Egito vence, confirma vaga e é único 100%, Guiné também triunfa

Em crise e fora das duas últimas Copas Africanas de Nações, mesmo tendo sido campeão nas três edições anteriores, o Egito vem fazendo grande campanha no Grupo G das eliminatórias africanas. É certo também que os adversários não exigiram muito dos egípcios, que completaram cinco vitórias, a última contra Moçambique.

Na outra partida, Guiné, que ainda pretendia brigar pela vaga, recebeu o fraco Zimbábue, em casa, saindo vencedora pelo placar mínimo. Porém, por causa da vitória egpícia, os guineenses estão fora das eliminatórias. Acompanhe o que rolou nos dois jogos.

Classificação das Eliminatórias Africanas

Moçambique 0×1 Egito

Os moçambicanos estão longe de ver sua seleção numa Copa do Mundo. A anos-luz, tamanha a falta de qualidade dos jogadores e organização em torno do oobjetivo comum. Ainda em junho de 2012, depois da primeira partida na segunda fase das eliminatórias 2014, o técnico do Liga Mulçumana, um dos times do país, Artur José  Semedo, foi claro:

“É uma miragem acreditar na qualificação dos Mambas para o Mundial 2014, até porque o futebol moçambicano tem problemas de estrutura e de liderança. Não porque a gente não tenha jogadores que pudessem formar uma seleção. Há problemas de natureza estrutural do nosso futebol que  fazem com que a gente esteja sempre assim”, disse.

Semedo ainda afirmou que o país vê as pessoas que praticam como futebol como incompetentes para desenvolver outras atividades. “A mesma mediocridade. Creio que até a própria equipa técnica deve ter problemas inerentes à gestão, e tudo isto faz com que a gente não tenha ilusões de poder ir ao Mundial”.

Tudo isso deve ter culminado com a saída do técnico alemão Gert Engels, que foi substituído pelo local João Chissano. O alemão comandou Moçambique em 9 de junho de 2013, mas teve o contrato rescindido pelo time não ter apresentado evolução durante as eliminatórias.

Diante de todos esses problemas, Moçambique levou até de pouco do Egito (compre a camisa do Egito), mesmo jogando em casa. Aos 40 minutos do primeiro tempo, os visitantes tiveram facilidade para tocar a bola na defesa adversária… Em lindo passe, o meia Mohamed Aboutrika, do Baniyas (Emirados Árabes Unidos), atleta mais importante da seleção, fez ótimo passe para um atleta.

De primeira, ele enganou a defesa de Moçambique e tocou atrás, para o atacante Mohamed Salah, do Basel (Suiça), que apareceu livre dentro da área e mandou para as redes, num chute rasteiro! No início da etapa final, Aboutrika perdeu gol incrível. Ele recebeu passe dentro da área e só tinha o goleiro Ricardo Campos, do Boavista (Portugal), pela frente.

O experiente jogador demorou a finalizar e quando decidiu pelo chute, mandou por cima do gol, da marca do pênalti! Incrível! Nos acréscimos, a defesa moçambicana fez lambança e permitiu a roubada de bola. Um atleta egípcio não perdeu tempo e lançou Mohamed Salah por trás da zaga. Ele invadiu a área, livre, driblou Campos, mas chutou cruzado, sem ter nenhum companheiro na área. Salah ficou sem ângulo…

No último lance de perigo, Salah mais uma vez apareceu com chance de marcar. Ricardo Campos saiu do gol desesperado, foi driblado pelo atleta do Basel. Porém, ele segurou a bola por tempo demais, permitindo a recuperação do meia Francisco Mioche, que atrapalhou o adversário. O Egito manteve o lance ofensivo, mas falhou em balançar as redes!

A classificação deu esperança ao técnico estadunidense Bob Bradley: “Quando eu aceitei essa missão, sabia quão grande seria o desafio. O Egito é um país importante na África e passa por um período de transição de gerações. Isso tudo convivendo com os protestos que eclodiram no país, o que tornou nossa missão ainda mais difícil. Nunca pensei em abandonar a equipe e todos os egípcios querem ver a seleção na Copa do Mundo, depois de 24 anos de ausência. Vamos em busca disso. encerrou”.

Local: estádio da Machava (45 mil lugares)

Público: 25 mil torcedores

Gol: Mohamed Salah/EGI (40’|1º)

Imagem de Amostra do You Tube

Guiné 1×0 Zimbábue

Guiné tinha pela frente um adversário em crise. O técnico alemão do Zimbábue, Klaus Dieter Pagels, prometia ajeitar o time, mas pedia tempo, cerca de dez partidas. Segundo ele, a equipe deveria trocar passes com mais rapidez, o que ainda estava longe de acontecer. Outros problemas dizem respeito à organização.

O presidente da federação local, Jonathan Mashingaidze, só aprendeu no jogo contra o Egito que as empresas devem explorar o futebol zimbabuano, mas deixando algo em troca: “Não permitiremos que empresas inescrupulosas venham e ganhem dinheiro com o futebol sem ajudá-lo de alguma forma”.

A delegação também se atrasou para viajar até Conacri, capital da Guiné, pois a entidade zimbabuana não garantiu passagens para todos os 33 membros da delegação a tempo! Plena falta de organização. A ideia era fazer conexão no Senegal. Para piorar, apenas 14 atletas viajaram para o território senegalês, mas a federação só confirmou 13 assentos, que foram ocupados pelos 11 titulares, Pagels e um auxiliar. O meia Hardlife Zvirekwi, do CAPS United (Zimbábue), perdeu o passaporte e ficou de fora do jogo.

A federação precisava de 184 mil dólares para chegar até Conacri, mas havia conseguido apenas 100 mil. No fim, Zimbábue chegou no dia da partida, com 14 jogadores (apenas três reservas), fazendo um treino leve poucas horas antes de entrar em campo. Mesmo com todas as dificuldades, é de se comemorar que Zimbábue tenha levado apenas um gol, do jovem atacante Mohamed Yattara, 19 anos, do Troyes (França), no final do primeiro tempo.

Obviamente, a reclamação dos visitantes foi o desastre na organização, como disse o auxiliar técnico Lloyd Mutasa: “Pagels disse que seria difícil esperar uma vitória, pois os atletas chegaram apenas algumas horas antes do jogo. Posso dizer que evoluímos um pouco, apesar da grande falta de organização”.

O contrato de Pagels se encerra em 31 de julho de 2013, e a federação zimbabuana ainda nem decidiu pela renovação. Aliás, sequer assinou um contrato formal com o técnico alemão, que também não tem o apoio da população. É bom lembrar que o salário dele era pago pela federação alemã, que tem um projeto de auxílio ao futebol de Zimbábue. Com o fim do contrato, as obrigações financeiras para a renovação ficariam a cargo da federação local.

Local: estádio 28 Septembre (35 mil lugares)

Público: 14 mil torcedores

Gol: Mohamed Yattara/GUI (37’|1º)

Classificação

O Egito é a melhor seleção da segunda fase, tendo somado 15 pontos em cinco partidas, com 12 gols a favor e apenas cinco contra. A classificação já está confirmada, pois Guiné, com dez pontos, não pode mais alcançar o adversário. Completam a tabela Moçambique (dois pontos) e o lanterna Zimbábue (um ponto).

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