Paysandu leva Copa Verde 2016: cuidado com a maldição do campeão, viu?

Divulgação/Paysandu Sport Club

Acompanhe notícias diárias da Copa Verde no Facebook!!!

Pode-se dizer que o Paysandu era o favorito para levantar a taça da Copa Verde 2016, mesmo tendo sido convidado num acordo longe das regras morais entre CBF e Esporte Interativo. E foi isso que os paraenses mostraram na final da Copa Verde 2016 contra o Gama/DF. Depois de vencer o adversário em casa por 2 a 0, com gol de Leandro Cearense aos 49 minutos do segundo tempo, o Paysandu foi até o estádio Bezerrão e marcou logo aos dois minutos.

O Gama reagiu e venceu com dois gols do atacante Rafael Grampola, aos 28 e 34 minutos da etapa final, mas a equipe do Distrito Federal ainda precisava de mais duas bolas nas redes para comemorar o título da Copa Verde 2016 e encerrar a temporada comemorando – o time não se classificou para a Série D via Candangão.

Imagem de Amostra do You Tube

Agora, o Paysandu aguarda a Copa Sul-Americana 2017 para voltar ao cenário sul-americano, o que não ocorre desde a queda nas oitavas de final na Libertadores 2003. Porém, o Plano Tático adverte o time paraense: os dois outros campeões da Copa Verde vivem tempos difíceis após o título do torneio, numa maldição que o Paysandu precisará enfrentar…

A maldição sobre o Brasília/DF

Campeão em cima do próprio Paysandu na Copa Verde 2014, numa polêmica sem fim, o Brasília perdeu a decisão do Candangão 2014 para o Luziânia em 17 de maio, quase três semanas após a comemoração do torneio regional. Assim, a temporada do Brasília se encerrou precocemente e o time campeão precisou ser desfeito.

Em 2015, o fato lamentável se repetiu. No ano em que disputou a Copa Sul-Americana, o Brasília também foi vice-campeão no torneio do Distrito Federal, perdendo o caneco para o Gama e ficando de fora da Série D. A esperança do clube de não encerrar a atividade de 2015 precocemente foi a Copa Sul-Americana…

O Brasília surpreendeu ao eliminar o Goiás, na época um time de Série A, empatando sem gols em casa e vencendo por 2 a 0 nos domínios do adversário, que na volta teve titulares e perdeu pênalti. Um mês depois, o Brasília encarou o Atlético Paranaense nas oitavas de final, mas não havia jogado desde a eliminação sobre o Goiás, pagando salários sem retorno financeiro.

Imagem de Amostra do You Tube

Na Arena da Baixada, os anfitriões marcaram aos 17 minutos do segundo tempo e o placar magro era a vantagem para a volta, no estádio Mané Garrincha. Com quase 7 mil torcedores, o Brasília não saiu do 0 a 0 e encerrou a temporada 2015 em 30 de setembro. Em 2016, o time ficou longe de repetir os vices dos três anos anteriores no Candangão…

A base foi mantida e ainda veio o veterano lateral-direito Baiano (Palmeiras, Atlético Mineiro), 37 anos, que só deixou o Gama mediante pagamento da multa rescisória, de R$ 100 mil, valor irreal para um atleta dessa idade! O técnico no início da temporada foi Julinho Camargo, que comandara o Goiás na Copa Sul-Americana 2015, já que Omar Feitosa pediu dispensa após a estreia no Candangão.

Porém, a permanência do novo treinador durou até 21 de março, com demissão após uma vitória em oito jogos. Gauchinho chegou com o torneio em andamento, classificou o Brasília no quinto lugar da primeira fase (16 pontos, nove atrás do líder Luziânia), mas o time sucumbiu nas quartas de final ao perder nos pênaltis (4 a 1) para o Ceilândia. Na Copa Verde 2016, a campanha acabou ainda na fase preliminar, com 2 a 1 para o Vila Nova/GO em dois jogos. Ou seja, o Brasília encerrou suas atividades antes do meio de 2016!

