Veja, a partir de agora, a terceira parte da entrevista de Almiro Valadares ao Plano Tático!
Link da 1ª: http://www.planotatico.com/entrevistas/o-desbravador-da-asia
Link da 2ª: http://www.planotatico.com/entrevistas/o-desbravador-da-asia-parte-2
Itaúna-MG
Como o Itaúna entrou em contato com você para contratá-lo?
Por meio de outro agente FIFA, que estava arranjando jogadores para a equipe, a fim de disputar Taça Minas Gerais.
Por que você decidiu defender o Itaúna?
Já estava no Brasil fazendo contatos para voltar ao exterior, mas quando algo concreto aparece antes, não dá para esperar.
Qual salário era maior? Do Itaúna ou dos clubes europeus?
Europeus.
Você chegou a enfrentar o América/TO durante o Módulo II? Como foi a recepção da torcida do América?
Infelizmente, não estava lá nesse período do Modulo II do Campeonato Mineiro, mas, se estivesse, certamente seria bem tratado pelos torcedores de Teofilo Otoni, onde tenho muitos amigos.
O Itaúna tem parceria com o Cruzeiro-MG. Você chegou a jogar contra eles? Como foi?
Sim, fizemos um jogo treino na Toca da Raposa 2 – centro de treinamento do Cruzeiro . Os outros titulares e eu atuamos no primeiro tempo e conseguimos segurar bem, tomando um gol apenas. Já no segundo tempo, com a equipe de reservas, tomamos mais dois, perdendo por 3×0.
Kamphaeng Phet F.C.-TAI
Quando você defendeu o clube da 3ª Divisão da Tailândia?
De abril ao fim de julho de 2010.
Havia algum brasileiro no clube?
Sim, levei para lá um colega (David) que estava sem clube em Bangcoc (capital da Tailândia).
O clube foi fundado em 2009. Qual a intenção de ter ido para um clube jovem?
Fui o primeiro estrangeiro a defender o Kamphaeng. Após três partidas, já era o capitão da equipe. Para mim, foi um desafio estar no comando de um time jovem, mas com ambições vencedoras a médio prazo. Não pude permanecer lá pelo fato de estar sempre almejando as melhores ligas e, principalmente, a parte financeira.
Como você vê o futebol na Tailândia? Qual a qualidade do futebol jogado lá em comparação com a Suécia e a Romênia?
Os tailandeses possuem bons valores individuais, mas ainda não conseguem aliar isso e transformar em futebol de primeiro nível. Fisicamente são fracos, baixos, restando a velocidade. Apaixonados pela Premier League Inglesa, não conseguem fazer nada além de chutar para frente e correr. Acredito que, aumentando a influência estrangeira nos clubes e a capacitação dos treinadores locais, poderá se fazer desse futebol uma força na Ásia, talvez em 20 anos. Suécia e Romênia, por outro lado, possuem um perfil parecido: jogadores altos, de muita força física, com qualidade nas bolas aéreas, passes de primeira e chutes de longa distância.
Em algum momento foi-lhe oferecida a naturalização, para você defender a seleção do país? Você aceitaria?
Nunca recebi convite nesse sentido. Se ocorresse, iria depender do lado financeiro. Valendo a pena, aceitaria numa boa.
Como foi, nos primeiros dias, encarar a diferente alimentação tailandesa?
O problema da comida deles está no tempero, tudo muito apimentado, muito mais forte do que se pode imaginar. O povo come suando, foi bem difícil no começo. Com o tempo, fui encontrando lugares onde se pode alimentar bem. Eles adoram vegetais, deve ser por isso que vivem bastante tempo (risos).
Como é o comportamento dos tailandeses? Eles são receptivos?
São pessoas alegres, engraçadas e totalmente prestativas, ao contrário dos europeus.
Amanhã, a partir de 14h, acompanhe a última parte da entrevista, quando Almiro chega ao futebol de Mianmar.
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