Quênia supera Ilhas Seicheles; Guiana alcança feito inédito e Bermudas vence;

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Pelas Eliminatórias Africanas, Quênia começou com o pé direito. Guiana, país da América do Sul, mas que disputa as Eliminatórias Concacaf, conseguiu quebrar os prognósticos e está na 3ª Fase. No jogo de fundo, Bermudas venceu o fraco Barbados, de virada. Boa leitura!

Quênia vence com facilidade

Ilhas Seicheles x Quênia

Um confronto decidido antes mesmo de começar. Tudo porque Ilhas Seicheles, atual campeã de futebol dos Jogos do Oceano Índico, após vencer Ilhas Maurício, nos pênaltis – os mauricianos desistiram das eliminatórias (veja detalhes), está a anos-luz  de Quênia no que tange à qualidade de seus atletas.

Até que os visitantes demoraram a marcar, tendo o primeiro gol saído aos 41 minutos da etapa inicial, por meio do zagueiro Pascal Ochieng, do Posta Rangers Nairobi (Quênia). Ele aproveitou cobrança de escanteio do meia Titus Mulama, do Sofakapa Nairobi (Quênia), melhor time do país na atualidade, cabeceando para o chão, na segunda trave, numa finalização difícil para o goleiro Nelson Sopha, de 37 anos, do St. Michel United FC (Ilhas Seicheles), defender!

O segundo gol dos quenianos no estádio Linité (10.000 lugares), na capital de Seicheles, Victoria, foi marcado aos 30 minutos da etapa final. O meia Jamal Mohammed, que atua pelo FCM Târgu Mures (Romênia), da 1ª Divisão, driblou um marcador e tocou para o atacante Dennis Oliech, do Auxerre (França).

Com velocidade, ele deixou um zagueiro para trás e tocou na saída de Sopha, levando ao delírio boa parte dos 2.000 torcedores que assistiam à partida, a maioria queniana. Seis minutos depois, Quênia alcançou o terceiro gol. Em mais uma sensacional arrancada de Oliech, ele recebeu passe no meio-campo, de costas, deixou um zagueiro na saudade e engatou a quinta marcha, como se disputasse uma prova de atletismo.

O atacante queniano ainda passou no meio de outros dois defensores de Ilhas Seicheles, invadiu a área, fintou o goleiro e tocou para o gol vazio, com bastante facilidade. Assim, com 3 a 0 e ainda jogando em casa a segunda partida, a opinião do técnico queniano da seleção, Francis Kimanzi, de 35 anos, é de que Quênia está na 2ª Fase.

 Imagem de Amostra do You Tube

No entanto, será difícil para o comandante dos Harambee Stars (apelido da seleção de Quênia) falar em classificação antes da hora no Grupo F da segunda etapa das eliminatórias. Confirmando a vaga, Quênia terá pela frente Nigéria, Malaui e Namíbia, numa chave em que só o líder avança.

Guiana entra para a história

Guiana x Trinidad e Tobago

As apostas no Grupo B da 2ª Fase das Eliminatórias Concacaf eram muito claras. Barbados seria o saco de pancadas, ao passo que Bermudas e Guiana poderiam brigar pela segunda vaga, que de nada valia. O que importava mesmo era ser o líder da chave, que resultava na classificação à 3ª Fase. Este posto parecia ser de Trinidad & Tobago. A ilha caribenha é a mais tradicional seleção do grupo, já figurara em um Mundial, na edição de 2006, na Alemanha. Candidato único à vaga. Mas…

A seleção trinitina do técnico alemão Otto Pifster (veja matéria sobre a contratação do profissional) enfrentou dificuldades diante dos adversários supracitados. O pior resultado, que fez a grande diferença a favor de Guiana, foi a derrota para Bermudas, fora de casa, por 2 a 1 (veja os gols – texto 3). Assim, Trinidad & Tobago precisava de pelo menos um empate diante dos guianenses, fora de casa, para continuar sonhando (veja matéria especial sobre Trinidad & Tobago).

No último dia 11 de novembro de 2011, os torcedores de Guiana sentiram o bom momento e lotaram o estádio de Providence (15.000 lugares), na esperança de acompanhar uma vitória, que significava a vaga garantida. 18.000 vozes enervaram os ouvidos trinitinos, que entraram no jogo assustados, ao passo que os atletas de Guiana se encontravam entusiasmados. Tanto que não demorou muito para o placar ser inaugurado.

E que ironia do destino! Logo aos dez minutos, os anfitriões tiveram direito à cobrança de escanteio, pelo flanco esquerdo. A bola viajou na marca do pênalti, com um zagueiro trinitino afastando, parcialmente, o perigo, de cabeça. Porém, a bola ganhou altura ao invés de distância e só voltou a tocar o gramado já dentro do gol de Marvin Phillip, do West Connection (Trinidad & Tobago)!

Da entrada da área, o ala Ricky Shakes, de 26 anos, inglês de nascimento e atleta do Ebbsfleet United (veja matéria sobre o clube), pegou de primeira e acertou um belo chute, no canto direito de Phillip, que saltou, sem conseguir a defesa! A ironia à qual o Plano Tático se refere é que Shakes, em 1º de março de 2006, aos 21 anos, entrou no segundo tempo da vitória da seleção principal de Trinidad & Tobago sobre a Islândia, num amistoso.

