Togo supera Camarões e entra na briga; Líbia tropeça, mas ainda é líder

O Grupo I das eliminatórias africanas está totalmente em aberto. As quatro seleções ainda têm chances matemáticas de ir à fase final do torneio. Até mesmo Togo, que se perdesse para Camarões estaria praticamente eliminado. Numa grande surpresa, os donos da casa venceram e sonham com a possibilidade de voltar ao Mundial, depois da experiência na Alemanha 2006.

Já a Líbia, que sequer teve jogos pela liga nacional nos últimos anos, em razão da guerra civil que culminou com a morte do ditador Muammar Gaddafi, não conseguiu superar a República Democrática do Congo, em casa, mas ficou na primeira posição, com curta vantagem para os camaroneses. Veja o resumo das partidas da chave.

Classificação das Eliminatórias Africanas

Togo 2×0 Camarões

Os togoleses viveram o pesadelo na Copa Africana de Nações 2010, com o atentado na região de Cabinda, em Angola. Naquela ocasião, Emmanel Adebayor, do Tottenham (Inglaterra), craque do time, decidiu se aposentar da seleção. Com a chegada do técnico francês Didier Six, tudo mudou. Ele convenceu Adebayor a revogar sua decisão, o que foi importante para o país na Copa Africana 2013, por exemplo.

Mas os problemas não cessaram: o próprio Adebayor reclamou da federação local no último torneio continental, após queda nas quartas de final. Os atletas demoraram quatro dias para sair da África do Sul, pois o presidente de Togo queria que fossem a Lomé cumprimentá-lo. A demora resultou no atraso na reapresentação do atleta ao clube inglês.

A situação de Camarões, por incrível que pareça, era bem pior. A federação está sendo acusada de corrupção e escolheu um técnico, o alemão Volker Finke, de 65 anos, sem experiência no futebol africano – apenas em clubes pequenos da Alemanha. Há suspeita de que a Puma, fornecedora de material esportivo, tenha feito lobby a favor de Finke, inclusive pagando parte dos salários, o menor dentre 200 candidatos via internet.

O zagueiro Nicolas N’Koulou, do Olympique de Marselha (França), avaliou o momento da seleção: “Temos um bom grupo de jovens, belas promessas para o futuro do país. Além disso, temos três grandes jogadores no grupo, começando por Samuel Eto’o, que ainda é um grande trunfo para a nossa seleção e um guia para a nova geração, com a experiência e os títulos que conquistou. Temos tudo para chegar lá, mas não devemos nos apoiar apenas em nomes, precisamos provar dentro de campo”, disse ao site da FIFA.

E não foi o que aconteceu diante de Togo. Sem Samuel Eto’o, mas com Makoun, do Rennes (França) e Alexandre Song, do Barcelona, os visitantes estiveram irreconhecíveis. Melhor para os togoleses, que se utilizaram de cobrança de falta para abrir o placar no primeiro tempo, em gol do meia Komi Amewou, do Nîmes (França).

O lance do segundo gol dos donos da casa foi ilustrativo. O meia Lalawélé Atakora, do AIK (Suécia), recebeu passe na entrada da área, de costas. Com muita facilidade – e habilidade dele próprio –, Lalawélé girou, ficando de frente para o gol, passou entre cinco jogadores de Camarões e tocou na saída do goleiro Charles Itandje, do PAOK (Grécia), um golaço! Que fase dos camaroneses…

Local: estádio de Kégué (30 mil lugares)

Público: 20 mil torcedores

Gols: Komi Amewou/TOG (31’|1º) e Lalawélé Atakora/TOG (26’|2º)

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Líbia 0×0 República Democrática do Congo

Uma nação devastado por uma sangrenta guerra civil, que minou a liga nacional do país, que teve de ser interrompida durante os confrontos. Por razões de segurança, a seleção também não podia jogar em Trípoli, capital do país, o que hoje é uma realidade.

Com um elenco totalmente modificado, lotado de jovens jogadores, a maioria atuando nos clubes do país – uma boa exceção é o atacante Éamon Zayed, do Aluminium Hormozgan (Irã), a Líbia encarou a boa seleção da República Democrática do Congo, que conta com atletas no futebol europeu, a maioria em equipes de menor expressão.

E os donos da casa, apoiados por grande número de entusiasmados torcedores, teve a grande oportunidade de vencer a partida. Um dos mais experientes da seleção, o atacante Ahmed Saad, 33 anos, sem clube, pôde cobrar pênalti, aos 13 minutos do primeiro tempo. Ele escolheu o canto direito, o mesmo optado pelo lendário goleiro Muteba Kidiaba, do TP Mazembe (RD Congo), que ergueu o braço e fez a defesa! No fim, prevaleceu a igualdade sem gols…

Local: estádio 11 June (88 mil lugares)

Público: 35 mil torcedores

Gols: nenhum

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Classificação

Mesmo com o tropeço dentro de casa, a Líbia ainda lidera, com seis pontos, vantagem no saldo de gols (+1 contra -1) sobre Camarões, que tem mesma pontuação – as duas seleções jogam na última rodada (6 de setembro/2013), em Camarões. Ainda com amplas chances de alcançar a fase final, a República Democrática do Congo aparece com cinco pontos, enquanto o sonhador Togo fecha a classificação, com quatro. Muita emoção ainda vai rolar no Grupo I.

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