Jogos Inesquecíveis na Copa do Mundo [Uruguai x Inglaterra]

Hoje, dia 19 de junho, às 16h, uruguaios e ingleses entrarão em campo no Arena Corinthians, em São Paulo, para definir o futuro de ambos na Copa do Mundo 2014. Derrotados na primeira rodada (o Uruguai foi surpreendido pela Costa Rica por 3 a 1 e a Inglaterra levou de 2 a 1 da Itália), as duas seleções precisam vencer. O empate ainda dá alguma esperança, mas quem perder estará praticamente fora do Mundial.

Uruguai e Inglaterra farão o terceiro confronto na história do torneio e a vantagem na disputa é dos sul-americanos. A primeira vez em que se enfrentaram foi na Copa do Mundo 1954, na Suiça. Líder no Grupo 3, o então atual campeão mundial havia feito nove gols e não sofrido nenhum, enquanto ingleses venceram o Grupo 4, com seis gols a favor e quatro contra.

Nas quartas de final, primeiro embate de mata-mata, o Uruguai não tomou conhecimento da Inglaterra no estádio St. Jakob, na Basileia, e venceu por 4 a 2 – perderia a disputa do terceiro lugar para a Áustria, por 3 a 1.

Mas o principal confronto entre uruguaios e ingleses ocorreu em 11 de julho de 1966. No estádio de Wembley, em Londres, com pouco mais de 87 mil torcedores, a Inglaterra era a dona da casa e abriu aquela Copa do Mundo justamente contra o Uruguai. Logicamente, os ingleses estavam animados com a possibilidade do primeiro título, mas se viram frustrados com o insosso empate sem gols.

Apesar do placar inalterado, a Inglaterra melhorou durante a competição e só venceu até o jogo do título, nos 4 a 2 diante da Alemanha, na prorrogação. Portanto, o Uruguai, que já não tinha aquele timaço dos títulos olímpicos da década de 1920 e dos dois Mundiais (1930 e 1950), foi o único a não perder para o campeão de 1966.

Inglaterra | Uruguai

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Os confrontos

Retrospecto geral: 3 vitórias da Inglaterra, 3 empates e 4 vitórias do Uruguai

Em Copas: 1 vitória do Uruguai e 1 empate

Os times [1966]

Inglaterra: Gordon Banks, George Cohen, Ray Wilson, Nobby Stiles, Jack Charlton, Bobby Moore, Alan Ball, Jimmy Greaves, Bobby Charlton, John Connely e Roger Hunt [Técnico] Alfred Ramsey

Uruguai: Ladislao Mazurikiewicz, Horácio Troche, Jorge Manicera, Nestor Gonçalves, Omar Caetano, Julio Cortés, Pedro Rocha, Domingo Pérez, Luis Ubiña, Milton Viera e Héctor Silva [Técnico] Ondino Viera

Curiosidades

- Em 1966, a Inglaterra contava com o lendário goleiro Gordon Banks, aquele que defendeu cabeçada incrível de Pelé no confronto entre os dois times na Copa do Mundo seguinte, em 1970, em que o Brasil ganhou por 1 a 0

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- O zagueiro Bobby Moore, que na época defendia o West Ham United e faleceu em 24 de fevereiro de 1993, aos 51 anos, quase foi preterido pelo treinador, pois estava numa disputa de transferência e queria deixar seu time. Mesmo com a confusão fora de campo, Moore focou no Mundial, jogou bem e ajudou a Inglaterra a levantar sua única taça.

- Bobby Charlton, atualmente com 76 anos, é outro que fez muito sucesso com a camisa inglesa. Com três gols durante a competição, o atacante só ficou atrás de Geoff Hurst (quatro gols) e também brilhou com a camisa do Manchester United, a qual vestiu entre 1956/73.

- Do lado uruguaio e bem menos famoso era o meia Omar Caetano, que tinha 27 anos na época e defendia o Peñarol – falecido em 2 julho de 2008, aos 69 anos. Além do Peñarol, o jogador defendeu o famoso New York Cosmos, mas por apenas um ano (1975). O suficiente para ser companheiro de Pelé e outros brasileiros, como Nelsi Morais, Dé e Manoel Maria – fez oito jogos pelo time estadunidense.

- Ojovem zagueiro Pablo Forlán, então com 20 anos, foi reserva durante toda a campanha uruguaia no Mundial 1966, que terminou no primeiro mata-mata, nas quartas de final, com um 4 a 0 para a Alemanha. Pablo, que defendeu o São Paulo entre 1970/76, é pai de Diego Forlán, que fez muito mais história pela seleção uruguaia e ainda atua pelo time, embora seja reserva em face da idade avançada.

- Em 1966, a seleção uruguaia só chamou jogadores que atuavam na própria liga nacional. Peñarol, com nove atletas, e Nacional, com oito, dominaram a convocação, que ainda tinha um jogador do Cerro, um do Danubio, outro do Defensor Sporting e dois do Rampla Juniors. A seleção uruguaia na Copa do Mundo 2014 é completamente diferente, com apenas o zagueiro Sebastián Coates atuando em casa, no Nacional.

- Já a seleção inglesa não mudou tanto. Os comandados de Alf Ramsey, em 1966, eram todos jogadores da liga nacional, enquanto Roy Hodgson só chamou um de fora da Inglaterra: o goleiro reserva Fraser Foster, que defende o Celtic (Escócia), cujo país pertence ao Reino Unido. Praticamente um time caseiro, não é mesmo?

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