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Champions League 2016/17: cinco gols brasileiros e só dois pontos dos alternativos

Na primeira rodada da fase de grupos das Champions League, os cinco times alternativos que o Plano Tático acompanha não se deram muito bem. Foram apenas dois pontos conquistados e quem tem mais a comemorar é o Ludogorets Razgrad (Bulgária), que empatou fora de casa e “lidera o Grupo A” após o outro jogo também terminar empatado. Pior para o Legia Varsóvia (Polônia), que voltou a Champions League após 21 anos levando goleada.

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Gols brasileiros

Jonathan Cafu, do Ludogorets Razgrad

O Ludogorets Razgrad é um time búlgaro ou brasileiro? São oito jogadores do nosso país no elenco, sendo que quatro foram titulares diante do Basel (Suiça), na estreia de ambos na fase de grupos da Champions League. E um deles ajudou muito o atual maior time da Bulgária, num confronto difícil fora de casa.

Jonathan Cafu, atacante de 25 anos que passou por Ponte Preta e São Paulo com altos e baixos, marcou seu terceiro gol na Champions League, incluindo as fases preliminares. Aos 45 minutos, ele recebeu bola na direita, entortou o adversário com total tranquilidade e invadiu a área, chutando no cantinho rente à trave! Mais informações do jogo ao longo do texto.

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Anderson Talisca, do Besiktas

O Benfica sentiu nas redes a famosa lei do ex. Anderson Talisca se destacou no Bahia e foi para Portugal, começando muito bem na equipe.  Porém, aos poucos perdeu espaço e foi emprestado justamente para o Besiktas (Turquia), enfrentando seu ex-clube na estreia da Champions League.

E como a lei do ex não falha, viu? O Besiktas perdia a partida, fora de casa, desde os 12 minutos, até que os turcos tiveram falta na entrada da área. Eram 48 minutos da etapa final, Ricardo Quaresma pegou a bola para cobrar, mas Talisca pediu para fazê-lo. Confiante, o brasileiro tomou pouca distância, correu para a bola e colocou-a no canto direito do ex-companheiro! Que empate suado graças a Talisca, que calou os 42 mil torcedores do Benfica.

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Neymar, do Barcelona

Na humilhação do Barcelona sobre o Celtic, Neymar apareceu mais uma vez para balançar as redes pela 18ª vez na história da Champions League – são 32 jogos disputados, 31 como titular, em quatro temporadas. O jogo estava apenas 2 a 0 para os espanhóis (ou catalães?), quando Neymar teve cobrança de falta.

Logo aos cinco minutos da etapa final, ele estava de frente para o gol, quase na meia-lua, e tinha várias possibilidades. Com o pé direito, porém, ele finalizou no alto, por cima da barreira, pondo a bola quase no ângulo e perto do travessão, com poucas chances de defesa! Os outros quatro gols saíram com bastante naturalidade, para a tristeza do Celtic.

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Bruno César, do Sporting Lisboa

Os portugueses do Sporting Lisboa dificultaram e muito a vida do poderoso Real Madrid na Champions League, mas perderam com dois gols no finalzinho – são cinco confrontos na história, com uma vitória dos portugueses (2 a 1) em 27 de setembro de 1994. Quase que os 72 mil torcedores no Santiago Bernabéu se frustram e o meia Bruno César (Santo André/SP, Corinthians, Benfica, Palmeiras…) é que contribuiu com o Sporting Lisboa.

Logo aos três do segundo tempo, os visitantes tocaram bem a bola de primeira e Bruno César percebeu o espaço. Ele deixou Marcelo para trás e invadiu a área pela direita, recebendo passe aos trancos e barrancos. Com pouco tempo, Bruno César mostrou inteligência e finalizou de primeira, do jeito que a pelota veio, acertando o cantinho esquerdo!

