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Copa América 2016: a derrota da seleção brasileira para o Peru em 1985

UMA VERGONHA! Sim, o Plano Tático também se une àqueles que estão revoltados com o momento da seleção brasileira, pois do jeito que as coisas estão o Brasil corre, sim, risco de ficar de fora da Copa 2018, o que seria desastroso até para a economia nacional. Ser eliminado da Copa América 2016, a tal edição especial de centenário do torneio, num grupo com Equador, Haiti e Peru soa muito assustador.

O futuro da seleção brasileira nas eliminatórias da Copa 2018 está próximo, já que vamos entrar em campo seis vezes até o final do ano, duas em setembro, outubro e novembro. Ou seja, em janeiro de 2017 faltarão APENAS SEIS RODADAS para o fim do qualificatório e, se algo não mudar muito rapidamente, pode ser que o péssimo desempenho da Copa América 2016 seja também visto nestas partidas.

É bom lembrar que o Brasil atualmente é o sexto colocado no torneio com nove pontos em seis jogos, quatro atrás dos líderes Uruguai e Equador e a um de entrar na zona de classificação direta. Por outro lado, o sétimo Paraguai também soma nove pontos. Empatar com os equatorianos foi péssimo, levar um gol dos esforçados haitianos é preocupante, mas pior ainda é ser derrotado pelo Peru, mesmo que o gol tenha sido totalmente irregular.

Imagem de Amostra do You Tube

As derrotas da seleção brasileira para o Peru

O Plano Tático, no entanto, não irá focar diretamente em todos os vexames brasileiros na Copa América 2016, mas apenas no revés histórico diante do Peru. O 1 a 0 com gol de mão do atacante Raúl Ruidíaz (ele defendeu o Coritiba entre 2012 e 2015, fazendo oito jogos na Série A 2012) foi apenas o quarto resultado negativo do Brasil contra os peruanos em toda a história, mais precisamente desde 27 de dezembro de 1936, o primeiro embate entre ambos.

Brasil e Peru já se enfrentaram 43 vezes, com 30 triunfos brasileiros, os quatro do Peru e nove empates. O primeiro revés ocorreu em 19 de março de 1953, também por 1 a 0 e válido pela Copa América daquele ano, disputada em Lima, capital do Peru – o Brasil ficou empatado com o Paraguai em número de pontos, mas perdeu de 3 a 2 no desempate e foi vice-campeão.

Entre 1962 e 1970, o Brasil teve nove vitórias em nove jogos, a melhor sequência do confronto, interrompida em 30 de setembro de 1975, também na Copa América. Naquele ano, o torneio não teve sede fixa e cada seleção pôde jogar em casa. Nas semifinais, a seleção brasileira teve apoio de 75 mil torcedores no estádio Mineirão, o mesmo do histórico 7 a 1 para a Alemanha, perdendo de 3 a 1 para os peruanos – na volta, o Brasil fez 2 a 0, mas o gol fora de casa levou o adversário à decisão e ao segundo título da Copa América.

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O último vexame antes da Copa América 2016

Dez anos e cinco partidas depois da eliminação na Copa América 1975, o Brasil entrou em campo no estádio Mané Garrincha, em Brasília, para um amistoso diante dos peruanos. Era 28 de abril de 1985, quase três anos após a doída eliminação da Geração de 82 para a Itália de Paolo Rossi, mas praticamente 365 dias antes da estreia da seleção brasileira na Copa 1986.

A partida era válida pela Taça Tancredo Neves, em homenagem ao político mineiro, que havia sido eleito presidente do Brasil em janeiro daquele ano – foi o último pleito indireto, por meio de um Colégio Eleitoral; Paulo Maluf foi o outro candidato. Veja o time…

O Brasil em 1985. Paulo Victor (Fluminense), Luís Carlos Winck (Internacional), Oscar São Paulo), Mozer (Flamengo), Branco (Fluminense), Dema (Santos), Alemão (Botafogo), Casagrande (Corinthians) [Jorginho/Palmeiras], Bebeto (Flamengo), Careca (São Paulo), Éder Aleixo (Atlético Mineiro) [Mário Sérgio/Palmeiras]. Técnico: Evaristo de Macedo.

Mesmo com ótimos jogadores em campo, bem diferente da atual seleção brasileira, o Brasil sucumbiu aos peruanos aos 16 minutos do segundo tempo. Num ótimo contra-ataque, dois jogadores adversários apareceram na área e só havia Oscar na frente deles.

Num passe simples à esquerda, a bola chegou para um peruano, que tentou finalizar na saída de Paulo Victor, mas o goleiro fechou o ângulo. Só que a bola sobrou para o meia Julio César Uribe, que finalizou forte e estufou as redes brasileiras – foi um dos nove gols dele na seleção peruana; Uribe jogou a Copa 1982, a mais recente disputada pelo país, e era treinador do Universidad San Martín (Peru) até 2014.

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Detalhe curioso é que, desta seleção que perdeu para o Peru em 1985, alguns jogadores estiveram na Copa 1986, comandados pelo técnico Telê Santana, já que Evaristo de Macedo, mesmo tendo classificado a equipe para o torneio, foi demitido – trabalhou na seleção do Iraque, única participação do país asiático.

É bom lembrar que o Brasil ficou em primeiro lugar no Grupo D, superando Espanha (1 a 0), Argélia (1 a 0) e Irlanda do Norte (3 a 0), goleou a Polônia por 4 a 0 nas oitavas de final, mas nas quartas de final parou nos franceses por 4 a 3 nos pênaltis, após empate de 1 a 1.

Quem jogou a Copa 1986. Paulo Victor (nenhum jogo na Copa 1986), Oscar (nenhum jogo), Branco (titular nos cinco jogos), Alemão (titular nos cinco jogos), Casagrande (dois jogos como titular e um na reserva), Careca (titular nos cinco jogos e cinco gols marcados).

Como se pode ver, a seleção brasileira já teve outros vexames na história, a eliminação na Copa América 2016 é apenas mais um. Entretanto, preocupa é a qualidade dos jogadores da atual equipe, bem diferente do time dos anos 1980, que tinha grandes craques como Careca e Casagrande. Não se sabe o que será do Brasil nas eliminatórias para a Copa 2018, mas o Plano Tático torce – e reza – para que nós brasileiros possamos acompanhar o torneio da Rússia torcendo por vitórias brasileiras, não é mesmo?

Informações

- A imagem não é das melhores, mas quem se interessar há no Youtube o JOGO COMPLETO do amistoso entre Brasil e Peru de 1985. Infelizmente, um futebol que parece cada vez mais distante para a atual seleção brasileira…

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