Copa 2018: Na Oceania, Nova Zelândia domina Grupo A e Chave B está equilibrada

Todas as regiões tiveram disputa de eliminatórias da Copa 2018 em novembro. E na Oceania também ocorreram partidas, embora a confederação local tenha feito uma distribuição de jogos diferente da usual. Na terceira e penúltima fase da competição, três seleções divididas em dois grupos brigam por uma vaga na final, cujo campeão disputará a repescagem intercontinental contra o quinto das eliminatórias sul-americanas, valendo vaga na Copa 2018.

O problema é que nem todas estrearam. No Grupo A, Nova Zelândia e Nova Caledônia disputaram duas partidas em três dias, enquanto Fiji aguarda para estrear nesta etapa apenas em 20 de março de 2017 (data a ser confirmada). Já na chave B, Tahiti e Ilhas Salomão entraram em campo num espaço de seis dias, mas Papua Nova Guiné só debutará na mesma época dos fijianos. Claro que a medida é para reduzir custos, já que cada seleção jogará em seus domínios (ida e volta). Veja tudo o que aconteceu nos quatro jogos disputados!

Eliminatórias da Oceania para a Copa 2018

Curiosidades Fase Preliminar | Resultados Fase Preliminar

Copa das Nações da Oceania 2016 | 2ª fase

 Grupos da 3ª fase

Grupo A

As preparações

Depois da campanha vitoriosa na Copa das Nações da Oceania, a Nova Zelândia precisava reestrear nas eliminatórias para a Copa 2018 com vitória em casa. Nos amistosos de preparação, a equipe levou de apenas 2 a 1 do México e empatou com os EUA por 1 a 1, ambos os jogos em solo estadunidense.

Isso deu confiança, ainda mais com o técnico inglês Anthony Hudson, 35 anos (está desde 2014 na seleção) podendo trazer jogadores profissionais, como o goleiro Stefan Marinovic (Unterhaching/Alemanha), o zagueiro Bill Tuiloma (Olympique Marseille), os meias Marco Rojas (Melbourne Victory/Austrália) e Ryan Thomas (Zwolle/Holanda), além do atacante Chris Wood (Leeds United/Inglaterra). Os desfalques ficaram por conta de Roy Fallon, 34, que já jogou Copa, mas teve de deixar a delegação por causa de um falecimento na família, e Winston Reid, do West Ham.

Por sua vez, a Nova Caledônia não disputava partidas há alguns meses e por isso resolveu testar o time. A equipe visitou Vanuatu (já está eliminado nas eliminatórias da Copa 2018) e estava vencendo por 1 a 0 até dez minutos para o fim, quando levou a virada. Segundo o técnico Thierry Sardo, no cargo desde 3 de fevereiro de 2015, os atletas cansaram, o que é preocupante.

Em outubro, a federação caledônia levou 17 jogadores até Ilhas Salomão e venceu o adversário por 3 a 0 no primeiro teste e por 1 a 0 no segundo, ganhando moral. Com a adição dos dois profissionais do elenco, o atacante Georges Gope-Fenepej (joga no Amiens, da 2ª divisão da França) e o meia Cesar Zeoula (Stade Lavalloiis, do mesmo torneio), a Nova Caledônia esperava segurar os nezoelandeses. A equipe ainda contou com o artilheiro Bertrand Kai, 33 anos e 21 gols em 37 jogos pela seleção, mas não deu…

Nova Zelândia 2×0 Nova Caledônia

Como era de se esperar, a Nova Zelândia dominou a partida e o placar poderia ter sido maior, já que Chris Wood e Kosta Barbarouses acertaram a trave no primeiro tempo. Aos 42 minutos, não teve jeito. Após se adiantar para cobrar uma falta, Nova Caledônia sofreu contra-ataque da Nova Zelândia, que tocou a bola bem rápido.

Um jogador dos donos da casa tentou dominar na entrada da área, mas a pelota escapuliu. Sorte que ela chegou para Marco Rojas, que driblou dois adversários com facilidade e invadiu a área. Ele chegou a ser desarmado, mas Yohann Mercier se atrapalhou e devolveu o presente para o jogador do Melbourne Victory, que o deixou para trás e finalizou.

A bola ainda bateu num adversário e encobriu o goleiro! Gol no momento certo para a Nova Zelândia, que ampliou na metade do segundo tempo. Aos 27, a bola chegou para um jogador dentro da área, na direita. Ele cruzou rasteiro e Ryan Thomas teve tudo para marcar, mas conseguiu se atrapalhar com a bola. Mas o toque de calcanhar sem querer foi um passe para Rojas, que quase na linha do gol só completou às redes!

