Copa do Mundo 2018: EUA mostram força e aproveitam tropeço do Panamá [Concacaf]

 

Ainda é apenas o começo do Hexagonal Final das Eliminatórias Concacaf para a Copa do Mundo 2018, mas a disputa está acirrada e qualquer ponto somado é importante. Na terceira rodada, o grande vencedor são os Estados Unidos, que vinham de duas derrotas e mostraram para os adversários que vão brigar muito por uma vaga direta na Copa do Mundo 2018. Pior para Honduras, que foi humilhada em solo estadunidense.

O México encarou a Costa Rica em casa e fez o dever de casa, mantendo a dianteira da competição, enquanto o Panamá tropeçou em Trinidad & Tobago, a seleção mais fraca do Hexagonal Final, fora de casa. Talvez só os mexicanos estejam mais à frente dos oponentes, mas nem tanto. A briga pelas três vagas diretas na Copa do Mundo 2018 vai ser enorme…

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Classificação

EUA goleia fácil

Os Estados Unidos estavam pressionados nas eliminatórias para a Copa do Mundo 2018 e sabiam que eram obrigados a vencer Honduras para não entrarem em desespero. Era um jogo-chave para dar confiança e tranquilidade, os jogadores entenderam isso e partiram para cima desde o início, abrindo o placar aos cinco minutos com Sebastian Letget, que pegou rebote do goleiro e mandou para as redes com extrema liberdade.

O time era bastante experiente, com as presenças de Clint Dempsey (55 gols em 131 jogos), Jozy Altidore, 27 (37 gols em 101 partidas) e Michael Bradley, 29, que tem 16 gols em 129 partidas com a seleção. Enquanto Honduras até tinha posse de bola, mas errava as finalizações (metade dos oito chutes foi para fora), os estadunidenses acertaram o alvo todas as vezes que chegaram ao gol hondurenho.

Aos 27, Bradley teve muito espaço, se aproximou da entrada da área e chutou cruzado, acertando o canto do goleiro! Não demorou muito e, cinco minutos depois, Dempsey recebeu lançamento na área, dominou e protegeu a bola do adversário ao mesmo tempo e tocou na saída do goleiro, acertando o ângulo. Que chutaço!

Com 3 a 0, os EUA confirmaram a vitória, mas quiserem brindar ainda mais o torcedor em San Jose, na Califórnia, dando um recado aos oponentes. Num erro de saída de bola hondurenho a menos de um minuto da etapa final, Altidore tocou de primeira para Christian Pulisic, um dos quatro que atuam na Europa (defende o Borussia Dortmund e é muito utilizado na Bundesliga). Ele entrou na área totalmente livre e tocou na saída do goleiro!

Três minutos se passaram e Dempsey mais uma vez balançou as redes, de novo invadindo a área com liberdade e tocando por baixo do arqueiro de Honduras, que não teve nenhuma ajuda dos defensores no combate. O sexto gol veio aos seis, em linda cobrança de falta de Dempsey, autor do hat-trick. Honduras só pôde comemorar uma bola na trave, num jogo muito fraco defensivamente.

Imagem de Amostra do You Tube

Panamá perde pontos importantes

Os panamenhos sonham com uma vaga inédita na Copa do Mundo 2018 e para isso era importante ter superado Trinidad & Tobago, mesmo fora de casa. O jogo foi disputado e o Panamá teve mais posse de bola (53%) e finalizou mais, mas errou muito num fundamento essencial, mandando cinco dos sete chutes para fora.

Trinidad & Tobago acertou metade das seis finalizações e a primeira boa chance dos donos da casa foi em cobrança de falta de Joevin Jones, que passou perto do travessão. Em outro lance de perigo, ele invadiu a área pela esquerda e deixou um adversário no chão, mas cruzou nas mãos do goleiro.

O Panamá era forte na defesa e chegou a roubar a bola 40 contra 13 vezes dos trinitinos, mas também conseguia atacar. Uma grande chance foi com Abdiel Arroyo, que fez o movimento correto para ir na bola dentro da área, livre de marcação, mas errou a cabeçada. Com o passar do tempo, o jogo melhorou e as equipes passaram a se aproximar do gol.

Só que foi Trinidad & Tobago a seleção felizarda. Num lindo passe de Joevin Jones, a marcação do Panamá foi quebrada e Kevin Molino, um dos seis que atuam nos EUA (a maioria joga na liga trinitina), avançou com a bola dominada, evitou a marcação de um adversário e teve espaço para finalizar rasteirinho no canto do goleiro!

Eram 37 minutos da etapa inicial, o que aumentou ainda mais a expectativa para o segundo tempo. Claro, o Panamá buscou mais o ataque, enquanto Trinidad & Tobago esperava matar o jogo. A equipe anfitriã teve pênalti em Kevin Molino, mas o árbitro não marcou.

Kenwyne Jones, o mais experiente do time (o capitão tem 32 anos e 23 gols em 88 jogos), fez grande lance individual (o adversário deu carrinho e foi parar fora do campo), mas finalizou nas redes pelo lado de fora. O árbitro ainda anulou um gol panamenho. Os trinitinos, que haviam perdido as duas primeiras, voltam a sonhar com a Copa do Mundo 2018. E o Panamá sabe que precisará de muita força para chegar à Rússia.

Imagem de Amostra do You Tube

Vitória protocolar do México

Como era de se esperar, o México do técnico Juan Carlos Osorío superou a Costa Rica, que ficou apenas 38% do tempo com a bola e trocou só 188 passes, contra 348 dos anfitriões, mas teve chance de complicar a partida. O México tomou a iniciativa e não demorou a comemorar. Logo aos sete minutos, Javier Hernandez recebeu maravilhoso lançamento rasteiro e apareceu de frente para o goleiro na área, tocando por cobertura e saltando para não ser atingido.

A Costa Rica passou a atacar por causa do prejuízo logo cedo, com as melhores oportunidades sendo na bola parada. Numa cobrança de falta, a pelota foi alçada na área e o zagueiro Fracisco Calvo apareceu na pequena área para desviar de cabeça. A bola acabou nas mãos de Guillermo Ochoa num lance incrível de puro reflexo, sem rebote! O gol teria mudado a partida.

O lance pelo menos deu confiança aos costa-riquenhos, que ainda tiveram um chute perigoso que passou no canto. Carlos Vela respondeu para o México ao obrigar o goleiro a espalmar uma finalização no alto com uma das mãos. Fato é que ninguém conseguia se sobrepor ao adversário, num momento em que poderia sair gol de qualquer um dos lados.

A Costa Rica atacou mais no final do primeiro tempo, mas errou seis das oito finalizações, exatamente o que impediu o time visitante de almejar o empate. Em cima dos 45, o México matou a partida… Cobrança de escanteio, bola na segunda trave e cabeçada de Néstor Araujo, que subiu mais que o adversário e mandou a pelota por baixo do goleiro.

Com os 2 a 0, o México ficou bem tranquilo e esperou mais a Costa Rica, que continuou errando as finalizações. Os donos da casa poderiam até ter aumentado a vantagem, mas um pouco de preciosismo atrapalhou. Pode-se dizer que o jogo ficou bem sonolento e chato no segundo tempo, não melhorando nem com a entrada de Joel Campbell. A Costa Rica precisa vencer Honduras fora de casa (vai ser um bom jogo), enquanto o México pode começar a disparar se vencer Trinidad & Tobago, também fora.

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