República Democrática do Congo vence; Líbia e Camarões empatam

Na África, o Grupo I é outro que vem apresentando surpresas. A vitória da República Democrática do Congo sobre Togo, que nem de longe é o mesmo da Copa do Mundo 2006, era esperada, mas não a derrota de Camarões para a Líbia, mesmo fora de casa. Com esses resultados, a chave permanece aberta, e talvez apenas Togo não brigue pela vaga à Fase Final! Boa leitura!

RD do Congo está de volta à disputa

Perder na estreia para Camarões, teoricamente o mais forte do grupo, por 1 a 0, com um gol de pênalti, e jogando fora de casa (veja o gol aqui – texto 2), pode ser considerado um resultado normal para a República Democrática do Congo. Por outro lado, diante de Togo, que apenas empatou em 1 a 1 com a Líbia, em casa (veja os gols aqui – texto 2), a vitória era necessária, para que a seleção africana não perdesse contato com os líderes.

O experiente técnico francês dos democrático-congoleses, Claude le Roy, 64 anos, resvolveu fortalecer ainda mais seu elenco, que já conta com bons jogadores, a ampla maioria jogando em times de menor expressão da Europa – apenas seis atuam no próprio país, grande parte pelo TP Mazembe. O atacante Dieumerci Mbokani, 26 anos, do Anderlecht (Bélgica), havia sido excluído da seleção pelo ex-técnico, o francês Robert Nouzaret, por indisciplina. Demitido após a eliminação do país nas Eliminatórias para a Copa Africana de Nações 2012, Le Roy vem reconvocando alguns atletas antes considerados dispensáveis.

Por outro lado, o também técnico francês de Togo, Didier Six, 57 anos, que é interino, precisava de um bom resultado fora de casa, o que seria bastante difícil, em razão da baixa experiência do jovem elenco togolês. O público de 50 mil torcedores presentes ao estádio des Martyrs (80 mil lugares), em Kinshasa, capital da República Democrática do Congo, também era um fator positivo para os donos da casa.

Os anfitriões não deram muitas chances para Togo e abriram o marcador aos 23 minutos do primeiro tempo. O meia Zola Matumona, 30 anos, do Mons (Bélgica), recebeu passe – que na verdade foi um chute errado – na direita e teve todo o tempo do mundo para cruzar para trás, encontrando o atacante Trésor Mputu, 26 anos, do TP Mazembe. De primeira, mesmo com três togoleses à frente, além do goleiro Baba Tchagouni, 21 anos, do Dijon (França), Mputu bateu de primeira, no canto esquerdo do goleiro, sem chances! 1 a 0 República Democrática do Congo!

No final do primeiro tempo, aos 40 minutos, Togo reclamou de penalidade máxima. Em boa troca de passes no campo de ataque, a bola chegou para o meia Dové Wome, 21 anos, do Free State Stars (África do Sul), que estava conseguindo evitar a marcação do meia Albert Mutamba, 28 anos, do Cannes (França). Na entrada da área, Wome pareceu sentir a carga do adversário e desabou no gramado, no que o árbitro egípcio Mohamed Farouk marcou falta, mas não pênalti. Como era um lance de perigo iminente, o cartão vermelho direto foi mostrado para Mutamba, seguido de muita reclamação dos jogadores democrático-congoleses. A falta não deu em nada para Togo…

No segundo tempo, Togo aproveitou a vantagem de um homem a mais e foi um busca do gol de empate, mas as finalizações dos atacantes visitantes não foram boas, sem contar as excelentes defesas do goleiro Muteba Kidiaba, 36 anos, do TP Mazembe – aquele famoso do Mundial de Clubes da FIFA! Aos 35 minutos, a reação togolesa foi finalmente encerrada, pois a República Democrática do Congo teve direito à cobrança de pênalti. Dieumerci Mbokani cobrou no canto esquerdo de Baba Tchagouni e matou a partida! 2 a 0 República Democrática do Congo, PLACAR FINAL!

Imagem de Amostra do You Tube

Após os 90 minutos, Didier Six tratou de resumir o problema de Togo: “Creio que no lance da expulsão de um jogador deles foi pênalti. Não podemos ser negligentes com os erros da arbitragem. As imagens da televisão mostram muito bem, foi pênalti! Tirando isso, fizemos uma boa partida e a dominamos no segundo tempo, mas não empurramos para o gol. Em momentos como esse é que você percebe que um jogador como Emmanuel Adebayor, 28 anos, do Manchester City (Inglaterra), faz falta no time. Com ele, talvez estivéssemos com seis pontos após duas rodadas. Hoje o sentimento é de ter perdido cinco pontos”, encerrou Didier Six, que cobrou publicamente a volta de Adebayor, que abandonou o time pela enésima vez, alegando falta de organização.

