No segundo tempo, logo aos 13 minutos, o Paraguai se aproveitou de nova jogada de bola parada com levantamento na grande área adversária. Desta vez, Ayala cobrou escanteio, colocando a bola na entrada da pequena área. O experiente lateral Darío Verón, de 32 anos, do Pumas UNAM (México), mergulhou bonito, antecipando-se à marcação do meia Christian Noboa, que joga pelo Rubin Kazan (Rússia), para fazer 2 a 0 Paraguai!

O Equador só conseguiu descontar aos 47 minutos. Valencia fez boa jogada pela esquerda, deixando o meia Richard Ortiz, de 21 anos, do Tijuana (México), no chão, e foi até perto da linha de fundo. Ele tinha o experiente meia Edson Méndez, ex-atleta do Atlético-MG e atualmente no Emelec (Equador), a seu lado, e fez o passe. Dentro da área, Méndez cruzou rapidamente, não dando tempo de a marcação adversária chegar.

A bola foi na direção do atacante Joao Rojas, de apenas 22 anos, do Monarcas Morelia (México), que cabeceou, livre de marcação, no meio do gol, à queima-roupa do goleiro Diego Barreto, do Cerro Porteño (Paraguai), que não pôde fazer muita coisa! Falha de Verón, que poderia ter subido para afastar o perigo, mas ficou grudado no chão.

As imagens que se seguiram mostram o atendimento de Ortiz, aquele que perdeu o lance para Valencia, que resultou no gol equatoriano. Ele ficou deitado no gramado desde então, sentindo muitas dores. Claramente, comprova-se que o atleta do Manchester United realmente fez falta em Ortiz, pois sequer tocou a bola, pegando as pernas do paraguaio.

 Imagem de Amostra do You Tube

A vitória deixa o Paraguai mais tranquilo, em quarto, com quatro pontos, mas ainda necessitado de continuar escalando a tabela rumo às primeiras posições. Na próxima rodada, hoje, 15 de novembro de 2011, os paraguaios visitam o Chile, que vai ser todo ataque em busca da vitória. Já o Equador utilizará a altitude de Quito para tentar vencer o animado Peru, que depois de muitos anos vê como possibilidade a classificação para uma Copa do Mundo, que não disputa desde a edição de 1982, na Espanha.

São Tomé & Príncipe é goleado em casa!

São Tomé e Príncipe x Congo

Uma das piores seleções da África, os santomenses não teriam mesmo condições de enfrentar Congo (não confundir com República Democrática do Congo, ex-Zaire) de igual para igual. Não se sabe o público presente no estádio Nacional 12 de julho (15.000 lugares), na ilha de São Tomé, mas não deve ter sido tão pequeno, já que desde as Eliminatórias para a Copa da Alemanha 2006, quando foi eliminada pela Líbia (em 2003), o time não entra em campo, o que deve alçar o jogo a evento nacional.

A diferença de qualidade entre as equipes era tão grande que, logo aos três minutos de bola rolando, o meia Christopher Missilou, de apenas 19 anos, do Auxerre (França), nascido na França, abriu o marcador para os congoleses. Aos oito, o atacante Ladislas Douniana, este sim natural do Congo, mas que joga pelo Guinguamp (França), balançou as redes santomenses pela segunda vez.

O cronômetro do juiz da República Centro Africana, Sosthene Ngbokaye, marcava 32 minutos, quando o Congo alcançou 3 a 0, em gol marcado pelo meia Francis Malonga, nascido na França e atleta do Monaco (França).

No segundo tempo, não demorou dez minutos e o Congo balançava as redes de São Tomé & Príncipe mais uma vez. O quarto gol foi marcado pelo jovem volante Prince Oniangue, de 23 anos, também nascido em território francês e jogador do Tours FC (França). Aos 25 minutos, o atacante Harris Tchilimbou, este nascido em Brazaville, capital do Congo, e que joga no próprio país, pelo Diables Noirs Brazzaville (Congo), encerrou a goleada de 5 a 0 a favor do Congo.

Aos 44 minutos, os atletas Kilson Ceita, zagueiro do Vitória FC, de Riboque (São Tomé & Príncipe), e de Francis Malonga foram expulsos pelo árbitro, os únicos cartões da partida – não se sabe o motivo dos cartões vermelhos diretos. Na partida de amanhã, em Pointe-Noire, segunda maior cidade do Congo, atrás apenas da capital, localizada no litoral, a noroeste do território, será palco da classificação congolesa à 2ª Fase das eliminatórias. O vencedor do confronto estará no Grupo E da próxima etapa, ao lado de Burquina Fasso, Gabão e Níger.

Guiné Equatorial faz dever de casa

Guiné Equatorial x Madagascar

Os estrangeiros de Guiné Equatorial, como o Plano Tático mostrou em matéria publicada na semana passada (veja todos os detalhes), mandaram bem sobre Madagascar e saíram do estádio Nuevo de Malabo 15.250 lugares) com os três pontos e a vantagem para o jogo de volta.

Os comandados do técnico francês Henri Michel, profissional com vasta experiência em seleções africanas, já tendo treinado Camarões (1994), Marrocos (1995-00 e 2007), Tunísia (2001-02) e Costa do Marfim (2004-06), tiveram alguma dificuldade, mas não levaram gols da seleção que representa a maior ilha do continente africano.

O primeiro a balançar as redes foi o experiente meia Juvenal Edjogo-Owono, de 32 anos, nascido na Espanha e que defende o CE Sabadell (Espanha), da 2ª Divisão nacional, de pênalti. No segundo tempo, por volta dos 34 minutos, outro espanhol, o ala Iban Iyanga Travieso, do Las Palmas (Espanha), deu números finais ao placar.

A vitória por dois gols deixa os guinéu-equatorianos mais tranquilos para o jogo de volta, que terá Madagascar e seus atletas que atuam, em sua maioria, na França, no ataque. Madagascar pode até vencer, mas a vantagem de Guiné Equatorial parece ser grande demais. O vencedor deste confronto entrará no Grupo B, que tem Tunísia, Cabo Verde e Serra Leoa.

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