Nigéria vence e é a primeira africana na Copa de 2014

O confronto entre Nigéria e Etiópia já estava praticamente definido, tamanha era a vantagem dos nigerianos, vencedores por 2 a 1, na casa do adversário. Atuando em Calabar, a Nigéria não deu chances à Etiópia, fez 2 a 0 e carimbou o esperado passaporte para o Mundial 2014. Veja abaixo o que se passou com as duas seleções antes e durante a partida!

Nigéria

A decisão de mandar o jogo da volta em Calabar, local que vem sendo a casa da Nigéria nas eliminatórias, não satisfez o técnico Stephen Keshi, que não gostou da qualidade do gramado, “impróprio para se jogar”, que reclamou que a reforma havia sido mal executada.

Depois, o próprio treinador se disse mal interpretado, afirmando que apenas apontou que ainda havia trabalho a ser feito, como no gramado, mas que a reforma tinha sido positiva. Pelo menos ele estava confiante em conseguir outra vitória e alcançar a Copa do Mundo 2014: “Vencemos a Etiópia na casa dela e agora vamos em busca de novo triunfo”. Mas nem tudo estava bem para Keshi:

“Dever-me por sete meses (R$ 511 mil) me faz sentir que não estou sendo valorizado. Parece que estou fazendo favor. Preciso de respeito, mas não quero discutir dinheiro agora, mas se houver algum membro da federação que afirmou que podemos trabalhar de graça, vou precisar conversar com ele cara a cara. E ainda falam que eu não devo reclamar”.

A reclamação deu certo em parte, pois Keshi colocou nos bolsos o equivalente a apenas dois meses de salários. E ele nem se preocupou de não ter sido indicado para o prêmio de treinador do ano: “Vencer a Etiópia e ir ao Mundial é minha prioridade, não um prêmio da FIFA. Não me importo com coisas pequenas”, esclareceu.

Agora só faltava a federação nigeriana conseguir 50 milhões de nairas (R$ 731 mil) para custear a partida, incluídos bônus dos atletas, custos de logística e dos ingressos, algo que a entidade não tinha: “Vamos ter de pedir emprestado, pois estamos seriamente falidos e só recebemos 52 milhões de nairas mensais do governo, o que é insuficiente”.

Em 11 de novembro, a pressão para cima de Keshi era com relação aos campeões mundiais sub-17, mas o técnico não aceitou: “Ainda é cedo para convocá-los, deixemo-os seguir os passos normais, ir para o sub-20, depois seleção olímpica, e aí poderei observá-los”. Os treinamentos das Super Águias começaram em 11 de novembro, com cinco atletas que atuam no país. Três dias depois, todos haviam chegado a Calabar e o time estava completo, um recorde!

Etiópia

No lado da Etiópia, a única forma que a federação nacional encontrou para animar os jogadores foi prometer dar 176 mil dólares para o elenco, em caso de classificação. O técnico local Sewenet Bishaw ainda acreditava no milagre: “Sou um homem triste, pois perdemos o primeiro jogo, apesar de jogar bem. Podemos dificultar para a Nigéria e creio que o confronto está em aberto”.

Se bem que a Etiópia chegou a apelar contra o gol não marcado a seu favor, no primeiro jogo, mas a FIFA nem quis saber e indeferiu a matéria. Com foco na partida de volta, a Etiópia foi treinar na Finlândia, não conseguiu jogar amistoso com Burquina Fasso e voltou com os 23 jogadores para Addis Abeba, capital etíope, com Bishaw entusiasmado pelas atividades.

Três dias antes do jogo, em 13 de novembro, foi confirmada a volta do atacante Getaneh Kebede, que não pôde atuar na partida de ida por contusão, o que animou Bishaw, que mantinha o discurso de que o confronto ainda não tinha findado.

O jogo

Praticamente classificada, as coisas melhoraram para a Nigéria aos 20 minutos do primeiro tempo. Em cobrança de pênalti, o atacante Victor Moses converteu com facilidade, no canto oposto ao qual o goleiro Sisay Bancha saltou. Sem forças para reverter a situação, o jeito foi a Etiópia não levar mais.

Entretanto, a estratégia falhou, pois os anfitriões marcaram o segundo. Aos 37 minutos, o atacante Victor Obinna teve cobrança de falta e bateu direto, numa falha grotesca de Bancha, que aceitou o chute em sua direção! Sem mais tempo, a Nigéria comemorou a classificação para sua quinta Copa do Mundo!

Imagem de Amostra do You Tube

Curiosidades

- Nigéria e Etiópia já se enfrentaram nove vezes, com seis vitórias das Super Águias, dois empates e um triunfo da Etiópia. Os nigerianos marcaram 21 vezes, contra apenas quatro gols dos etíopes.

- Os ingressos em Calabar custaram entre 1 mil nairas (R$ 14,62) e 6 mil nairas (R$ 87,72). Bem mais baratos que os do Flamengo na final da Copa do Brasil 2013… E olha que valia Copa do Mundo para a Nigéria!

- Stephen Keshi é um bom técnico e já mostrou isso, mas nessa entrevista ele fugiu ao sério: “A Nigéria pode vencer a Copa do Mundo 2014, por que não? Meu amigo, tudo é possível no futebol. Talvez eu e meus auxiliares sejamos os melhores técnicos locais que a Nigéria já teve”. Humilde, não é mesmo?

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