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Cruzeiro: o único do Grupo B da Libertadores a nunca ser rebaixado

O Cruzeiro vai iniciar sua caminhada na Libertadores 2015 na cidade de Sucre, na altitude boliviana, diante do Universitario de Sucre. A estreia do time brasileiro no Grupo 3 está marcada para hoje, 25 de fevereiro, e há uma coincidência curiosa entre os integrantes da chave. À exceção do Cruzeiro, todos os outros participantes do Grupo 3 já tiveram de disputar a segunda divisão de seus respectivos países.

O próprio Cruzeiro ficou perto de participar do Campeonato Brasileiro Série B em duas oportunidades: em 1994, a equipe precisou jogar a repescagem e se salvou da segunda divisão ao somar 12 pontos em 14 jogos (5v, 2e, 7d), vantagem no saldo de gols (-4 contra -6) sobre o rebaixado Remo (Pará). Em 2011, o Cruzeiro somou 43 pontos em 38 jogos (11v, 10e, 17d), dois a mais que o Atlético Paranaense, se salvando nas rodadas finais. Veja como foram as últimas temporadas dos outros três integrantes. Boa leitura!

Universitario de Sucre (Bolívia)

Fundação: 5 de abril de 1962 (52 anos)

O Universitario de Sucre era apenas um clube da segunda divisão da Bolívia, que tinha a primeira fase numa espécie de torneios estaduais brasileiros. Na Liga de Chuquisaca de 2005, o Universitario de Sucre somou 49 pontos em 18 rodadas (16v, 1e, 1d), ficando com a primeira posição. Assim, a equipe jogou a Copa Simón Bolívar, na prática a fase nacional da segunda divisão.

No Grupo B, mais 13 pontos em cinco jogos (4v, 1e, 0d) e nova liderança de chave, que levou o Universitario de Sucre às quartas de final. Muito superior, o time humilhou o Esparta por 8 a 2 (duas partidas), superou a Universidad e venceu facilmente o Guabirá (8 a 1), na final, alcançando a promoção.

Na primeira divisão da Bolívia, o Universitario de Sucre logo fez boa campanha, somando 43 pontos em 22 jogos, na terceira posição, atrás de Bolívar e Real Potosí, mesmo resultado no returno, tendo a segunda melhor campanha geral. Os pontos de promédios na primeira temporada ajudaram o Universitario de Sucre a continuar na primeira divisão, mesmo com a penúltima campanha no Torneio Clausura de 2007.

A taça. No Apertura de 2008, o Universitario de Sucre surpreendeu a todos ao somar 43 pontos em 22 jogos, seis a mais que o La Paz FC, ficando com o título inédito e a vaga na Libertadores 2009. A temporada findou com o sexto lugar geral.

Com boas campanhas nos anos anteriores, o Universitario de Sucre sempre ficou longe da zona de rebaixamento e até chegou a se aproximar de um novo título no Apertura 2012, que só não ficou com a equipe porque o The Strongest levou a melhor por 3 a 1, em dois jogos.

A taça. A comemoração realmente aconteceu, mas na temporada 2013/14. Depois de ficar a maior parte das 22 rodadas do Clausura entre os três primeiros, o Universitario de Sucre manteve a liderança nas três partidas finais e somou 42 pontos, um a mais que o San José. Claro, o título deixou o Universitario de Sucre no quinto lugar dos promédios.

Campanha atual. No Clausura do Campeonato Boliviano 2014/15, o Universitario de Sucre é apenas o nono colocado, dentre 12 times, com oito pontos em oito jogos, cinco à frente do lanterna Sport Boys. A equipe briga por vaga na Copa Sul-Americana 2016 e não corre risco de rebaixamento.

Huracán (Argentina)

Fundação: 1º de novembro de 1908 (106 anos)

O Huracán acumula 73 temporadas na primeira divisão da Argentina, mas a maioria delas foi na época amadora do futebol argentino, quando o Huracán teve quatro títulos (1921, 1922, 1925 e 1928). A partir de 1931, com a adoção do profissionalismo, a taça só foi parar nas mãos do Huracán em 1973, além do vice-campeonato dos Clausuras de 1993/94 e 2008/09.

