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Paysandu x Santos: grandes jogadores no início dos anos 2000 [Copa do Brasil 2017]

Montagem/ Plano Tático

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Nas oitavas de final da Copa do Brasil, se encontram os times da Libertadores e das fases iniciais. Porém, em 2017, a CBF modificou um pouco esse enredo ao incluir os campeões da Copa Verde (Paysandu), da Copa do Nordeste (Santa Cruz) e da Série B (Atlético Goianiense), depois de os dois primeiros não terem ficado com suas vagas na Copa Sul-Americana – a Conmebol mudou a regra e exigiu que a CBF desse as vagas aos times da elite nacional.

Um dos encontros será exatamente entre o Santos, vice-campeão brasileiro em 2016, e o Paysandu, que chegou a ser ameaçado pelo rebaixamento na Série B, mas se recuperou e terminou no 14º lugar, nove pontos acima da degola – os times se enfrentaram pela última vez em agosto de 2005, com vitória de 3 a 2 para o Santos na Série A. O primeiro jogo será na Vila Belmiro, no próximo dia 26 de abril, quarta-feira, às 19h30. A volta está marcada apenas para 10 de maio, às 21h45, no estádio Mangueirão.

Atualmente, o Santos é favorito e tem boas chances de avançar às quartas de final da Copa do Brasil, ainda mais depois de a diretoria do Paysandu informar que s o time será mais modesto para que o clube construa seu Centro de Treinamento. Porém, futebol é dentro de campo e o Paysandu tem chances de superar o Santos, algo que fez duas vezes seguidas no início dos anos 2000, quanto os dois times contavam com jogadores importantes. Relembre as duas vitórias do Papão da Curuzu

O retrospecto

Evidentemente, Santos e Paysandu não fazem um confronto muito equilibrado. O Santos leva a melhor com sobras na soma dos 16 embates na história, o primeiro lá em 19 de outubro de 1977, quando goleou os paraenses por 4 a 0 na Série A.

O Santos acumula 12 triunfos sobre o Paysandu, que venceu só duas vezes – ocorreram dois empates. Os santistas ainda marcaram 41 gols, enquanto os paraenses balançaram as redes do adversário em 13 oportunidades. Entre 1982 e 1995 (seis jogos), o Santos conquistou vitórias no confronto, mas nas duas partidas seguintes quem mandou foi o Paysandu (veja detalhes do pré-jogo no canal do Youtube Arthur Sousa TV

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Paysandu supera Santos – Ato I

2002 foi um ano histórico para a torcida do Paysandu. Naquela temporada, o Papão da Curuzu estava na Série A (foi campeão da Série B 2001) e começou a competição com vaga garantida na Libertadores 2003, já que dias antes, em 4 de agosto, vencera o Cruzeiro nos pênaltis para ficar com o título da Copa dos Campeões 2002, torneio que reunia os melhores classificados dos torneios regionais.

O Paysandu tinha grandes planos na elite nacional, mas chegou às últimas rodadas da 1ª fase (ainda não era pontos corridos) brigando contra o rebaixamento. Após o 21º de 25 jogos, a equipe somava 19 pontos na 24ª colocação, dois pontos acima do lanterna Paraná Clube  e a três de se salvar da degola.

Aquele Paysandu de 2002 tinha jogadores históricos, como o atacante Zé Augusto, 28 anos (passou toda a carreira no Papão, de 1998 até 2012), o também avançado Balão, 27, que estreava vindo do rival Remo (jogaria até 2005, com breve passagem na Coreia do Sul), além do meia Jóbson (não é aquele do Botafogo), que marcaria 10 gols na Série A 2002.

O volante Sandro Goiano tinha 28 anos e sairia do Paysandu rumo ao Grêmio em 2005, enquanto Vanderson estava com apenas 22 anos – passaria pelo Vitória em 2005, voltando ao Paysandu em 2011 para ficar até 2014, aos 35 anos. Além disso, o Paysandu tinha o jovem meia Vélber, de 24 anos (voltou ao clube em 2016, aos 37 anos, mas só jogou quatro vezes) e o atacante Vandick, que tinha 37 anos na época e chegou a ser presidente do Paysandu.

Naquele 23 de outubro de 2002, o Paysandu foi o mandante e fez um jogo disputado com o Santos. Aos 11 do primeiro tempo, Zé Augusto completou cruzamento na segunda trave e abriu o placar, mas o Santos empatou dois minutos depois com Elano, que desviou da pequena área com liberdade. O jogo ficou no 1 a 1 até os 42 da etapa final, quando Vandick recebeu ótimo passe na área e tocou na saída do goleiro!

