Estados Unidos ganha de Antígua & Barbuda; Austrália tropeça

Na Concacaf, os Estados Unidos enfrentaram a pior seleção da chave, começando com vitória. Mas o placar e o gol sofrido em boa jogada de Antígua & Barbuda deixou os torcedores frustrados, pois todos esperavam uma goleada sem precedentes. Já na Ásia, o forte calor da capital de Omã, Muscat, foi um grande aliado dos donos da casa, que não conseguiram vencer a Austrália, mas somaram o primeiro ponto na Fase Final. Boa leitura!

Estados Unidos começa caminhada com vitória

Na Concacaf, outra partida desta 3ª Fase colocou em lados opostos equipes de grande diferença técnica. Jogando em casa, os Estados Unidos do técnico alemão Jürgen Klismann, 47 anos, contava com um elenco quase todo de estrangeiros, com exceção de cinco atletas, entre eles o craque do time, o atacante Landon Donovan, 30 anos, do Los Angeles Galaxy (Estados Unidos). Antígua & Barbuda, por sua vez, comandada pelo jovem técnico inglês Tom Curtis, 39 anos, em seu primeiro trabalho como treinador, resolveu introduzir um trabalho sério, que vem dando resultado, já que é a primeira vez que a seleção caribenha alcança esta etapa das eliminatórias (leia mais sobre Antígua & Barbuda).

A base do atual time é o Antigua Barracuda (Antígua & Barbuda), que é a única equipe profissional do país, mas que atua na terceira divisão dos Estados Unidos. Assim, os 19 atletas convocados por Curtis jogam em um bom nível, além de terem o entrosamento, algo muito importante numa seleção nacional. A base ainda é completada com atletas atuantes no futebol inglês, sendo o de mais notoriedade o meia Mikele Leigertwood, 29 anos (nascido na Inglaterra), récem-promovido à Premier League com o Reading. Mesmo assim, seria difícil para os antiguanos sonhar com algo além de uma derrota contra os estadunidenses.

Klismann esperava uma retranca de Antígua & Barbuda: “Creio que o adversário vai se defender a todo o momento e jogar nos contra-ataque. Temos de vencer essa estratégia ficando com a bola nos pés e sendo mais rápidos no toque de bola, criando muitas chances de gol”, disse antes do jogo.

Já Tom Curtis esperava que seus jogadores ganhassem experiência: “Queremos ser competitivos no grupo e é importante que estejamos focados na partida. Claro, todos têm a ambição de se classificar para o Hexagonal Final, mas para mim, como treinador, se pudermos ser competitivos, já terá sido uma campanha de sucesso. Já conseguimos o êxito ao chegar até aqui [Antígua & Barbuda eliminou o Haiti na 2ª Fase das eliminatórias]”, encerrou.

Além da qualidade técnica inferior, Antígua & Barbuda enfrentaria o barulho vindo das arquibancadas do estádio Raymon James (65.908 lugares), com cerca de 23.971 torcedores.  A equipe da casa começou pressionando desde os minutos inciais e logo pôde comemorar o primeiro gol. Landon Donovan cobrou escanteio pela esquerda e colocou na primeira trave. O atacante Herculez Gómez, 30 anos, do Santos Laguna (México), se deslocou com rapidez e conseguiu o desvio de cabeça. O jovem goleiro Molvin James, 23 anos, do Antigua Barracuda, que saía para tirar a bola de soco, voltou a tempo de fazer a defesa, mas soltou a bola na pequena área. Aí apareceu o lateral Carlos Bocanegra, 33 anos, do Rangers (Escócia), apenas para desviar para o gol! 1 a 0 Estados Unidos!

Aos 14 minutos, o volante Michael Bradley, 24 anos, do Chievo (Itália), fez grande jogada individual, driblando dois antiguanos, um deles o zagueiro Marvin McCoy, 23 anos, do Wycombe Wanderers (Inglaterra), perto da linha de fundo. Ele finalizou forte, meio sem ângulo, mas Molvin James conseguiu o desvio para escanteio! A defesa de Antígua & Barbuda não conseguia sair e tomava sufoco a todo o momento, mas os Estados Unidos erravam na hora da finalização…

Aos 32 minutos, Michael Bradley carregou a bola até a entrada da área e tocou para o atacante Clint Dempsey, 29 anos, do Fulham (Inglaterra). Na esquerda, dentro da área, o atleta estadunidense finalizou, mas pela rede do lado de fora… Aos 38 minutos, os antiguanos mostraram inteligência, quando o meia Mikele Leigertwood, do Reading (Inglaterra), percebeu a desatenção da marcação estadunidense e cobrou falta rápido. A bola rapidamente chegou dentro da área, para o atacante Dexter Blackstock, 26 anos, do Nottingham Forest (Inglaterra), que finalizou forte! Sorte que o zagueiro Clarence Goodson, 30 anos, do Brondby (Dinamarca), se jogou na frente da bola e bloqueou o chute de Antígua & Barbuda! Bom lance dos visitantes!

