Bolívia - Plano Tático

Uruguai e Chile vencem e estão na briga

Os uruguaios sabiam da extrema importância de um bom resultado diante da Venezuela, jogando na casa do adversário. Com três pontos a menos e tendo um jogo a mais por disputar, os visitantes já comemorariam um empate, mas a vitória veio e foi melhor ainda.

Já em Santiago, o Chile tinha de fazer o dever de casa de qualquer maneira contra a fraca Bolívia, para não deixar uruguaios ou venezuelanos se aproximarem na tabela de classificação. A vitória dentro de casa dá tranquilidade aos chilenos nas rodadas finais. Veja um resumo do que rolou de mais importante nas duas partidas.

Classificação das Eliminatórias Sul Americanas

Venezuela 0×1 Uruguai

Um povo que nunca disputou uma Copa do Mundo, mas nos últimos anos está vendo a outrora saco de pancadas do continente sul-americano dar trabalho aos adversários. E enfrentar a Venezuela em sua casa era complicado, pois apenas Chile (com vitória) e Equador (empate) roubaram pontos dos Vinotinto, algo que a Argentina não conseguiu – perdeu.

E logo o grande craque dos venezuelanos, o meia e capitão Juan Arango, do Borussia Mönchengladbach (Alemanha), tratou de testar o goleiro Fernando Muslera, do Galatasaray (Turquia). O arqueiro uruguaio foi imprudente ao tentar segurar em definitivo a bola em cobrança de falta, e a soltou dentro da área. Sorte que o zagueiro Diego Godín, do Atlético de Madrid (Espanha), estava atentou e salvou os visitantes, com um chutão para a linha de fundo.

O atacante Salomón Rondón, do Rubin Kazan (Rússia), também teve a oportunidade de finalizar, da entrada da área, mas dessa vez Muslera espalmou para os lados, cedendo escanteio. Quando a Venezuela dominava, o Uruguai derrotou o antagonista… Roubo de bola no meio-campo e abertura na direta, para o atacante Edinson Cavani, do Napoli (Itália).

Ele invadiu a área, deixou um zagueiro no chão e abriu ângulo para finalizar cruzado, tirando do goleiro Daniel Hernández, do Real Valladolid (Espanha), que não conseguiu alcançar a bola! Os donos da casa sentiram o golpe, mas o Uruguai não conseguiu aproveitar. Cavani teve outra chance, mas dessa vez bateu mal, de dentro da área, mesmo estando sem marcação.

No segundo tempo, a Venezuela partiu para cima, enquanto os uruguaios ficaram esperando oportunidade de contra-ataque para matar a partida. Como ninguém conseguiu ter êxito na estratégia, o tempo foi passando e o desespero da Venezuela aumentando. A seis minutos do fim, o meia Cristian Rodríguez, do Atlético de Madrid, partia com a bola dominada, mas foi atropelado pelo meia Tomás Rincón, do Hamburgo (Alemanha).

Como era falta para cartão amarelo e o venezuelano já tinha um, acabou expulso pelo árbitro brasileiro Paulo César de Oliveira. Sem poder de reação, os anfitriões quase levaram o segundo. Em boa jogada, o atacante Diego Forlán, do Internacional (Brasil), cruzou para a área, a bola sobrou com o meia Álvaro González, da Lazio (Itália), depois de furada de Cavani, mas ele chutou em cima de Hernández.

A última chance da Venezuela foi com o zagueiro Roberto Rosales, do Twente (Holanda), que emendou um forte chute da entrada da área… Para fora! Comemoração do Uruguai, que tem ótima vantagem na briga pela repescagem, mas ainda tem boas oportunidades de ingressar ao Mundial 2014 de forma direta.

Local: estádio Polideportivo Cachamay (41.600 lugares)

Público: 36.297 torcedores

Gol: Edinson Cavani/URU (27’|1º)

Imagem de Amostra do You Tube

Chile 3×1 Bolívia

O período de turbulência dos chilenos, que no ponto alto contabilizou cinco derrotas seguidas, passou. A equipe, que ainda não empatou em 13 jogos de eliminatórias e marcou e sofreu o mesmo número de gols (21), se posiciona na zona de classificação direta para o Mundial 2014.

Graças à vitória sobre a fraca seleção boliviana, em casa. O início de jogo dos chilenos foi avassalador. Com muitas bolas cruzadas na área, o goleiro Sergio Galarza, do Blooming (Bolívia), teve muito trabalho, mas conseguia impedir o gol do Chile. Porém, em dois lances em sequência, os anfitriões saltaram ao comando do placar…

Na primeira jogada, o atacante Alexis Sánchez, do Barcelona, chegou à linha de fundo, pelo lado esquerdo, e cruzou para o meio da área. Lá estava o atacante Eduardo Vargas, do Grêmio (Brasil), que apareceu livre a fim de desviar para as redes! Um minuto depois, foi Vargas quem fez a jogada na direita, tocou para o meia Arturo Vidal, da Juventus (Itália), que acertou o travessão em chute de curta distância!

No rebote, Alexis Sánchez estava bem colocado e apenas rolou para as redes, sem qualquer problema. Os bolivianos reclamaram de impedimento, mas a arbitragem validou o lance. Parecia improvável, mas os visitantes conseguiram diminuir. Num belo lançamento do meia Gualberto Mojica, do Petrolul Ploiesti (Romênia), a bola se ofereceu para o atacante Marcelo Moreno, do Flamengo (Brasil), que esperou a saída do goleiro Claudio Bravo, da Real Sociedad (Espanha), para balançar as redes chilenas.

Antes do intervalo, Arturo Vidal esteve perto de aumentar a vantagem do Chile, mas Galarza atuou bem e impediu que a Bolívia levasse o terceiro. O Chile tinha facilidade em lançar bolas aéreas no meio da defesa adversária. Vidal ainda finalizou da entrada da área, para mais uma grande defesa do goleiro boliviano, que mandou a escanteio. Na etapa final, os donos da casa continuaram pressionando, mas só encontraram o terceiro gol nos acréscimos…

Numa jogada característica, o meia Jean Beausejour, do Wigan (Inglaterra), foi à linha de fundo e cruzou na cabeça de Vidal, que dessa vez superou Sergio Galarza, estando livre na segunda trave. Vitória relativamente tranquila dos chilenos…

Local: estádio Nacional de Santiago (47 mil lugares)

Público: 45 mil torcedores

Gols: Eduardo Vargas/CHI (16’|1º), Alexis Sánchez/CHI (17’|1º), Marcelo Moreno/BOL (32’|1º) e Jean Beausejour/CHI (47’|2º)

Imagem de Amostra do You Tube

Classificação

Com 21 pontos em 13 partidas (7v, 0e, 6d), o Chile é o quarto colocado nas eliminatórias sul americanas, a cinco pontos da Argentina. Porém, os chilenos devem ficar atentos aos adversários mais abaixo, pois o Uruguai soma 16 pontos, mas tem um jogo a menos, ao contrário da Venezuela, que também tem 16 pontos, em 13 partidas. A Bolívia, com dez pontos, só é melhor que o combalido Paraguai, e só pode sonhar com a repescagem, algo que não irá acontecer.

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