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Leicester City na Champions League: 7º debutante com campanha histórica

O mundo se surpreendeu quando o pequeno Leicester City conseguiu manter a ponta da tabela na Premier League 2015/16 e levantou o inédito título nacional ao fim das 38 rodadas. Foi uma das maiores zebras da história, algo que dificilmente vai se repetir no médio prazo.

De fato, o Leicester City da temporada 2016/17 é apenas o 12º colocado no Campeonato Inglês com 37 pontos em 32 jogos (10v, 7e, 15d), nove acima da zona de rebaixamento. O time chegou a estar bem perto da degola, mas se recuperou e deve permanecer na elite inglesa. A magia do Leicester City parecia ter acabado (o time até trocou de técnico, saindo Claudio Ranieri e chegando Craig Shakespeare), mas eis que a equipe vai surpreendendo na Champions League…

O estreante Leicester City só havia disputado a Copa dos Vencedores de Copa 1961/62 (foi eliminado pelo Atlético de Madrid na 2ª fase, por 3 a 1) e as Copas da UEFA 1997/98 (outra queda para os espanhóis, por 4 a 1 na 1ª fase) e 2000/01, quando parou também na 1ª fase ao levar de 4 a 2 do Estrela Vermelha (Sérvia).

Poucos imaginavam que o Leicester City pudesse fazer frente a Porto (Portugal), Copenhagen (Dinamarca) e Club Brugge (Bélgica), equipes com mais experiência na Champions League. Entretanto, ao fim das seis rodadas, os ingleses lideraram o Grupo G com 13 pontos, dois a mais que os portugueses e quatro à frente dos dinamarqueses. O Leicester City só perdeu um jogo (5 a 0 para o Porto, fora), na última rodada, quando poupou alguns titulares.

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Nas oitavas de final e o Leicester City foi posto mais uma vez em dúvida. Diante do favorito Sevilla (Espanha), atual tricampeão seguido da Liga Europa (2013/14, 2014/15 e 2015/16), todos esperavam que os ingleses dessem adeus à Champions League. Mas o Leicester City se recuperou da derrota de 2 a 1 na ida (fora), venceu por 2 a 0 e avançou às quartas de final.

Entre os oito melhores times da competição em 2016/17, o Leicester City se encontrou novamente com o Atlético de Madrid, algoz em eliminações continentais anteriores. Depois de perder por 1 a 0 na ida (fora) com gol de pênalti, os ingleses acabaram empatando em casa (1 a 1) e estam fora da Champions League. Mas o Leicester City grava seu nome na história e se junta a outros estreantes que mandaram bem na competição…

Debutes históricos na Champions League

Auxerre (1996/97)

Grandes jogadores. Taribo West, Steve Marlet e Lilian Laslandes

Grupo na 1ª fase. Ajax (Holanda), Rangers (Escócia) e Grasshoppers (Suiça)

Campanha. Queda nas quartas para o Borussia Dortmund

Situação atual. Na 2ª divisão desde 2012/13, 4 pontos acima da zona de rebaixamento em 2016/17

Campeão francês em 1995/96, seu único título no torneio, o Auxerre participou da Champions League num grupo complicado, que tinha o Ajax como campeão europeu em 1994/95 e finalista das últimas duas edições à época.

O francês Guy Roux, hoje com 78 anos, chegou ao Auxerre em 1961, quando o time disputava a 3ª divisão (amadora), levando-o longe na Champions League nos 44 anos em que ficou no cargo – foram 890 jogos (375v, 256e, 259d), até 5 de junho de 2005.

Os franceses lideraram a fase de grupos com 12 pontos, superando o Ajax no confronto direto, uma vitória espetacular de 2 a 1 (fora) contra um time que contava com Patrick Kluivert e o nigeriano Tijani Babangida. Nas quartas, o Auxerre encarou o Borussia Dortmund, que havia eliminado a equipe nas semifinais da Copa da UEFA 1991/92. Os alemães foram melhores, venceram por 4 a 1 em dois jogos e acabaram campeões.

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Bayer Leverkusen (1997/98)

Grandes jogadores. Jens Nowotny, Ulf Kirsten, Carsten Ramelow, Emerson e Paulo Rink

Grupo na 1ª fase. Monaco, Sporting Lisboa e Lierse (Bélgica)

Campanha. Queda nas quartas para o Real Madrid

Situação atual. Na Bundesliga, tem 4 pontos de vantagem para a zona de playoffs de despromoção

No fim da década de 1990, o Bayer Leverkusen conseguiu quatro vices seguidos no Campeonato Alemão. Após o primeiro deles, a equipe avançou na Champions League terminando a fase de grupos com 13 pontos, desvantagem no saldo de gols para o Monaco.

