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Lembra de Charles Guerreiro? Ex-Flamengo preside o Paragominas (Pará)

Nascido em Ourém, interior do Pará (17.114 habitantes), a 182 km da capital Belém, Charles Guerreiro mal sabia que teria destaque na carreira profissional com a camisa de um dos maiores clubes do país. O lateral-direito/volante começou no Paysandu (Pará) em 1985, mas foram os quatro anos defendendo o Flamengo (1991/95) que transformaram a vida de Charles Guerreiro.

Foram apenas dois gols com o manto rubro-negro, é verdade, mas Charles Guerreiro entrou em campo 246 vezes, fazendo parte do time campeão brasileiro de 1992, atuando ao lado do maestro Júnior. A boa fase levou o jogador à seleção brasileira, mas das quatro convocações (amistosos), só contra a Argentina em Buenos Aires que Charles Guerreiro adentrou o gramado, no jogo que encerrou jejum de 19 anos sem vitória do Brasil na casa do adversário.

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Sua carreira de jogador terminou em 2002 e, quatro anos depois, Charles Guerreiro iniciou como treinador do Ananindeua (Pará). Porém, o sucesso dos tempos de Flamengo não se repetiu com a prancheta nas mãos: apenas um título estadual com o Paysandu (2010) e um turno da competição sob o comando do Paragominas (2013).

A nova função de Charles Guerreiro

Depois de comandar o Paragominas no segundo turno do Campeonato Paraense 2015 (a equipe ficou no sexto lugar geral dentre dez times, com 12 pontos, cinco acima da zona de rebaixamento), Charles Guerreiro deixou o clube diante do fim das atividades profissionais de 2015, em 21 de abril.

Sem jogos e possibilidade de receitas, o Paragominas tinha dificuldades financeiras, o que colocou em risco a participação do time no Campeonato Paraense 2016, suja estreia será em 2 de fevereiro. Para piorar, Jorge Formiga, que voltara ao cargo de presidente em dezembro de 2014 (foi gestor do clube em 2012 e 2013), renunciou ainda em outubro de 2015.

Assim, o Paragominas ficou sob o comando do vice Paulo Toscano, que mora em Goiânia e não tinha como acompanhar o clube no dia a dia. O Paragominas estava com o planejamento bem atrasado e tinha dúvidas quanto ao aporte financeiro para o estadual, mas Charles Guerreiro se sensibilizou e assumiu a presidência do Paragominas no último 10 de dezembro.

Claro, ele se reuniu com o prefeito de Paragominas e conseguiu apoio, mas ainda vai buscar ajuda dos empresários da cidade. O técnico também já está definido: Mário Henrique, o Mariozinho, que já trabalhou em Ananindeua e Santa Cruz de Cuiarana.

15 jogadores já foram anunciados, mas só serão conhecidos em 4 de janeiro, na apresentação oficial, pois a diretoria tem medo de que outros clubes os procurem e ofereçam salários mais altos. A intenção será apostar em atletas da região e jovens da base, com elenco de 27 jogadores. Será que Charles Guerreiro se dará bem numa função de protagonista e deixará no passado os problemas financeiros do Paragominas?

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As dificuldades do Paragominas em 2015

A temporada do Paragominas começou no início de dezembro de 2014 e a intenção era contratar jogadores de Rio/São Paulo e do Nordeste e trazer Charles Guerreiro, mas as negociações com o treinador não deram certo – chegaram a estar 99% confirmadas.

Aos poucos, os atletas foram sendo anunciados (cinco jogadores continuaram da temporada anterior) e, a dois dias do Natal de 2014, o técnico Fran Costa assinou vínculo com o Paragominas e indicou mais alguns. O grande nome era o atacante Aleílson, que se destacou no Paragominas e passou por outros times paraenses, como Águia de Marabá, Remo e Paysandu.

Claro, os problemas financeiros advindos da participação mal planejada na Série D 2013 continuavam, com cerca de R$ 1 milhão de débitos trabalhistas com cinco ou seis atletas. No primeiro turno do estadual 2015, o Paragominas só venceu a primeira na terceira e penúltima rodada da fase de grupos, terminando a etapa com quatro pontos, no quarto lugar, vantagem no saldo de gols (0 contra -5) diante do lanterna Gavião Kiykatejê – ficou a uma vitória de avançar. Assim, Fran Costa foi demitido e em seu lugar veio Charles Guerreiro.

Com poucas mudanças no elenco, o Paragominas começou o segundo turno do estadual com empate, mas assumiu a liderança do Grupo B e brigou pela classificação às semifinais até a quinta e última rodada com Paysandu e Cametá, ficando no segundo lugar com oito pontos. Apesar da boa campanha, mais uma vez a falta de pagamento dos salários apareceu no Paragominas.

Eram quase três meses de débitos, ameaça de greve dos jogadores antes do confronto único diante do Remo e cinco desfalques. Charles Guerreiro negou proposta do Araguaína (Tocantins) para continuar no Paragominas, com possibilidade de 60% da renda ser repassada aos jogadores em caso de vaga na final.

Porém, o Remo venceu por 1 a 0 e eliminou o Paragominas do Campeonato Paraense 2015. Que a nova função de Charles Guerreiro possa levar o Paragominas de volta ao patamar de 2013, quando a equipe do interior encarou os grandes Paysandu e Remo e representou o Pará na Série D. Será possível?

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Informações

- O Paragominas teve um colombiano no Campeonato Paraense 2015. O atacante Renê Castillo, 21 anos, estava no Fluminense de Feira (Bahia) e foi regularizado apenas no fim de fevereiro. Ele entrou no segundo tempo da partida contra o Paysandu, que venceu por 2 a 1 na casa do adversário.

- O Paragominas ficou muito perto de fazer história na Série D 2013. Fundado um ano antes, em 6 de março de 2012, a equipe do interior jogou no Grupo A, que ainda tinha Nacional (Amazonas), Plácido de Castro (Acre), Náutico (Roraima) e Genus (Rondônia). O time paraense chegou a liderar a chave, disputando ponto a ponto com Nacional e Plácido de Castro uma vaga nas oitavas de final. O Paragominas somou 17 pontos, mas a escalação irregular do meia Lourinho fez a equipe perder seis pontos no STJD, ficando no terceiro lugar do grupo. O jogador está no elenco de 2016. Aí começaram as dívidas do Paragominas, que arriscou tudo ao jogar a Série D, mas não tinha condições de jogar a competição.

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