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Aktobe e Shakhter: possibilidade de fazer história na Europa

A história do futebol cazaque pode ser dividida em duas grandes etapas. Entre 1936 e 1991, os clubes do país disputavam as divisões inferiores do Campeonato Soviético, que findou com a queda da União Soviética. Assim, a partir de 1992, o Cazaquistão passou a organizar sua própria competição. Entretanto, o sonho de poder jogar torneios europeus só se tornou possível em 2002-03, quando os cazaques foram representados por três equipes.

Na Liga dos Campeões da UEFA, o FC Astana sucumbiu na primeira fase preliminar, perdendo para o Sheriff Tiraspol (Moldávia) no gol fora de casa. Na antiga Copa da UEFA, Atyrau (2 a 0 para o FK Púchov/Eslováquia) e Kairat Almaty (5 a 0 a favor do Estrela Vermelha/Sérvia) também ficaram na mesma fase. A primeira vez que um time do Cazaquistão avançou para a etapa seguinte foi o FK Astana, em 2007-08. Na ocasião, a equipe eliminou o Olimpi Rustavi  (Geórgia) por 3 a 0, mas parou na segunda fase eliminatória, sendo humilhado pelo Rosenborg/Noruega (10 a 2).

Candidato nº 1

Apenas um clube detém as melhores campanhas cazaques nas competições europeias. Em 2009-10, o Aktobe foi  longe na Liga dos Campeões… A primeira vítima foi o FH (Islândia), que levou de 6 a 0 do adversário já na segunda fase eliminatória. Na etapa seguinte, porém, a equipe perdeu, mas vendeu caro a derrota para o Maccabi Haifa/Israel (4 a 3). Assim, o Aktobe foi jogar os playoffs (última fase antes da de grupos) da Liga Europa, mas teve pela frente um adversário difícil: levou de 8 a 3 do Werder Bremen (Alemanha).

Na temporada seguinte (2010-11), o time repetiu a campanha. Passou pelo Olimpi Rustavi na segunda fase da Liga dos Campeões, mas perdeu de 3 a 2 para o Hapoel Tel Aviv (Israel), indo para a Liga Europa, na qual foi novamente eliminado, levando de 3 a 2 do AZ Alkmaar (Holanda). Na atual competição (2013-14), o Aktobe tem nova chance de atingir a fase de grupos.

O time passou pelo Gandzasar (Armênia) na primeira fase qualificatória da Liga Europa, deixando para trás também o Hodd (Noruega), por 2 a 1. Diante do Breidablik (Islândia), a equipe precisou dos pênaltis (2 a 1) para superar o adversário. Entretanto, o Akotbe terá de medir forças com o poderoso Dinamo de Kiev (Ucrânia) se quiser ser o primeiro time do Cazaquistão a jogar a fase de grupos da Liga Europa. Não deve acontecer…

O Aktobe chegou a perder para o Hodd, mas avançou

Imagem de Amostra do You Tube

Candidato nº2

Embora o Aktobe seja o time mais famoso do Cazaquistão, o rival Shakhter Karagandy, bicampeão nacional, é quem atualmente domina a liga nacional. A equipe participou de todas as edições da Kazakh Premier League, mas teve relativo sucesso a partir de 2010-11, quando começou a frequentar os torneios europeus. Nas duas primeiras vezes, o Shakhter caiu na primeira fase preliminar da Liga Europa (2008-09 e 2010-11), assim como na estreia na Liga dos Campeões (2012-13).

Porém, a atual temporada vem mostrando outro clube. Logo na segunda fase eliminatória, o Shakhter Karagandy encarou a grande surpresa da temporada anterior: contra o BATE Borisov (Bielorrússia), que vencera o Bayern de Munique em 2012-13, esperava-se vitória adversária, mas os cazaques surpreenderam duas vezes e alcançaram duas vitórias pelo placar mínimo. Na terceira fase preliminar, a equipe encarou o Skënderbeu Körçe (Albânia), definindo o confronto no jogo de ida, ao vencer por 3 a 0 – na volta, perdeu por 3 a 2, levando três gols nos primeiros 29 minutos, mas marcou duas vezes e se garantiu.

O gol de Shakhter 1 a 0 no BATE Borisov

Imagem de Amostra do You Tube

Na fase de playoffs, o Shakhter Karagandy pode se tornar o primeiro clube do Cazaquistão a alcançar a fase de grupos da Liga dos Campeões. Porém, para isso a equipe terá de superar o forte Celtic (Escócia) nos próximos dias 20 e 28 de agosto. Não vai ser fácil, e vencer os escoceses seria uma grande zebra (caso seja eliminada, a equipe jogará os playoffs da Liga Europa)… Mas quem sabe não chegou a hora do Cazaquistão?

Informações

- O Shakhter é de Karagandy, quarta maior cidade do país e famosa pelas minas de carvão (Shakhter em russo significa mina de carvão), mas desde os confrontos com o Skënderbeu Körçe vem atuando em Astana, capital do Cazaquistão, distante 259 km.

- O Shakhter já participou de oito confrontos nos torneios europeus, conseguindo eliminar o adversário em três oportunidades, duas em 2013-14. Em 2011-12, a equipe passou pelo Koper (Eslovênia), mas caiu diante do St. Patricks (Irlanda).

- Não se pode negar a importância do técnico russo Viktor Kumykov, que chegou ao Shakhter justamente em 2011, quando a equipe levou seu primeiro título no Campeonato Cazaque. Ele tem 50 anos e o time mais conhecido que já comandou foi o Spartak Nalchik (Rússia), entre 1996-98. Em entrevista ao site oficial da UEFA, Kumykov foi categórico: “É o melhor momento de minha carreira. Fomos duas vezes campeões nacionais e agora estamos nos playoffs da Liga dos Campeões. Mas queremos conquistar mais, Karagandy é uma cidade especial e a torcida é vibrante, nos apoia muito”, comentou.

- O Cazaquistão já teve 11 clubes diferentes em competições europeias. O mais experiente é o Aktobe, com sete participações. FK Almaty, Okzhetpes Kokshetau, Ordabasy Shymkent e Zhetysu Taldyjorgan são os mais novos, todos com uma participação.

- No Campeonato Cazaque 2013, o Aktobe lidera com 24 pontos na fase final, três a mais que FK Astana e Shakhter. Há três brasileiros no país: o zagueiro Zelão (Astana), ex-Corinthians e Bragantino, o atacante Andrezinho (Ordabasy), ex-Atlético Mineiro e CENE (Mato Grosso do Sul), e o zagueiro Jhonnes (Tobol), que já defendeu Londrina, Náutico, Treze, entre outros. Mas o mais importante brasileiro no Cazaquistão foi o atacante Nilton Pereira Mendes. Artilheiro da liga em 2000, melhor estrangeiro de 2002 e campeão em 1999, o atleta estava no Shakhter Karagandy, mas sofreu um mal súbito em setembro de 2006, vindo a falecer aos 30 anos. Palavras do presidente do time: “Vamos velar o corpo dele no estádio e tenho certeza de que muitos torcedores irão se despedir de Nilton. Ele sempre foi cordial, uma grande perda para o futebol cazaque. Todos vão para Deus, somos mortais, mas uma pessoa não pode nos ser tirada tão cedo…”, disse Gregory Loria.

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