Copa 2018: péssimo começo dos EUA e esperança do Panamá [2ª rodada]

Ainda é apenas o começo do Hexagonal Final das Eliminatórias Concacaf para a Copa 2018, mas ver os Estados Unidos na lanterna é um pouco preocupante e estranho. Já a Costa Rica larga muito bem e esses pontos do início certamente serão importantes no que tange à disputa de vaga na Copa 2018, já que ninguém quer ficar na repescagem e enfrentar uma seleção asiática – pode ter de medir forças com Arábia Saudita, Austrália, Emirados Árabes Unidos ou até o Japão.

A esperança do Futebol Alternativo continua sendo o Panamá, que não perdeu para o México em seus domínios e venceu Honduras fora de casa. Ainda restam oito rodadas para o fim das eliminatórias da Concacaf para a Copa 2018, mas é sempre bom somar pontos. Veja tudo o que aconteceu nas três partidas da segunda rodada. Boa leitura!

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O atropelo da Costa Rica

Os costa-riquenhos tiveram apoio de 35 mil torcedores na capital San José e foram bem superiores aos estadunidenses em toda a partida. Logo aos sete minutos, Johan Venegas entrou na área pela esquerda, colocou em baixo das pernas do fraco zagueiro John Brooks e só não marcou porque o goleiro Brad Guzan, sósia de Lord Voldermont da série Harry Potter, saiu muito bem.

A Costa Rica chegou de novo aos 14 com Bryan Ruiz, que emendou uma bicicleta dentro da área. Que sorte dos Estados Unidos, pois a bola bateu no rosto de Guzan, numa defesa totalmente sem querer! A melhor chance dos americanos foi aos 40 minutos, numa bola cruzada que atravessou toda a área costa-riquenha: não apareceu ninguém para desviá-la.

Os donos da casa mereciam o gol e ele aconteceu antes do intervalo. Aos 43, Christian Bolaños recebeu lançamento na linha de fundo, à esquerda, mas teve espaço para cruzar em razão do mau posicionamento do adversário. A bola foi na primeira trave e Venegas se antecipou a Brooks para testar a bola às redes com tranquilidade!

A Costa Rica já finalizava bem mais que os Estados Unidos (14 chutes, nove no gol, contra três dos estadunidenses, um no alvo) e teve ainda mais vantagem aos 23 da etapa final. Bryan Ruiz imprimiu velocidade na direita, perto da lateral, e cruzou de três dedos. No meio da área, Bolaños nem precisou subir para cabecear, Guzman quase defendeu, mas levou azar!

Já estava muito ruim para os Estados Unidos, mas ficou bem pior com a entrada de Joel Campbell, aquele que apareceu na Copa 2014. Aos 29, um chutão da defesa virou lançamento para o perigoso atacante, que ainda foi beneficiado pela falta de qualidade de Brooks – ele tentou dominar, mas deu a bola para o adversário.

Com velocidade, ele passou pelo zagueiro, invadiu a área em total liberdade e rolou na saída do goleiro, ampliando para 3 a 0. Derrotado psicologicamente, os Estados Unidos ainda levaram outro três minutos depois. Em erro de passe dos visitantes, Campbell foi lançado e apareceu de novo com total liberdade. Invadiu a área e bateu da mesma forma que no gol anterior!

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Humilhados, os estadunidenses só torceram para o jogo acabar. Resta saber se o alemão Jürgen Klismann vai continuar no cargo. Na Costa Rica, Bolaños disse que essa atual seleção é a melhor da história do país. Fato é que a Costa Rica é a terceira a vencer os dois primeiros jogos nesse formato, ao lado de Estados Unidos nas eliminatórias da Copa 2002 e México no qualificatório seguinte.

Curiosidade. Houve dois torcedores com o mesmo número de assento no estádio. Tudo ocorreu porque uma funcionária de um dos pontos de venda enviou códigos já comercializados para imprimir em bilhetes que haviam saído sem nenhum. O jornal La Nación é que fez uma matéria relatando o problema.

