Os sul coreanos venceram os três jogos dentro de casa pela chave A, só encontrando facilidade diante do Líbano. A equipe não tem demonstrado superioridade como os japoneses no Grupo B, mas vem somando os três pontos, o mais importante. Contra o Uzbequistão, adversário direto pela vaga direta ao Mundial 2014, não foi diferente.
O Irã também entrou de vez na briga para voltar a uma Copa do Mundo, pois teve como adversário o fraco Líbano, já matematicamente eliminado. A goleada dentro de casa dá esperança aos persas, mas nada está decidido na chave. Veja o que de mais importante ocorreu nos dois jogos.
Classificação das Eliminatórias Asiáticas
Irã 4×0 Líbano
O técnico português Carlos Queiroz sabia que o confronto diante dos libaneses era para terminar com vitória iraniana: “Estaremos totalmente motivados para jogar bem e somar os pontos que queremos. Teremos a Copa do Mundo na nossa frente durante o jogo, mas é apenas mais um passo, pois ainda há outro grande desafio na rodada final”, disse.
Já o técnico alemão do Líbano, Theo Bucker, reconheceu a superioridade do adversário: “Estou consciente da força do Irã e sei que eles vão predominar durante a partida. Mudei 80% do time do jogo anterior teremos um elenco totalmente novo. Mas não temos medo, lutamos até o fim contra a Coreia do Sul e vamos fazer o mesmo diante do Irã. Jogamos pelo orgulho libanês”.
Apesar dos discursos, ficou claro desde o início que o Irã realmente iria mandar no jogo. Aos oito minutos, o atacante Reza Ghoochannejhad, do Standard Liège (Bélgica), recebeu cruzamento dentro da pequena área, livre de marcação, mas cabeceou errado. Os donos da casa conseguiam tocar a bola rapidamente e de primeira, envolvendo a defesa libanesa, que não oferecia resistência.
As jogadas ocorriam principalmente pelo lado direito, mas os visitantes se safavam. Porém, no final do primeiro tempo, o atacante Mohammad Khalatbari, do Persepolis (Irã), deixou evidente a fraqueza do oponente. Vindo da entrada da área, ele driblou com extrema tranquilidade dois adversários e tocou no canto do goleiro Abbas Hassan, do Elfsborg (Suécia), que nada poderia fazer.
Nos acréscimos, o experiente meia Javad Nekounam, do Esteghlal (Irã), recebeu cruzamento no meio da área e subiu mais que todo mundo para desviar de cabeça. Logo a um minuto da etapa final, Reza Ghoochannejhad deixou um zagueiro libanês no chão e finalizou forte, no alto, da pequena área, no único local que a bola poderia passar, fazendo 3 a 0 a favor do Irã.
Mesmo com o placar elástico, os iranianos continuaram pressionando, pois sabiam do bom saldo de gols da Coreia do Sul, e seria importante pelo menos igualá-lo. Não conseguiram, pois apenas mais um tento foi marcado, a quatro minutos do fim… Nekounam recebeu passe na entrada da área e finalizou colocado, enganando Hassan, que ficou imóvel! Vitória importante, mas os donos da casa perderam muitos gols, que podem fazer falta no fim.
E foi exatamente o que Carlos Queiroz reclamou, dizendo que poderiam ter feito pelo menos mais um. “O desempenho foi excelente, pois o adversário jogava ofensivamente. Tivemos bom ritmo, parabéns aos atletas”, disse o português. Theo Bucker apenas disse que já havia previsto o resultado negativo, “por causa das lesões e suspensões”.
Local: estádio Azad (95.225 lugares)
Público: 91.300 torcedores
Gols: Mohammad Khalatbari/IRA (36’|1º), Javad Nekounam/IRA (46’|1º), Reza Ghoochannejhad/IRA (1’|2º) e
Coreia do Sul 1×0 Uzbequistão
Um jogo decisivo para as duas seleções. Os sul coreanos vinham de sofrido empate com o Líbano, nos acréscimos, resultado que não agradou nem um pouco o técnico local Choi Kang-Hee. “Estamos determinados a jogar diferente neste jogo, sabemos o que podemos fazer. Os atletas estão motivados, mas precisamos jogar coletivamente, pois o adversário vive bom momento”, disse o treinador.
Já o uzbeque Mirjalol Kasimov sabia da responsabilidade: “É um jogo muito importante, pois queremos fazer história. Creio que voltaremos felizes para casa. A Coreia do Sul tem jogadores muito bons e em evidente forma física. Não será fácil, mas podemos vencer. Tivemos dificuldades na preparação, pois o voo atrasou e paramos em Pequim, mas é o futebol”.
Como era de se esperar, os sul coreanos atacavam mais, mas o Uzbequistão não se postava na defesa, como na oportunidade perdida pelo meia Azizbek Haydarov, do Al Shabab (Emirados Árabes Unidos), que finalizou do meio-campo, para boa defesa do goleiro Jung Sung Ryong, do Suwon Bluewings (Coreia do Sul). Aliás, essa foi a única arma dos visitantes no primeiro tempo.
Do lado uzbeque, o goleiro Ignatiy Nesterov, do Bunyodkor (Uzbequistão), conseguia frear as investidas do adversário, mas não pôde salvar sua equipe nos minutos finais do primeiro tempo. A bola foi cruzada para a área e o zagueiro Akmal Shorahmedov, do Bunyodkor, ergueu a cabeça e tocou na bola, mas levou tremendo azar… A pelota foi na direção de seu próprio gol, num vacilo que deve ter doído nos uzbeques!
No segundo tempo, a partida continuou na mesma toada, com os times adotando estratégias similares. O gol não saiu e o Uzbequistão viu a Coreia do Sul somar três pontos em casa. Para alívio de Choi, que foi sincero: “Sentimos a pressão por ter empatado com o Líbano e o adversário nos dificultou, pois acreditou no empate. A vitória nos dará confiança para o confronto com o Irã”, disse.
Apesar do revés, Kasimov mantém o otimismo: “Ainda temos chance e torcemos para a Coreia do Sul jogar profissionalmente contra o Irã. Eles cansaram no final e isso ocorreu porque atuamos bem”, comentou o uzbeque, que não responsabilizou Shorahmedov pelo erro: “Um ou dois atletas não são responsáveis pela derrota, mas vamos trabalhar os erros e averiguar os pontos fracos do Catar”, avisou.
Local: estádio Copa do Mundo Seul (66.806 lugares)
Público: 50.699 torcedores
Gol: Akmal Shorahmedov/COR (contra) (34’|1º)
Classificação
Muita emoção está reservada para o próximo dia 18 de junho de 2013, na última rodada do Grupo A. Jogando pela classificação direta, Coreia do Sul e Irã se enfrentam em Seul, com vantagem dos donos da casa, que somam 14 pontos, contra 13 dos persas. O Uzbequistão (11 pontos) também joga em casa, diante do eliminado Catar, procurando fazer saldo de gols para superar um dos oponentes. Catarianos (sete) e libaneses (cinco) não têm mais chances.






