Copa Verde 2017: as curiosidades do torneio mais sustentável do Brasil

Foto: MoWA Sports

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Enquanto a Copa do Nordeste e a Primeira Liga ganham os holofotes da imprensa brasileira, a Copa Verde fica meio em segundo plano pelo fato de não haver nenhum de Série A participando da competição. Porém, é evidente que o Plano Tático não deixará passar em branco o início da fase principal da Copa Verde 2017, que vai reunir confrontos interessantes em mata-mata num torneio que tem todo um propósito bem claro fora das quatro linhas!

Entenda os movimentos pró-meio ambiente da Copa Verde, conheça mais detalhes dos 16 participantes (oito deles estreiam no regional) e outras informações interessantes, inclusive dos jogos da fase preliminar. Boa leitura e boa Copa Verde!

O meio ambiente na Copa Verde

A Copa Verde ainda necessita de evolução, mas fora das quatro linhas a competição está atingindo suas metas no que tange à conscientização para a preservação do meio-ambiente, iniciativa da CBF. Já foram plantadas 1.222 árvores num ação patrocinada pelo Governo de São Paulo para compensar o gás carbônico emitido na logística de viagens para os jogos.

Outra ação foi incentivar em alguns locais das partidas a troca de garrafas PET e latas de alumínio por ingressos. Foram instaladas máquinas para o torcedor colocar os materiais que não mais usava e pegar os vouchers dos bilhetes. Em 2016, a iniciativa ocorreu em Macapá, Manaus, Campo Grande e Rio Branco e foram arrecadadas quase duas toneladas (mais de 13 mil ingressos trocados), destinadas às cooperativas de catadores de resíduos.

No lançamento da Copa Verde 2017 (seria em Rio Branco, no Acre, mas mudou para Macapá, no Amapá), a CBF e as federações estaduais envolvidas implantaram outras ações importantes. A principal delas diz respeito aos ingressos da Copa Verde: eles serão confeccionados em papel semente, que após sua utilização podem ser plantados como se fossem uma semente – são dez tipos. Pena que por enquanto eles estarão disponíveis apenas nas semifinais e na decisão.

Além disso, o torcedor ainda poderá comprar o copo personalizado da Copa Verde para se hidratar, mas o destino não será o lixo. Caso não queira ficar com ele, a pessoa poderá devolvê-lo e pegar o dinheiro de volta.  O lixo produzido durante as partidas será todo recolhido e enviado às cooperativas de reciclagem.

Até na premiação aos vencedores haverá o toque sustentável. O campeão da Copa Verde 2017 vai receber, além do troféu, uma muda de árvore da flora brasileira, a ser plantada no CT da equipe. A mascote é o Vermelhão, uma arara vermelha grande, animal ameaçado de extinção e que ainda é encontrado em alguns estados que estão participando da Copa Verde.

Ainda há outras ações menores e não menos importantes, como concurso de redação sobre ecologia nas escolas do Pará e do Amazonas, além de palestras e oficinas a crianças atendidas por projetos sociais. A Copa Verde conseguiu apoio institucional do Ministério do Meio Ambiente, que não repassará nenhuma verba à CBF, mas ajudará na consolidação do torneio como referência na relação entre futebol e sustentabilidade.

Dentro de campo, a CBF introduzirá o cartão verde, que servirá para estimular o fair play (jogo justo) entre os jogadores. A ideia foi criada em 2016, a FIFA aprovou e o cartão será mostrado durante a Copa Verde e registrado nas súmulas. Entre várias situações, o jogador será premiado caso avise ter feito falta ou pênalti no adversário, se falar ao árbitro que a falta sobre ele não ocorreu e parar o contra-ataque se houver um adversário pedindo atendimento.

A única reclamação dos participantes é pelo fato de a Copa Verde ter perdido vaga ao campeão na Copa Sul-Americana, uma imposição da Conmebol, que rejeitou times que não são da elite nacional. Assim, o campeão da Copa Verde 2017 entrará direto nas oitavas de final da Copa do Brasil 2018 (se a equipe já tiver vaga assegurada, ela será do vice e assim por diante), o que já acontecerá em 2017 com o Paysandu, campeão do torneio em 2016.

