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Pachuca leva Liga dos Campeões da Concacaf e é a “novidade” no Mundial

O mundo do futebol chegou a sonhar, mas não teve jeito. Os times mexicanos continuam dominando a Liga dos Campeões da Concacaf e chegaram ao 12º título consecutivo do torneio. Nas últimas seis temporadas, incluindo a atual (2016/17), só uma vez a final não teve dois mexicanos, o que deixa evidente que ainda vai demorar para um time de outro país da região figurar no Mundial de Clubes.

Numa final inédita, o Pachuca encarou o Tigres UANL em dois jogos e levou a melhor. Na primeira partida, na casa do Tigres, o Pachuca abriu o placar logo aos três minutos com o mexicano Raúl López, mas sofreu o empate aos 32, gol do argentino Ismael Sosa. A igualdade longe de seus domínios foi importante para o Pachuca, que ficaria com o título em caso de um 0 a 0 em casa.

No último dia 26 de abril, as equipes se encontraram no estádio Hidalgo, num jogo bastante disputado. A posse de bola ficou dividida em 50%, o Pachuca procurou mais as ações ofensivas e acertou no gol oito das 14 finalizações, enquanto o Tigres UANL errou 15 das 17 tentativas. Num jogo de muitos equívocos, o placar foi de apenas 1 a 0 para o Pachuca, gol do atacante argentino Franco Jara a sete minutos do fim.

É o quinto título da Liga dos Campeões da Concacaf a abrilhantar a sede do Pachuca, que venceu também em 2002, 2007, 2008 e 2009/10. Primeiro time garantido no Mundial de Clubes da FIFA 2017, o Pachuca foca no Campeonato Mexicano, pois precisa vencer os dois últimos jogos da fase de classificação do Clausura para estar no mata-mata sem depender de ninguém. Veja detalhes da campanha da equipe nesta temporada…

O Pachuca na Concachampions

Assim que foi realizado o sorteio da fase de grupos da Liga dos Campeões da Concacaf, os torcedores do Pachuca ficaram tranquilos. A equipe participou do Grupo E e enfrentou Olimpia (Honduras) e Police United (Belize). Com apenas uma vaga nas quartas de final, os mexicanos dominaram a chave, inclusive goleando os belizenhos por 11 a 0 fora de casa.

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Foram dez pontos somados e apenas um empate em quatro rodadas, 4 a 4 com os hondurenhos, na casa do adversário, na última partida – o Pachuca chegou a abrir 4 a 2 e levou o empate num pênalti em cima dos 45 minutos da etapa final.

Nas quartas de final, o Plano Tático publicou texto à época mostrando quais eram os cinco times que poderiam quebrar o longo reinado dos mexicanos na Liga dos Campeões da Concacaf. O Pachuca mediu forças com um deles, o Saprissa (Costa Rica), simplesmente o último não-mexicano a levantar a taça do torneio, em 2005.

Com extrema facilidade, o Pachuca ficou no empate sem gols na Costa Rica e aproveitou o mando de campo para golear o adversário por 4 a 0. Nas semifinais, a tarefa da equipe foi mais difícil… Diante do FC Dallas (EUA) nas semifinais, o Pachuca até abriu o placar na ida logo aos três minutos, fora de casa, mas levou a virada e perdeu por 2 a 1.

Na volta, os torcedores mexicanos passaram maus bocados em casa. Franco Jara abriu o placar aos 38 minutos, resultado que classificava o Pachuca. A dez minutos do fim, Hirving Lozano ampliou a vantagem e deixou o time muito perto da vaga na final.

O problema é que o paraguaio Cristian Colmán balançou as redes aos 41, o que levava o jogo aos pênaltis. Com muito esforço, Hirving Lozano marcou o gol da classificação aos 47 minutos e salvou o Pachuca de uma zebra na Liga dos Campeões da Concacaf – houve reclamações dos estadunidenses contra a arbitragem.

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O Tigres UANL era o grande favorito a levar a taça, até porque tem o elenco mais caro de toda a competição: 56,7 milhões de euros contra 35,9 milhões de euros do Pachuca. Mas a equipe alcançou o topo da Liga dos Campeões da Concacaf e ainda vai brigar para defender o título do Clausura, torneio do qual foi campeão em 2016.

Curiosidades do Pachuca

- Dos titulares que defenderam o Pachuca nas finais da Liga dos Campeões da Concacaf, três têm passagens nas seleções de base: Victor Guzmán, Alfonso Blanco, Raúl López, Érick Gutiérrez e Hirvin Lozano, que foi o artilheiro da competição com oito gols.

- O elenco é jovem (média de idade de 23,8 anos), com destaque para dois estrangeiros, ambos com passagens no futebol europeu. O atacante argentino Franco Jara, 28 anos, defendeu o Benfica e fez 11 gols em 43 jogos em 2010/11, além de ter jogado por Granada (Espanha) e Olympiacos (Grécia) – fez seis gols na Liga dos Campeões da Concacaf, o vice-artilheiro. Aos 27 anos, o atacante uruguaio Jonathan Urretaviscaya marcou três gols e passou a maior parte da carreira no futebol português (Benfica, Vitória de Guimarães, Paços Ferreira), com rápidos empréstimos para Peñarol (Uruguai) e Deportivo La Coruña.

- Com os cinco títulos da Liga dos Campeões da Concacaf, o Pachuca alcança a terceira posição no rol dos campeões, atrás do maior vencedor América do México (sete taças) e do também compatriota Cruz Azul (seis conquistas). O México tem 32 títulos do torneio, contra seis da Costa Rica, o segundo maior campeão.

- O Pachuca tem um jogador brasileiro no elenco, mas ele está emprestado. O meia Mateus Gonçalves tem 22 anos e começou na base do Palmeiras, mas rumou para Portugal a fim de jogar no Vitória de Guimarães B. Desde 2015/16 no futebol mexicano, Mateus se destacou no Deportivo Tepic (2ª divisão), pelo qual fez 12 gols em 37 jogos, foi contratado pelo Pachuca e está emprestado ao Chiapas, da elite nacional.

- Nas três edições anteriores do Mundial de Clubes que participou, o Pachuca só passou das quartas de final uma vez. Em 2008, a equipe encarou o Al Ahly (Egito) e empatou após estar perdendo de 2 a 0, levando para a prorrogação. No tempo extra, o time fez mais dois gols e avançou para encarar a LDU Quito (Equador), sendo superado por 2 a 0 no primeiro tempo.

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