Campeonato Maranhense 2017 terá Paulinho Kobayashi no São José

Foto: Reprodução/ Twitter

Fundado em 2007, o São José de Ribamar não tem campanhas excelentes no Campeonato Maranhense, mas subiu à primeira divisão já na primeira temporada profissional, quando foi vice no segundo nível estadual. Com muitas dificuldades financeiras e de estrutura, o São José vem se mantendo bravamente na elite do Campeonato Maranhense e vai disputar sua décima temporada seguida em 2017.

Desta vez, porém, o Peixe Pedra, como é conhecido o clube, tem uma novidade que chamou a atenção do Plano Tático. O São José terá como treinador o conhecido ex-meia-atacante Paulinho Kobayashi, 47 anos, que foi muito bem com a camisa do Santos em 1994, quando marcou 15 gols em 56 partidas. Ele também é lembrado no América de Natal, já que fez parte do time campeão da Copa do Nordeste 1998.

Anunciado no último dia 20 de novembro, a torcida do São José não terá no Campeonato Maranhense um treinador inexperiente. Paulinho Kobayashi começou sua carreira como auxiliar no Bahia em 2009 e desde então trabalhou em Portuguesa Santista/SP, Francana/SP, Santacruzense/SP, Taquaritinga/SP, Jabaquara/SP, Villa Nova/MG, se destacando no comando da Penapolense/SP, que levou até as semifinais da Copa Paulista 2015 – caiu diante do Linense nos pênaltis (4 a 2).

E essa experiência de Paulinho Kobayashi será posta à prova, já que o São José de Ribamar continua com alguns problemas de planejamento. O time está no Grupo A do Campeonato Maranhense e estreia no próximo dia 22 de janeiro, contra o Imperatriz, fora de casa – completam a chave Sampaio Corrêa e Santa Quitéria.

Apesar de ter sido anunciado há um mês, Paulinho Kobayashi só desembarcará em São José de Ribamar em 2 de janeiro (estava fazendo um curso na CBF), a 20 dias da estreia. Pelo menos o time já iniciou os treinamentos no último dia 21 de dezembro com 26 jogadores, o que já é digno de comemoração, pois em 2016 o elenco foi definido a poucos dias da estreia no Campeonato Maranhense. A intenção é que os atletas se preparem fisicamente para que o técnico só fique por conta da parte técnica.

Gols de Paulinho Kobayashi

Imagem de Amostra do You Tube

Sorte é que há no time muitos jogadores que se conhecem: seis continuam em 2017 e os outros atletas têm passagens por Moto Club e Sampaio Corrêa, estando acostumados ao Campeonato Maranhense. É bom dizer que o estadual é bastante curto, com um turno sendo disputado entre os times do mesmo grupo em ida e volta (seis jogos) e o returno contra as equipes da outra chave (quatro partidas), totalizando apenas dez apresentações para quem não for às semifinais e finais.

Difícil imaginar que o Peixe Pedra será capaz de desbancar Sampaio Corrêa ou Moto Club no Campeonato Maranhense, mas espera-se pelo menos um ano com menos problemas extra-campo e a continuidade na elite estadual. Com um pouco mais de sorte e competência, não é impossível imaginar o clube do litoral maranhense disputando a série D 2018, o que seria uma bela forma de comemorar sua primeira década de existência. E pôr fim nas campanhas medianas, como a de 2016…

Os problemas do São José no Campeonato Maranhense

O rendimento do São José em 2016 pode ser considerado bom se levarmos em conta o planejamento atabalhoado do clube. Além de problemas na montagem de elenco, os maranhenses conviveram com a ameaça de rebaixamento durante boa parte do Campeonato Maranhense devido a transferências irregulares de jogadores.

Faltando pouco menos de duas semanas para o início  do estadual 2016, o Peixe Pedra não tinha treinador e possuía poucos atletas contratados (o zagueiro Lucas e os atacantes Luis Henrique, Pablo e Igor). O técnico só foi definido faltando menos de uma semana para a estreia: Paulo César foi efetivado, tendo como credencial longo histórico no futebol maranhense, desde os tempos de zagueiro em Imperatriz, Sampaio Corrêa e Moto Club.

