Fiji empata com Ilhas Salomão; Benin surpreende Mali

Na Oceania, Fiji  precisava da vitórias diante dos anfitriões para se aproximar e muito da classificação à Fase Final, mas o empate ainda mantém o país com chances, mas dependendo do outro resultado na rodada final. Já na África, aconteceu uma das muitas surpresas na rodada. Benin, seleção desconhecida no futebol, aprontou para cima de Mali. Boa leitura!

Fiji não marca e tem apenas um ponto

No segundo jogo da tarde no estádio Lawson Tama, em Honiara, nas Ilhas Salomão (madrugada no Brasil), os donos da casa atraíram um público de 13.600 torcedores, o segundo maior da 2ª Fase (atrás dos 15 mil de Ilhas Salomão 1 a 0 em Papua Nova Guiné – veja mais sobre o jogo – texto 1). A esperança dos salomonenses era vencer Fiji e confirmar vaga à Fase Final das Eliminatórias da Oceania para a Copa do Mundo de 2014. Mas não foi o que aconteceu.

Apoiados pela torcida, o primeiro lance de perigo foi de Ilhas Salomão. O atacante Henry Fa´arodo, 29 anos, atleta do Team Wellingon (Nova Zelândia) e jogador mais experiente desta seleção, fez jogada individual e arriscou de fora da área, com a bola passando perto, mas sem assustar o goleiro Simione Tamanisau, 29 anos, jogador do Lautoka (Fiji). Aos 11 minutos, Fiji deu a resposta, em cobrança de escanteio.

O lateral Avinesh Suwamy, 26 anos, jogador do Ba (Fiji), colocou a bola na segunda trave, mas o zagueiro Taniela Waqa, 28 anos, que defende o Hekari United (Papua Nova Guiné), desperdiçou a chance, apesar de ter subido bem, ganhando do meia James Naka, 27 anos, que joga em Fiji, pelo Rewa. Aos 27 minutos, Fiji chegou de novo, novamente em bola parada, mas desta vez em cobrança de falta. A bola foi lançada na segunda trave e o meia Pita Senibiaukula, 28 anos, do Labasa (Fiji), desviou para as redes! Porém, ficou claro que ele utilizou uma das mãos para desviar a bola, sendo punido pelo árbitro tahitiano Abdelkader Zitouni com cartão amarelo.

Por volta dos 39 minutos, os visitantes, já que o torneio é em Ilhas Salomão, quase marcaram novamente, em nova jogada aérea. Avinesh Suwamy levantou outra bola na segunda trave e o bom atacante Osea Vakatalesau, do Ba, teve toda a liberdade para esperar a pelota cair e cabecear, tirando do goleiro Felix Ray Jr, 28 anos, atleta do Malaita Kingz (Ilhas Salomão). Ele errou o alvo por pouco, mas foi um bom lance, que assustou os torcedores salomonenses.

No finalzinho da primeira etapa, aos 42 minutos, Ilhas Salomão utilizou da mesma arma de Fiji e por pouco não inaugurou o marcador. O meia George Lui, do Marist FC (Ilhas Salomão), recebeu passe na esquerda, olhou para a grande área e lançou James Naka, que entrava na grande área pelo lado direito. Livre de marcação, Naka finalizou de cabeça, como manda o figurino, para o chão, mas a bola quicou e foi para fora! Que lance!

No segundo tempo, por volta dos 16 minutos, o atacante Roy Krishna, 24 anos, do Waitakere United (Nova Zelândia), ganhou a disputa de bola com o zagueiro Tome Faisi, 30 anos, do Kossa FC (Ilhas Salomão), e partiu em direção ao gol, em grande velocidade, com três salomonenses em seu encalço. Ele poderia ter tocado na saída de Felix Ray Jr, mas quis driblar o goleiro, que foi  muito bem e roubou-lhe a bola dos pés!

Aos 44 minutos, os dois times tiveram uma última grande chance, em contra-ataque. A primeira chance foi de Fiji, com Osea Vakatalesau, que aproveitou chutão vindo da defesa, antecipou-se a Tome Faisi e saiu em disparada, sem marcação. Da entrada da área, Vakatalesau expeirmentou num chute cruzado, mas Felix Ray Jr conseguiu a defesa!

