Jogos Inesquecíveis na Copa do Mundo [Holanda x Argentina]

A Arena Corinthians vai conhecer, a partir das 17h, o outro finalista da Copa do Mundo 2014. Holanda e Argentina se enfrentam em São Paulo para saber quem pega a Alemanha na disputa da f inal. A história dos confrontos conta a favor da Laranja Mecânica, mas se o assunto é Mundial, a partida mais importante entre as equipes foi vencida pelos sul-americanos.

O primeiro embate ocorreu em 1974. Os argentinos não foram páreos para o Carrosel Holandês de Cruijff e companhia e saíram derrotados com um grandioso 4 a 0. Quatro anos mais tarde, veio o troco. O Toco y me Voy dos hermanos derrubava a Laranja Mecânica para vencer o seu primeiro Mundial.

A Holanda não contava com Johan Cruijff, o maior nome do futebol local e que havia encantado o mundo na Copa da Alemanha 1974. Mesmo assim, o bom time de Ernst Happel conseguiria chegar à final. Do outro lado estavam os donos da casa, que tinham em Mario Kempes a esperança de gols. E o atacante correspondeu…

Aos 37 minutos da primeira etapa, Bertoni tocou para Luque, que encontrou Kempes na entrada da área. O atacante matador recebeu e não perdoou, chutando de esquerda por baixo do goleiro Jongbloed. Mais de 71 mil pessoas no Monumental de Nuñez vibraram com a mexida de placar favorável aos argentinos.

A equipe segurou a vantagem até o intervalo… Buscando o empate, o técnico austríaco fez alteração ousada: sacou Johnny Rep, maior artilheiro holandês em Copas, e colocou Dick Nanninga, aos 13 do segundo tempo. A recompensa veio nos minutos finais. Aos 36, Haan recebeu no meio e viu Willy van der Kerkhof aberto na ponta direita, em condição legal. O passe por cima da zaga argentina chegou ao atacante que, de primeira, cruzou para a área. O goleiro Fillol saiu para tentar abafar o lance…

Foi surpreendido com a rapidez de Van der Kerkhof em resolver a jogada e ficou no meio do caminho, vendo Nanninga testar para o fundo do gol vazio. 1 a 1 e a trave ainda ajudou os hermanos. Aos 45 minutos, no último lance de perigo da partida, Rensenbrinck acertou o poste direito de Fillol.

O juiz apitou o fim do tempo regulamentar e o campeão do Mundial de 1978 seria decidido na prorrogação. Mas, para alívio argentino, aquela Copa tinha dono e ele vestia a camisa 10 azul e branca. No último minuto da primeira etapa do tempo extra, Mario Kempes recebeu de Bertoni na esquerda, saiu da marcação do primeiro, do segundo e bateu em cima do goleiro. No rebote e na raça, ele empurrou para o fundo do gol holandês. A Argentina novamente estava na frente.

Já no segundo tempo, veio o gol que coroaria a bela atuação de Bertoni. O meia tocou para Kempes na entrada da área. O camisa 10 tabelou com Bertoni, que após uma confusão ficou com a bola. O goleiro Jongbloed tentou antecipar a jogada e acabou deixando o gol livre para o meia argentino dar números finais e garantir o primeiro título mundial argentino.

Imagem de Amostra do You Tube

Os confrontos

Retrospecto geral: 4 vitórias da Holanda, 3 empates e 2 vitórias da Argentina
Em Mundiais: 2 vitórias da Holanda, 1 empate e 1 vitória da Argentina

Os times [1978]

Argentina: Ubaldo Fillol, Alberto Tarantini, Daniel Passarella, Jorge Mario Olgun e Ruben Galvan; Ossie Ardiles e Ruben Gallego; Ricardo Bertoni, Oscar Ortiz, Leopoldo Luque e Mario Kempes. [Técnico] Cesar Luis Menotti

Holanda: Jan Jongbloed, Jan Poortvliet, Ruud Krol e Ernie Brandts; Wim Jansen, Arie Haan e Johan Neeskens; Rob Rensenbrink, Willy van der Kerkhof, René van der Kerkhof e Johnny Rep. [Técnico] Ernst Happel

Vale lembrar [em 1998...]