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Nova Caledônia 0×0 Nova Zelândia

Três dias depois, as duas seleções se encontraram em Koné, na Nova Caledônia. E os neozelandeses sofreram mais, embora tenham começado melhor a partida e perdido duas chances claras com Chris Wood (defesa do goleiro em cabeçada) e Monty Patterson, em chute dentro da área.

Já no segundo tempo, a Nova Caledônia chegou dentro da área com Cesar Zeoula, que dominou errado. A bola ficaria com o goleiro Stefan Marinovic, mas ele ridicularmente soltou-a nos pés do adversário, que o encobriu.

Quase na linha do gol, Bill Tuiloma deu um golpe de kung-fu com um chute para o alto e conseguiu salvar a Nova Zelândia! Pouco depois, Georges Gope-Fenepej cabeceou bola perigosa por cima do gol. A oito minutos do fim, Ryan Thomas e Bertrand Kai se estranharam, algo raro nos jogos da Oceania. O jogador caledônio deu uma cabeçada no adversário na frente do árbitro e foi expulso diretamente após o fim do tradicional empurra-empurra.

Sem gols, a Nova Zelândia pula para a liderança com quatro pontos e pode se garantir na final das eliminatórias da Oceania para a Copa 2018 em março de 2017, quando enfrenta Fiji duas vezes. Se isso ocorrer (é o mais provável), fijianos e caledônios apenas cumprem tabela em junho do ano que vem, nos dois jogos finais da etapa.

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Curiosidade. A Nova Zelândia não perde um jogo de eliminatórias de Copa desde 19 de novembro de 2008, quando utilizou um time de jovens e levou de 2 a 0 de Fiji num momento em que já estava classificada. Por sua vez, a Nova Caledônia perdeu três dos quatro jogos diante dos neozelandeses nos últimos anos, vencendo por 2 a 0 nas semifinais da Copa das Nações da Oceania 2012.

Grupo B

As preparações

Ilhas Salomão não contam com jogadores profissionais e só um no exterior, o meia Moffat Kilifa, 25, do Amicale (Vanuatu). A equipe é experiente e tem como destaque o meia Henry Fa’arodo, 34 anos, que já jogou na Nova Zelândia e está no local Western United (15 gols em 50 jogos pela seleção). Outros experientes são os atacantes James Naka, 32 anos, e Joses Nawo, 28, também do Western United.

As ausências (importantes) foram as do meia Micah Lea’alafa, que joga futsal e está no Auckland City (Nova Zelândia), e do atacante Benjamin Totori, que já fez 16 gols em 33 partidas na seleção, além de ter jogado futebol profissional em 2012/13 – alegou problemas pessoais.

A favor dos salomonenses está a escolha do o técnico Moses Toata, 41 anos. Ex-jogador da seleção (um gol em dez partidas), ele tem dois títulos nacionais com o Solomon Warriors e divide os trabalhos entre time e seleção desde outubro de 2015. Também fez cursos na Inglaterra em busca de se qualificar como treinador.

Desde então, a federação tem investido pesado na seleção. No fim de 2015, Ilhas Salomão venceu Papua Nova Guiné por 2 a 0. Em maio de 2016, a equipe passou algum tempo treinando em Sydney, na Austrália, tendo tido ajuda do técnico espanhol do Auckland City (seis títulos da Liga dos Campeões da Oceania) na formatação tática, algo mais do que especial. E o espanhol viu qualidade no elenco, que precisava apenas de força mental, confiança.

O trabalho caminhava bem, mas após a Copa das Nações da Oceania 2016, Moses Toata pediu dispensa da seleção, o que chateou a própria federação. Era uma ruptura importante no projeto, mas Toata foi convencido a continuar. Assim, Ilhas Salomão jogaram duas vezes contra Nova Caledônia, perdendo ambas por 3 a 0 e a 1 a 0.

O Tahiti também não tem jogadores profissionais, já que a base da seleção atua no próprio país e só o meia Henri Caroine, 35, joga no exterior, na Nova Caledônia – se lesionou e não jogou. Com uma equipe quase toda nova (e sem experiência), os destaques ficaram por conta do goleiro Mickäel Roche, 33 anos, do zagueiro Jonathan Tehau e do atacante Teaouni Tehau (13 gols em 22 jogos na seleção), parentes também de Alvin e Lorenzo Tehau.

