Irã tropeça no Catar em jogo sem gols

Apenas na segunda partida na Fase Final das Eliminatórias Asiáticas para a Copa do Mundo 2014, o Irã, que venceu o Uzbequistão por 1 a 0, fora de casa (veja todos os lances da partida – texto 1) estreava em casa nesta etapa, diante do Catar, que acumulava uma vitória [1 a 0 contra o Líbano fora de casa (veja tudo aqui – texto 2) e uma goleada frente a Coreia do Sul, em casa, por 4 a 1 (acompanhe os principais lances – texto 1). Porém, mesmo diante de um adversário teoricamente mais fácil, o técnico português do Irã, Carlos Queiroz, 59 anos, que levou Portugal às oitavas de final da Copa do Mundo 2010, sabia da dificuldade da partida:

“Temos total respeito por comissão técnica e jogadores do Catar. Somos profissionais o suficiente para não subestimarmos nenhum rival, ainda mais o Catar [na 3ª Fase, as duas seleções se enfrentaram pelo Grupo E, com dois empates]. Estou convencido de que eles trouxeram todas as suas armas para Teerã, mas também estamos prontos para encará-los”, disse Queiroz, que via no confronto uma pequena vantagem para seu time, que descansou por nove dias (entre 3 e 12 de junho), enquanto o Catar jogou contra a Coreia do Sul.

O técnico brasileiro do Catar, Paulo Autuori, 55 anos, também esperava um confronto difícil: “Estou consciente da dificuldade da partida, e sei que Irã e Coreia do Sul são os favoritos no Grupo A para classificar à Copa do Mundo. Mas estamos aqui para surpreender a todos e carimbar nosso passaporte. O grupo está recuperado do jogo diante dos sul coreanos e estamos preparados física e mentalmente para encarar o Irã”, resumiu.

O jogo

O colossal estádio Azadi (100 mil lugares), em Teerã, capital iraniana, estava completamente lotado, no maior público da Fase Final das eliminatórias asiáticas, já que os japoneses colocaram 63.551 pessoas na vitória de 3 a 0 sobre Omã (veja todos os lances – texto 1). A primeira chance foi dos donos da casa, logo no início da partida, quando o atacante Karim Ansar, 22 anos, do Persepolis (Irã), tentou a finalização, mas pegou mal na bola, que foi para a linha de fundo. Pouco depois, o meia Fábio Cesar Montezine, 33 anos (nascido no Brasil), do Al Rayyan (Catar), também mandou para o gol, numa boa defesa do goleiro Medhi Rahmati, 29 anos, do Esteghlal (Irã).

Aos 20 minutos, o Irã teve direito à cobrança de lateral, com Hossein Mahini, 25 anos, do Persepolis. Ele tomou distância e colocou a bola no meio da área, mas ninguém dos dois times conseguiu alcança-la. A pelota sobrou na segunda trave para o experiente meia Javad Nekounam, 31 anos, do Osasuña (Espanha), que teve liberdade para emendar um bonito voleio, que acertou o travessão do goleiro Qasem Burhan, 26 anos, do Al Gharrafa (Catar), que estava vencido no lance! Quase!

Aos 25 minutos, Fábio Cesar Montezine cobrou escanteio pela direita e jogou a bola no centro da área, na cabeça do zagueiro Marcone, 34 anos (nascido no Brasil), do Al Rayyan,que ganhou do marcador e finalizou bonito, com força. Porém, Medhi Rahmati estava atento no lance e saltou no canto direito para impedir o gol dos visitantes! Na resposta iraniana, Karim Ansar cabeceou dentro da área e sem marcação, mas não conseguiu levar vantagem sobre Qasem Burhan, que fez a defesa.

No segundo tempo, o Catar pareceu satisfeito com um ponto e recuou, recebendo a pressão do Irã e dos 100 mil torcedores, que não conseguiram marcar. Nos acréscimos, o meia Ashkan Dejagah, 25 anos, do Wolfsburg (Alemanha), que havia entrado no segundo tempo, ainda acertou a trave catariana!

Imagem de Amostra do You Tube

Reações pós-jogo

Após a partida, o português Carlos Queiroz criticou a postura defensiva do adversário: “Como eu esperava, foi um jogo difícil e disputado somente em uma direção, em que o tráfego de jogadores se concentrou apenas na metade pertencente ao Catar. Jogamos concentrados os 90 minutos, mas não conseguimos colocar a bola na rede. Pelo menos eles não criaram muitas chances, apenas uma. O Catar tem bons atacantes, mas soubemos controlá-los muito bem”, explicou Queiroz, que reclamou muito da cera do adversário: “O goleiro do Catar atrasou muito a partida, e não foi a primeira vez que eles fizeram isso. O tempo de acréscimo deveria ter sido de dez minutos, mas não quero interferir no trabalho do árbitro”, ironizou.

Na visão do brasileiro Paulo Autuori, foi um bom resultado: “Sabia que se empatássemos diante do Irã em Teerã, teríamos conseguido um bom e justo resultado. Na derrota para a Coreia do Sul pudemos ver nossas fraquezas e fizemos as mudanças necessárias antes de enfrentar o Irã. Parabenizo meus jogadores pela evolução demonstrada”, encerrou.

Com quatro pontos em dois jogos, o Irã assume a segunda posição, dois atrás da líder Coreia do Sul, com seis, e mesmo número de pontos do Catar, que já jogou três vezes. Completam a classificação Uzbequistão, com um ponto em duas partidas, e o lanterna Líbano, que também acumulou um ponto, mas em três jogos. No próximo dia 11 de setembro de 2012, o Irã encara o Líbano, fora de casa, enquanto o Catar folga.

Últimas

Assine Nossa Lista de E-mail!

* indicates required

Personagens

Internacionais

Nacionais

Vídeos

Bola na Rede