Por Matheus Laboissière
Fundado em 22 de abril de 1991, o Ji-Paraná tem seu nome gravado na história do futebol de Rondônia. A partir de 1991, ano em que o futebol no estado garantiu o status de profissional, o Ji-Paraná é o maior campeão, com oito títulos, sendo cinco consecutivos, entre 1995 e 1999.
Levando-se em conta os títulos estaduais desde 1945, o Ji-Paraná é o quarto, atrás de Ferroviário (17), Moto Clube (10) e Flamengo (10), todos da capital Porto Velho. O Moto Clube é o único na ativa, os outros estão licenciados.
O clube da cidade do interior de mesmo nome e pouco mais de 100 mil habitantes também já participou da Copa do Brasil. Das oito edições, passou de fase em apenas uma, em 2000, quando eliminou o Vasco da Gama, do Acre. Na 2ª fase, porém, caiu diante do Bahia (venceu em casa por 1×0 e foi goleado por 5×0, em Salvador).
Brasileirão
O Galo da BR, alcunha do clube, também esteve na Série C do Brasileirão. A primeira vez em que disputou foi em 1992, sem nenhum sucesso. Acabou ficando na lanterna do Grupo 1, com apenas cinco pontos (2v, 1e, 5d), num grupo que tinha Nacional-AM, Rio Negro-AM, Macapá-AP, Atlético-AC.
Três anos mais tarde, o clube conseguiu avançar. O grupo também não era dos mais difíceis e o Ji-Paraná ficou em primeiro, invicto, à frente do Ariquemes-RO e Andirá-AC, com duas vitórias e dois empates.
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O adversário do primeiro mata-mata foi o próprio Ariquemes. Dois empates levaram o clube de Ji-Paraná para a terceira fase (2×2 fora e 0×0 em casa, classificado pelo critério de gol fora).
Novamente o gol fora de casa contribuiu para o clube rondoniense avançar mais um estágio. O empate contra o Rio Branco-AC, em 1×1, em casa, quase eliminou o Galo da BR. Porém, novo empate, no Acre, por 2×2, foi comemorado pela torcida Mancha Azul.
A aventura dos rondonienses só terminaria na quinta fase, quando enfrentaram o Atlético-GO. Uma derrota em Goiânia (1×0) e um empate em Ji-Paraná (1×1) deram fim ao sonho do clube do norte de ascender à Série B pela primeira vez na história.
O Ji-Paraná ainda disputaria as edições de 1996, 1997, 1999, 2002, 2004 e 2005, mas só em uma, 1997, chegou mais longe, até a quarta fase, sendo eliminado pelo Juventus-SP.
A queda
A maior crise da história do jovem clube brasileiro começou em 2007. No Campeonato Rondoniense daquele ano, a campanha do Ji-Paraná foi um vexame. Lanterna da competição, com apenas uma vitória em 12 jogos. Só o Pimentense teve mais derrotas, nove contra oito. Com isso, a equipe foi rebaixada à 2ª Divisão do estadual.
Em 2008, o Ji-Paraná esteve perto de retornar à elite de Rondônia, mas a segunda colocação nos dois turnos deixou a disputa da vaga para Espigão (campeão e promovido) e Shallon.
Ano passado, o clube tinha tudo para subir. Mas a dificuldade de se fazer futebol em Rondônia teve novo episódio. Na final, após ter vencido a primeira partida por 2×0, em casa, o Ji-Paraná perdeu o título por WO. Os jogadores, com os salários atrasados, não viajaram para enfrentar o Moto Clube, que foi declarado campeão, enquanto o Ji-Paraná foi excluído da competição.
Em 2010, a 2ª Divisão seria disputada, mesmo sem a participação do Jipa. Seria. Por falta de clubes interessados – O Ji-Paraná estava bastante, a Federação de Futebol do Estado de Rondônia (FFER) decidiu cancelar a competição, em comunicado no site oficial da entidade, no dia 6 de julho.
Mesmo que o Ji-Paraná volte à ativa em 2011, será difícil que tenha concorrentes à briga pela vaga na 1ª Divisão do estado, dada a falta de patrocínios, média de público baixa, falta de premiação que beiram tanto a 1ª, quanto mais a 2ª Divisão.
Cabe a FFER decidir, caso haja novamente baixo número de interessados em disputar a 2ª Divisão de 2011, se permitirá que o Jipa seja declarado campeão e volte ao lugar que merece: a elite do futebol de Rondônia.
Crédito foto: Futebol Nortista
