Uganda vence e disputa vaga com Senegal

A imprensa e a população ugandesas cobravam demais da seleção nacional por resultados melhores. E não é que Uganda conseguiu retribui-los? Com uma importante vitória diante de Angola, resultado que eliminou a nação lusófona, Uganda tem chances de alcançar a fase final das eliminatórias africanas, mas não está na primeira posição do Grupo J.

Por enquanto, a vaga é de Senegal, que despachou a Libéria, na casa do adversário, eliminando-o, e manteve a liderança da chave, com a vantagem de decidir a vaga em seus domínios, no confronto direto com os ugandeses. Veja o que rolou de mais importante.

Classificação das Eliminatórias Africanas

Uganda 2×1 Angola

Parecia que não daria certo, mas a saída do técnico escocês Bobby Williamson, desde 2008 no cargo de técnico de Uganda, fez bem à seleção. Em seu lugar entrou o sérvio Micho, vindo de Ruanda, que conseguiu duas vitórias desde então. Antes da partida, o goleiro Denis Onyango, do Mamelodi Sundowns (África do Sul), tentava se recuperar de contusão a tempo e tinha a intenção de voltar a jogar, mas foi preterido.

As boas exibições de Robert Odongkara, do Saint George (Etiópia), fizeram com que o goleiro de 23 anos ocupasse a posição. Onyango elogiou Angola e disse que Uganda contava com o apoio maciço dos torcedores. Outros atletas, como o atacante Emmanuel Okwi, do Étoile du Sahel (Tunísia), também sofriam com contusões e eram dúvida.

Micho sabia que os atletas precisavam de mais consciência tática do que diante da Libéria, pois os angolanos eram melhores. Pena que ele não pôde treinar no estádio da partida, que estava fechado, não se sabe por quem – a equipe teve de usar um campo exterior à praça de jogo. Mesmo com alguns imprevistos, o momento da seleção era bom. Jackson Mayanja, ex-atleta da equipe nos anos 1990, previu que Uganda venceria: “O time precisa estar em boa forma física para ganhar. Angola está reconstruindo seu elenco, é um ponto a nosso favor”.

O entusiasmo dos ugandeses era evidente, mas o primeiro tempo terminou sem movimentação no placar. Porém, no início da etapa final, Angola surpreendeu. Com bom toque de bola, os visitantes foram se aproximando da grande área adversária, até que o meia Job, do Petro Luanda (Angola), teve chance de finalizar.

Da entrada da área, ele atingiu o canto esquerdo de Robert Odongkara, que não alcançaria a bola de jeito nenhum! Lindo gol dos angolanos, que assustou a torcida da casa. O gol animou Angola, que passou a querer fazer o segundo e matar a partida. Porém, bola perdida no campo ofensivo resultou num contra-ataque.

Já no final da partida, a defesa de Uganda recuperou a posse de bola e um zagueiro lançou o atacante Emmanuel Okwi. Em velocidade, ele utilizou-se do drible da vaca e passou com facilidade por um marcador, levando Uganda pela direita. Ainda longe do gol adversário, Okwi tentou cruzar, a bola ganhou uma curva sensacional e foi parar dentro das redes angolanas, enganando o goleiro Hugo Marques, do 1º de Agosto (Angola)! Gol improvável dos ugandeses, que fez explodir a torcida anfitriã!

O empate deu esperanças à Uganda, que continuou em cima dos angolanos, em busca do gol da vitória. E ele aconteceu! Com um jogador a mais, em razão da expulsão zagueiro Fabrício, do Interclube (Angola), Uganda utilizou o flanco direito. Um atleta fez o cruzamento na segunda trave, num primeiro instante sem perigo.

Porém, um jogador ugandês, que estava livre de marcação, optou por não finalizar a gol, mas tocar de cabeça para o meio da área. O passe matou a defesa de Angola, que ficou vendo a pelota chegar para o meia Tony Mawejje, do ÍBV (Islândia), que mergulhou de peixinho a fim de mandar para as redes, de cabeça! Virada história de Uganda sobre Angola, nos minutos finais, resultado de suma importância para a equipe da casa! A emoção foi tão grande que uma torcedora invadiu o gramado para comemorar, sendo retirada pela força policial!

O herói do país, Tonny Mawejje, disse que esse gol ficará na memória dele para sempre e que ficou muito feliz de ver as pessoas comemorando no estádio e nas ruas de Kampala, capital do país. Ele elogiou Micho: “O técnico foi ótimo nas substituições, ele deu preferência aos jovens, que pressionaram Angola, momento de encorajamento de todo o time”.

