Honduras e EUA vencem; México tropeça e vive crise

A definição das três vagas diretas e uma na repescagem nas eliminatórias Concacaf está se aproximando, e os mexicanos estão passando aperto. Como se não bastasse o empate com o Panamá, na rodada anterior, agora o México não superou a Costa Rica, desta vez em casa.

Em ascensão, após começo complicado na fase final, os Estados Unidos fizeram o dever de casa diante dos panamenhos e lideram a competição. Honduras, que foi ao Mundial da África do Sul 2010, também venceu (Jamaica), e está bem posicionada, diferente da seleção caribenha, que parece já ter dado adeus ao sonho de retornar a um Mundial, depois da experiência única em 1998, na França. Veja o que aconteceu nas três partidas.

Classificação das Eliminatórias Concacaf

Honduras 2×0 Jamaica

Apoio da torcida, melhor qualidade técnica e possibilidade de pressionar a frágil defesa jamaicana… Ingredientes que Honduras soube aproveitar logo cedo. A primeira jogada de perigo saiu dos pés do meia Arnold Peralta, do Rangers (Escócia), que recebeu na direita e não teve medo de arriscar, mandando para fora.

Aos quatro, quase que o meia Roger Espinoza, do Wigan (Inglaterra), balançou as redes adversárias, mas a defesa jamaicana afastou para escanteio. A pressão era tanta que os donos da casa finalmente marcaram. Na cobrança do tiro de canto, a bola foi desviada para o meio da área, encontrando o meia Óscar García, Houston Dynamo (Estados Unidos), que se esticou todo e mandou para as redes, num chute forte.

A Jamaica só conseguia levar algum perigo em jogadas de bola parada, mas não assustava os torcedores hondurenhos, que faziam muito barulho. No final do primeiro tempo, outra cobrança de escanteio, e sobra para o meia Wilson Palacios, do Stoke City (Inglaterra), que emendou uma bomba, errando o alvo. Quanto trabalho teve o goleiro Donovan Ricketts, do Portland Timbers (Estados Unidos), e não seria absurdo Honduras sair para o intervalo vencendo por dois ou três a zero.

No segundo tempo, esperavam-se mais gols hondurenhos, mas a pontaria dos donos da casa ficou nos vestiários… Aos 30 minutos, Roger Espinoza saltou mais alto que o marcador e cabeceou bonito, para maravilhosa defesa de Ricketts, que continuava a impedir uma goleada.

Os jamaicanos só chegaram mesmo aos 40 minutos, em jogada individual do atacante Theo Robinson, do Huddersfield Town (Inglaterra), que driblou um adversário e chutou cruzado e forte… A bola passou pela área de Honduras e ninguém conseguiu o desvio para as redes. A dois minutos do fim, os anfitriões mataram o jogo.

Num recuo ridículo de um jamaicano para Ricketts, a bola ficou mais para o atacante Roger Rojas, do Olimpia (Honduras), que invadiu a área, driblou o goleiro jamaicano e mandou para as redes. Lambança total dos visitantes, que perderam de pouco.

 

Local: estádio Tiburcio Carías Andino (35 mil lugares)

Público: 29 mil torcedores

Gols: Óscar García/HON (14’|1º) e Roger Rojas/HON (42’|2º)

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Estados Unidos 2×0 Panamá

Os estadunidenses precisavam vencer em prol da tranquilidade na campanha rumo à Copa do Mundo. Por sua vez, os panamenhos queriam se posicionar entre os classificados diretamente para o mundial. Mas quem começou a partida melhor foram os Estados Unidos, que atuavam em casa. Logo aos dois minutos, houve cobrança longa de lateral, a bola passou por toda a área adversária e se ofereceu para o lateral Fabian Johnson, do Hoffenheim (Alemanha), que pegou de primeira, mas muito embaixo da bola, que subiu.

Aos 20, em outra jogada de Fabian Johnson, a bola foi cruzada na área, mas na direção de um zagueiro panamenho. Ele estava sozinho no lance, mas vacilou feio ao cabecear a bola nos pés do meia Michael Bradley, da Roma (Itália), que finalizou forte. Sorte dos visitantes que a pelota parou no atacante Clint Dempsey, do Tottenham (Inglaterra), sobrando para um panamenho, que afastou o perigo com um chutão.

