Parte 1 (Grupo A) | Parte 2 (Grupo B)
Parte 3 (Grupo C)
O Grupo D mostrou uma grande força, Costa do Marfim, que não teve dificuldades para superar os adversários e assegurar a classificação com um jogo de antecedência, apenas cumprindo tabela na última rodada, diante da Argélia. A seleção norte-africana, aliás, foi eliminada no segundo jogo, uma das decepções da Copa Africana de Nações.
Os togoleses, liderados por Emmanuel Adebayor, surpreenderam a Tunísia e vão para as quartas de final, pela primeira vez na história do torneio. Por último, os tunisianos tinham condições de avançar, mas a lesão de seu principal jogador com 16 minutos de CAN 2013 atrapalhou muito.
Costa do Marfim
Jogo 1 (22/01) Costa do Marfim 2×1 Togo
Os marfinenses abriram o placar logo cedo, com Yaya Touré, e dominaram a partida. Porém, antes do intervalo, sofreram o empate e tiveram de correr atrás dos três pontos na etapa final. O gol salvador veio aos 43 minutos, marcado por Gervinho. Não foi um jogo maravilhoso de Costa do Marfim.
Jogo 2 (26/01) Costa do Marfim 3×0 Tunísia
Diferente do primeiro jogo, os Elefantes encontraram muita facilidade. O domínio ficou evidente durante a partida, mas o primeiro gol aconteceu só aos 21 minutos do primeiro tempo. O goleiro Barry foi mero espectador e participou de poucos lances. Nos três minutos finais, Costa do Marfim marcou mais duas vezes e venceu pelo placar merecido.
Jogo 3 (30/01) Costa do Marfim 2×2 Argélia
Classificada, Costa do Marfim resolveu colocar em campo alguns jogadores que não estavam atuando, além do retorno de Drogba, reserva na vitória contra a Tunísia. A equipe levou dois gols argelinos em seis minutos, no segundo tempo, o que seria a primeira derrota. Entretanto, Drogba e Wilfried Bony marcaram e evitaram o revés.
Destaque: ele não costuma jogar bem no Arsenal (Inglaterra), mas Gervinho vem mostrando serviço na CAN 2013. Com dois gols, um deles salvador, na primeira partida, vem ajudando Costa do Marfim. Yaya Touré, também com dois tentos, merece citação.
Decepção: Didier Drogba fez um gol, mas precisou ser poupado no segundo jogo pela condição física. O atleta ainda é perigoso, claro, mas a Costa do Marfim parece entender que sua presença como titular pode não ser imprescindível.
Tunísia
Jogo 1 (22/01) Tunísia 1×0 Argélia
Logo aos 16 minutos do primeiro tempo, os tunisianos perderam Issam Jemâa, o craque do time, contundido. Isso atrapalhou muito o time, que não jogou bem nos 90 minutos, mas foi abençoado com um gol de Msakini, outro destaque, nos acréscimos da etapa final. Foi um dos jogos mais chatos da competição.
Jogo 2 (26/01) Tunísia 0×3 Costa do Marfim
Ataque ausente, má troca de passes no meio-campo e raras chances de gol. Assim jogou a Tunísia na segunda rodada, sem ameaçar o adversário e aceitando a marcação adiantada. Os dois gols nos últimos três minutos de partida foram um resumo do que aconteceu no jogo, em que um só time entrou em campo.
Jogo 3 (30/01) Tunísia 1×1 Togo
Em partida cercada por polêmicas de arbitragem, a Tunísia começou pior e levou um gol aos 13 minutos do primeiro tempo. Porém, um pênalti a seu favor recolocou a equipe na partida. No segundo tempo, os tunisianos continuaram pressionando e tiveram a chance da classificação, em nova penalidade. Porém, Khaled Mouelhi acertou a trave.
Destaque: A Tunísia marcou apenas duas vezes no torneio, mas Youssef Msakini foi autor do tento mais importante, o da vitória contra a Argélia, na rodada inicial, nos acréscimos. Pena que a seleção de maneira geral esteve muito mal.