No Mundial da França, Holanda e Argentina se enfrentaram pelas quartas de final. Quem vencesse pegaria o Brasil. Se em 1978 a noite foi de Kempes, 20 anos depois a tarde seria de Dennis Bergkamp. Em um lançamento de Ronald de Boer, o atacante só escorou de cabeça para Patrick Kluivert completar a triangulação e fazer 1 a 0 para os holandeses. Mas o empate não demorou: Verón, em passe genial, encontrou Claudio López, que saiu cara a cara com Van der Sar. O atacante teve calma e só rolou entre as pernas do goleiro.

Na volta do intervalo, aconteceu um dos mais belos gols das Copas do Mundo. Frank de Boer fez lançamento longo do campo de defesa e apenas três toques bastaram para Dennis Bergkamp dar a vitória aos holandeses (compre a camisa da Holanda na Futfanatics). O atacante dominou, deu um corte que tirou Ayala da jogada e bateu de três dedos, estufando a rede de Roa. Golaço!

O jogo ainda teve duas expulsões. Numan, pelo lado da Laranja Mecânica, e o argentino Ortega foram para o chuveiro mais cedo. Bergkamp só não sabia que a sua Holanda pararia nas mãos de Taffarel no jogo seguinte. Há possibilidade de haver em 2014 um replay de 1998, com a Holanda eliminando a Argentina e perdendo para o Brasil. É esperar (torcendo) para ver.

Imagem de Amostra do You Tube

Os times [1998]

Argentina: Carlos Roa, Javier Zanetti, Roberto Ayala, Roberto Sensini e José Antonio Chamot; Matias Almeyda, Diego Simeone, Juan Sebastián Verón e Ariel Ortega; Claudio Lopez e Gabriel Batistuta. [Técnico] Daniel Passarella

Holanda: Edwin van der Sar, Michael Reiziger, Arthur Numan, Frank de Boer e Jaap Stam; Wim Jonk, Phillip Cocu, Edgar Davids e Ronald de Boer; Dennis Bergkamp e Patrick Kluivert. [Técnico] Guus Hiddink

Curiosidades

- Tanto em 1978 quanto em 1998, a Holanda tinha no time titular dois irmãos gêmeos. René van der Kerkhof e Willy van der Kerkhof levaram a Laranja Mecânica ao vice-campeonato na Argentina. Já Frank e Ronald de Boer caíram diante do Brasil na semifinal e terminaram a competição em quarto lugar.

- Ainda sobre a Holanda, nos dois anos citados, o PSV foi o clube que mais cedeu jogadores à seleção: seis no total. O número foi reduzido na edição deste ano, com apenas dois jogadores do clube de Eindhoven representando a seleção nacional.

- Quem manteve a média foi o Ajax. Em 1978, 1998 e agora em 2014, o maior clube holandês cedeu três jogadores ao selecionado. Em todas as edições, os jogadores da equipe tiveram destaque. No vice-campeonato de 1978, Krol foi o capitão da equipe. Em 1998, Van der Sar, Frank e Ronald de Boer compunham a espinha dorsal holandesa. Atualmente, Cillessen se destaca na meta laranja e Blind defende e apoia com eficiência pela lateral esquerda.

- No lado Hermano, apenas Mario Kempes atuava fora da Argentina em 1978. O camisa 10 e craque daquela edição do Mundial defendia o Valencia (Espanha). Em 1998, o número foi quase o inverso. Apenas seis dos 22 convocados jogavam por uma equipe local, sendo quatro pelo River Plate, um pelo Racing e um pelo Vélez Sarsfield.

- O técnico austríaco Ernst Happel, que comandou a Holanda no Mundial 1978, carrega um dado interessante: ele é o último técnico estrangeiro a comandar a seleção europeia, que depois dele teve 16 treinadores, alguns por mais de uma vez, todos holandeses. O Plano Tático já contou essa linda história em detalhes. Happel foi o quinto técnico austríaco a comandar a Holanda na história.

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