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Otávio Monteiro, do Porto

Começar a Champions League em casa pode ser bom ou ruim, dependendo do resultado. Para os 34 mil torcedores do Porto no estádio do Dragão foi péssimo, Poe causa do empate de 1 a 1 foi diante dos dinamarqueses do Copenhagen (mais detalhes ao longo do texto). O jogo até começou bem, com gol português logo aos 13 minutos…

A defesa do Copenhagen estava bem posicionada e afastou o perigo de cabeça. Era para sair jogando tranquilamente, mas um jogador dos visitantes forçou o passe e a bola bateu no jovem meia-atacante Otávio Monteiro, 21 anos (é da base do Inter e jogou no Vitória de Guimarães/POR em 2015/16, emprestado pelo Porto). Numa tabelinha com direito a calcanhar, Otávio recebeu a devolução na linha da grande área e chutou de primeira, forte, acertando o canto do goleiro à meia-altura, sem chance de defesa!

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Os alternativos

Basel 1×1 Ludogorets | Grupo A

Encarar o Basel já foi difícil para grandes clubes europeus e não seria diferente para o Ludogorets Razgrad em sua segunda participação consecutiva na fase de grupos da Champions League. Os búlgaros nunca haviam marcado gols na casa dos suíços e sofreram goleada de 4 a 0 na mesma fase em 2015/16 – a única vitória de um time da Bulgária nesta etapa foi a do Ludogorets sobre o Basel, em casa (1 a 0). Os dois não perderam nas últimas cinco partidas, mas o Basel vinha de oito vitórias seguidas (e 25 gols) e teve mais finalizações (13 contra quatro, mas apenas cinco no alvo, contra dois chutes na direção do gol do Ludogorets).

Mesmo com mais posse de bola (57% contra 43%), o Basel levou o gol de Jonathan Cafu e precisou correr atrás do resultado. O empate só veio aos 34 minutos do segundo tempo, com enorme colaboração do goleiro búlgaro Vladislav Stoyanov, que espalmou bola nos pés de Renato Steffen, que aproveitou para completar às redes! O resultado é bom para os búlgaros, que jogam a Champions League sem pressão.

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Bayern Munique 5×0 Rostov | Grupo D

Estrear na fase de grupos da Champions League diante do Bayern Munique na Allianz Arena é complicado, né, FC Rostov? Ainda mais contra um time comandado pelo técnico italiano Carlo Ancelotti, que já enfrentou o Rostov na Copa Intertoto 1999, quando comandava a Juventus – com Del Piero, INzaghi e Tacchinardi, a Vecchia Signora goleou por 9 a 1 em dois jogos.

O time teve a melhor defesa do Campeonato Russo 2015/16 (20 gols em 30 partidas), mas o técnico turcomeno Ivan Daniliants, que assumiu no último dia 9 de setembro, não teve tempo de influenciar seus jogadores, já que sua intenção era ficar na defesa, dificultar o jogo para o Bayern Munique e surpreender nos contra-ataques.

Os russos resistiram até os 28 minutos, quando Robert Lewandowski abriu o placar de pênalti. Nos acréscimos, Thomas Müller deu tranquilidade aos alemães ao completar cruzamento num chute rasteiro. O Bayern Munique voltou do intervalo indo mais ao ataque (foram 19 chutes, mas só sete no alvo), enquanto o FC Rostov mantinha-se na defesa (cinco finalizações, duas na direção do gol).

Com apenas 28% de posse de bola e 247 passes (179 certos), o FC Rostov foi pressionado pelo gigante alemão, que tocou a bola incríveis 797 vezes durante os 90 minutos e marcou mais três gols, aproveitando a fragilidade aérea dos defensores do time russo. Poderia até ter sido mais, o que indica que o Rostov precisará evoluir muito na Champions League se quiser somar pontos, já que tem Atlético Madrid e PSV Eindhoven pela frente.

