Argélia leva susto no início, mas vence; a disputa será com Mali

No Grupo H das Eliminatórias Africanas, as grandes forças são Argélia e Mali, que estiveram na Copa Africana de Nações 2013. Porém, Benin chegou a ameaçar os adversários, ao vencer Mali, em casa. Mas hoje a realidade da chave é diferente.

A Argélia venceu Benin pela segunda vez, agora fora de casa, e ficou na liderança. Mali poderia estar com o mesmo número de pontos dos argelinos, mas conseguiu a proeza de apenas empatar com Ruanda, em seus domínios, um tropeço que poderá sair caro. Veja o que rolou de mais importante nas duas partidas.

Classificação das Eliminatórias Africanas

Benin 1×3 Argélia

Os benimenses sabiam: uma vitória diante da Argélia, em casa, colocaria seleção nacional na disputa pela vaga direta. Todo o país certamente sonhava com a inédita possibilidade de jogar uma Copa do Mundo, o que foi falado pelo atacante Mickaël Poté, do Dynamo Dresden (Alemanha), no início do ano – ele não foi convocado: “É especial jogar por Benin, mas ainda temos um longo caminho a percorrer, mas o começo é animador”, disse em fevereiro de 2013.

A seleção de Benin já vinha mostrando bom futebol, mas faltava sorte e um pouco mais de organização. Em julho de 2012, especulou-se que a FIFA poderia suspender a seleção do futebol internacional, eliminando a equipe das eliminatórias 2014, por problemas na federação – houve troca de presidente inclusive. Nada se confirmou.

Um importante desfalque para o jogo era o zagueiro Khaled Adenon, do Le Mans (França), suspenso pela FIFA por um ano em agosto de 2012, por agredir o árbitro no jogo diante de Ruanda, pelo qualificatório, que o adversário empatou a quatro minutos do fim, cobrando pênalti – ele também não pode atuar por seu clube em jogos internacionais.

Mesmo com os problemas, quem comemorou pela primeira vez na partida foi Benin. Após cobrança de escanteio, a bola voltou para o atleta que a havia alçado na área, e ele repetiu a estratégia. O atacante Rudy Gestede, nascido na França, do Cardiff City (País de Gales), subiu mais que os adversários e cabeceou por cima do goleiro Adi Mbolhi, do Ajaccio (França), para festa dos donos da casa.

Porém, pouco depois, a Argélia empatou. Num lançamento longo, a bola chegou para o atacante Islam Slimani, do Belouizdad (Argélia), que encobriu o goleiro Guillaume Bèmènou, sem clube, de dentro da área. Os zagueiros benimenses tentaram salvar, sem êxito. No final do primeiro tempo, os visitantes saltaram à frente do placar. Em cobrança de falta, a bola foi levantada na direção da segunda trave, e Slimani subiu bonito e acertou o ângulo.

A vitória foi decretada na metade do segundo tempo, com o atacante Nabil Ghilas, do Moreirense (Portugal). Ele impôs velocidade ao lance, ganhou do zagueiro na corrida e tocou na saída de Bèmènou, que nada poderia fazer.

Local: estádio Charles de Gaulle (15 mil lugares)

Gols: Rudy Gestede/BEN (31’|1º), Islam Slimani/ARG (38’ e 42’|1º) e Nabil Ghilas/ARG (33’|2º)

Imagem de Amostra do You Tube

Mali 1×1 Ruanda

Mali poderia ter dado um importante passo em direção à fase final, já que enfrentava Ruanda, a seleção mais fraca da chave. O adversário, por exemplo, vivia momento de mudança de técnico. Anunciado no final de 2011, o técnico sérvio Milutin Sredojevic, conhecido como Micho, 44 anos, prometeu alçar o futebol ruandês a um novo nível.

Mas ele não conseguiu que os jogadores que atuavam no futebol europeu aceitassem defender a seleção, por um problema que quase tirou a Nigéria da Copa das Confederações 2013, muito comum na África: os prêmios por vitória diminuíram em Ruanda de 2 mil dólares para 700 dólares, o que causou revolta nos atletas, demonstração de que dinheiro vale mais que defender as cores do próprio país.

Assim, Micho acabou deixando a seleção, depois de dar sinais de que procurava outro emprego – ele se candidatou para técnico de Quênia e acabou indo para a seleção de Uganda, que ainda nutre chances de chegar à fase final, pelo Grupo J. Com técnico novo, o local Eric Nshimiyimana, ex-auxiliar técnico de Micho, Ruanda deu trabalho a Mali.

Os donos da casa começaram a partida pressionando os ruandeses, mas a má pontaria de Mali impediu que o placar fosse modificado. Num dos lances, um atleta de Mali chegou a tirar do goleiro na hora de finalizar, mas o zagueiro Michel Rusheshangoga, de 18 anos, do APR (Ruanda), se esticou todo e mandou a bola para escanteio, em cima da linha!

E a máxima do futebol “quem não faz, leva…” se tornou verdade mais uma vez. Depois de tanto perder gols, Mali sofreu um. Num chutão para o ataque, a bola encontrou o atacante Meddie Kagere, do Zarzis (Tunísia), que dominou livre dentro da área e tocou para as redes, surpreendendo os malianos!

Mali terminou o primeiro tempo perdendo oportunidades, assim como no início da etapa final. O goleiro ruandês Jean Claude Ndoli, do APR, era bastante acionado pelo ataque adversário, mas conseguia cumprir com seu papel, mantendo Ruanda no comando do placar. Mesmo quando ele falhava, a defesa estava bem posicionada para afastar o perigo.

Porém, na segunda metade da etapa final, Mali empatou. Após cobrança de escanteio, por volta dos 30 minutos, a bola teve de ser alçada duas vezes na grande área, para o zagueiro Mahamadou Ndiaye, do Vitória de Guimarães (Portugal), finalmente subir mais que os adversários e salvar Mali do vexame! Se bem que empatar com Ruanda foi catastrófico…

Local: estádio 26 mars (55 mil lugares)

Público: 30 mil torcedores

Gols: Meddie Kagere/RUA (33’|1º) e Mahamadou Ndiaye (33’|2º)

Imagem de Amostra do You Tube

Classificação

Três seleções têm chances matemáticas de se classificarem para a fase final, mas a disputa deve ficar mesmo entre os dois primeiros. Com nove pontos, a Argélia está na liderança, dois à frente de Mali, que encara o adversário fora de casa, na última rodada (6 de setembro/2013). Com quatro pontos, Benin tem remotas chances, enquanto Ruanda está matematicamente eliminada, com dois.

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