Os embates na Copa Verde 2017

A fase principal da quarta edição da Copa Verde começa neste 4 de março de 2017, mas a etapa preliminar foi disputada em janeiro e fevereiro. Foram dois confrontos e em ambos aconteceu surpresa: o Galvez/AC mediu forças com o Nacional/AM e empatou por 1 a 1 em casa, mas venceu o adversário em Manaus e continua na Copa Verde. No outro embate, o Sete de Dourados/MS também ficou no 1 a 1 com o Ceilândia/DF em casa, mas não conseguiu reagir e levou de 3 a 0 do time do Distrito Federal.

Imagem de Amostra do You Tube

Abaixo, os detalhes das campanhas dos 16 times da Copa Verde na temporada, sendo que os da esquerda jogam a primeira partida em casa. Os jogos de ida acontecem em 4 e 5 de março, enquanto os da volta estão marcados para 15, 17 e 19 de março. Veja horários e datas aqui.

Galvez x Paysandu

O Galvez terá outro adversário tradicional: o atual campeão Paysandu. Os acreanos mal começaram a disputa do estadual e só jogaram duas vezes até aqui, com derrota de 3 a 2 em casa para o Plácido de Castro e vitória sobre o Alto Acre como visitante – é o quarto colocado.

O Paysandu está mais preparado, já que disputou seis partidas, soma 12 pontos (4v, 0e, 2d) e lidera sua chave no estadual, dois à frente do segundo São Raimundo. O time da Série B vem de três vitórias seguidas e sete gols marcados, mas enfrentou adversários de menor expressão: São Francisco, Águia de Marabá e Cametá. Diante do rival Remo, o Paysandu perdeu de 2 a 1.

Ceilândia x Luverdense

O Ceilândia está bem na temporada: são 12 pontos em cinco jogos (4v, 0e, 1d) na terceira posição, quatro atrás do líder Brasiliense (tem um jogo a mais) e só com um a menos que o Gama, os dois maiores times no DF. São quatro vitórias seguidas, mas o Ceilândia vai enfrentar o Luverdense, que acabou de surpreender o Avaí na Copa do Brasil e está consolidado na Série B – quatro anos seguidos. Os matogrossenses ainda não perderam na temporada e ocupam o segundo lugar no Grupo A do estadual com 13 pontos, mesmo número do líder Sinop. Mas o Ceilândia tem uma chance: o adversário vai poupar atletas, pois encara o Corinthians na próxima semana pela 3ª fase da Copa do Brasil.

São Raimundo x Águia de Marabá

Dificuldade extra para os roraimenses: a Copa Verde será apenas o segundo jogo do São Raimundo na temporada, já que o time estreou com derrota de 2 a 0 para o Boa Esporte/MG em casa na Copa do Brasil e o estadual só começa em 21 de março. Com isso, o São Raimundo entra prejudicado diante do Águia de Marabá, que já disputou seis partidas, mas só tem uma vitória e cinco pontos, o primeiro fora da zona de rebaixamento no Campeonato Paraense. São apenas dois gols marcados no estadual.

Fast x Santos

Um confronto em que os dois times só entraram em campo uma vez na temporada, ambos pela Copa do Brasil. Os amazonenses do Fast foram eliminados pelo Vila Nova/GO, enquanto os amapaenses do Santos sucumbiram diante do Vasco. Pelo menos o Fast, que vem subindo de patamar no estado, terá a estreia no Amazonense em 14 de março, cinco dias antes da volta pela Copa Verde. O Santos só começará o Amapaense no meio do ano.

Atlético Acreano x Remo

O Atlético Acreano começou muito bem o estadual, mas não enfrentou adversários muito difíceis, goleando Humaitá (6 a 1) e Andirá (3 a 0) – é o segundo, ao lado de Rio Branco e Plácido de Castro. Quando mediu forças na Copa do Brasil, a equipe foi facilmente superada pelo América Mineiro (2 a 0 em casa). O desafio contra o Remo é grande, pois o adversário já tem seis partidas no estadual e ainda não perdeu: 14 pontos (4v, 2e), 12 gols a favor e quatro contra, vindo de três vitórias. Só que a equipe parou no Brusque/SC pela Copa do Brasil.

