Copa do Mundo 2018: Nova Zelândia está na final, falta o adversário [Oceania]

Nos quatro jogos da 3ª fase das eliminatórias da Oceania para a Copa do Mundo 2018, deu o esperado: Nova Zelândia está garantida na final do torneio e muito perto de conseguir vaga na repescagem contra o quinto colocado da América do Sul. Já na outra chave a disputa está em aberto, com Tahiti, Papua Nova Guiné e Ilhas Salomão sonhando em se classificar para a decisão com os neozelandeses. Veja todos os detalhes das partidas!

Eliminatórias da Oceania para a Copa 2018

Curiosidades Fase Preliminar | Resultados Fase Preliminar

Copa das Nações da Oceania 2016 | 2ª fase

Grupos da 3ª fase | 1ª e 2ª rodada

Grupo A

Fiji 0×2 Nova Zelândia | 25 de março

Os fijianos estrearam o técnico francês Christophe Gamel (já foi auxiliar no PSG) e receberam a favorita Nova Zelândia em casa, na cidade de Lautoka. Fiji tinha uma seleção experiente, com jogadores como o goleiro Simione Tamanisau, 34 anos, e o atacante Roy Krishna, 29, o grande atleta da seleção e única que atua no futebol profissional, no Wellington Phoenix.

No primeiro tempo, Fiji tentou ir ao ataque na base da empolgação, mas parava muito nos erros de fundamento, sem levar perigo. A primeira boa chance dos donos da casa foi em ótimo lance de Dave Radrigai, que limpou o lance e abriu para um companheiro, que chutou forte para defesa do goleiro. A Nova Zelândia também atacou e chegou a marcar, mas o árbitro assinalou impedimento.

Na etapa final, um erro banal e ridículo de um zagueiro de Fiji colocou a Nova Zelândia no comando o placar. Ele estava quase na quina da grande área e saltou para dominar a bola, mas ela resvalou em seu braço. O árbitro marcou e Chris Wood bateu com tranquilidade aos três minutos. A partir daí, a Nova Zelândia dominou e Wood quase ampliou em seguida, mas cabeceou na trave.

Aos dez, a lambança foi do goleiro. Ele recebeu passe na entrada da área e viu Marco Rojas se aproximando, mas demorou demais para afastar o perigo, foi desarmado e o neozelandês só teve o trabalho de rolar às redes com tranquilidade. Que falha grotesca!

Fiji teve uma chance de voltar ao jogo num cruzamento após lindo lance individual de Krishna, mas ninguém aproveitou.  A Nova Zelândia também poderia ter aumentado a vantagem, mas o placar ficou de bom tamanho. Prova da superioridade neozelandesa na Oceania.

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Nova Zelândia 2×0 Fiji | 28 de março

Precisando de apenas um empate contra Fiji em casa para avançar à final das eliminatórias para a Copa do Mundo 2018, a Nova Zelândia estava tranquila e aproveitou o fato de ser mandante e ter o apoio de 10 mil torcedores para confirmar vaga na final das eliminatórias da Oceania. Os neozelandeses não quiseram dar chance para o azar e trataram de pressionar o adversário em busca de forçar erros como na primeira partida.

A primeira chance da Nova Zelândia foi com Shane Smeltz, que emendou um voleio dentro da área aos quatro minutos, mas a bola passou por cima. Fiji mal conseguia atacar, enquanto os donos da casa se aproximavam do gol. Aos 18, Ryan Thomas finalizou bonito para grande defesa de Beniamino Mateinaqara – Shane Smeltz também não alcançou a bola de cabeça.  Pouco depois, Clayton Lewis arriscou chute a 20 metros de distância, mas o goleiro fijiano também impediu que a rede balançasse.

Parecia que Fiji não aguentaria por muito tempo e foi isso mesmo que aconteceu. Aos 27 minutos, um zagueiro afastou uma bola alçada na área, mas a Nova Zelândia teve espaço dentro da área e trocou passes. A bola chegou para Ryan Thomas na meia-lua, ele pegou de primeira com a perna direita e acertou o canto!

Mesmo com a vantagem e a classificação assegurada com dois jogos de antecedência, a Nova Zelândia não diminuiu a criação de lances ofensivos. Beniamino Mateinaqara e a defesa se viravam para impedir o segundo gol neozelandês, até com o zagueiro Taniela Waqa indo na bola de cabeça para mandá-la a escanteio.

Na etapa final, Smeltz não alcançou outra bola e Marco Rojas também não conseguiu completar o cruzamento de Michael McGlinchey e balançar as redes. Roy Krishina, o mais talentoso jogador fijiano, tentava encarar os adversários, mas sozinho não conseguia levar perigo. Até que, aos 23 minutos, os neozelandeses ampliaram…

Os donos da casa tiveram paciência para tocar a bola, um jogador viu o espaço e cruzou para a área. Ryan Thomas percebeu a diagonal livre e foi na direção da pelota, aparecendo livre para se antecipar ao goleiro e mandar de cabeça às redes! Foi o segundo gol do jogador de 22 anos do PEC Zwolle (Holanda) com a camisa da seleção.

