Jogos inesquecíveis na Copa do Mundo [Itália x Uruguai]

Após serem derrotados pela surpreendente Costa Rica no Grupo D da Copa do Mundo 2014, os campeões mundiais Itália e Uruguai se enfrentam logo mais em Natal, em um jogo decisivo. Os vencedores dos quatro primeiros Mundiais (1930 e 1950 vencidos pelo Uruguai e 1934 e 1938 pela Itália) encaram um cenário completamente distinto de anos passados.

Quem perder, abraça a também campeã Inglaterra e dá adeus à competição ainda na primeira fase. O Grupo D era denominado o ”grupo da morte” e todas as projeções apontavam para a eliminação de uma grande seleção. Mas, com as belas performances de Joel Campbell, Brian Ruiz e companhia, apenas uma seguirá na disputa.

A Azurra joga pelo empate, já que o saldo de gols conta a seu favor. Porém, os uruguaios têm de volta a euforia em torno do grande ídolo Luis Suárez. Para a Celeste Olímpica, uma vitória simples a garante nas oitava de final.

Mas esta não é a primeira vez que o confronto vai ocorrer. Em 1970, ano do tri brasileiro, italianos e uruguaios se enfrentaram pela primeira fase e não saíram de um empate sem gols.
Bem mais movimentado e emocionante foi a segunda e última partida entre as equipes. E o palco não poderia ser outro mais favorável aos italianos: estádio Olímpico de Roma. A segunda Copa disputada em solo italiano, em 1990 – a primeira havia sido em 1934 -, acabou indo para a Alemanha e os anfitriões tiveram que se contentar com o terceiro lugar. Mas, por outro lado, consagrou Salvatore Schillaci como artilheiro da competição.

Schillaci foi um dos responsáveis por eliminar o Uruguai do torneio diante de um público de pouco mais de 73 mil pessoas. Aos 20 do segundo tempo, o atacante recebeu na entrada da área e bateu forte no ângulo, contando com a ajuda do goleiro Fernando Alvez, que estava adiantado. Cirúrgica, como sempre foi, a Itália matou o jogo aos 40.

Em cobrança de falta, que contou com a falha de posicionamento celeste, Aldo Serena testou para o fundo do gol e garantiu a atual tetracampeã nas quartas de final para pegar a Irlanda. Mesmo com o terceiro posto ao final do campeonato, a Itália colocou quatro jogadores no time ideal da Copa, sendo a seleção que mais teve representantes. Os zagueiros Franco Baresi e Paolo Maldini, o meia Alberto Donadoni e o atacante e bola de ouro Salvatore Schillaci foram os escolhidos.

Itália | Uruguai

Imagem de Amostra do You Tube

Retrospecto geral: 3 vitórias da Itália, 2 empates e 2 vitórias do Uruguai
Em Mundiais: 1 vitória da Itália e 1 empate

Os times [1990]

Itália: Walter Zenga, Franco Baresi, Giuseppe Bergomi e Ricardo Ferri; Luigi de Agostini, Fernando di Napoli, Giuseppe Giannini, Nicola Berti e Paolo Maldini; Roberto Baggio e Salvatore Schillaci. [Técnico] Azeglio Vicini

Uruguai: Fernando Alvez, Nélson Gutiérrez, Hugo de León, Alfonso Dominguez e José Saldanha; José Perdomo, Santiago Ostolaza, Ruben Pereira e Enzo Francescoli; Carlos Aguilera e Daniel Fonseca . [Técnico] Óscar Tabárez

Curiosidades

- Outro fato que chama a atenção é a comparação entre os clubes defendidos por atletas de Itália e Uruguai há 24 anos e atualmente. Na seleção italiana não houve grandes mudanças. Se no Mundial em casa em 1990, o time de 22 jogadores era formado apenas por aqueles que atuavam no futebol local, o mesmo quase ocorreu este ano, não fosse o poderio financeiro do Paris Saint Germain. Apenas três dos 23 chamados por Cesare Prandelli não jogam no Calcio. O goleiro Salvatore Sirigu, o volante ítalo-brasileiro Thiago Motta e o também volante Marco Verrati defendem as cores da equipe parisiense.

- A participação no Mundial de 1990 ajudou Paolo Maldini a se tornar o jogador com mais minutos jogados em toda a história da competição: ao todo são 2216 minutos.

- Não é segredo para ninguém que o futebol uruguaio vive grave crise financeira, perdendo jogadores inclusive para os vizinhos argentinos e brasileiros. Isso pode ser notado na lista de Óscar Tabárez. Apenas o zagueiro Sebastian Coates atua no futebol uruguaio, isso porque o defensor está emprestado pelo Liverpool, não o local, mas o da Inglaterra. O número contrasta com os dez atletas que defendiam equipes do Uruguai no ano do último confronto contra os italianos por Copas.

- A coincidência uruguaia fica no comando. Óscar Tabárez comandou a Celeste em 1990 e sabe o que precisa fazer para o filme não se repetir e levar mais uma vez a seleção de seu país adiante na competição.

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