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Libertadores 2017: estreantes e brasileiros nos times estrangeiros

A fase de grupos da Libertadores começa nesta semana e são oito times brasileiros na disputa, já que a taça da Copa Sul-Americana leva a Chapecoense pela primeira vez à competição. Mas não só os catarinenses debutam na Libertadores, que tem mais dois times estreantes. Além disso, você sabe quais jogadores brasileiros vão defender os times dos outros países?

O Plano Tático ainda mostra curiosidades interessantes da Libertadores e outras informações. Será que o Brasil vai retomar para si a taça, o que não acontece há três temporadas – o último campeão foi o Atlético Mineiro em 2013. Ou as equipes estrangeiras vão comemorar nos próximos dias 22 e 29 de novembro, datas das finais da Libertadores? Como pode se ver, será um longo caminho até as fases agudas da maior competição sul-americana!

Os estreantes na Libertadores

Atlético Tucumán (Argentina)

Fundação. 27 de setembro de 1902 (114 anos)

Títulos. 2ª divisão (2008/09 e 2015) e 3ª divisão da Argentina (Clausura 2004 e 2007/08)

Como se classificou. O Atlético Tucumán nem de longe é um time famoso na Argentina, já que tem apenas 12 temporadas na elite nacional (só três a partir de 2009/10) e passou a maior parte da história na 2ª divisão, na qual ficou 22 anos – são sete temporadas no terceiro nível.

No Campeonato Argentino 2016, o Atlético Tucumán, que vinha da 2ª divisão, fez boa temporada no Grupo 2. Foram 16 partidas contra os times da outra chave e 30 pontos somados (9v, 3e, 4d), o terceiro melhor colocado, oito atrás do líder Lanús e só com dois a menos que o Estudiantes La Plata.

A equipe terminou no quinto lugar geral (três pontos a mais que o Independiente), inicialmente perdendo a vaga na Libertadores por dois pontos para o Estudiantes. Eram cinco argentinos, mas a Conmebol mudou o formato com a saída dos mexicanos e o país ganhou mais uma vaga.

Houve muita especulação a respeito do critério para definir o sexto argentino, que poderia sair de um playoff entre os dois terceiros de cada chave. No fim, a federação argentina escolheu o Atlético Tucumán, por causa da sexta melhor pontuação geral. A equipe jogou a partir da 2ª fase preliminar, passou pelo El Nacional (Equador) empatando a dois gols em casa e vencendo por 1 a 0 fora e eliminou o Junior Barranquilla (Colômbia) na 3ª fase, mesmo perdendo por 1 a 0 fora de casa – fez 3 a 1 em seus domínios.

Imagem de Amostra do You Tube

Na Libertadores. Grupo 5 (Palmeiras, Peñarol e Jorge Wiltermann)

Curiosidade. O Atlético Tucumán já passou aperto na Libertadores, mas fora de campo. Querendo amenizar os efeitos da altitude de Quito, casa do El Nacional, a delegação do time argentino treinou em Guayaquil, no litoral. Poucas horas antes, o time rumaria para o local do jogo, mas a empresa chilena contratada para fazer o trajeto não conseguiu a liberação das autoridades e a viagem sofreu atraso de 3h.

Assim, o Atlético Tucumán só desembarcou em Quito às 22h25, dez minutos depois do horário do jogo! Com o risco de WO, o elenco nem teve tempo de aquecer e ainda teve de jogar com a camisa da seleção sub-20 da Argentina, que disputava o Sul-Americano em Quito: não deu tempo de os uniformes chegarem.

Todos os torcedores devem ter agradecido a Thomas Barber, membro da diretoria do clube, que em 1903 decidiu introduzir as cores da seleção nas camisas do Atlético Tucumán, que antes utilizava o branco, herança dos ingleses!

Sport Boys (Bolívia)

Fundação. 17 de agosto de 1954 (62 anos)

Títulos. 1ª divisão da Bolívia (Apertura 2015/16)

Como se classificou. A maior parte da história do Sport Boys Warnes se deu no futebol amador boliviano. A equipe só atingiu a 2ª divisão nacional em 2012/13, com liderança isolada na fase de grupos e vice-campeonato com um ponto a mais que o Ciclón. O acesso na primeira temporada comprovou a rápida ascensão do Sport Boys, que levou o caneco da elite boliviana em sua terceira participação. No Apertura, o time somou 45 pontos (14v, 3e, 5d), dois a mais que o tradicional Bolívar, confirmando vaga na fase de grupos da Libertadores.