Ao invés de demorar a repor a bola, o goleiro saiu com o próprio Tome Faisi, que lançou para o ataque. A boa movimentação do atacante Nicholas Muri, 28 anos, do Real Kakamora (Ilhas Salomão), que havia entrado no segundo tempo, surpreendeu a defesa de Fiji, que ficou olhando o salomonense caminhar com a bola dominada e tocar na saída de Simione Tamanisau, que conseguiu fazer a defesa com os pés, salvando Fiji da eliminação precoce!

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Após o jogo, o auxiliar técnico de Ilhas Salomão, Laurent Papillon, explicou a estratégia de seus time contra Fiji: “Eles são muito fortes na jogada aérea e procuramos jogar com a bola nos pés, mas não foi o suficiente para vencer. Agora, teremos de jogar muito bem diante da Nova Zelândia”, disse.

Por sua vez, o auxiliar-técnico fijiano, Imdad Ali, que comandou a equipe por causa da fratura de quadril do uruguaio Juan Carlos Buzzetti, que está acamado, pensa o mesmo: “Agora nossa sorte na competição dependerá dos jogos finais. Ainda temos esperança e esperamos pelo melhor, que é a classificação à Fase Final”, encerrou.

Fiji estacionou no único ponto e precisará vencer Papua Nova Guiné, na última rodada, dia 6 de junho de 2012, para sonhar com a classificação. As chances de alcançar a Fase Final são boas, já que Ilhas Salomão, com quatro, vai encarar a Nova Zelândia, no mesmo dia, mais tarde.

Benin quebra tabu e vence Mali

Mal sabiam os torcedores que estavam no estádio de l´Amitié (35 mil lugares), em Cotonou, capital econômica de Benin, que eles presenciariam a história. Benin, o dono da casa, nunca havia vencido Mali, mas mostrava evolução na África, tendo disputado três das últimas cinco Copa Africanas de Nações. O técnico benimense, o francês Manuel Amoros (treinou entre 2010-12 a seleção de Ilhas Comores), acreditava antes da partida num resultado positivo:

“Jogar contra os malineses em casa é um grande desafio. Mali ficou em terceiro na CAN 2012 e possui grandes jogadores. Alguns deles jogam em equipes que disputam a Liga dos Campeões da UEFA, então, temos de encarar esse primeiro jogo com muita seriedade. Estamos sentindo que existe muita expectativa da torcida e tentaremos não decepcioná-los. Benin nunca venceu Mali, mas estamos aqui para mudar a história”, declarou, em entrevista ao site oficial da FIFA.

Assim que os times adentraram o gramado, as esperanças dos torcedores caíam sobre o meia Sthépane Sessègnon, 28 anos, do Sunderland (Inglaterra), maior estrela do país, que tem vários atletas no futebol francês e da Europa, mas em equipes de menor escalão. Já Mali, com apenas quatro jogando no futebol local (sendo dois goleiros), tinha atletas em grandes clubes europeus, como o volante Seydou Keita, do Barcelona (Espanha).

Mesmo com o favoritismo dos malinenses, foi Benin que surpreendeu, conquistando a primeira vitória sobre os visitantes em toda a história de 13 confrontos entre as duas seleções (cinco empates e sete vitórias de Mali). O gol foi marcado aos 18 minutos do primeiro tempo, pelo atacante Razak Omotoyossi, 26 anos, do Zamalek (Egito). Ele recebeu lançamento longo, deslocou o zagueiro malinês – na opinião do Plano Tático, com falta – e tocou no contrapé do goleiro Soumbeïla Diakité, 27 anos, do Stade Malien (Mali), fazendo história no pobre país, que recentemente enfrentou problemas na federação nacional  (veja aqui).

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Após a partida, Manuel Amoros estava radiante: “Os jogadores mostraram muito vontade dentro de campo, como numa família. Uma vitória sempre é bom, mas ainda teremos de trabalhar muito mais se quisermos algo nas eliminatórias. Todos esperaram o melhor de nós e creio que começamos muito bem nossa campanha”, disse à imprensa local.

Benin soma agora três pontos, mesmo número da Argélia, que venceu Ruanda por 4 a 0 e lidera o Grupo H das Eliminatórias Africanas para a Copa do Mundo de 2014. Na próxima rodada, em 10 de junho de 2012, Benin visitará Ruanda, enquanto Mali apostará todas as suas fichas num bom resultado diante dos argelinos.

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