Com o volante brasileiro Emerson aos 22 anos, o Bayer Leverkusen foi o melhor segundo colocado (só dois segundos seguiam adiante) e mediu forças com o poderoso Real Madrid. Com gols de Fernando Morientes, Fernando Hierro e Christian Karembeu, os espanhóis empataram a um gol na Alemanha e venceram por 3 a 0 em casa – foram os campeões.

Apesar da eliminação, o Bayer Leverkusen iria ainda mais longe em 2001/02, quando o zagueiro Lúcio (pentacampeão em 2002) viu o Real Madrid de Zidane e Raúl vencer por 2 a 1 na final e ficar com o caneco da Champions League.

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Lazio (1999/00)

Grandes jogadores. Juan Sebastián Verón, Pavel Nedvěd, Alessandro Nesta, Marcelo Salas, Siniša Mihajlović

Grupo na 1ª fase. Dinamo Kiev (Ucrânia), Bayer Leverkusen e Maribor (Eslovênia)

Campanha. Queda nas quartas para o Valencia

Situação atual. Após o dinheiro acabar, a Lazio voltou ao seu tamanho usual e faz boa campanha no Campeonato Italiano, ocupando o quarto lugar com 61 pontos, brigando por vaga na Liga Europa.

Aquele time da Lazio era simplesmente sensacional, com grandes craques em seu auge, tanto que levou o título italiano em 1999/00 – tem só mais um, em 1973/74. Verón tinha 25 anos, Nedved 27, enquanto Salas tinha 25 anos e Simone Inzaghi 24, mesma idade de Alessandro Nesta, além de Diego Simeone aos 30 anos. Os veteranos eram o argentino Roberto Sensini, 33, e o italiano Roberto Mancini, 35. O técnico era o sueco Sven-Göran Eriksson.

Na 1ª fase de grupos, a superioridade da Lazio frente aos adversários foi flagrante, com 14 pontos contra sete de Dinamo Kiev e Bayer Leverkusen, além de duas goleadas por 4 a 0 sobre o Maribor. Na 2ª fase de grupos, os italianos tiveram mais dificuldades, mas ficaram na liderança ao superar Chelsea, Feyenoord e Olympique de Marselha, que levou goleada de 5 a 1 na Itália, quatro tentos de Inzaghi.

Nas quartas de final, o Valencia surpreendeu a Lazio com dois gols nos quatro minutos iniciais e mais dois no fim do jogo, goleando por 5 a 2 em casa na ida. Na volta, os italianos venceram, mas o gol solitário de Verón foi insuficiente. E nunca mais a Lazio chamou a atenção na Europa.

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Deportivo La Coruña (2000/01)

Grandes jogadores. Roy Makaay, Walter Pandiani, Noureddine Naybet, Djalminha, César Sampaio, Pauleta, Diego Tristán

Grupo na 1ª fase. Panathinaikos (Grécia), Hamburgo (Alemanha) e Juventus

Campanha. Queda nas quartas para o Leeds United

Situação atual. O Deportivo La Coruña não é mais aquele time poderoso: está em 16º lugar na liga 2016/17, nove pontos acima da degola.

O Deportivo La Coruña vivia grande momento no início dos anos 2000, quando conquistou seu único título no Campeonato Espanhol, em 1999/00 – depois disso, Real Madrid ou Barcelona só não foram campeões três vezes até hoje.

Com a dupla de ataque Pandiani e Makaay em fase esplendorosa, o La Coruña não fez uma campanha brilhante na 1ª fase: empatou com a Juventus nas duas partidas, não perdeu para o Panathinaikos graças a gol a seis minutos do fim, venceu o mesmo adversário com gol de Pandiani aos 37 do segundo tempo, além da vitória sobre o Hamburgo nos acréscimos.

Mesmo com problemas, o Deportivo foi o líder da chave com dez pontos, dois a mais que os gregos, avançando à 2ª fase de grupos. Contra Galatasaray, Milan e PSG, os espanhóis também tiveram dificuldades, mas a grande virada foi o triunfo de 4 a 3 sobre os franceses em casa, depois de estar levando de 3 a 0 aos dez do segundo tempo – três de Pandiani, um de Tristán.