O destaque é o atacante Steevy Chong Hue, 26 anos, que chegou a treinar com o BX Brussels (na época, um time da terceira divisão da Bélgica) e no Lorient (França), sem ser aprovado. Portanto, muito trabalho para o técnico francês Ludovic Graugnard, 39 anos, o nome ideal para renovar o elenco tahitiano, simplesmente porque também comanda a seleção sub-17. O elenco treinou três dias em setembro na sede da federação local, mas teve mais dois desfalques: Rainui Aroita (machucado) e Tamatoa Teauira (jogando a Copa da França por um time do Tahiti).

Tahiti 1×0 Ilhas Salomão

Ilhas Salomão levaram 18 jogadores para a capital do Tahiti, Pirae, local do primeiro jogo entre as seleções na 3ª fase das eliminatórias da Copa 2018. Em 7 de novembro, um estádio quase cheio sediou a partida, que começou com pressão do Tahiti. Teaonui Tehau ganhou de cabeça de um zagueiro na área e encheu o pé, mas o goleiro espalmou a escanteio.

Pouco depois, Sylvain Graglia recuperou a bola que a defesa salomonense falhou em tirar de perto da área, invadiu o retângulo adversário e chutou cruzado, meio torto. Os tahitianos perdiam gol atrás de gol, como quando Teaonui Tehau chutou para fora de frente para o goleiro, totalmente livre!

Ilhas Salomão chegaram pouco no primeiro tempo, mas na etapa final começaram acertando o travessão após saída atrapalhada de Mickäel Roche, que tirou de um adversário, mas entregou nos pés de Joses Nawo, que não marcou por pouco logo aos cinco minutos! Três minutos depois, o Tahiti teve falta na direita, um escanteio mais perto.

Tauhiti Keck colocou a bola na área, ninguém a tocou e ela foi parar dentro das redes salomonenses! O jogo ficou aberto por causa do gol, mas de fato só Ilhas Salomão tiveram uma boa chance de empatar, mas só uma. Um presente para os tahitianos, que não viam sua seleção atuar em casa há três anos.

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Ilhas Salomão 1×0 Tahiti

Seis dias depois, em 13 de novembro, as duas seleções se encontraram de novo. E o Tahiti se viu desfalcado dos irmãos Alvin e Jonathan Tehau POR CAUSA DO EMPREGO de ambos! Ilhas Salomão perderam o goleiro Phillip Mango por lesão – Moses Toata não quis utilizar Zantas Kabini e esperou até o último minuto por Abraham Bird, que não treinou no dia anterior.

Com o famoso estádio Lawson Tama tomado pelos barrancos de grama em Honiara, Ilhas Salomão sabiam que precisavam vencer para não ficarem praticamente fora da Copa 2018. Os donos da casa ficaram perto do gol com James Naka, mas ele não dominou uma bola na área, de frente para o goleiro, e o zagueiro tirou com um chutão.

Por sua vez, os tahitianos mostravam bom controle de bola, principalmente com Teaonui Tehau, mas às vezes ele segurava demais a posse e a perdia. Uma das melhores chances no primeiro tempo foi de Jerry Donga, que invadiu a área, driblou um zagueiro e chutou. A bola resvalou no tahitiano e Mickäel Roche salvou mandando a escanteio do jeito que deu!

Pouco depois, Ricky Aitmai tentou cruzar, mas acertou o travessão, quase marcando para os visitantes. O problema das duas equipes era justamente a finalização, o que continuou no segundo tempo. Logo no início, chance para Ilhas Salomão: Joachim Waroi cobrou falta no travessão e Moffat Kilifa pegou o rebote, mas finalizou torto.

O tempo passava, Ilhas Salomão já dominavam a partida e criavam chance, mas continuavam perdendo-as todas. O Tahiti também perdeu uma oportunidade incrível (o jogador cabeceou para fora estando sozinho na área), mas estava levando um ponto para casa.

Porém, aos 47 minutos, os salomonenses marcaram. Emmanuel Poila recebeu cruzamento, invadiu a área pela direita e chutou forte. A bola passou por baixo de Mickäel Roche e foi parar nas redes! Com a vitória, Ilhas Salomão estão vivas nas eliminatórias da Copa 2018, independentemente do que acontecer entre Papua Nova Guiné e Tahiti em março de 2017. Os salomonenses encaram os papuanos apenas em junho do ano que vem.

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