Após o gol, o Santos foi inteiro reclamar da arbitragem, mas o problema começou depois que um policial acertou o zagueiro Preto com um cassetete no rosto. Outro atirou spray de pimenta nos olhos do técnico Emerson Leão. Pelo menos a vitória ajudou o Paysandu a se salvar: o time ficou com 29 pontos na 21ª posição, dois acima da degola. Palmeiras, Portuguesa, Gama e Botafogo caíram, o Santos seria o campeão no mata-mata.

Aliás, o adversário tinha grandes jogadores como os laterais Maurinho e Leo em grande fase, o ainda jovem zagueiro André Luís, 22 anos (o que mostrou cartão ao árbitro), Paulo Almeida e Elano com apenas 21 anos e Renato, atualmente no clube, com 23. O zagueiro Alex, hoje no Milan, tinha 20 anos e não jogou aquela partida.

Diego fazia sua temporada de estreia no profissional com apenas 17 anos, num time cujos veteranos eram os zagueiros Cléber (o Clebão do Palmeiras), Odvan, o meia Robert, atualmente técnico do União ABC/MS, além do atacante Oséas.

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Paysandu supera Santos – Ato II

Em 2003, o Paysandu manteve uma base e encarou a 1ª fase da Libertadores, passando com a liderança num grupo que tinha Cerro Porteño (Paraguai), Sporting Cristal (Peru) e Universidad Católica (Chile) – 14 pontos em seis jogos. Antes da fatídica partida com o Boca Juniors nas oitavas de final, a equipe começou a Série A, que tinha a novidade dos pontos corridos.

Após três rodadas, o Paysandu somava um ponto e ocupava a lanterna, tendo feito quatro gols e sofrido dez. Numa época em que caíam apenas dois times, a distância para sair da degola estava no saldo de gols, e o Paysandu conseguiu o objetivo na quarta partida…

Mais uma vez em casa, o Paysandu encarou o Santos, que tinha uma base parecida com a do ano anterior, com a adição de atletas importantes como o goleiro Fábio Costa e o zagueiro Alex de titulares, assim como Ricardo Oliveira e a então jovem promessa Robinho, que havia aparecido no mata-mata de 2002.

A mescla do Paysandu também era bastante interessante. Jovens como o zagueiro André Dias, 24 anos (Goiás, São Paulo e Lazio de 2009/10 até 2013/14), e o meia Magnum, 21 (chegou a ser contratado pelo Santos em 2006, não rendeu; esteve no Bonsucesso/RJ em 2017, aos 35 anos), dividiam espaço com jogadores mais experientes.

O atacante Robgol, 33 anos, fez história e ajudou muito o Paysandu ao marcar 15 gols na Série A (passou rápido pelo Santos em 2004), o goleiro Carlos Germano (esteve no Estrela do Norte/ES como auxiliar) estava com 32 anos e era titular. O Papão ainda tinha o lateral-direito Rodrigo, campeão brasileiro pelo Corinthians em 1998 e 1999.

Mas o grande destaque era o meia/atacante Iarley, que brilharia na Libertadores 2003 aos 29 anos, que iria para o Boca Juniors e seria campeão mundial com o Inter em 2006 – voltou ao Paysandu em 2013, aos 39 anos. Com tantos jogadores de envergadura, o jogo foi muito disputado…

Robinho abriu o placar para o Santos aos 38 do primeiro tempo após pegar sobra de bola livre na área.  A menos de um minuto da etapa final, Vélber empatou ao desviar bola mesmo com goleiro e zagueiro bem perto na pequena área.

Aos 31, num contra-ataque, o Paysandu virou sobre o Santos com o mesmo Vélber, saindo da zona de rebaixamento e se salvando da degola ao fim das 46 rodadas no saldo de gols (o Fortaleza caiu com -16, o Paysandu tinha -3). O Bahia foi o lanterna, enquanto o Santos foi vice-campeão atrás do imbatível Cruzeiro da tríplice coroa.

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Quem leva a melhor em 2017?

Curiosidades

- No Paysandu de 2002 destacavam-se ainda dois jogadores que atualmente são técnicos. Rogerinho, que tinha 34 anos naquela época e é auxiliar do Paysandu em 2017, e Lecheva, volante de 28 anos que hoje comanda o São Raimundo/PA, da Série D.

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