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Legia Varsóvia 0×6 Borussia Dortmund

Foram quase 21 anos de espera para voltar à fase de grupos da Champions League. A última partida do Legia Varsóvia (Polônia) nesta etapa havia sido em 20 de março de 1996, na eliminação com derrota de 3 a 0 para o Panathinaikos (Grécia) nas quartas de final.

Depois de disputar a fase de grupos da Liga Europa, os poloneses esperavam estrear bem na Champions League, em casa, mas não foi possível. O Legia Varsóvia sucumbiu bem cedo à pressão dos alemães, levando o primeiro gol aos sete e tendo 3 a 0 no lombo com 17 minutos – este foi chorado, com quatro finalizações seguidas dos visitantes. O Borussia Dortmund finalizou 30 vezes e acertou o alvo em 15 oportunidades, enquanto os poloneses só tiveram sete chances, duas na direção do gol.

Com pouca posse de bola (36%), o Legia Varsóvia chamou ainda mais o adversário para seu campo e não conseguiu impedir a troca de passes e lançamentos. Os outros três gols saíram com naturalidade e Patrick Aubameyang poderia ter feito mais um, mas perdeu num chute errado, por cobertura, no primeiro tempo. Os jogadores do time polonês estão felizes por atuar na Champions League, mas parece que o Legia Varsóvia terá dificuldades em somar pontos. Tristeza para um time que já foi semifinalista na Champions League 1969/70, levando de 2 a 0 do Feyenoord, que seria o campeão diante do Celtic.

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Porto 1×1 Copenhagen | Grupo G

É claro que o Porto esperava começar a Champions League vencendo o Copenhagen em casa, mas os dinamarqueses não permitiram. Com seu time desconhecido formado por jogadores escandinavos, o Copenhagen fez valer seus 15 jogos de invencibilidade na temporada, mas o técnico Ståle Solbakken sabia que seus comandados precisavam estar bem defensivamente.

O gol de Otávio logo aos 13 minutos mostrou o contrário, mas a equipe teve calma, respirou e conseguiu levar a derrota por placar mínimo ao intervalo. Enquanto o Porto errava as finalizações (dez tentativas, oito para fora), o Copenhagen tentava tocar a bola (44% de posse) esperando o melhor momento.

E ele veio aos sete da etapa final, numa finalização maluca do dinamarquês Andreas Cornelius, 23, cria do clube. Ele dominou no peito com categoria, furou na primeira batida e depois tocou de cabeça para as redes, que sufoco! Não vai ser fácil para o Copenhagen avançar na fase de grupos da Champions League como em 2010/11 – perdeu para o Chelsea –, mas há chance.

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Lyon 3×0 Dinamo Zagreb | Grupo H

O Lyon não é mais o mesmo da época gloriosa de Juninho Pernambucano, tanto que na Champions League 2015/16 perdeu os três jogos em casa, marcando só um gol. Por outro lado, os franceses já humilharam os croatas na Champions League 2011/12, com um 7 a 1 fora de casa – são três vitórias do Lyon em três partidas, incluindo esta última.

Mesmo com muitas contusões no elenco, o Lyon premiou os pouco mais de 43 mil torcedores com uma vitória de 3 a 0, resultado da boa movimentação dos jogadores de frente. O Dinamo Zagreb veio para jogar futebol, mas quem acerta só dois chutes no alvo em 14 chances dificilmente vai balançar as redes, né?

Até que os croatas poderiam ter marcado uma vez, mas o Lyon aproveitava os espaços (grandes por sinal) do adversário, envolvia a marcação no toque de bola e aparecia na cara do gol. Assim foram as comemorações de Corentin Tolisso (13’), Jordan Ferri (4’ do 2º tempo) e Mawxwel Cornet (12’), que tem apenas 19 anos e é naturalizado francês, apesar de ter nascido na Costa do Marfim. O Lyon pode abocanhar uma vaga, mas será difícil para o Dinamo Zagreb conseguir sua primeira classificação ao mata-mata da Champions League – seis quedas.

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