Nas últimas temporadas, o Huracán perdia espaço na primeira divisão nacional, fazendo campanhas cada vez piores. No Apertura 2010, a equipe terminou no 18º lugar, com 16 pontos, dois a mais que o lanterna Independiente de Avellaneda. Porém, com a última colocação no Clausura (14 pontos em 19 partidas), o Huracán        somou apenas 30 pontos na temporada, segurou a lanterna e descendeu à segunda divisão via promédios, após perder um jogo-desempate para o Gimnasia y Esgrima.

Talvez se esperasse que o Huracán fosse ser protagonista na segunda divisão, mas não foi o que aconteceu. No sistema de pontos corridos com jogos de ida e volta, a equipe foi apenas a 12ª colocada na Primera B Nacional 2011/12, 25 pontos atrás dos playoffs de promoção, mas duas posições acima do rebaixamento via promédios.

Na temporada seguinte (2012/13), o oitavo lugar manteve o Huracán longe da primeira divisão, que ficou bem perto no ano seguinte. É verdade que o Huracán chegou a flertar com o rebaixamento, mas a arrancada nas rodadas finais permitiu que o time somasse 67 pontos, mesmo número do Independiente de Avellaneda. Um jogo-desempate foi necessário para definir o terceiro promovido, vaga que ficou com o adversário, vencedor por 2 a 0.

O retorno. A sonhada volta à elite da Argentina ocorreu em 2014, mas não apenas pelos méritos do Huracán. Com o aumento no número de participantes na primeira divisão, cinco das 11 equipes de cada um dos dois grupos subiram e o Huracán foi o quinto colocado, por ter vencido o Atlético Tucumán no jogo-desempate (4 a 1, após ambos somarem 29 pontos).

Campanha atual. No Campeonato Argentino 2014/15, o Huracán tem apenas dois jogos disputados, com uma vitória e uma derrota, estando no 15º lugar, na zona de playoffs da Copa Sul-Americana. Não será surpresa se o Huracán brigar contra o rebaixamento, mesmo com 30 equipes na primeira divisão e apenas duas vagas na degola.

Curiosidade. O Huracán vai jogar a Libertadores pela segunda vez na história. A outra participação ocorreu em 1974, por causa do título argentino no ano anterior. O Huracán venceu o Grupo 1 ao superar Rosario Central (Argentina), Unión Española (Chile) e Colo Colo (Chile), mas sucumbiu no triangular semifinal, ficando na lanterna de uma chave com Independiente de Avellaneda e Peñarol (Uruguai).

Mineros de Guayana (Venezuela)

Fundação. 20 de novembro de 1981

Um ano depois de ser fundado, o Mineros de Guayana ganhou a segunda divisão nacional e ascendeu ao primeiro nível, deixando para trás o torneio para sempre. Porém, o Mineros de Guayana só não foi rebaixado de volta porque na Venezuela não houve descenso nas duas temporadas seguintes, em que a equipe foi lanterna.

Mantido na elite, aos poucos o Mineros de Guayana foi subindo de patamar. Primeiro, o time do interior passou a alcançar classificação à fase final, que levava os quatro melhores de cada chave de sete times. O rebaixamento voltou apenas em 1987/88, quando o Mineros de Guayana foi o terceiro melhor na primeira fase, mas o lanterna na etapa decisiva.

A taça. O único título da equipe ocorreu em 1988/89, quando não houve fase final, mas sistema de pontos corridos e jogos de ida e volta. Com 46 pontos em 30 rodadas, o Mineros de Guayana ficou um à frente do Pepepanga Margarita, time de Ilha de Margarita e atualmente na segunda divisão.

Nunca mais o Mineros de Guayana se aproximou da segunda divisão, com raras más campanhas em pelo menos um dos turnos, mas também com poucas oportunidades de título, como em 1995/96, quando a equipe ficou dois pontos atrás do campeão Minervén.

A taça. Ou seja, o Mineros de Guayana é um time pequeno da Venezuela, que deu nova sorte no Apertura 2013, ao somar 38 pontos em 17 jogos, três à frente do gigante Caracas, levando a taça e indo para a fase final. Na disputa do título, a equipe perdeu para o Zamora, campeão do Clausura, no saldo de gols.

Campanha atual. Depois de terminar na sexta posição do Apertura 2014, com 25 pontos, 11 atrás do campeão Trujillanos, o Mineros de Guayana começou mal o Clausura 2015: são apenas seis pontos em seis jogos (uma vitória), no 12º lugar, quatro acima do lanterna Trujillanos. Pelo menos não há risco aparente de rebaixamento, que levará para a segunda divisão as duas piores equipes na somatória do Apertura e do Clausura.

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