Decepção: Não é culpa de Issam Jemâa, mas sua contusão, logo aos 16 minutos do primeiro tempo na estreia tunisiana, que o tirou da competição, foi uma decepção. Uma pena, pois a dupla com Msakini certamente teria sido de grande valia para a Tunísia.
Argélia
Jogo 1 (22/01) Argélia 0×1 Tunísia
A Argélia entrou com um defensivo 4-5-1, mas o meio-campo não funcionou em municiar o único atacante, Islam Slimani, que acertou a trave num raro lance de perigo. Em jogo fraco tecnicamente, os argelinos ficaram mais com a bola, sem incomodar. Na etapa final, a equipe levou um gol nos acréscimos e saiu derrotada, numa partida encarada pela Argélia como de vida ou morte.
Jogo 2 (26/01) Argélia 0×2 Togo
Os argelinos dominaram o início do jogo, mas as fracas finalizações não resultaram em bola na rede. No fim do primeiro tempo, a equipe levou o gol e teve de voltar em cima do adversário na etapa final. Porém, os atacantes argelinos não surtiram efeito, com o time sofrendo o segundo gol noas acréscimos, num dos raros ataques de Togo. O resultado eliminou a Argélia.
Jogo 3 (30/01) Argélia 2×2 Costa do Marfim
O primeiro tempo foi morno, sem grandes chances, exceto por um pênalti despediçado pelos argelinos. Na etapa final, porém, o time mostrou vontade, mesmo já eliminado, e conseguiu dois gols, um deles de pênalti. Nos minutos finais, a Argélia cedeu o empate e deixa a Copa Africana com apenas um ponto, na lanterna da chave.
Destaque: A Argélia foi muito mal na CAN, mas Sofiane Feghoulie ainda conseguiu se destacar, como por exemplo no primeiro gol contra Costa do Marfim, marcado por ele. Porém, Feghoulie não poderia fazer tudo sozinho.
Decepção: O técnio bósnio Vahid Halilhodzic deixou alguns atletas importantes de fora da convocação, armou o mesmo esquema que não deu certo nos amistosos, prejudicando o ataque da equipe. Ou ele muda a formação tática, ou a Argélia dará vexame também nas Eliminatórias Africanas para a Copa do Mundo 2014.
Togo
Jogo 1 (22/01) Togo 1×2 Costa do Marfim
Os togoleses começaram perdendo, mas aproveitaram jogada de escanteio, nos acréscimos do primeiro tempo, para igualar a partida. Na etapa final, a equipe se postou mais na defesa, mas teve chances de liderar o placar. O gol da derrota aconteceu a dois minutos do fim. Curioso foi o que ocorreu antes do jogo: dinheiro dos jogadores foi roubado dos quartos do hotel onde a delegação está hospedada.
Jogo 2 (26/01) Togo 2×0 Argélia
Togo começou levando muita pressão da Argélia e poderia ter sofrido gols, se não fossem as boas defesas do goleiro Kossi Agassa. Aos 31 minutos do primeiro tempo, Adebayor brilhou e colocou o time na frente. Na etapa complementar, Togo ficou mais na defesa e ainda foi premiado com o segundo tento, já nos acréscimos.
Jogo 3 (30/01) Togo 1×1 Tunísia
Os togoleses começaram muito bem, dominando os primeiros 20 minutos, em que conseguiram um gol. Entretanto, gol de pênalti do adversário empatou tudo. Togo reclamou de penalidades não marcadas em Emmanuel Adebayor, que ainda acertou a trave na etapa final e foi o destaque do time. O árbitro amarelou um jogador togolês errado, ao marcar um dos pênaltis. No fim, Togo avançou para as quartas de final pela primeira vez na história.
Destaque: Emmanuel Adebayor fez um dos quatro gols de Togo na primeira fase, mas foi o atleta mais importante para o time, principalmente nos momentos de tensão. Ele cumpriu seu dever. O goleiro Agassa também merece citação, com ótimas defesas.
Decepção: nenhum jogador merece o status de decepção. Dos atletas de que se esperava muito, todos foram bem. Entre os menos famosos, ninguém comprometeu. Seria cruel taxar alguém como decepção.




