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Súmulas curiosas: 10 registros muito alternativos e engraçados [Estaduais 2017] – Parte 3

Caríssimos Apaixonados por Futebol Alternativo, é com prazer que anunciamos mais uma Série do Plano Tático em 2017. Vamos percorrer todas as súmulas que estiverem devidamente disponíveis nos sites das respectivas federações estaduais (algumas nunca estão, um desrespeito à lei) em busca de situações curiosas, engraçadas e lamentáveis também, claro!

Os estaduais serão com certeza um prato cheio para o Plano Tático, que de vez em quando publicará um texto quando reunir pelo menos dez súmulas realmente impactantes. Portanto, fique de olho no nosso site e na Página do Facebook para ver a seleção das alternatividades. O responsável pela série é Eder Kamitani, colaborador do Plano Tático! Claro, se você aí achar alguma súmula que julgue interessante, é só nos avisar pelos nossos canais de comunicação!

Clique nas imagens para poder ler as súmulas!

Súmulas engraçadas e alternativas já publicadas

1. Repórter folgado e fogo amigo

Jogo. Parnahyba 3×1 Piauí (Campeonato Piauiense)

Data. 22 de fevereiro de 2017

Alternatividade. Repórter provocador e falta de pontaria

Apesar de duas expulsões, os lances inusitados ocorreram logo após o Parnahyba marcar 2 a 0 contra o Piauí. Assim que Renan balançou as redes, o repórter Glaucio Junior não se ateve apenas à sua função profissional: próximo à meta do goleiro do Piauí, ele deixou-se levar pelo viés torcedor… “Toma, filho da *##**(pulga)! Quero ver fazer cera agora!”. Claro, o quarto árbitro presenciou a cena, avisou ao dono do apito (Lindomar de Araújo Pereira), que expulsou o repórter.

Ainda durante a comemoração do segundo gol, outro lance inusitado. Na emoção, um torcedor totalmente sem habilidade resolver acender um rojão no meio da torcida do Parnahyba. Porém, ele não tinha muita intimidade com o artefato e o disparo caiu no meio da própria torcida! A polícia foi ao local, mas não identificou feridos nem o autor da pérola. Detalhe: havia só 986 torcedores no estádio.

Crédito: Federação Piauiense de Futebol

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2. Austrália aprontando em Cajazeiras

Jogo. Atlético Cajazeirense 1×0 Botafogo (Campeonato Paraibano)

Data. 11 de janeiro de 2017

Alternatividade. Preparador de goleiros brigão e arremessos

Sabe quando o árbitro e os bandeirinhas entram em campo e dão uma passeada pelo gramado? Eles olham as redes e outros pequenos detalhes, nada mais protocolar, não é mesmo? Engano seu.

No estádio Perpetão, casa do Atlético Cajazeirense, o árbitro Antônio Umbelino foi fazer a vistoria e notou irregularidades na marcação das linhas de campo e iluminação insuficiente. Apesar de ter registrado que as condições não eram ideias, o dono do apito autorizou a partida após uma leve remarcação das linhas do gramado.

O jogo finalmente começou, mas apenas para o time da casa, já que o Botafogo não estava num dia muito animado, principalmente os atacantes. Eles erraram o alvo várias vezes, mas não foram os únicos a vacilar…

Aos 37 da etapa final, rolou uma confusão entre jogadores dos dois times, que estavam discutindo. Bem à frente do banco de reservas do Botafogo, eis que surge no gramado o preparador de goleiros do time visitante, chamado Austrália.

Sem meias palavras, ele já partiu para o pugilato: desferiu dois socos com a mão esquerda (observação fantástica da arbitragem!), mas, como os atacantes, ERROU O ALVO!  Claro, a polícia retirou o brigão de campo, que ainda foi recebeu chuva de garrafas plásticas e latas por parte dos torcedores – a partida teve oito minutos de acréscimo. Além das linhas do gramado, faltaram colocar os pouco mais de 2 mil torcedores na linha.

Crédito: Federação Paraibana de Futebol

Crédito: Federação Paraibana de Futebol

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3. Vai encerando, vai encerando

Jogo. Avenida 2×2 Aimoré (2ª divisão do Campeonato Gaúcho)

Data. 11 de março de 2017

Alternatividade. A bola é minha, É MINHA!