Com o placar em 2 a 0, o único lance de emoção até o fim do jogo foi a estripulia de Beniamino Mateinaqara, que driblou dois adversários mesmo após ter tentado isso na partida anterior e vacilado feio. Agora, Fiji e Nova Caledônia se enfrentam duas vezes em junho para definir quem foge da lanterna.

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Grupo B

Papua Nova Guiné 1×3 Tahiti | 23 de março

Esperava-se muito de Papua Nova Guiné, finalista da Copa das Nações da Oceania 2016, ainda mais com o comando do técnico dinamarquês Flemming Serritslev, 70 anos, que está desde 2015 no país e tem ajudado como pode o futebol papuano, até trabalhando na Liga dos Campeões da Oceania.

Porém, a equipe foi superada pelo Tahiti, que aposta no entrosamento de seus jogadores nos clubes locais, principalmente nos irmãos Teaonui e Alvin Tehau, além do goleiro Mickäel Roche, 34 anos. Atuando em casa e precisando estrear na 3ª fase com vitória, Papua Nova Guiné tomou a iniciativa e criou algumas boas chances.

Mas a melhor oportunidade foi do Tahiti. Em cobrança de falta, Tamatoa Tetauira finalizou direto e obrigou o goleiro papuano a espalmar a escanteio com uma das mãos. O jogo começou a ficar mais aberto, mas quem marcou foi a equipe anfitriã.

Aos 46 minutos, lançamento para dentro da área, Nigel Dabingyaba ganhou de um adversário no alto e cabeceou para cima. Acabou encobrindo lindamente o goleiro tahitiano! A vantagem era pequena e o Tahiti foi buscar a vitória na etapa final. O jogo recomeçou com os visitantes em cima, pressão que Papua Nova Guiné não aguentou.

Aos 14 minutos, Sylvain Graglia recebeu cruzamento da linha de fundo e estava livre na área, de frente para o gol. Ele bateu de primeira no canto e o goleiro meio que falhou, pois era um chute no mínimo defensável! O tempo passou, mas o empate permanecia no placar. Até que um jogador papuano errou no ataque…

Graglia recuperou a bola e disparou em velocidade do campo de defesa até a grande área, fugindo da marcação e chutando no ângulo de pé esquerdo, algo que o goleiro não esperava! Já eram 40 minutos, mas o Tahiti ainda conseguiu fazer o terceiro: aos 48, Teaouni Tehau, que havia dado a assistência no primeiro gol, apareceu livre na área para desviar com tranquilidade às redes um cruzamento vindo da esquerda!

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Tahiti 1×2 Papua Nova Guiné | 28 de março

Precisando vencer para ter boa vantagem diante de Ilhas Salomão e Papua Nova Guiné (a equipe vai jogar duas vezes contra os papuanos em junho), o Tahiti jogou em casa diante de 5 mil torcedores em Pirae, mas não teve sucesso. Os visitantes é que começaram melhor e quase marcaram com Michael Foster, que roubou a bola de um adversário e arriscou chute de longe, obrigando grande defesa do goleiro.

Do lado anfitrião, Sylvain Graglia levava vantagem pela direita, mas seus cruzamentos não resultaram em perigo para Papua Nova Guiné. Nem quando ele recebeu passe e apareceu livre na grande área, conseguiu chutar forte e balançar as redes. Pouco depois, outra jogada de Graglia, que serviu Teaonui Tehau na esquerda. Ele chutou, mas o goleiro não vacilou.

O jogo estava bem movimentado e os dois times tiveram chances. Raymond Gunemba finalizou sem muito ângulo na esquerda, mas o goleiro tahitiano espalmou de mão trocada. Na etapa final, o que faltou aconteceu de montão: GOLS! Os dois times continuaram criando chances e parando nos próprios erros, até que houve escanteio aos 17 minutos…

A bola foi alçada na segunda trave, um jogador cabeceou para o meio e encontrou Patrick Aisa, que estava na linha da pequena área e mergulhou para abrir o placar a favor de Papua Nova Guiné! O Tahiti tentou responder, mas acabou levando mais um gol… Aos 29, um jogador invadiu a grande área com liberdade e rolou para Raymond Gunemba, que finalizou de primeira e surpreendeu o goleiro que, imóvel, apenas viu a bola entrar no canto!

Mesmo perdendo por dois gols, o Tahiti não desistiu e poderia ter feito um com Tauhiti Keck, que pegou rasteiro de primeira, mas o goleiro estava bem posicionado e defendeu. Pouco depois, de novo Sylvain Graglia (que grande partida dele!) levou vantagem na esquerda e cruzou nos pés de Fred Tissot, que mandou para fora.

O esforço dos tahitianos resultou no gol de honra já aos 48 minutos… Após toque de cabeça para trás, um jogador papuano sem querer serviu Keck, que dominou bonito dentro da área e finalizou cruzado e rasteiro à queima-roupa, sem chance de defesa!

O Tahiti encerrou sua participação nesta fase das eliminatórias para a Copa do Mundo 2018 e precisa torcer para Papua Nova Guiné e Ilhas Salomão empatarem os dois jogos ou uma vitória para cada lado. Se alguém vencer os dois jogos estará na final da competição.

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