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Comercial MS com Márcio Bittencourt em 2017: ambos querem crescer de novo

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

O Comercial MS é um dos grandes times do Mato Grosso do Sul, a história prova o status. Porém, o clube estava meio afastado do protagonismo estadual, ficando mais perto do rebaixamento do que das semifinais em 2012 e 2013, por exemplo. Porém, tudo mudou para melhor no Comercial MS a partir de 2015, quando a equipe comemorou o nono título estadual (o rival Operário tem um a mais) e voltou ao cenário nacional ao disputar a Série D (2015 e 2016) e a Copa do Brasil (2016).

Se em 2016 o título sul-matogrossense ficou perto (o time foi vice-campeão, perdendo a final para o Sete de Dourados por 4 a 1 em dois jogos), na temporada que vem o Comercial MS deseja dar um passo maior não apenas em nível estadual, mas na Série D. Por essa razão, a equipe anunciou no último dia 16 de dezembro a chegada do técnico Márcio Bittencourt, 52 anos, aquele mesmo que teve o ápice da carreira em 2005, quando comandou o Corinthians.

As negociações duraram cerca de uma semana, e o Comercial MS conversava com outros três treinadores, optando por dar uma boa chance a Márcio Bittencourt, que deseja muito crescer junto com o clube no cenário nacional, subindo para a Série C e fazendo boa campanha na Copa do Brasil. Márcio Bittencourt, que chegará em Campo Grande no próximo dia 3 de janeiro – a  estreia é dia 29, contra o Novoperário –, espera mostrar de novo seu trabalho…

Relembre Márcio Bittencourt

O futebol brasileiro conheceu Márcio Bittencourt em meados de 2005, quando o então auxiliar-técnico do Corinthians foi alçado ao cargo principal para substituir o argentino Daniel Passarella. O time estava mal na Série A, mas Márcio Bittencourt, mesmo inexperiente, conseguiu cinco vitórias seguidas e chegou a colocar o Corinthians na liderança.

Apesar da boa campanha, a diretoria achou que o treinador não tinha cacoete para continuar no cargo e acabou o demitindo após 25 jogos, no segundo turno, após triunfo de 3 a 1 sobre o Flamengo, fora de casa – o Corinthians era vice-líder. A partir daí, Márcio Bittencourt nunca mais conseguiu trabalhar num time de ponta, se contentando com clubes de grande torcida local, como Santa Cruz/PE, Náutico/PE e Fortaleza/CE.

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Aos poucos, a falta de oportunidades e de resultados foi fazendo a carreira de Márcio Bittencourt diminuir de status, quando ele passou a aceitar emprego em times de menor expressão como Paulista de Jundiaí/SP, Batatais/SP, Vilhena/RO, Icasa/CE e, por último, Água Santa/SP, no qual chegou na 11ª rodada e não evitou o rebaixamento no Paulistão.

A chance a Márcio Bittencourt foi dada pela nova diretoria do Comercial MS, que foi escolhida no último dia 6 de novembro. O empresário Valter Mangini, que já patrocinou o clube em temporadas anteriores, substitui Ítalo Milhomem e ficará no cargo por quatro anos – é o terceiro presidente em dois anos. E a intenção do novo mandatário é reequilibrar as finanças, já que as dívidas atingem R$ 2 milhões, metade renegociada com pagamento em 12 anos e os outros 50% vencendo no curto prazo, de débitos trabalhistas.

A diretoria ainda não anunciou o time de 2017, mas já negocia com alguns atletas que defenderam o Comercial MS em 2016. O diretor de futebol é Paulo Telles, um dos fundadores do CENE, time que desistiu da 2ª divisão sul-matogrossense em 2016. Há pouco tempo para Márcio Bittencourt e dirigentes definirem o elenco do Comercial MS, que tem como objetivo o acesso à Série C. Mas a campanha na 4ª divisão precisará ser muito melhor que a de 2016…

O Comercial MS na Série D 2016

Após o vice-campeonato estadual, o Comercial MS trouxe o jovem técnico Pedrinho Maradona, 49 anos, bicampeão sul-matogrossense no clube como jogador (2000 e 2001).  Com pouco dinheiro, boa parte da equipe saiu, e o jeito foi apelar para soluções caseiras dentre o elenco de 24 jogadores. A seis dias da estreia na série D, o Comercial MS ainda procurava reforços e não havia realizado amistosos de preparação, o que impactou na campanha.