Micho falou que é pedra no sapato dos angolanos e que mesmo com seis caras novas no time, Uganda soube atacar por todos os lados e pelo centro do campo, graças à mobilidade dos jogadores”. O sérvio elogiou o técnico uruguaio Gustavo Ferrín, que procurou o ataque no início do segundo tempo, surpreendendo-o, mas parabenizou os atletas, que o ouviram e não desistiram da vitória em nenhum momento.

Okwi foi eleito o melhor jogador da partida, com nota nove, e recebeu elogios até do médico da equipe, Ronald Kisolo, que também fez ótimo trabalho, recuperando vários atletas para a partida. Kisolo parabenizou Micho: “Ele conversa com todos, dorme tarde da noite, pesquisando e revendo o vídeo do adversário. Micho senta com os atletas e os ajuda a melhorar. Eu lembro que ele fez isso com Okwi”, encerrou.

Local: estádio Nacional Mandela (45.202 lugares)

Público: 40 mil torcedores

Gols: Job/ANG (12’|2º), Emmanuel Okwi/UGA (38’|2º) e Tony Mawejje/UGA (44’|2º)

Imagem de Amostra do You Tube

Libéria 0×2 Senegal

Os liberianos jogavam em casa diante de Senegal, na última chance de manter viva a esperança de ir à fase final das eliminatórias africanas. Por esta razão, o atleta mais importante da história do país, o ex-atacante George Weah, procurou dar sua contribuição. Ele apareceu num treino da equipe e conversou com os jogadores:

“Eles precisam se concentrar totalmente e buscar somente a vitória, se quiserem alcançar a Copa do Mundo 2014. Eu encorajei os atletas e toda a nação estará apoiando”. Weah sugeriu que fosse formado um time B da Libéria, para que se tenha competição entre os atletas. Por fim, o craque elogiou Senegal, cujos jogadores atuam em solo europeu, mas que “o futebol  jogado na África é diferente do disputado na Europa. Precisamos lutar para vencer”.

Apesar da contribuição de George Weah, o que se viu foi uma Libéria ainda muito aquém dos adversários. Logo aos 16 minutos, a bola chegou dentro da área para o meia Stéphane Badji, do Brann (Noruega), que finalizou de primeira. A bola tocou no braço de um liberiano, mas a arbitragem nada marcou.

Pouco depois, o zagueiro Alex Karmo, do SHB Champasak (Laos), não alcançou o adversário e puxou-lhe a camisa, derrubando-o. O problema é que o lance transcorria dentro da área, e desta vez o árbitro queniano Davies Omweno marcou pênalti. O atacante Pappis Cissé, do Newcastle (Inglaterra), cobrou muito bem e acertou o canto direito do goleiro Nathaniel Sherman, do Nimba United (Libéria), que não faria a defesa!

A Libéria poderia ter empatado mais tarde, mas o meia Anthony Laffor, do Mamelodi Sundowns (África do Sul), não soube tirar do goleiro Bouna Coundoul, do Enosis Neon Paralimni (Chipre), finalizando em cima dele, dentro da área. No início do segundo tempo, Senegal dobrou a vantagem.

Após cruzamento da direita na direção da primeira trave, Papiss Cissé mais uma vez estava bem colocado na área e desviou de cabeça! Perdendo por dois gols, a Libéria tentava chegar, mas as bolas paradas eram a única arma dos donos da casa. Senegal é quem criava – e perdia – as principais chances de gol, como num chute de um atleta visitante em cima de Nathaniel Sherman, à queima-roupa.

Num dado momento do jogo, cena lamentável. Revoltados com a eliminação liberiana, torcedores jogaram objetos no gramado, o que obrigou a arbitragem a interromper a partida. A polícia teve de fazer a proteção e muitas pessoas aproveitaram para ir embora. O jogo continuou e Anthony Laffor quase marcou para os donos da casa, mas o chute da entrada da área foi para fora. Após 12 minutos de acréscimos, a Libéria estava fora das eliminatórias.

Local: estádio Samuel Kanyon Doe (35 mil lugares)

Público: 35 mil torcedores

Gols: Pappis Cissé/SEN (18’|1º e 8’|2º)

Imagem de Amostra do You Tube

Classificação

Duas seleções brigam pela vaga no Grupo J. Senegal lidera a chave, com nove pontos, um a mais que Uganda, que enfrentará os senegaleses na casa do adversário, em 6 de setembro de 2013. Eliminados, Angola e Libéria, ambos com quatro pontos, só não querem terminar as eliminatórias na última posição.

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