Imagem de Amostra do You Tube

A maldição do Cuiabá/MT

Campeão da Copa Verde 2015 com virada incrível sobre o Remo/PA, o Cuiabá ainda vai disputar a Copa Sul-Americana 2016 no segundo semestre, mas enfrenta muitos problemas. Depois da comemoração, a diretoria contratou 11 reforços para a Série C e o presidente Aron Dresch falava em planejamento, estrutura e seriedade no Cuiabá, o que realmente acontece.

O problema é que isso não se refletiu na campanha da Série C 2015… Com elenco inchado, o Cuiabá dispensou sete atletas e ainda ficou com 28, mas o técnico Fernando Marchiori negou que haveria reforços na parada do torneio, após quatro rodadas. A esperança é que remanescentes e contratados levassem o Cuiabá ao acesso à Série B, mas o time teve cinco reveses em sete jogos, a pressão aumentou e Fernando Marchiori perdeu o emprego, assim como quatro atletas – teve 59% de aproveitamento.

Josué Teixeira, então atual campeão da Série C com o Macaé, chegou para animar o time, mas ficou só um jogo e saiu após alegar problemas pessoais – foi treinar o Macaé. Ruy Scarpino veio e avisou que alguns jogadores estavam exagerando no extra-campo, o que deixou Aron Dresch muito nervoso – quatro atletas foram barrados.

Pedro Lima/Assessoria Cuiabá Esporte Clube

Antes do fim da Série C, o Cuiabá teve quatro contratações e dez dispensas, mas não deu: sétima posição com 19 pontos no Grupo A, quatro a mais que o rebaixado Águia de Marabá/PA, se salvando na última rodada (35,2% de aproveitamento). A diretoria admitiu o mau planejamento na Série C, mas o ano não havia acabado. O Cuiabá entrou na Copa Mato Grosso sub-21 após desistência do Poconé. Mas os problemas continuaram…

O time chegou até as semifinais, mas foi excluído do torneio após escalar jogador irregular, numa clara falta de organização. 14 jogadores permaneceram em 2016, mas Ruy Scarpino acabou liberado. Quem veio? Fernando Marchiori, o demitido após os títulos do estadual e da Copa Verde! Claro, chegaram 13 reforços e quatro jovens foram promovidos da base, na intenção de montar um time forte já para o estadual 2016.

Nos amistosos de pré-temporada, o time foi 100% e continuou ganhando reforços mesmo com o início do estadual 2016. A boa campanha, inclusive com invencibilidade, não enganava a diretoria, que sabia da necessidade de reforços para a Série C, ainda mais com o objetivo de acesso. Nos outros torneios, porém, a equipe parou nas quartas de final da Copa Verde 2016 (eliminação para a Aparecidense/GO) e foi surpreendida pelo Juazeirense/BA na primeira fase da Copa do Brasil 2016, perdendo dinheiro das cotas e a chance de encarar o Botafogo/RJ. Fernando Marchiori criticou a falta de vontade dos atletas publicamente, assim como a diretoria, que exigiu o título do Campeonato Matogrossense 2016.

Porém, uma tentativa de agressão ao técnico pelo jogador Igor durante o estadual culminou no pedido de demissão de Fernando Marchiori. Flávio Araújo veio para seu lugar após dois dias, Igor e mais três foram dispensados, mas o time ganhou quatro atletas já visando à Série C. Antes, porém, o time precisava passar pelo Luverdense nas semifinais do estadual…

Imagem de Amostra do You Tube

O problema é que o rival, da Série B, fez 2 a 0 no jogo único e eliminou o Cuiabá, que não decidiu o Campeonato Matogrossense depois de cinco finais consecutivas, ficando em terceiro na classificação geral – ganhou quatro títulos.

O diretor de futebol, Sérgio Papellin, já avisou que 70% do elenco não fica para o torneio nacional. Dez já deixaram a equipe e seis foram anunciados, mas o clube ainda deve ter mais contratações até 21 de maio, quando começa a Série C. O Cuiabá brigou contra o rebaixamento nas quatro edições anteriores e em 2016 não deve ser diferente.

Abre o olho para a maldição da Copa Verde, Paysandu!

Últimas

Assine Nossa Lista de E-mail!

* indicates required

Personagens

Internacionais

Nacionais

Vídeos

Bola na Rede