Aos 39 minutos, o meia Maurice Edu, 26 anos, do Rangers (Escócia), deu uma cavadinha na bola e lançou Landon Donovan, que se deslocava da marcação do zagueiro George Dublin, 35 anos, do Antigua Barracuda… Donovan finalizou, mas Molvin James estava lá para espalmar para o lado! No finalzinho da primeira etapa, London Donovan fez tabelinha com Clint Dempsey e recebeu na frente. Quando ele já estava dentro da área, Marvin McCoy tentou desarmá-lo, mas pegou apenas as pernas de Donovan, no que o árbitro costa riquenho Hugo Cruz Alvarado assinalou pênalti! Na cobrança, Dempsey bateu no meio do gol e ampliou a vantagem! 2 a 0 Estados Unidos!

No segundo tempo, os Estados Unidos continuaram em cima, numa repetição das estratégias das duas equipes na primeira etapa. Aos 13 minutos, Carlos Bocanegra fez linda jogada pela esquerda, colocando a bola entre as pernas do atacante Randolph Burton, 25 anos, do Antigua Barracuda, e indo à linha de fundo. Ele cruzou para trás e Herculez Gómez chegou  batendo, mas a bola explodiu no travessão! Quase!

Na sequência, os donos da casa recuperaram a bola e Michael Bradley foi à linha de fundo, pela direita, cruzando na pequena área. Dempsey esticou o pé e tocou antes do zagueiro Marc Joseph, 35 anos, do Kendal Town (Inglaterra), mas Molvin James conseguiu fazer a defesa, com Marvin Mc Coy dando um chutão para onde o nariz apontava! Aos 16 minutos, os Estados Unidos chegaram de novo, com Landon Donovan, pela esquerda. Ele recebeu ótimo passe do meia Jermain Jones, 30 anos, do Schalke 04 (Alemanha), invadiu a grande área e cruzou na segunda trave, procurando um companheiro! Porém, George Dublin estava à frente e conseguiu o desvio, salvando Antígua & Barbuda de levar o terceiro!

Aos 19 minutos, o meia Mikele Leigertwood dominou a bola no campo de ataque, cercado por dois adversários. Ele percebeu a infiltração do bom atacante Peter Byers, 27 anos, do Antigua Barracuda, e fez o passe. Com muita habilidade, ele deu um toquinho de leve na bola, o suficiente para tirar o zagueiro Oguchi Onyewu, 30 anos, do Sporting Lisboa (Portugal), e invadiu a área com liberdade. Com muita calma, ele esperou o goleiro Tim Howard, 33 anos, do Everton (Inglaterra), se decidir e tocou na saída dele, que ainda tocou na bola! Vaias dos estadunidenses e comemoração dos antiguanos presentes no estádio – foi o nono gol de Byers na competição, o vice-artilheiro das Eliminatórias Concacaf para a Copa do Mundo 2014, atrás apenas de Deon McCaulay, de Belize, que tem 11, mas já está fora do torneio!

Após o gol, os Estados Unidos voltaram à pressão, procurando brindar os torcedores com um placar maior. Porém, Molvin James estava muito bem na partida e impediu por duas vezes seguidas o terceiro gol dos anfitriões. Porém, aos 26 minutos, ele não conseguiu evitar… Depois de boa jogada de Landon Donovan pela esquerda, Herculez Gomes precisou finalizar duas vezes para balançar as redes, levando sorte que Molvin James saltou para o lado esquerdo, esperando um chute ali, mas o desvio em Mikele Leigertwood deixou a bola limpa para o atacante estadunidense, sem goleiro, apenas rolar para as redes! 3 a 1 Estados Unidos, PLACAR FINAL. A sete minutos do fim, erro de passe de Donovan na defesa deixou Peter Byers em condições de finalizar, e foi o que ele fez… Mas a bola passou por cima, assustando Tim Howard!

Imagem de Amostra do You Tube

Após a partida, Jürgen Klismann explicou porque os Estados Unidos não fizeram mais gols: “Discutimos antes do jogo que seria difícil furar a retranca do adversário, que fez um ótimo trabalho e tornou a partida complicada. Criamos algumas chances e poderíamos ter feito mais gols, mas é bom iniciar a campanha com três pontos. Não há frustração pelo placar de 3 a 1, pois vi que o México teve uma experiência similar [3 a 1 em Guiana – veja os lances da partida ]. É normal, mas teremos de evoluir para encarar a Guatemala”, encerrou o alemão.

Na próxima rodada, em 12 de junho de 2012, os Estados Unidos visitam a Guatemala, fora de casa, enquanto Antígua & Barbuda estará entusiasmada por receber um jogo da 3ª Fase das eliminatórias no país, quando encara a Jamaica, no mesmo dia.

