Nigéria apenas empata e briga com Malaui fica para última rodada

A Nigéria precisava de uma vitória contra a Namíbia para confirmar vaga na fase final das eliminatórias africanas. Porém, jogando fora de casa, conseguiu apenas um empate pelo Grupo F, e ainda não alcançou a vaga. No outro jogo, Malaui encarou a eliminada Quênia, em seus domínios, mas também faturou um ponto. Veja o que de melhor ocorreu nas duas partidas.

Classificação das Eliminatórias Africanas

Namíbia 1×1 Nigéria

Um jogo de vida ou morte para a Namíbia, que precisava vencer para sonhar com a classificação. Mesmo com recente mudança de treinadores no adversário, o técnico nigeriano Stephen Keshi não achava que isso poderia atrapalhar, elogiando os namibianos e pregando respeito. Sem tempo para treinar, o técnico dos donos da casa, Ricardo Mannetti, apelou para o orgulho da nação.

Ele também pediu o apoio da população e disse que não introduziu novas ideias táticas na equipe, para não confundi-la, já que teve apenas duas semanas de trabalho depois da saída do sueco Roger Palmgren, que foi ameaçado por um torcedor bêbado e sequer voltou para a Namíbia após o empate com Malaui, na última rodada – não foi o primeiro a abandonar o cargo dessa maneira.

E logo com um minuto, a Nigéria mostrou vontade de resolver a classificação. Num chute de fora da área,  um atleta dos visitantes obrigou o goleiro Virgil Vries, do Maritzburg United (África do Sul), espalmar do jeito que deu. Os nigerianos dominavam as ações, mas pecavam na hora de decidir, como no chute do atacante Anthony Ujah, do Colônia (Alemanha), da entrada da área, para fácil defesa de Vries.

No final da primeira etapa, o bom atacante Ahmed Musa, do CSKA Moscou (Rússia), impôs grande velocidade pela esquerda, foi até a linha de fundo e cruzou para trás. O meia Nnandi Oduamadi, do Varese (Itália), estava no meio da área e finalizou, para linda defesa do goleiro namibiano, que deu rebote. Na sobra, Ujah isolou, mesmo estando na pequena área.

No segundo tempo, a Nigéria continuou perdendo oportunidades, mas não contava com o gol dos donos da casa… Em jogada pela esquerda, o cruzamento foi feito na direção da primeira trave, onde estava o meia Deon Kavendji, do African Stars (Namíbia). Na frente do marcador, ele teve espaço para erguer a perna e mandar para as redes, sem chances para o goleiro Vincent Enyeama, do Maccabi Tel Aviv (Israel).

Pouco depois, a Nigéria teve cobrança de falta na entrada da área. O zagueiro Godfrey Oboabona, do Sunshine Stars (Nigéria), mandou por cima da barreira, a bola desviou e confundiu Vries, que deixou a bola passar por entre as mãos – não foi a primeira lambança da carreira do goleiro. Um empate com sabor de derrota para os nigerianos…

Apesar da eliminação, Mannetti se mostrou orgulhoso dos jogadores, que tiveram “coragem para encarar a Nigéria”. E por falar em nigerianos, quase que a equipe não disputa a Copa das Confederações. A federação nacional havia prometido 5 mil dólares de bônus a cada atleta pela vitória, mas pagou apenas a metade, já que houve empate. Revoltados, os jogadores se trancaram no hotel e perderam o voo para o Brasil, numa greve inusitada. Sorte que tudo foi resolvido a tempo e a seleção africana jogará a competição.

Local: estádio Sam Nujoma (10.300 lugares)

Público: 9 mil torcedores

Gols: Deon Kavendji/NAM (32’|2º) e

Imagem de Amostra do You Tube

Malaui 2×2 Quênia

Quenianos eliminados, sem aspirações nas eliminatórias e ainda jogando em casa. Tudo a favor de Malaui, que se vencesse poderia jogar com a Nigéria pelo empate, na última rodada. Porém, parecia que os jogadores malauianos não estavam muito interessados.

Em 11 de junho de 2013, a equipe boicotou os treinamentos, em protesto pela falta de pagamentos dos bônus desde o ano passado – os atletas ameaçaram nem ir para o jogo! A federação ofereceu 200 dólares para cada atleta por uma vitória contra Quênia, e até um comediante local prometeu 3.000 dólares para o elenco, com bônus para quem marcasse gols.

Quênia não estava muito melhor. Um dos grandes nomes do atual time, o atacante Dennis Oliech, do Ajaccio (França), foi preterido no elenco, e reclamou do técnico belga Adel Amrouche: “Estou surpreso de não ter viajado com o time e começo a achar que é questão pessoal, não uma escolha profissional. No entanto, reitero que não quero deixar a seleção”. Oliech ainda disse que seus companheiros falaram que o técnico ordenara que ninguém conversasse com ele.

Malaui era o favorito para a partida, mas foi Quênia que ameaçou, perdendo duas oportunidades em seguida, graças às intervenções do goleiro Charles Swini, do Silver Strikes (Malaui) e de um zagueiro, que mandaram a escanteio. No segundo tempo, Malaui melhorou e abriu o placar, com o atacante Robin Ngalande, do Bidvest Wits (África do Sul).

Pouco depois, o atacante Andrew Murunga empatou para Quênia, resultado ruim para ambos os times. No final da partida, o meia Robert Ng’ambi, do Platinum Stars (África do Sul), colocou Malaui na frente, mas a dois minutos do fim Quênia voltou a empatar, em gol contra do zagueiro Moses Chavula, do MTL Wanderers (Malaui).

O técnico de Malaui, Eddington Ng’onamo, lamentou o resultado, dizendo que o time merecia a vitória, mas foi desatento e acabou perdendo grande chance. Amrouche reclamou dos desfalques europeus, como McDonald Mariga, meia da Internazionale de Milão (Itália), mas não gostou do empate, já que seu time ainda nem venceu nas eliminatórias.

Local: estádio Kamuzu (40 mil lugares)

Público: 13 mil torcedores

Gols: Robin Ngalande/MLA (2’|2º), Andrew Murunga/QUE (8’|2º), Robert Ng’ambi/MLA (36’|2º) e Moses Chavula/QUE (contra) (43’|2º)

Imagem de Amostra do You Tube

Classificação

A Nigéria tem toda a vantagem para a última rodada, em setembro de 2013. Líder do Grupo F com nove pontos, a equipe tem dois a mais que Malaui, e enfrenta o adversário em casa. Já eliminados, Namíbia (cinco) e Quênia (três) brigam para não ficarem na lanterna ao final da segunda fase das eliminatórias.

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