No Grupo A10, a equipe mediu forças com Ceilândia/DF, Aparecidense/GO e Araguaia/MT, mas já na primeira rodada viu o que a esperava: 5 a 0 a favor dos brasilienses no Distrito Federal, quando o técnico teve apenas 16 atletas à disposição. Na estreia em casa, derrota de 2 a 0 para o Araguaia, com mais um fato negativo: só 91 pagantes no estádio das Moreninhas (ou Jacques da Luz), o que deu prejuízo de R$ 3,3 mil.

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O primeiro ponto veio diante da Aparecidense (sem gols), mas a torcida já não acreditava, pois apareceram apenas 27 pagantes, com mais R$ 2 mil de prejuízo e cinco pontos atrás da segunda posição. Nem promoção de ingressos a R$ 10 adiantou, e o Comercial MS foi eliminado na quarta rodada, pois manteve um único ponto somado, na lanterna da chave.

A única vitória na Série D 2016 foi diante do Araguaia (2 a 1) fora de casa, mas a campanha terminou com revés de 2 a 0 para o Ceilândia em casa, com apenas 12 pagantes em Dourados e prejuízo de quase R$ 2 mil – o time somou quatro pontos, fez dois gols e levou 12.

Pior do que a campanha foi a situação financeira no Comercial MS. Antes da última rodada, os jogadores entraram em greve e ameaçaram não jogar por causa dos salários atrasados, dívida total de R$ 200 mil. Num comunicado em sua página oficial no Facebook, a diretoria do Comercial MS ventilava a possibilidade de desistir dos torneios de 2017 por dificuldades financeiras, o que motivou a organização de uma feijoada pelos torcedores, com lucro voltado para o clube. Espera-se que os dirigentes empresários reforcem as finanças, né?

 O Comercial MS no estadual

O Comercial MS começou a temporada com o técnico Tiago Batizoco, 35 anos, que se destacou no futebol rondoniense. Com jovens e alguns remanescentes, o time começou a ser formado e tinha 20 jogadores no elenco a dois dias da estreia no estadual. O veterano Aloísio Chulapa era a grande esperança do Comercial MS e chegou a fazer gols importantes, como no clássico contra o Operário, mas se machucou e acabou saindo depois do estadual.

Após oito jogos (2v, 4e, 2d), incluindo a queda na Copa Verde diante do Cuiabá/MT, Baltizoco foi demitido e veio Paulinho Rezende, que teve a sorte de contar com a boa fase de Lucas Guma, atacante que substituiu Aloísio Chulapa e chegou a fazer oito gols em dez jogos em todas as competições. Isso ajudou o Comercial MS a liderar a primeira fase do Campeonato Sul Matogrossense (19 pontos em dez jogos, vantagem no saldo de gols para o Operário). No mata-mata, a equipe eliminou tranquilamente o Águia Negra (5 a 1 em dois jogos) nas quartas e passou apertado pelo Corumbaense nas semifinais (dois empate sem gols, tinha vantagem).

Na final, Aloísio Chulapa marcou aos 48 do segundo tempo na derrota de 2 a 1 para o Sete de Dourados na ida, deixando o Comercial MS com chances de título. Porém, o histórico a favor do adversário (4v, 1e, 1d) fez valer mais uma vez e o Comercial MS perdeu de 2 a 0. Nem a promessa de Aloísio Chulapa (dez caixas de cerveja por cada passe para gol) adiantou.

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Informações

- O Comercial MS medirá forças com o Joinville/SC na Copa do Brasil 2017 em apenas um jogo, em Campo Grande. É a repetição do embate de 2016, que não foi fácil para os catarinenses. Há um ano, o Comercial MS ficou no 1 a 1 com o adversário (Lucas Guma marcou) e perdeu por apenas 1 a 0 em Santa Catarina, gol sofrido aos 33 do segundo tempo.

Foto: Reprodução

- Na Copa Verde, o Comercial MS também parou na primeira fase, as oitavas de final, ao empatar sem gols com o Cuiabá na ida, em casa, e levar de 2 a 0 nos domínios do adversário. O que chama a atenção é a homenagem do Comercial MS à bandeira estadual: o time entrou em campo de verde e azul em lugar ao tradicional vermelho e branco.

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