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Na Libertadores. Grupo 6 (Atlético Mineiro, Libertad e Godoy Cruz)

Curiosidade. Em 2014, o Sport Boys teve seu primeiro momento famoso na história. Em maio daquele ano, noticiou-se que o clube havia contratado ninguém menos que Evo Morales, o presidente da Bolívia, que aos 54 anos assinou vínculo e ganhava salário de 217 dólares.

Curiosidade. Na Bolívia, o caminho para alcançar uma divisão nacional é curioso e muito parecido com as divisões peruanas. Em 2012, o Sport Boys ficou com o vice-campeonato da liga Cruceña, do departamento de Santa Cruz – o time é de Santa Cruz de la Sierra. Assim, o Sport Boys foi para a Copa Bolívia, que reúne os campeões das ligas departamentais. O time passou pela fase de grupos e caiu nas semifinais, mas venceu a disputa do terceiro lugar contra o La Palmera e subiu para a 2ª divisão.

Os brasileiros na Libertadores

Gabriel Marques (Barcelona de Guayaquil)

O zagueiro de 29 anos começou a carreira na base do Grêmio, mas se profissionalizou no extinto Campinas, clube do ex-jogador Careca que se uniu ao Sport Barueri/SP. O jogador só deslanchou no Uruguai, quando teve regularidade por River Plate e Nacional. No River, ele conheceu o técnico Juán Ramón Carrasco, que foi trabalhar no Atlético Paranaense em 2012 e o levou para lá. Após 13 jogos, ele foi para o Paraná Clube, não deu certo e voltou ao River Plate. Desde 2015 está no Barcelona de Guayaquil, time tradicional no Equador.

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Ronaldo Conceição (Peñarol)

O zagueiro de 29 anos começou na base do CFZ/RJ, mas completou-a no Inter. Só que ele não se profissionalizou lá e foi destacar no Esportivo/RS, quando acabou levado ao Uruguai. Após defender o Nacional, Ronaldo foi bem no River Plate, que cairia apenas nas semifinais da Copa Sul-Americana 2009, diante da LDU Quito, que foi a campeã contra o Fluminense.

O destaque chamou a atenção do Inter, que o contratou em 2010. Porém, o jogador levou azar ao ficar quatro meses contundido, não teve chances e acabou emprestado para Náutico e times gaúchos. Voltou ao Uruguai, se destacou de novo no River Plate e foi anunciado pelo Atlético Mineiro em junho de 2016, indicado por Marcelo Oliveira. Ronaldo Conceição jogou pouco e acabou voltando ao Uruguai, agora no Peñarol.

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Maurício Viana (Sporting Cristal)

O goleiro tem 27 anos e nasceu na capital paulistana, mas desde pequeno rumou para o Chile e fez toda a base no país. Profissionalizou-se no Santiago Wanderers (Chile) e defendeu as seleções sub-17 e sub-20 chilenas. Chegou até a seleção principal, mas não entrou em campo nas duas convocações. Sua estreia na equipe principal foi em 2009 e desde então Maurício assumiu a titularidade. Acabou emprestado para o Jaguares de Chiapas (México), mas voltou por problemas contratuais e agora foi repassado ao Sporting Cristal, maior time do Peru.

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Felipe Klein (Atlético Cerro)

O atacante pela direita tem 29 anos e nunca fez sucesso no Brasil. Começou na base do Inter, perambulou por times menores do Rio Grande do Sul (Canoas, Porto Alegre, Novo Hamburgo), teve passagens por Fortaleza e Ferroviário/CE e uma rápida no Ahli Sidab (Omã). Sua carreira começou a decolar a partir de 2012, quando assinou com o Cerro Largo e teve sequência. Após dois anos, no entanto, Felipe Klein voltou ao Brasil para jogar por Icasa/CE, Passo Fundo/RS e Glória/RS, que em 2015 disputou a 2ª divisão estadual. Não demorou muito para ele voltar ao Uruguai, agora para defender o Atlético Cerro – está lá desde 2016.

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Edivaldo Rojas (Sport Boys)

O atacante de 31 anos é natural de Cuiabá, mas fez a base e se profissionalizou no Atlético Paranaense, estreando em 2004. Edivaldo não conseguiu se firmar e acabou emprestado para Ferroviária/SP, Figueirense, Caldense/MG e Guaratinguetá/SP, deixando o Brasil após assinar com o Naval (Portugal). Foram quatro anos de titularidade, rápida passagem no Muangthong United (Tailândia) e retorno a Portugal, para o Moreirense. Após um gol em 13 jogos, Edivaldo chegou ao Jorge Wilstemann e se transferiu para o Sport Boys em 2016/17. Sua mãe é boliviana e ele jogou três partidas na Copa América 2011, marcando um gol no empate de 1 a 1 com a Argentina.

