Copa do Mundo 2018: Venezuela precisa recuperar a autoestima [América do Sul]

O que já estava se desenhando agora é mais do que oficial. A Venezuela está eliminada nas eliminatórias da América do Sul e não pode mais chegar à Copa do Mundo 2018 – a Bolívia também ficou de fora, enquanto o Brasil é o primeiro confirmado. Pudera, são apenas seis pontos dos venezuelanos em 14 jogos (1v, 3e, 10d), 17 gols anotados e 34 sofridos, o pior ataque da competição. Veja os detalhes de mais uma derrota, dessa vez para os chilenos…

Tudo sobre as eliminatórias 2018

Ato 1 | Venezuela 0×1 Paraguai Ato 2 | Brasil 3×1 Venezuela

Ato 3 | Bolívia 4×2 Venezuela Ato 4 | Venezuela 1×3 Equador

Ato 5 | Peru 2×2 Venezuela Ato 6 | Venezuela 1×4 Chile

Ato 7 | Colômbia 2×0 Venezuela Ato 8 | Venezuela 2×2 Argentina

Ato 9 | Uruguai 3×0 Venezuela Ato 10 | Venezuela 0×2 Brasil

Ato 11 | Venezuela 5×0 Bolívia Ato 12 | Equador 3×0 Venezuela

Ato 13 | Chile 3×1 Venezuela

Venezuela na Copa América 2016

O time da Venezuela

Depois de levar o empate do Peru tendo terminado o primeiro tempo vencendo por 2 a 0, a Venezuela sabia que o confronto diante do Chile seria muito mais complicado. A delegação desembarcou na madrugada de sábado, 25 de março, tendo três dias de preparação para a difícil partida, que poderia confirmar a eliminação matemática das chances de jogar a Copa do Mundo 2018.

O momento era difícil, mas o capitão Tomás Rincón, um dos mais experientes do elenco, falou com otimismo: “O valor da Venezuela não é o que aparece na tabela de classificação, mas é nossa realidade atual. Precisamos nos entregar ao máximo porque representamos um país inteiro. Para estar na seleção tem que ser assim, estou seguro de que vamos brigar por cada ponto até o final das eliminatórias para a Copa do Mundo 2018”, disse à imprensa.

Sem vencer os chilenos em Santiago desde 4 de setembro de 2001, quando fez 2 a 1 nas eliminatórias da Copa 2002, a Venezuela sabia que o desafio era muito grande e ainda teve duas mudanças: as saídas de Alejandro Guerra e Joséf Martínez, este último lesionado contra o  Peru, para as entradas de Renzo Zambrano e Darwin Machis. Ainda com uma equipe bem jovem, a Venezuela precisava ir ganhando confiança ao longo da partida, mas um balde de água fria foi “atirado” em direção aos jogadores…

O time titular. Wuilker Fariñez; Alexander González, Wilker Ángel, Mikel Villanueva e Rolf Felstcher; John Murillo, Renzo Zambrano, Rómulo Otero, Tomás Rincón e Darwin Machis; Salomón Rondón.

Ato 14 | O desastre continua

Foto: AP

O que a Venezuela precisava era não tomar gol no início, mas foi exatamente isso que aconteceu. Após uma falta desnecessária na entrada da área (o jogador chileno estava de costas para o gol e recebeu um carrinho por trás), Alexis Sánchez cobrou com maestria  e a bola ainda bateu no travessão antes de adentrar as redes venezuelanas, sem chance para o goleiro!

Evidentemente, foi um choque para os venezuelanos levar um gol tão cedo, logo aos quatro minutos. Como não conseguiram se organizar, os visitantes ainda sofreram o segundo pouco depois. Aos sete, Alexis Sánchez encarou a marcação de dois adversários e passou entre eles, enveredando para o meio, já dentro da área.

Alguém deveria tê-lo parado, mas a Venezuela não deu o bote e Sánchez foi até a direita e esperou o momento certo para servir um companheiro, que ultrapassava a seu  lado. Ele deixou os venezuelanos para trás e tocou para o meio antes que o goleiro saísse para fechar o ângulo. Livre e de frente para as redes sem ninguém para atrapalhar, Esteban Paredes só teve o trabalho de rolar a bola para as redes!

A Venezuela não conseguia respirar, enquanto o Chile deu uma relaxada ao conseguir dois gols em sete minutos. O tempo de trégua, no entanto, foi curto, já que aos 22 minutos os donos da casa voltaram a balançar as redes. Cruzamento da direita para a esquerda e Alexis Sánchez chegou à frente de um adversário, que não acreditou no lance.

Sánchez foi parar nas placas de publicidade, mas conseguiu mandar a bola de cabeça para a pequena área antes de sair do campo. Wuilker Fariñez ficou colado às redes achando que o chileno mandaria para o gol e viu Paredes aparecer quase na linha do gol para desviar! Parece que os três gols acordaram a Venezuela, que levou certo perigo dois minutos depois, num chute de Darwin Machis que não passou tão longe.

O Chile não abdicou de atacar e aproveitava os espaços que a Venezuela deixava quando tentava alguma coisa lá na frente. Aos 42 minutos, os visitantes quase diminuíram com Wilker Ángel, mas seu toque de cabeça para o chão subiu acima do travessão.

Na etapa final, as coisas continuaram parecidas: o Chile chegava, mas errava a maioria das finalizações (das 20, 12 foram para fora), enquanto a Venezuela tentava criar, mas parava nos erros de passe (dos 170 toques, a equipe errou 33, mais do que os 27 equívocos chilenos, que trocaram 330 passes).

Arturo Vidal poderia ter marcado o quarto aos seis minutos, mas mesmo tendo recebido a bola só com o goleiro à frente, na marca do pênalti, tirou demais dele e mandou para fora. Ele ainda perdeu outro três minutos depois, recebendo livre no meio da área e chutando por cima. Aos 17, a Venezuela aproveitou-se da bola parada para diminuir o prejuízo…

Rómulo Otero, do Atlético Mineiro, levantou a bola na passada de Salomón Rondón, que apareceu livre na pequena área para desviar de cabeça às redes! Os venezuelanos ficaram mais confiantes e ainda reclamaram de uma bola de Tomás Rincón que teria entrado, mas o árbitro não deu o gol, além de um pênalti.

Imagem de Amostra do You Tube

O futuro da Venezuela

Os erros de arbitragem atrapalharam a Venezuela, mas não foi por isso que a seleção perdeu mais uma vez nas eliminatórias para a Copa do Mundo 2018. Como o técnico Rafael Dudamel frisou, o início da equipe foi péssimo e os dois gols em sete minutos nocautearam a Venezuela, que só foi reagir depois do intervalo.

Tudo é fruto da inexperiência dos jogadores, que não podem ficar perdendo a todo momento e com essa facilidade, pois caso contrário entrarão numa espiral derrotista, algo de que é difícil se livrar sem a troca de técnico. Talvez seja melhor que Dudamel não renove tão drasticamente a seleção já visando à Copa 2022, mas traga jogadores mais experientes e que tenham confiança.

Os últimos quatro jogos serão complicados (Colômbia e Uruguai em casa, Argentina e Paraguai fora), mas a Venezuela poderia criar a meta de pelo menos superar a Bolívia. Qual a motivação para jogadores que não param de perder e já estão fora da Copa do Mundo 2018?

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