Porém, a realidade de Togo é de apenas um ponto e lanterna do Grupo I. Na próxima rodada, em 22 de março de 2013, os togoleses vão encarar a maior força da chave, Camarões, que está em terceiro lugar, com três pontos, fora de casa.  No mesmo dia, a República Democrática do Congo, vice-líder com três pontos, recebe em casa a Líbia, que está no topo, com quatro pontos, num jogo muito importante para a sequência das eliminatórias.

Líbia vence no último lance do jogo

Na outra partida do Grupo I, os líbios, que começaram empatando com Togo fora de casa, em 1 a 1 (veja os gols – texto 2), conseguiram aproveitar a insegurança de Camarões, que vive um momento de mudança, após falhar em atingir a Fase Final da Copa Africana de Nações 2012, e chegaram aos três pontos. Os visitantes, que estão de técnico novo, após a demissão do espanhol Javier Clemente, 62 anos, ainda engatinham num novo projeto para voltar às grandes competições, como a CAN e a Copa do Mundo.

O novo comandante desta complicada tarefa é o francês Denis Lavagne, ex-técnico do Coton Sport (Camarões), que na época do anúncio tinha total clareza de como seria o trabalho: “Sei que não será uma tarefa fácil para mim e a comissão técnica, mas posso dizer que faremos de tudo para convocar os melhores jogadores de Camarões, tanto os que atuam no futebol local quanto no do exterior. Queremos também sangue novo, jovens atletas a fim de suceder os mais velhos, mas, para isso, precisaremos do apoio de todos os camaroneses”, disse na primeira entrevista coletiva, em novembro de 2011.

Com dez dias para se preparar para as Eliminatórias Africanas para a Copa do Mundo 2014, era de se esperar que as vitórias aparecessem. Porém, ganhar de 1 a 0 de uma República Democrática do Congo totalmente desfigurada, sem oito jogadores titulares, com gol de pênalti (veja o gol aqui – texto 2), ainda é comsiderado baixo aproveitamento para um time cujo elenco joga em importantes equipes da Europa, como o volante Alexandre Song, 24 anos, do Arsenal (Inglaterra).

Na partida contra a Líbia, fora de casa, que não tem mais o técnico brasileiro Marcos Paquetá, 53 anos, que chegou a comandar a seleção africana na partida diante de Togo, mas que já havia anunciado a saída da Líbia (foi para o Al Shabab, dos Emirados Árabes Unidos, clube que comandou no início da carreira, entre 1988-90), era mais um motivo para Camarões conseguir uma vitória.

Outro fator que dava vantagem aos visitantes era o local da partida, o estádio Taïeb Mhiri (20 mil lugares), em Sfax, na Tunísia, em razão de os problemas de violência em solo líbio desde março de 2011, com a revolta contra o regime de Muammar Kadafi – as autoridades tunisianas não pertmiram público na partida, mas informações constam que 1 mil pessoas compareceram ao estádio. Nem a liga nacional da Líbia, na qual dez jogadores líbios atuam, vem tendo jogos, desde a mesma época.

Mesmo sem contar com a grande estrela do time, o atacante Samuel Etoo, 31 anos, do Anzhi Makhachkala (Rússia), suspenso pela própria federação nacional por oito meses por se recusar a jogar um amistoso contra a Argélia, Camarões tinha a obrigação de vencer, ainda mais se o objetivo é a Copa do Mundo 2014. Os visitantes começaram bem, mas, logo aos seis minutos do primeiro tempo, o atacante Ahmed Zuway, 29 anos, do Bizertin (Tunísia), abriu o placar para a Líbia.

Camarões conseguiu o empate pouco depois, aos 15 minutos, por meio do atacante Eric Choupo Moting, 23 anos, do Mainz 05 (Alemanha). Porém, quando todos esperavam um empate, que já era ruim para Camarões, os donos da casa conseguiram o gol da vitória, aos 48 minutos do segundo tempo, com o atacante Ahmed Saad, 32 anos, do Club Africain (Tunísia)! Em cobrança de escanteio, o goleiro Idriss Kameni, 28 anos, do Malaga (Espanha), saiu do gol para tirar de soco, mas foi surpreendido por Ahmed Saad, que desviou antes do adversário para as redes! 2 a 1 Líbia, PLACAR FINAL!

Com a vitória, a surpreendente Líbia, que agora conta com o comando do técnico local Abed Alhafid Erbish, lidera o Grupo I, com quatro pontos, seguida por República Democrática do Congo, com três pontos, e Camarões, com o mesmo número, mas que leva desvantagem no saldo de gols (1 contra 0). Na lanterna vem Togo, que ainda pode sonhar com a Fase Final, mas precisará de seus melhores jogadores.

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