Camarões goleia Tunísia e também está no Mundial 2014

O confronto era para ser um dos mais equilibrados da fase final das Eliminatórias Africanas, principalmente em razão do empate sem gols em solo tunisiano. Entretanto, Camarões fez valer o mando de campo desde os minutos iniciais e marcou quatro gols, levando apenas um, com poucos momentos de tensão. Veja mais informações do jogo…

O técnico alemão dos camaroneses, Volker Finke, estava satisfeito por ter time completo diante dos tunisianos, principalmente com as presenças de Samuel Eto’o e Alexandre Song, atletas de Chelsea e Barcelona, respectivamente. Stéphane Mbia, do Sevilla, que não jogou a partida de ida por estar contundido, voltava no confronto final.

Finke pediu paz: “Não precisamos de desavenças e confusão na seleção, mas de unidade e tranquilidade para que possamos superar a Tunísia, que é o interesse da nação”. Mas parece que Eto’o estava a fim de polemizar: “É verdade que meus companheiros não querem que eu marque gols. Por isso tenho de voltar ao meio-campo, pois no futebol, um esporte coletivo, você é obrigado a passar a bola para seu pior inimigo”. Finke negou que houvesse boicote.

Por sua vez, o técnico holandês da Tunísia, Ruud Krol, teve o desfalque do melhor do time, o atacante Issam Jemâa, artilheiro da AFC Cup 2013 pelo Al Kuwait, além dos bons meias Youssef Msakni, do Lekhwiya (Catar), e Oussama Darragi, do Espérance de Tunis (Tunísia). Pelo menos, Krol contou com o regresso de última hora do zagueiro Karim Haggui, recuperado de contusão.

O jogo

Camarões tinha o apoio da torcida, que lotou o estádio, mas sabia da pressão pelo resultado. Porém, logo a equipe ficou calma, graças ao gol na altura dos quatro minutos. O atacante Pierre Webó, do Fenerbahçe, aproveitou roubada de bola, invadiu a área e chutou cruzado, sem chances para o goleiro Moez Ben Cherifia, do Espérance.

Enquanto os tunisianos se preocupavam muito com Eto’o, sempre bem marcado, Camarões utilizava seus outros atletas. Os donos da casa dominavam, enquanto a Tunísia só conseguia repelir os ataques adversários, o que já era muito bom, pois um gol lhe daria o empate e consequentemente a classificação ao Mundial.

Aos 30 minutos, o atacante Benjamin Moukandjo, do Nancy (França), encarou a defesa tunisiana, já dentro da área, driblou três oponentes e tocou no canto de Ben Cherifia! Que lance de habilidade, não é mesmo? O jogo estava tranquilo para Camarões, mas no começo do segundo tempo a Tunísia assustou…

Num lindo lançamento longo, a bola chegou para o atacante Ahmed Akaïchi, do Espérance, que ganhou do zagueiro e tocou na saída do goleiro Charles Itandje, do Konyaspor (Turquia), de dentro da área, logo aos quatro minutos. Com mais um gol, os visitantes carimbavam o passaporte. Porém, o sonho tunisiano findou aos 20, após cobrança de escanteio.

A defesa falhou e o meia Jean Makoun, do Rennes, apareceu dentro da área com liberdade, só tendo de tocar de cabeça para as redes! A Tunísia precisava marcar duas vezes e se lançou ao ataque, facilitando o trabalho camaronês, que alcançou os 4 a 1 em chute de Makoun, de dentro da área, após rebote da trave em finalização do atacante Eric Choupo-Moting, do Mainz 05 (Alemanha).

Os camaroneses mostraram força ao marcarem quatro gols em cima da Tunísia, outra grande seleção do continente. Porém, em se tratando de mundiais, Camarões não tem muito o que comemorar. Nas seis participações anteriores, apenas em 1990, quando Roger Milla era a grande estrela, a equipe passou da fase de grupos. Em 2006, nem se classificou, e com os problemas internos entre os atletas, deve ser difícil para Camarões sonhar com algo além da primeira fase.

Curiosidades

­- Autor de dois gols, o meia Jean Makoun foi o homem do jogo. Em meados de 2012, a carreira do atleta estava passando por momento difícil. Preterido no Aston Villa por não saber falar inglês, Makoun foi emprestado ao Olympiakos (Grécia), sem muito sucesso. Ele até cogitou voltar a atuar na liga camaronesa, mas o Rennes mostrou interesse e o levou para a França, também por empréstimo. Em 1º de abril/2013, o clube o contratou em definitivo. Antes das eliminatórias 2014, seu último jogo pela seleção havia sido em 11 de agosto/2010.

- O meia Fabien Camus tem 28 anos e nasceu na França, mas atua no Racing Genk, da Bélgica. Num esforço tremendo da federação tunisiana, ele acabou conseguindo a naturalização poucas horas antes do jogo contra Camarões, começou no banco de reservas, entrando no final do primeiro tempo. Ele já jogou pela seleção, mas um amistoso, e é filho de pai francês e mãe tunisiana.

- Houve 16 partidas entre Camarões e Tunísia na história, com dois triunfos tunisianos e oito dos camaroneses, além de seis empates. A Tunísia marcou 16 vezes, contra 26 gols de Camarões. Incluindo os dois embates da fase final.

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