México decepciona e Jamaica segura empate importante no Azteca

Campeão invicto da Copa Ouro 2011, campanha de 100% de aproveitamento nas Eliminatórias da Concacaf para a Copa do Mundo 2014 e poucos reveses em amistosos recentes, o México chegou ao Hexagonal Final com todo o favoritismo para participar de seu sexto mundial seguido. Ninguém esperava que a fraca Jamaica, que havia se classificado aos trancos e barrancos na fase anterior, segurasse os mexicanos nesta primeira rodada, a não ser os próprios Reggae Boyz e sua comissão técnica.

O auxiliar técnico do jamaicano Theodore Whitmore, o brasileiro Alfredo Montesso, garantiu que eles não chegaram ali para brincar: “Todo mundo que está nessa fase da classificação tem chance de estar no Brasil. O México é uma equipe que conhecemos muito bem. Espero que tenhamos um bom jogo nesse início de hexagonal”, completou Montesso.

Já do lado do México, a confiança da torcida era muito grande, mas o treinador Manuel de la Torre estava preocupado com a expectativa dos mexicanos. “Eu não jogo contra vítimas, jogo contra adversários. Temos que ser eficientes para vencer”, disse o técnico. “Nosso objetivo é nos qualificarmos e, amanhã, vencer. Porém, a Jamaica pode nos complicar e podemos não jogar da maneira espetacular que estão esperando”, terminou.

O jogo

O México tentou confirmar o favoritismo desde o começo da partida, pressionando a equipe adversária. No entanto, foram os jamaicanos que assustaram primeiro, logo aos sete minutos do primeiro tempo. O ponta inglês naturalizado Garath McCleary, 25, do Reading (Inglaterra), que jogava sua primeira partida pela seleção, fez boa jogada pela direita e conseguiu ótimo cruzamento para seu companheiro do Reading, Jobi McAnuff, 31, concluir na trave. No rebote, a bola voltou para McAnuff, que tinha o gol aberto, mas chutou em cima do goleiro José Corona, 32, do Cruz Azul (México), perdendo a maior chance do jogo.

Logo depois, porém, o México mostrava que ainda tinha o domínio da partida. Aos 13 minutos, o meia-atacante Giovani dos Santos, 23, do Mallorca (Espanha), avançou bem pela esquerda e acertou belo chute para a defesa do experiente goleiro jamaicano Donovan Ricketts, 35, do Portland Timbers (Estados Unidos). Um minuto depois, Paul Aguilar, 26, do América (México), escapou pela direita e, quase na linha de fundo, finalizou para outra boa defesa de Ricketts, que já se tornava um dos destaques da partida.

Os mexicanos estavam em cima, tentando infiltrar na defesa adversária, mas a Jamaica também assustava nos contra-ataques. Em bobeada na saída de bola, o atacante Rodolph Austin, 27, do Leeds United (Inglaterra), roubou a bola, saiu bem e bateu da entrada da área, obrigando o goleiro Corona a esticar o braço para colocar para escanteio.

Os Reggae Boyz seguiram muito recuados até o fim da primeira etapa, obrigando a seleção mexicana a arriscar de longe. Em uma das tentativas, o lateral Jorge Torres Nilo, 25, do Tigres (México), pegou forte de fora da área, mas a bola saiu pela esquerda do gol jamaicano. Dessa forma, os times iam para o intervalo com o placar zerado.

No segundo tempo, a partida não mudou. O México seguia pressionando, mas esbarrava na falta de inspiração de seus jogadores, principalmente do astro do Manchester United (Inglaterra), Chicharito Hernández. Logo no começo da etapa complementar, Chicharito, 24, fez papel de pivô e ajeitou para Héctor Herrera, 22, do Pachuca (México), bater firme, mas Ricketts fez outra ótima defesa.

As chances não eram muitas e a torcida mexicana se irritava com os erros dos donos da casa. Na maior oportunidade da equipe na partida, Torres Nilo cruzou para Chicharito, que, na pequena área, bateu para mais uma defesa de Ricketts. No rebote, Salcido jogou por cima.

A equipe da casa começava a ficar nervosa e a Jamaica se mostrava atenta para se aproveitar disso. Em outro erro da defesa mexicana na saída de bola, Ryan Johnson, 28, do Portland Timbers, saiu na cara do goleiro Corona, mas bateu muito mal, praticamente recuando para as mãos do mexicano. Isso foi a gota d’água para os  43.002 torcedores no Estádio Azteca (105 mil lugares), que começaram a se irritar e vaiar o time da casa, gritando “olé” quando os jamaicanos tocavam a bola.

Ainda houve tempo, no finalzinho, para uma última chance de Chicharito. Em bela jogada, o atleta do Manchester United fez tabela, recebeu na entrada da área, limpou o marcador, mas, novamente, parou no goleiro Ricketts, herói da Jamaica no jogo e principal responsável pelo placar final. México 0 a 0 Jamaica!

Imagem de Amostra do You Tube

Depois do jogo

Ao fim da partida, era claro que nenhuma das equipes mereceu ganhar. Para o México, além da falta de inspiração para criar chances de gol, desperdiçou as poucas que teve. Já os jamaicanos, que jogavam por uma bola para surpreender, tiveram três belas chances, mas não a tranquilidade suficiente para marcar. O destaque ficou, então, com o goleiro Donovan Ricketts, que praticou belas defesas e garantiu o placar sem gols até o final.

Manuel de la Torre lamentou o empate dentro de casa: “Esse é o típico resultado de igualdade que vem com uma tremenda amargura. Sei que o time não jogou bem, fomos imprecisos, e a conseqüência foi a perda de chances e o tropeço”.

Por outro lado, Alfredo Montesso estava satisfeito e até um pouco desapontado: “Viemos confiantes de nossa capacidade, para muito o empate foi uma surpresa, mas não para nós. O México encontrou dificuldades para jogar contra nós, paramos Javier Hernández e os laterais. Até poderíamos ter vencido, pois as melhores chances foram nossas, precisamos trabalhar a confiança dos atletas na hora das finalizações.

No próximo dia 22 de março, o México visita Honduras, enquanto a Jamaica recebe o Panamá, no mesmo dia. Os hondurenhos lideram com três pontos, seguidos de Costa Rica, Panamá, Jamaica e México. Os Estados Unidos estão na lanterna, sem nenhum, com uma rodada disputada.

Veja a classificação de todos os grupos das Eliminatórias Concacaf

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