O Avenida estava ganhando o jogo por 2 a 0. O Aimoré descontou aos 20 minutos do segundo tempo, com gol de Élton. O jogador Diego, do Aimoré, vai para o fundo das redes pegar a bola a fim de não perder nenhum segundo, mas é impedido. Esse lance é até normal em alguns jogos, aquela pequena confusão entre atletas adversários por causa da pelota.

Porém, o registro do árbitro Lucas Matheus da Silva traz algo inusitado: na hora de recolher o instrumento de jogo, eis que Diego recebe um SOCO NA NUCA de Luiz Henrique, do Avenida! Obviamente, o jogador recebeu cartão vermelho direto e ainda viu sua equipe levar o empate no último minuto. Era melhor ter deixado o adversário ficar com a bola, não é mesmo?

Crédito: Federação Gaúcha de Futebol

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4. Punição perpétua

Jogo. Guarany Bagé 0×0 Avenida (2ª divisão do Campeonato Gaúcho)

Data. 15 de março de 2017

Alternatividade. Médico ameaçador

Uma das funções do árbitro é avaliar a conduta de todo mundo, desde jogadores e comissão técnica até funcionários do estádio. Claro, os médicos também entram. Normalmente, sempre se marca o xis no quadrinho de bom comportamento para os profissionais da medicina, mas não foi isso que o árbitro Daniel Machado fez no jogo entre Guarany de Bagé e Avenida.

Será que o doutor foi negligente com os jogadores? Errou o diagnóstico? Nada disso, ainda bem. O motivo para a má avaliação do médico do Guarany, Dr. Jorge Kaé Filho, foi outro: “Daniel, vocês são uns vagabundos, só vêm aqui para roubar a gente, seus mortos de fome. Vocês têm que morrer apitando Série B do Gauchão!” Falou o doutor que trabalha na mesma competição…

Mas Jorge Kaé Filho não parou por aí. Ele foi acompanhado pela polícia para fora do estádio, mas parou no estacionamento da arbitragem para mais palavras de “carinho”, inclusive com ameaças de agressão. O vice-presidente do Guarany, Celsinho Ávila, e outros dirigentes não identificados também xingaram o árbitro e o ameaçaram, desferindo pontapés e socos nas grades e vidros do vestiário. Daniel Machado pediu reforço policial ao delegado, mas ele não apareceu nem cumpriu a solicitação – a avaliação do policiamento foi boa, vale destacar.

Crédito: Federação Gaúcha de Futebol

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5. Gandulas caseiros

Jogo. Santa Cruz 2×0 Pelotas (2ª divisão do Campeonato Gaúcho)

Data. 23 de março de 2017

Alternatividade.  Gandulas prejudiciais

Os gandulas já foram mais participativos nos jogos, mas algumas regras tiraram-lhes o protagonismo em cobranças rápidas de lateral, por exemplo. Porém, a prática ilegal e imoral ainda está viva e aconteceu na partida entre Santa Cruz e Pelotas.

O time da casa contrata os gandulas, certo? Normal que demorem a devolver a bola quando o time da casa está ganhando. Mas não precisa fazê-las desaparecer, como constatou o quarto árbitro Edmilson da Luz. Após o segundo gol do Santa Cruz, o árbitro Lucas Matheus da Silva percebeu que boa parte das seis bolas (ele conferiu antes do jogo) havia sumido, provavelmente obra dos gandulas, não é mesmo? Isso se manteve até o fim do jogo, mas ainda bem que não houve confusão.

Crédito: Federação Gaúcha de Futebol

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6. Troca-troca no Pará

Jogo. Paysandu 3×0 Castanhal (Campeonato Paraense)

Data. 28 de janeiro de 2017

Alternatividade. Substituição forçada

Na tranquila vitória do Paysandu sobre o Castanhal, válida pela 1ª rodada, o momento inusitado ficou por conta de uma substituição pouco usual. O árbitro Gustavo Ramos Melo teve um mal-estar (o que será que aconteceu?) no intervalo e não conseguiu dar prosseguimento ao seu trabalho. Coube ao quarto árbitro árbitro Joelson Silva dos Santos empunhar o apito na etapa complementar. Eles dividem taxa do árbitro principal nesse caso?