Imagem de Amostra do You Tube

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Luis Marteli (The Strongest)

O zagueiro de 31 anos é natural de Porto Feliz, interior de São Paulo, mas os registros disponíveis versam que sua carreira no futebol boliviano começou em 2011, aos 25 anos. Após defender o La Paz em 2011/12, o jogador se transferiu para Real Potosí e depois para o Nacional Potosí, ficando mais um ano em cada. Luis Marteli chegou ao The Strongest em 2014 e desde então está no time. Ele defendeu a seleção boliviana em cinco jogos em 2015 e 2016.

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Thomaz Santos (Jorge Wilstermann)

O meia-atacante tem 30 anos e defendeu Corinthians e Juventus/SP na base, sendo eleito a revelação da Copa São Paulo 2006 com a camisa do Inter. Thomaz começou a carreira profissional no Grêmio Barueri/SP, passou rapidamente pelo Chiasso (Suiça) e chegou ao Avaí, sendo dispensado em meados de 2009.

O brasileiro defendeu vários times menores, com destaque para os catarinenses CFZ Imbituba, Metropolitano, Hercílio Luz e Marcílio Dias, além do gaúcho Caxias. Voltou a ir bem apenas no Inter de Lages, pelo qual fez sete gols em 13 jogos e ajudou o time a subir à elite estadual. Depois de passar no Brasiliense em 2014, Thomas chegou ao Jorge Wilstermann e tem certa regularidade.

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Alex Silva (Jorge Wilstermann)

Enquanto os jogadores acima são desconhecidos, o mesmo não acontece com o zagueiro Alex Silva, AQUELE MESMO, o Pirulito! Alex Silva começou na Ponte Preta, mas completou a base no Vitória/BA e começou os profissionais na equipe. O melhor momento do jogador, no entanto, foi com a camisa do São Paulo, o qual defendeu entre 2006/08 e em 2010/11, época em que ganhou duas vezes a Série A (2006 e 2007) e jogou na seleção brasileira (duas vezes em 2007, sob o comando de Dunga).

Não renovou com o São Paulo por problemas com o então presidente Juvenal Juvêncio e rumou ao Flamengo, que comprou 50% do passe junto ao Hamburgo (Alemanha) por R$ 5,5 milhões. Foi a última vez que Alex Silva teve sequência na carreira: após acionar o clube na Justiça e extinguir a ação para ser emprestado, o zagueiro não rendeu e ainda sofreu com contusões graves, o que o atrapalhou nas passagens por Cruzeiro, Boa Esporte/MG, São Bernardo/SP, Brasiliense/DF e Rio Claro/SP. Alex Silva voltou a se destacar no Hercílio Luz/SC e no último dia 17 de janeiro de 2017 assinou com o Jorge Wilstermann. Aos 31 anos, espera ajudar os bolivianos com a experiência de quatro Libertadores.

Curiosidades da Libertadores

- O River Plate é o time com elenco mais caro da Libertadores 2017, avaliado em 72,7 milhões de euros. A seguir vêm os brasileiros Atlético Mineiro (68,2 milhões), Palmeiras (59,1 milhões), Grêmio (57,6 milhões), Flamengo (55,1 milhões), Santos (47,1 milhões) e Atlético Paranaense (41,2 milhões). O Botafogo é o 11º elenco mais caro com 29,4 milhões, enquanto a Chapecoense aparece na 15ª posição com 22,1 milhões. O mais barato é o do Jorge Wilstermann: apenas 3,6 milhões de euros.

- Os líderes de gols e assistências na Libertadores 2017 acumulam passagens no Brasil. O meia Alejandro Chumacero, do The Strongest, não deixou saudades no Sport Recife (tem quatro gols), enquanto o veterano atacante Pablo Escobar (vários times) defende a mesma equipe e tem quatro passes para gols de companheiros.

- Na tabela histórica da Libertadores (1960 até 2016), a liderança é dos uruguaios Nacional (554 pontos em 43 edições) e Peñarol (537 em 43 edições), seguidos pelos argentinos River Plate (534 em 32 edições) e Boca Juniors (482 em 26  edições) e pelos paraguaios Olimpia (423 em  38 edições) e Cerro Porteño (390 em 38 edições). O melhor brasileiro é o São Paulo, que já jogou a Libertadores 18 vezes e tem 312 pontos. Na nona posição, a equipe deve ultrapassar Colo Colo (321 pontos) e América de Cali (322), que não disputam a fase de grupos em 2017.

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