Imagem de Amostra do You Tube

Tocantins x Rio Branco

Os tocantinenses ainda não começaram o estadual (a estreia é dia 11 de março), mas o fato de entrar em campo na Copa Verde já é uma vitória. No fim de 2016, o clube ameaçou desistir da temporada, já que não havia certeza do apoio da prefeitura de Miracema do Tocantins após pedido de R$ 700 mil pela diretoria.

Bom lembrar que o time já ficou sete anos afastado do futebol profissional e só voltou em 2013. Dessa vez, porém, o Tocantins vai disputar, mesmo depois de ter anunciado um acordo com um empresário e desistido antes da assinatura. A prefeitura vai ajudar no transporte e em outras despesas, mas a folha de pagamento (R$ 50 mil mensais) fica a cargo do clube.

O time foi apresentado em 15 de fevereiro e empatou sem gols com o Capital FC no único amistoso. Para piorar, o estádio Castanheirão (1,5 mil lugares) não receberá público, já que o Governo do Tocantins, que administra o local, não apresentou a tempo alguns laudos. Tarefa facilitada para o Rio Branco, que só tem um ponto em dois jogos (sétimo lugar) por causa da violência no ES, o que paralisou o estadual. O time tem disputado amistosos.

Operário x Luziânia

O tradicional Operário/MS vem recuperando o status de grande força no Mato Grosso do Sul, é o líder de sua chave no estadual com dez pontos em cinco jogos (3v, 1e, 1d) e tem tido um futebol ofensivo e leve, inclusive vencendo o clássico com o Comercial. Time de maior investimento no MS, o Operário tem o veterano Rodrigo Gral no ataque e vai encarar um adversário em mau momento.

Atual campeão brasiliense, o Luziânia (o time é de Goiás) só venceu uma de sete partidas em 2017 e está no sétimo lugar com seis pontos, três acima da zona de rebaixamento. A equipe sucumbiu diante do Vitória/BA na Copa do Brasil e vem de duas derrotas e um empate. Atuando em casa, o Operário pode dar passo importante para avançar na Copa Verde.

Rondoniense x Cuiabá

Tarefa difícil para o Rondoniense, que já parou na Copa do Brasil diante do Cuiabá em 2017 (2 a 0 em casa) e só estreia no estadual em 12 de março. Com um time modesto, a equipe quase não consegue o apoio do torcedor, já que os laudos do estádio Aluizão não foram entregues dentro do prazo. O Rondoniense insistiu e obteve a liberação da CBF em cima da hora, tanto que os ingressos foram confeccionados nos dias 3 e 4.

Pior ainda é o adversário: o Cuiabá tem 100% de aproveitamento no Campeonato Matogrossense em quatro jogos, tem um ponto (e um jogo) a menos que o União Rondonópolis e está animado por ter superado a Ponte Preta na Copa do Brasil. A maratona de jogos pode atrapalhar, pois o Cuiabá irá de Campinas até Porto Velho, depois a Goiânia para encarar o Goiás na Copa do Brasil, voltando para casa apenas na quinta-feira.

Curiosidades da Copa Verde

- Os times do Pará dominam a Copa Verde em vários quesitos. São um título (Paysandu sobre Gama) e dois vices (Paysandu contra Brasília/DF e Remo diante do Cuiabá), além das melhores médias de público em cada temporada (duas do Remo, uma do Paysandu) e da liderança na tabela histórica. O maior público da Copa Verde, no entanto, é do Brasília, que atraiu 51.701 pessoas na final contra o Paysandu em 2014, por causa de ingressos a R$ 2.

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- São oito estreantes na Copa Verde 2017: Atlético Acreano, Galvez, Ceilândia, Rio Branco, Operário, Sete de Dourados, Rondoniense e Tocantins. Apenas Santos/AP, Paysandu, Remo e Cuiabá jogaram todas as edições. O Esporte Interativo vai transmitir alguns jogos e contava com a participação dos goianos, que desistiram. Acre e Mato Grosso do Sul ganharam mais uma vaga.

- Em maio de 2016, surgiu a notícia de que a Copa Verde passaria a ser um torneio classificatório para a Green Cup, competição internacional com clubes dos Estados Unidos. Um esforço para integrar países que trabalham a sustentabilidade. Walter Feldman, secretário-geral da CBF, gostou da ideia na época, mas não se falou mais nisso.

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