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Campeonato Sul-Matogrossense 2015 pode não ter estádios da capital

O futebol do Mato Grosso do Sul vem tentando evoluir no quesito importância do campeonato para o público local e disputa dentro de campo. Com muitos times mais novos e decadência dos outrora gigantes Operário e Comercial, as rivalidades atuais não são do tamanho da supracitada dupla de Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul.

Porém, a federação estadual está longe de resolver um problema de infraestrutura, muito importante e condição primeira para o crescimento do Campeonato Sul-Matogrossense: a falta de estádios, não no interior, mas na capital! Jogos são adiados, times precisam fazer deslocamentos maiores, o que implica aumento de gastos, tudo porque Morenão e Jacques  da Luz estão abaixo das exigências para sediar partidas de futebol…

Falta de laudos

Na segunda divisão estadual de 2013, o maior problema eram os estádios. A falta dos quatro laudos necessários (Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Vigilância Sanitária e Engenharia) para tornar apta a utilização dos locais poderia resultar em times tendo de atuar fora de casa. Na época, o diretor-técnico da federação, Marcos Antônio Tavares, lamentou as dificuldades:

“Nos últimos anos, não conseguimos começar os campeonatos com 100% dos laudos expedidos. Cobramos dos clubes com muita antecedência, mas lamentavelmente ainda hoje temos problemas de documentação que poderiam ter sido superados”, disse ao globoesporte.

Douradão (Dourados). Ainda na primeira divisão de 2013, o estádio Douradão havia sido interditado pelo Ministério Público por causa de laudos vencidos. Um jogo precisou ser adiado e depois o local foi liberado para 7.300 lugares, bem abaixo da capacidade de 30 mil. Em maio, o Governo do Mato Grosso do Sul doou o Douradão para a prefeitura, na intenção de o poder público cuidar mais de perto do local.

Morenão (Campo Grande). Maior praça do Mato Grosso do Sul, com 45 mil lugares, o Morenão também sofre com a falta de laudos, por causa de exigências do Ministério Público estadual não cumpridas. A federação local achou que o Morenão estava liberado para a segunda divisão de 2014, mas o Ministério Público recomendou a não utilização do estádio a dois dias do pontapé inicial, por várias razões: reparos necessários na manta impermeabilizante da área coberta, ferragens expostas, corrimãos quebrados e pias sem sifão. Jogos foram adiados até que tudo fosse resolvido.

Jacques da Luz (Campo Grande). O outro local de jogos em Campo Grande não pôde ser utilizado na Série B 2013 em razão de não ter elevado em 30 cm um muro atrás das arquibancadas. Na segunda divisão de 2014, seis clubes de Campo Grande precisavam jogar em casa, mas o problema de engenharia persistia. A Fundação Municipal de Esporte, administradora do local, repassou à federação a responsabilidade de cuidar dos laudos, mas não adiantou. O estádio Jacques da Luz teve seu último jogo em outubro de 2012.

Olho do Furacão (Campo Grande). Estádio privado, de propriedade do CENE, o local foi pouco utilizado na primeira divisão estadual, por opção do clube. Porém, para a segunda divisão, os laudos precisavam de renovação e o local foi descartado.

Interior de MS. A principal reivindicação nos estádios do interior é garantir o isolamento entre torcida mandante e visitante nas arquibancadas, algo que não existe na maior deles. O que implica construir banheiros e disponibilizar bares para a torcida de fora.

Temporada 2015

Ainda no fim de setembro de 2014, clubes e federação se reuniram para conversar sobre a situação dos estádios sul-matogrossenses. A intenção era que até 19 de dezembro houvesse a aprovação de todos os locais, pois a promotoria, que aprova os estádios com base nos laudos, fará recesso até a segunda quinzena de janeiro, tornando impossível ajeitar tudo na volta às atividades, pois o estadual começa em 1º de fevereiro.

Porém, em 1º de dezembro, Novoperário e Comercial, os dois clubes de Campo Grande sem estádio próprio, já pensavam em alternativas aos estádios Morenão e Jacques da Luz: ou dividir o Olho do Furacão com o CENE ou rumar para o interior, hipótese mais provável.

A federação vem tentando liberar o Jacques da Luz, mas ainda não foi feliz. O local precisa de R$ 90 mil em reformas para ficar apto, o que o administrador promete fazer. O prazo final é 15 de janeiro. Portanto, os clubes da capital por enquanto vão jogar no estádio Andradão, em Nova Andradina, de 7 mil lugares, a 300 km de Campo Grande. Será uma vergonha os clubes de Campo Grande não poderem atuar em casa no estadual 2015, não é mesmo?

 Informações

- No início de 2013, dois torcedores da SERC Chapadão resolveram eles mesmos revitalizar o estádio da cidade. Um empresário doou 20 latas de tinta e a dupla pintou as arquibancadas, já que a SERC tem um trabalho social importante na cidade.

- No início de 2014, o Governo de Mato Grosso do Sul prometeu liberar R$ 11,3 milhões, com recursos do Ministério do Esporte, para reformar três estádios: Morenão, na capital (R$ 9 milhões), Virotão, em Naviraí (R$ 580 mil), e Douradão, em Dourados (R$ 1,8 milhão). Sabe-se lá onde foi parar o dinheiro do Morenão, por exemplo.

- O problema dos estádios resultou na queda de público e renda dos times sul-matogrossenses de 2013 para 2014. Apenas o Maracaju teve aumento de público. Comercial (de 4.798 para 2.359), CENE (de 3.044 para 2.470) e Novoperário (de 8.496 para 3.354) sentiram a queda. Os três clubes de Campo Grande também tiveram diminuição da renda, que foi de: Novoperário (R$ 29.972,50), Comercial (13.750,00) e CENE (12.025,00).

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