 

Crédito: Federação Paraense de Futebol

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7. Massagista irritado

Jogo. Paragominas 1×0 Águia de Marabá (Campeonato Paraense)

Data. 04 de fevereiro de 2017

Alternatividade. Agressão ao gandula

O Paragominas vencia por 1 a 0 o Águia de Marabá, gol de Paulo de Tárcio no início do primeiro tempo. O jogo encaminhava para o final, quando ocorre um lateral para o Águia já aos 47 da etapa final. Claro que o gandula caseiro não estava com muita vontade de repor a bola para os visitantes, e isso enfureceu senhor Nivaldo Costa Duarte.

O massagista do Águia de Marabá enervou-se, partiu para cima do gandula e tentou agredi-lo com tapas e beij… ops, empurrões! Só não houve mais confusão porque a polícia interveio a tempo, retirando o massagista nervoso do gramado.

Crédito: Federação Paraense de Futebol

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8. Proposta universitária

Jogo. Taubaté 1×0 Rio Preto (Campeonato Paulista Série A2)

Data. 05 de fevereiro de 2017

Alternatividade. Nova categoria de apito

Os árbitros são xingados o tempo todo: pelos jogadores, juízes, dirigentes… Um mandatário do Taubaté aparece no Plano Tático porque fez exatamente isso, mas de uma maneira um pouco diferente. O árbitro Ilbert Estevam da Silva se aproximava do túnel de acesso aos vestiários, quando um senhor (não identificado, infelizmente) veio na direção da arbitragem.

Com uma camisa da diretoria, ele lança a pérola: “Vai apitar universitário, está segurando muito o jogo, vai *#*# (tomar suco de caju)”! O que ele tem contra os universitários? Não seria mais legal apitar uma pelada entre casados e solteiros? Prova de que quem fica bravo fala a primeira coisa que vem em mente, mesmo que não faça nenhum sentido. Não fiquem nervosos, pois.

Crédito: Federação Paulista de Futebol

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9. Gandula pertubardor

Jogo. Votuporanguense 2×1 Sertãozinho (Campeonato Paulista Série A2)

Data. 15 de fevereiro de 2017

Alternatividade. Gandula vai tomar banho mais cedo

O roteiro é conhecido: o time da casa vencendo por diferença mínima recorre a expedientes para cozinhar o jogo. Passes laterais, substituições inócuas, cera do goleiro… E a ajuda providencial dos gandulas, é claro! Mesmo as moças retardam a reposição das bolas, fazendo com que o árbitro também as expulse.

O jogo entre Votuporanguense e Sertãozinho caminhava para o final, mas o árbitro Aurélio Sant Anna Martins deu sete minutos de acréscimo. Aos 50, a bola sai pela linha lateral e o gandula Sidney Barbosa Santana retarda a reposição. O zagueiro Jorge Miguel, do Sertãozinho, vai tirar satisfações com Sidney, que não se intimida: “Eu devolvo a bola do jeito que eu quiser, filha da #*#**# (mula)”. Claro que o árbitro mandou o gandula para o chuveiro mais cedo, mas antes disso ele ainda foi perturbar a assistente Leandra Aires Cossette.

Crédito: Federação Paulistana de Futebol

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10. Garra excessiva

Jogo. XV de Piracicaba 1×1 Mogi Mirim (Campeonato Paulista Série A2)

Data. 1º de março de 2017

Alternatividade. Do campo para fora dele

Quando se assiste a uma partida dos estaduais, não se espera nada que encha os olhos do torcedor pelo primor técnico. A expectativa real é de que seja um jogo no máximo bem disputado e aguerrido.

O lateral Carlinhos, do XV de Piracicaba, encarnou justamente este espírito de luta quando foi tentar evitar que a bola saísse pela lateral. A jogada, que costuma arrancar aplausos da torcida local, terminou mal: Carlinhos foi com tanta vontade que perdeu os freios e foi parar justamente no lugar reservado aos policiais, entre os bancos de reserva!

Mesmo fora de campo, o que em tese liberava o jogo de continuar, o árbitro Márcio Roberto Soares preferiu paralisar as ações diante da aparente gravidade do lance. Carlinhos realmente se lesionou e precisou ser retirado de campo na ambulância. Que perigo, hein? A paralisação resultou em acréscimos, mas o jogo também atrasou porque o sistema de som demorou um pouco a tocar o hino da federação para a entrada das equipes. É protocolo, viu?

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