Isso mesmo, caro Leitor Plano Tático! Ele já defendeu os trinitinos, pois é descendente por parte de mãe, enquanto é guianense por parte de pai. Guiana entrou com um pedido de permissão para Shakes jogar pela seleção junto à FIFA, que aceitou – se não tivesse feito isso, poderia ocorrer com Guiana o que aconteceu à Síria, desclassificada das Eliminatórias Asiáticas (veja a história completa). Assim que levou o gol, Trinidad & Tobago se desesperou e partiu ao ataque.

O lateral Akeem Adams, de 20 anos, do Trinidad & Tobago Eletric Comission (Trinidad & Tobago), carregou a bola até perto da área e tocou para o jovem meia Kevin Molino, de 21 anos, do Orlando City (Estados Unidos). Ele driblou o meia Chris Nurse, que atua no Carolina RailHawks FC (Estados Unidos), com facilidade e finalizou, mas a bola saiu rasteira, longe do gol de Ronson William, do Alpha United (Guiana). Nem nas bolas paradas Trinidad & Tobago conseguia levar perigo…

Já no segundo tempo, aos 34 minutos, Guiana alcançou o segundo gol. Um lançamento vindo do meio-campo deixou o zagueiro Leon Cort, de 32 anos, do Charlton Athletic FC (Inglaterra), na cara do gol, sozinho, aproveitando-se da defesa em linha trinitina. Com habilidade para um zagueiro, ele dominou e puxou para o pé direito, emendando um petardo, sem chances para Marvin Phillip!

O país deve ter explodido de alegria neste momento, pois 2 a 0 a dez minutos do fim, com Trinidad & Tobago precisando fazer dois gols, colocava Guiana muito perto da tão sonhada vaga, que parecia impossível no início das eliminatórias. Nem o gol de honra dos trinitinos, em cobrança de falta – finalmente acertaram uma – do atacante Kenwyne Jones, do Stoke City (Inglaterra), pareceu preocupar os guianenses. Afinal, o cronômetro marcava 48 minutos e não havia tempo hábil para Trinidad & Tobago reagir por completo.

 Imagem de Amostra do You Tube

Assim, Guiana chega pela primeira vez a uma Fase Semifinal de eliminatórias. Antes, o retrospecto do país nas oito edições de qualificatório que disputou, desde 1978 – não esteve em 2002 –, Guiana só passou da 1ª Fase uma única vez, nas eliminatórias para a Copa de 1982, quando eliminou Granada – depois, no Grupo A, ficou na lanterna, perdendo os quatro jogos, para Cuba e Suriname (duas vezes cada).

Nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1990, trinitinos e guianenses se enfrentaram, em mata-mata preliminar, com duas vitórias de Trinidad & Tobago (4 a 0, fora, e 1 a 0, em casa). Em 2006, Guiana levou de 5 a 0 de Granada, o que demonstra a evolução do futebol da seleção, com a ajuda de alguns ingleses, em pouco tempo.

Agora, a equipe só encontrará dificuldades. Na 3ª Fase, Guiana está no Grupo B, ao lado de México, Costa Rica e El Salvador. A estreia deverá ser diante dos fortes mexicanos, fora de casa, no dia 8 de junho de 2012. Enfim, Guiana já cumpriu seu papel nestas eliminatórias. Qualquer ponto conquistado a partir de agora deve ser encarado como zebra.

Bermudas faz dever de casa

Bermudas x Barbados

Enquanto a emoção tomava conta do estádio de Providence, em Guiana, o clima no estádio Nacional de Bermudas (8.500 lugares) era bastante sonolento. Sem valer nada, a partida entre Bermudas e Barbados atraiu a atenção de apenas 1.000 espectadores, que devem ter cochilado durante os 90 minutos.

Os visitantes surpreenderam logo no início, aos sete minutos. O gol marcado pelo jovem atacante Diquan Adamson, de apenas 17 anos, do Notre Dame Bayville (Barbados), foi o primeiro do país nestas eliminatórias. Aos 25 minutos, o árbitro da Guatemala, Otto Barrios, marcou pênalti a favor de Bermudas, expulsando o goleiro de Barbados, Jason Boxhill, do Paradise SC (Barbados).

Três minutos depois, finalmente o meia Khano Smith, de 30 anos, o atleta mais importante da seleção bermudense (veja matéria sobre ele – texto 2), pôde bater a penalidade e a converteu, empatando a partida.

No início do segundo tempo, aos quatro minutos, Bermudas tomou as rédeas do placar, em gol anotado pelo experiente meia Kwane Steede, de 31 anos, do Bermuda Hogges (Bermudas), que joga a 4ª Divisão dos Estados Unidos. Com a vitória por 2 a 1, Bermudas passa a somar sete pontos, na terceira colocação, um bom resultado para um país obscuro em se tratando de futebol. Já Barbados continua com zero ponto.

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