Aos 33 minutos, os anfitriões reclamaram de pênalti em cima do atacante Jozy Altidore, do AZ Alkmaar (Holanda), que o árbitro não marcou. Pouco depois, os Estados Unidos abriram o placar… Em mais um cruzamento de Fabian Johnson, a bola percorreu a área panamenha e se ofereceu para Altidore, aberto na segunda trave, que mandou para as redes!

O Panamá se abdicara totalmente da ofensividade, aceitando a pressão estadunidense. No segundo tempo, tudo se repetiu, com uma diferença: os Estados Unidos marcaram um gol logo no início. Lançamento longo encontrou o atacante Eddie Johnson, do Seattle Sounders (Estados Unidos), livre dentro da área. Ele dominou e tocou na saída do goleiro Jaime Penedo, do Municipal (Guatemala), aumentando a vantagem dos donos da casa.

O Panamá ensaiou uma reação, mas conseguiu apenas conceder espaços ao adversário. Num deles, Altidore finalizou de fora da área, Penedo soltou na frente de Dempsey, que chutou tirando do goleiro panamenho… A bola tocou o travessão e não entrou. O zagueiro DaMarcus Beasley, do Puebla (México), também acertou a trave, depois de tabelinha dentro da área.

O Panamá só investiu no ataque nos acréscimos, quando os Estados Unidos recuou e se deu por satisfeito com o resultado. O goleiro Tim Howard, do Everton (Inglaterra), fez boa defesa à queima-roupa num chute dos visitantes, mas ficou só nisso. Vitória fácil dos estadunidenses.

Local: estádio Century Link Field (67 mil lugares)

Público: 40.847 torcedores

Gols: Jozy Altidore/EUA (36’|1º) e Eddie Johnson/EUA (8’|2º)

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México 0×0 Costa Rica

Um  confronto direto, com vantagem para os mexicanos, que atuavam em seus domínios. Por outro lado, a pressão da torcida sobre o time da casa aconteceria, pois era jogo difícil e valendo a tranquilidade na fase final das eliminatórias. E o nervosismo do México ficou evidente nos minutos iniciais…

A equipe perdia bolas no meio-campo, concedendo contra-ataques para a Costa Rica, que quase aproveitou. Aos quatro minutos, o atacante Joel Campbell, do Bétis (Espanha), recebeu lançamento longo na direita, invadiu a grande área e finalizou. Bateu na trave esquerda do goleiro José Corona, do Cruz Azul (México)…

Em outra jogada dos visitantes, aos 35 minutos, o meia Christian Bolaños, do Copenhagen (Dinamarca), recebeu lançamento dentro da área, mas preferiu ajeitar para Campbell, que finalizou bonito, para boa defesa de Corona, que espalmou para o lado. E só dava Costa Rica… Em outro chute da entrada da área, o atacante Bryan Ruiz, do Fulham (Inglaterra), mandou por cima, quase acertando o alvo. Os mexicanos estavam assustados.

No segundo tempo, foi o México que começou melhor. O lateral Carlos Salcido, do Tigres UANL (México), driblou um adversário dentro da área e encheu o pé, mas o goleiro Keylor Navas, do Levante (Espanha), ergueu uma das mãos e mandou para escanteio. Entraria no ângulo! Aos 25, a Costa Rica voltou a assustar os adversários.

Em cobrança de falta, Corona tentou tirar de soco, passou lotado pela bola, que sobrou para o zagueiro Michael Umaña, do Saprissa (Costa Rica). Dentro da pequena área, livre de marcação e sem goleiro, o costa-riquenho não conseguiu balançar as redes. Em dado momento do jogo, ficou claro que o México estava mais para perder os três pontos do que faturá-los.

Os visitantes se animavam com a possibilidade de vitória e partiam para cima. Os donos da casa só levavam perigo em cobrança de falta, como na cabeçada do zagueiro Gerardo Flores, do Cruz Azul, que passou perto da trave. Assim que a partida terminou, ouviram-se vaias dos torcedores, com total justiça. O México vive mau momento nas eliminatórias.

Local: estádio Azteca (105 mil lugares)

Público: 65.753 torcedores

Gols: nenhum

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Classificação

Com metade da fase final já disputada, os Estados Unidos lideram com dez pontos em cinco jogos, vantagem de dois pontos para Costa Rica e México, este último com um jogo a mais. Honduras vem em quarto lugar, com sete pontos em cinco partidas, enquanto o Panamá está logo atrás, com seis pontos em mesmo número de rodadas. Na lanterna, a Jamaica tem apenas dois, em seis jogos, a única que ainda não venceu.

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