Com mais uma liderança de chave (dez pontos), o Deportivo La Coruña encarou o Leeds United (Inglaterra) nas quartas de final, sucumbindo com derrota de 3 a 0 em solo inglês e vitória a dois gols em casa, diante de 35 mil pessoas no estádio Riazor. Nos anos seguintes, o La Coruña foi ainda mais longe, atingido as semifinais da Champions League 2003/04. Depois da saída do técnico Javier Irureta em 2005, o clube enfrentou dificuldades, foi rebaixado duas vezes (voltou no ano seguinte) e perdeu o status de top three da Espanha.

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Villarreal (2005/06)

Grandes jogadores. Santi Cazorla, Juan Román Riquelme, Diego Forlán, José Mari e Marcos Senna

Grupo na 1ª fase. Benfica, Lille (França) e Manchester United

Campanha.  Queda nas semifinais para o Arsenal

Situação atual. O Villarreal ainda não conseguiu nem em sonho repetir campanha como aquela de 11 anos atrás, mas vem ficando entre os cinco primeiros no Campeonato Espanhol. Em 2016/17, o time soma 54 pontos e é o quinto colocado, brigando por vaga na Liga Europa.

A melhor campanha de um debutante na Champions League pertence ao Submarino Amarelo. O Villarreal começou o torneio na 3ª fase preliminar, eliminou o Everton e entrou no Grupo D, ao lado de times importantes como Benfica e Manchester United, além do Lille. Em seis rodadas, o time não perdeu, mas empatou quatro vezes e só venceu duas, contra portugueses e franceses, por 1 a 0.

A liderança da chave foi uma surpresa, mas ninguém esperava que o Villarreal fosse muito mais longe naquela Champions League. Diante do Rangers (Escócia) nas oitavas, os espanhóis contaram com gols de Forlán e Riquelme para empatar a dois gols fora de casa e voltaram a ficar iguais na Espanha, avançando pelos gols marcados nos domínios do adversário.

Nas quartas, aí sim o Villarreal chamou atenção. A derrota de 2 a 1 para a Inter de Milão fora de casa (gols de Adriano e Oba Oba Martins) foi superada com triunfo de 1 a 0                diante de 23 mil pessoas no estádio El Madrigal, gol de Arruabarrena aos 13 da etapa final. Sensação do torneio, o time espanhol só pararia nas semifinais, levando 1 a 0 do Arsenal em dois jogos. Depois disso, o Villarreal chegou a cair para a 2ª divisão, mas recuperou o status nacional.

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Málaga (2012/13)

Grandes jogadores. Javier Saviola, Isco, Júlio Baptista, Roque Santa Cruz

Grupo na 1ª fase. Milan, Zenit Saint Petersburg (Rússia) e Anderlecht (Bélgica)

Campanha. Queda nas quartas para o Borussia Dortmund

Situação atual. Soma apenas 33 pontos na liga espanhola, no 15º lugar, 11 acima da zona de rebaixamento, mas longe de repetir o sucesso de quatro anos atrás.

A última grande façanha de um debutante (antes do Leicester City em 2016/17) na Champions League foi o Málaga. Em 2012/13, a equipe passou pelo Panathinaikos na fase de playoffs e entrou no Grupo C, ao lado de italianos, russos e belgas.

Com jogadores rodados e a promessa Isco, o Málaga venceu seus dois primeiros jogos por 3 a 0, com dois de Isco e um de Saviola diante do Arderlecht, na estreia. O triunfo de 1 a 0 diante do Milan de Alexandre Pato em casa deu tranquilidade e o time terminou na liderança com 12 pontos (3v, 3e), sem derrotas.

Nas oitavas, o Porto não foi páreo para o Málaga, que até perdeu por 1 a 0 fora de casa, mas venceu na volta com gols de Isco e Roque Santa Cruz. Diante do Borussia Dortmund nas quartas, os espanhóis ficaram no 0 a 0 em casa e chegaram a estar vencendo por 2 a 1 na volta, aos 37 do segundo tempo. Numa virada espetacular, os alemães marcaram aos 46 e aos 48 e eliminaram o Málaga, que não pôde jogar torneios europeus em 2013/14 por problemas financeiros e ainda não voltou ao cenário internacional.

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