Na estreia com o Moto Club, o elenco era composto por apenas 12 jogadores, sendo o único reserva o segundo goleiro. Durante o jogo, que terminou sem gols, a necessidade fez com que o arqueiro reserva jogasse como volante por alguns minutos. As dificuldades financeiras enfrentadas pelo São José foram o principal empecilho para formar o elenco, e a solução para completá-lo foi contratar jogadores da categoria de base do Sampaio Corrêa.

Imagem de Amostra do You Tube

O clube foi regular durante todo o primeiro turno. Com exceção da primeira rodada, quando ficou em segundo lugar, o São José de Ribamar se manteve em terceiro até o final do turno, à frente do fraquíssimo Araioses. O ponto baixo foi a derrota por 5 a 0 para o Moto Club. Foram 2v, 2e e 2d, com apenas três gols marcados e sete sofridos. Os três a favor foram do zagueiro Lucas, o que torna mais expressiva a inoperância do ataque no primeiro turno.

Se os jogadores da base do Sampaio Corrêa foram a solução para o Peixe Pedra, os outros do clube de São Luis colocaram o São José numa controvérsia que quase custou o rebaixamento. A escalação de três atletas do Sampaio Correia fez com que o Tribunal de Justiça Desportiva do Maranhão (TJD/MA) punisse o São José com a perda de 16 pontos. Segundo o regulamento do Campeonato Maranhense, é vedado a transferência entre clubes participantes.

Com a perda dos pontos, o rebaixamento era inevitável. Além da desvantagem na tabela, o time perdeu porção significativa do elenco: nove jogadores não poderiam ser mais utilizados devido ao problema das transferências e três haviam sido negociados.

O clube contratou nove atletas e remontou o elenco para o segundo turno. Considerando o resultado dos jogos, apesar do desempenho mediano, o São José terminou com -3 pontos na classificação geral e o Araioses escaparia da segunda divisão com apenas três pontos (1v) em dez jogos. Se a defesa apresentou sensível queda de desempenho (oito gols sofridos em quatro partidas), houve grande incremento no pode ofensivo com nove gols em quatro partidas, sendo que Klisman foi o autor de cinco tentos.

Foto: De Jesus/ O Estado

Em maio de 2016, a salvação: foi julgado o recurso do São José contra a perda de pontos decorrente da transferência irregular de jogadores. Por 4 a 3, os auditores do TJD/MA votaram a favor da suspensão da perda de pontos. No entender deles, o artigo foi inserido sem consulta prévia dos clubes.

Com a suspensão da punição, o São José terminou em terceiro lugar no segundo turno e em quinto na classificação geral, o que rebaixou o Araioses. A campanha do Peixe Pedra não foi suficiente para garantir uma vaga na série D 2017, mas foi muito melhor do que a tenebrosa preparação insinuava, não é mesmo?

Infelizmente, as ocorrências durante de 2016 não foram pontos fora da curva da trajetória do São José. O anúncio de Paulinho Kobayashi é um alento não só por causa da imensa bagagem acrescentada à comissão técnica, mas também pela relativa precocidade do anúncio. Ao menos no papel, o São José parece estar mais preparado para o Campeonato Maranhense 2017 do que esteve para o deste ano. Será que Paulinho Kobayashi vai ter sucesso?

Informações

- Em 2015, o São José também teve problemas com o TJD/MA. Embora tenha sido absolvido, o clube inscreveu dois jogadores após o prazo. O pedido de punição partiu do Santa Quitéria e foi reforçado pelo Moto Club, que sofreu rebaixamento em 2012 por problema semelhante.

Foto: Reprodução/ Mirante

- Não é raro ocorrer remarcação de jogos por causa da estrutura precária e problemas de organização no São José. Em abril de 2015, o duelo contra o Santa Quitéria foi adiado devido às fortes chuvas. Nesse ano, a remarcação da partida decorreu do atraso na entrega de laudos referentes ao estádio.

- O São José já teve um técnico estrangeiro. O português Luis Miguel comandou o Peixe Pedra em 2015. O treinador anteriormente havia treinado o Cordino/MA e o 4 de Julho/PI e em 2017 comandará de novo os piauienses.

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