Omã segura Austrália na primeira zebra da Fase Final

Na primeira rodada, a seleção de Omã, que atingiu a Fase Final pela primeira vez na história, saiu derrotada do Japão por 3 a 0 (veja tudo aqui – texto 1). Diante da Austrália, outra gigante do continente, não se esperava outro placar que não a vitória dos visitantes. O técnico alemão da Austrália, Holger Osiek, 63 anos (treinou o Canadá entre 1999-03), afirmava que não estava pensando no Japão, o adversário seguinte, mas em Omã:

“Esta partida será importante para nós, porque é nossa estreia na Fase Final. A primeira grande final será diante de Omã e espero que possamos vencer. Vamos jogar com os nossos melhores jogadores, num jogo que não deverá ser fácil”, disse, quando questionado se estava preocupado com o 100% do Japão em duas partidas, nove gols marcados e nenhum sofrido.

Por outro  lado, o experiente técnico francês Paul le Guen, 48 anos (treinou Camarões entre 2009-10), pedia aos atletas foco no jogo: “Temos de esquecer a derrota para o Japão e nos concentrarmos diante da Austrália, que não será um jogo fácil para nós. Vamos tentar o melhor, a fim de nos recuperarmos da derrota no primeiro jogo. Talvez não sejamos os favoritos para vencer, mas também ninguém esperava Omã na Fase Final. Podemos ter um bom resultado”, encerrou o francês.

É importante lembrar que na 3ª Fase as seleções fizeram parte do mesmo grupo, e Omã venceu a Austrália dentro de casa, por 1 a 0 (veja tudo aqui – texto 2). O estádio Sultan Qaboos Sports Complex (39 mil lugares) não estava lotado, com apenas 11 mil torcedores, que acompanharam um jogo morno, dado o forte calor de 40°C na capital omani, Muscat. Nos primeiros minutos, os visitantes realmente sentiram o calor, mas as faltas que Omã cobrou na entrada da área foram facilmente defendidas pelo goleiro Mark Schwarzer, 39 anos, do Fulham (Inglaterra).

Aos 20 minutos, finalmente a Austrália conseguiu o primeiro chute a gol, com o zagueiro David Carney, 28 anos, do Bunyodkor (Uzbequistão), de fora da área, espalmado a escanteio pelo goleiro Ali Al Habsi, 30 anos, do Wigan (Inglaterra), um dos mais experientes do elenco, que não quis se complicar e fez o simples.

Pouco depois, aos 32 minutos, foi a vez de o meia Carl Valeri, 27 anos, do Sassuolo (Itália), experimentar de fora da área. O australiano levou mais perigo e Al Habsi voou na direção da bola para mandá-la a escanteio! Quase! O atacante Harry Kewell, 33 anos, do Melbourne Victory (Austrália), teve sua chance logo depois, mas a bola foi para fora…

No segundo tempo, Omã dominou as ações ofensivas, forçando os visitantes a apenas se defenderem. Aos cinco minutos, o melhor jogador omani, o atacante Ahmad Al Hosni, 27 anos, do Al Ahli (Arábia Saudita), recebeu cruzamento e conseguiu desviar levemente a bola, que passou rente à trave direita de Schwarzer, que se assustou! Foi por pouco! Aos 13 minutos, Omã cobrou escanteio e a bola foi cruzada na cabeça de Al Hosni, que mergulhou bonito e finalizou em direção ao gol… Se não fosse a grande intervenção de Schwarzer, Omã estaria comemorando a abertura do placar! Espetacular defesa!

Aos 37 minutos, a Austrália teve sua grande chance de marcar. O atacante Archie Thompson, maior marcador em um único jogo (saiba mais aqui), de 33 anos, do Melbourne Victory, recebeu lindo passe dentro da área e só tinha Ali Al Habsi em sua frente. Porém, ao invés de finalizar, Thompson tentou tocar para o meia Mark Bresciano, 32 anos, do Al Nasr (Emirados Árabes Unidos), mas foi impedido pelo goleiro omani, que fez outra grande defesa! Mas não teve jeito: 0 a 0 Omã versus Austrália, PLACAR FINAL!

Imagem de Amostra do You Tube

Após o jogo, Paul le Guen gostou do que viu: “Jogamos bem, e estivemos equilibrados, tanto na defesa quanto no ataque. Tivemos muitas chances de gol via escanteios, mas falhamos em colocar a bola nas redes. Estou orgulhoso de meus jogadores, porque a Austrália é uma das favoritas ao Mundial”, disse.

Holger Osiek, por sua vez, tentou minimizar a perda de dois pontos em Muscat: “Estou tranquilo pelo resultado, ainda mais diante de condições climáticas tão difíceis. Nossos jogadores foram bem contra um time de jovens que corre muito. Agora devemos nos concentrar no Japão, que estará mais descansado, por teremos uma longa viagem de volta”, encerrou.

Na terceira rodada, amanhã, 12 de junho de 2012, a Austrália recebe o Japão, que pode disparar na liderança e praticamente confirmar uma das duas vagas diretas ao Mundial 2014. No mesmo dia, o Iraque, que tem um ponto em uma partida, encara Omã, dentro de casa, que marcou seu primeiro ponto no grupo, em dois jogos.

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