Honduras faz dever de casa

Depois de começar a caminhada rumo à Copa 2018 perdendo em casa para o Panamá, Honduras sabia que não poderia perder pontos diante de Trinidad & Tobago, na teoria a seleção mais fraca da fase final. E por isso os anfitriões partiram para o ataque desde o início, para não dar chances ao adversário.

Em lance de puro azar, os trinitinos perderam o goleiro Jan Michael Williams lesionado logo aos dez minutos, entrando Marvin Phillip. Aos 13, ele viu Romell Quioto finalizar bem perto da trave, era o gol hondurenho se materializando. Veio três minutos depois, em passe para o próprio Quioto, de dentro da área bem à esquerda, finalizar colocado, sem chance de defesa! Que lindo chute no canto, viu?

Mais tranquila, Honduras nem deu chance de Trinidad & Tobago respirar. Aos 19, o segundo. Um jogador hondurenho recebeu passe na área e tentou lance individual, mas foi desarmado. O problema é que a bola ficou com Emilio Izaguirre, que entrou na área e bateu rasteiro no canto! Com 61% de posse de bola, Honduras poderia ter marcado mais duas vezes, enquanto Trevin Caesar mandou por cima do gol numa boa chance para os visitantes.

No segundo tempo, Honduras precisava administrar o jogo e só ir na boa, mas a estratégia nem pôde ser colocada em prática. Aos cinco, uma cabeçada de Kenwyne Jones, o mais perigoso atacante trinitino, obrigou o goleiro Donis Escober a mandar a bola para escanteio. Na cobrança, Carlyle Mitchell subiu sozinho na pequena área e colocou os visitantes no jogo!

O gol animou os caribenhos, que conseguiram fazer uma pressão. O jogo ficou aberto e as duas seleções tiveram oportunidades (12 contra oito chutes no total a favor de Honduras). Aos 35 minutos, os donos da casa ficaram mais tranquilos: Boniek García recebeu lançamento dentro da área e cruzou para Eddie Hernández, livre, completar às redes! Com 3 a 1, Trinidad & Tobago não teve forças para reagir e não deve ir à Copa 2018.

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Empate importante

O Panamá começou bem o Hexagonal Final das eliminatórias para a Copa 2018, mas tinha o forte México pela frente. Atuando em casa, os panamenhos mediram força com um adversário desfalcado de Andrés Guardado (lesão), Carlos Salcedo (suspensão) e Carlos Vela, que foi acompanhar o nascimento do filho na Espanha.

O início da partida foi mais do Panamá, que estava empolgado pela ajuda da torcida, mas não levou perigo, como no chute errado e torto de Gabriel Torres aos cinco. Aos 14, o mesmo jogador recebeu lançamento excelente dentro da área, mas na hora de chutar errou por muito! Enquanto o Panamá tinha problemas de definição, o México começou a igualar o jogo e chegava de vez em quando, sem perigo.

Após um escanteio para os visitantes aos 28 minutos, houve o primeiro grande lance da partida. Num contra-ataque, um jogador trouxe a bola da defesa até a intermediária ofensiva e tocou para um colega que chutou da entrada da área. Guillermo Ochoa espalmou. E fez o mesmo aos três da etapa final num chute rasteiro de Blas Pérez.

Ninguém mereceu marcar no primeiro tempo, pois não houve volume ofensivo. Na etapa final, as duas seleções continuaram buscando o gol. O Panamá teve uma boa oportunidade logo aos nove minutos, mas Ochoa percebeu o passe em profundidade e fechou o ângulo. Com a chuva mais forte, o gramado foi encharcando e a qualidade do campo influenciou a do jogo…

Mesmo assim, o Panamá poderia ter marcado numa bicicleta de Luis Tejada dentro da área – ele está visivelmente acima do peso – que o goleiro mexicano defendeu no canto com certa tranquilidade. Já eram 35 minutos e ninguém se impôs o suficiente para merecer três pontos. Melhor para os panamenhos, que mesmo em casa não perderam pontos para o adversário mais forte do qualificatório para a Copa 2018.

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